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negativos & positivos (23) [charlie watts]…

hoje, domingão… solaço, tamborim ao longe, areinha corroendo a virilha, manguaça, né?

pois bem, segura o frequentador de copacabana, em pleno inverno carioca…

yeah… mister charlie watts, o dínamo dos stones! mamãe!

o monumento veio ao rio (acompanhado pela patroa+filhota+cunhadão) curtir uns dias de férias…

e ficou hospedado no copacabana palace, julho de 1976!

só sei que, ao passar pela hospedagem, avistei – láááááá longe – a família watts saindo da praia.

e como eu estava com a xeretinha, lascou – CLICK,CLICK, CLICK…

até eles pisarem o calçadão quando foi feito o registro que, hoje, turbina o tico.

well, well, well… não é preciso dizer que charlie fez todo o percurso do areal me fulminando com os olhos…

que, somados ao seu típico jeito de posicionar a boca, deixavam o mais “refinado” dos stones parecendo

um canibal prestes a devorar o primeiro que cruzasse o caminho…

e era eu que estava na reta!

no que ele veio se aproximando, tratei de me defender, cantarolando:

“take it easy, my brother charlie”

hahaha… UFA… sobrevivi!

ainda deu tempo de clicar a família atravessando a avenida atlântica e babar com o roupão do cunhadão…

em azul bem escuro com enormes letras douradas atrás:

THE ROLLING STONES

ainda pensei oferecer alguma coisa em troca… mas achei melhor manter minha pele inteira.

qualquer hora dessas, volto com charlie em copa… hoje, nada pode interferir no registro acima.

afinal, os cornos dele, a semelhança física de um símio, a pose da patroa, o fundo da rapeize batendo bola,

o calçadão, number8… deixa essa fotoca reinar solo!

( :

negativos & positivos (21) [chiquinha]…

por falar em sodade, dessas que reviram o coração…

minha – e de muita gente – querida amiga chiquinha… ladeada pelos jornalistas pepe escobar e josé emilio rondeau.

num trelelê, no rio de janeiro / 1986, com david byrne

chiquinha trabalhou por muitos anos como gerente internacional da EMI.

sua paixão por música sempre foi uma benção para quem estivesse por perto.

chica forévis!

pedro no #63, só no roNca…

brasa pura, hein?

mais uma vez, o roNca roNca toma forma de um programa em rádio AM.

língua solta, muita informação, alto astral, gargalhadinhas… e Música.

tudo graças à presença de pedro só no jumboteKo.

D+!

segura “janeliNha & bula” do #63…

ouro negro – “nanã”

carlos careqa – “porque é que a vovó tá fria?”

zambo cavero – “mueve tu cucu”

gol uruguaio copa50

daminhão experiença – “mar”

luiz melodia & daminhão experiença – “forró de janeiro”

peggy lee – “sittin’ on the dock of the bay”

ken boothe – “let’s get it on”

the smiths – “still ill” (parte) (7″ / flexi)

fito paez – “yo te amo”

joan baez – “tumbleweed”

barry adamson – “split”

projeto coisa fina – “quintessência”

moacir santos – “suk cha”

gilberto gil – “mr.sganzerla”

criolo doido – “a melô da vovó”

alexandre mandou pra gente…

“salve mauricio. tudo bem?
lendo sobre o antológico concerto do james brown no maracanãzinho, me lembrei de um fato deveras curioso.
eu estava na fila do gargarejo, e muito perto de mim a roberta close.
rolou um climão entre ela e o mr brown durante todo o show.
não sei o que aconteceu depois, mas que esse concerto foi dedicado a ela, não tenho dúvidas.
azaração máxima!”
abs!!!! alexandre

pedro só no roNca, hoje, às 21h…

o jornalista pedro só estará, logo mais, a bordo do roNca roNca… pela terceira vez!

companheiro de batalhas sangrentas a favor dos sons “cabeleira altíssima”, pedro carregou uma boa quantidade de discos

– cd & vinil – para iluminar o #63, na oi fm web!

os combates corpo-a-corpo tiveram lugar em descampados como globo, bizz, JB, usina do som, globo.com, billboard,

folha espírita de são joão de meriti e fanzine “fogão é foda” (informativo da torcida do botafogo)!!!

os assuntos perambularão de peggy lee à copa de 50, passando por racismo, jornalismo e criolo doido!

vai perder?

é às 21h, ao vivo (mas gravado)!

cheers

daminhão+JB+radiolla…

logo ali embaixo (dia 13), comentei sobre a presença de daminhão experiença no radiolla…

o “programa de rádio” que fiz quando estava fora do rádio, em 1993, procede?

pois bem, se você gosta de comunicação/jornalismo, veja bem como a informação do fato foi processada

por aquele que era, talvez, na época, o principal veículo impresso do rio de janeura – o jornal do brasil.

o radiolla acontecia às segundas feiras… no mesmo dia do embalo, o referencial caderno B publicou

uma matéria (com foto) de 1/4 de página chamando para a noite… dando toda a bula: daminhão + bruce henri + lulu santos e outros detas!

na quarta feira seguinte, 48 horas depois, o mesmo caderno B apresentou matéria, assinada por pedro só, de página inteira sobre a MEGA noitada na torre de babel.

ou seja, em dois dias, o JB manteve seus leitores informados de algo muito interessante e inusitado –

a reunião de daminhão experiença (acredite, pela primeira vez num palco), bruce henri e lulu santos…

absolutamente inédita e que, dificilmente, voltará a acontecer.

dando uma catada sobre daminhão na web, a falta de informação é grandiosa… e confusa, compreende?

daminhão, há décadas, vem formando legiões de fissurados pelo planeta lamma.

em 2011, levei um amigo de BH para cruzar com ele… como sempre, em ipanema, onde reside.

meu chapa, ao se defrontar com a lenda… fez blublu foooooorte, não acreditando na visão.

na década passada, um monte de gente se movimentou para melhor documentar sir ferreira da cruz.

em 2009, um desses grupos de adoradores conseguiu fazer um show com daminhão no SESC de santo andré (SP).

mesmo com todos esses cidadãos do planeta lamma se esforçando para melhorar o deserto, é impressionante a quantidade de inverdades sobre o monumento… até compreensíveis já que ele faz questão de embaralhar a História.

por exemplo, duas das mais frequentemente repetidas:

1) daminhão é mendigo por opção

daminhão NUNCA esmolou… NEVER!

2) daminhão é favelado

daminhão mora num apartamento na rua nascimento silva, ipanema… em edifício clássico do bairro, próximo à favela do cantagalo… e, também, utiliza um sítio – ou algo parecido – fora do rio.

enfim, como se trata de um MITO, abundam causos e mais causos!

tomara que o tico de hoje ajude a iluminar (só um pouco, não precisa muita luz) a tortuosa trajetória de nosso ídolo.

voltando ao JB,

prestenção na matéria de quarta feira, maio1993, dois dias depois do radiolla:

cesar mandou pra gente…

AVENTURAS SANTÂNICAS

“Meu filho Bernardo me fala de loucas imagens dos shows do Santana no começo dos anos 1970 no site do Mauricio Valladares. As minhas estão preservadas apenas nos meus vetustos neurônios.

Lembro que foram dois shows, Theatro Municipal e Maracanãzinho. Eu não perderia nenhum show deles, ainda mais com meu irmão mais novo, eu mais tarado pelo guitarrista Carlos Alberto Santana Barragán que arrebentara em Woodstock.

A repercussão da presença do mexicano e a procura pelos ingressos me levou a perguntar à minha mãe sobre a possibilidade de irmos aos shows. Vinte e cinco cruzeiros cada (quanto seria hoje?), não dava; o dinheiro não abundava no pequeno apartamento de Vila Isabel, embora nada de importante faltasse: amor, comida, estudo, livros e música, muita música.

Neca de grana, vou invadir. E mesmo que pudesse, estava totalmente sold out.

Foi uma aventura santânica. Hoje, sei que não seria capaz de reproduzir as façanhas que passo a contar.

SANTANA INVADE O MUNICIPAL, EM 1971

Era jovem, tinha apenas 21 anos (naquele tempo, 21 anos não era como hoje, todos se estarreceram quando casei no final daquele ano), e resolvi que ia tentar. Ia dar um jeito.

Logo percebi que a turma na fila estava minimamente disposta a colaborar com as minhas necessidades culturais. Os seguranças, já naqueles tempos armários bombados, com terno e gravata, impediam qualquer tentativa de entrar pela porta da frente. O negócio era invadir.

Dei uma afastada do prédio e analisei as possibilidades. Pela Av. 13 de Maio, a rua da então sede do Bola Preta, vi que as portas laterais, eternamente fechadas, eram escaláveis. Dali, poderia tentar invadir por uma janela lateral. Escalei.

No alto da coluna, me esgueirei até a cobertura da bilheteria lateral. Dali, foi só erguer o corpo e sair no banheiro… das mulheres! Gritaria, correria… saí dali antes que alguém me pegasse. Ainda bem que Maria da Penha ainda não havia nascido.

Com a maior cara de pau, perguntei ao segurança do lado de fora como poderia chegar a galeria, quase no teto do Theatro, vertigem absoluta. Dali, vi a primeira metade do show.

Mas, ora, porra, neguinho vendo o show no palco e eu aqui? Aproveitei o intervalo para descer. Deu tudo certo. Sentei ao lado do percussionista brasileiro da banda (era mesmo brasileiro, Mauricio? quem seria?). No meio do show, todos enlouquecidos com o repertório de Abraxas, o cara jogou uma baqueta pro alto, novinha em folha. Me joguei pra pegar no ar, defesaça digna do Jefferson, o maior goleiro do Brasil.

MARACANÃZINHO, SAMANGOS NO ENCALÇO, em 1973

No Maracanãzinho, a maluquice começou com pular o muro da esquina de Av. Maracanã com Eurico Rabelo. Dá um pé aqui, impulso garantido pela preparação de jovem jogador de basquete do Club Municipal, mão no alto do muro e pula pro outro lado. Um bando de malucos veio atrás. Ninguém à vista, nenhuma saída.

Catando um jeito de acessar a área interna do ginásio, onde o couro ia comer, eis que surgem PMs, naqueles tempos sem gás de pimenta ou choque elétrico, mas no auge da ditadura, eles doidos pra dar cacetadas em qualquer infrator. E nós éramos “infratores da lei e da ordem”.

O jeito foi escalar a parede, na base ainda do bota o pé aqui, e sair na área escura e empoeirada debaixo das arquibancadas. Já era alguma coisa, pelo menos escapamos dos samangos. Só tínhamos que sair dali pra ver o show.

Procura daqui e dali, um cara dormia placidamente apesar da algazarra da garotada que invadia a rampa de acesso ao ginásio. Acordei o sujeito, dei uma merreca pra ele, que abriu uma porta pra gente sair.

Incrivelmente, a porta dava bem no alto da rampa, a turba chegando, gargalhadas gerais de ver a gente saindo ali, um pra cada lado, pimba!

Acho que inaugurei a mendicância cultural naqueles tempos.

A vida passa, o tempo voa… mais de quarenta anos depois, com o coração remendado por “stents” e safenas, meio fora de forma, nem ouso pensar naquelas maluquices. Aliás, nem me reconheço mais nelas. Mas fui eu, sim. E fico feliz que tenha sido.”

Cesar

negativos & positivos (17) [daminhão experiença]

diretamente do planeta lama…

em abril1993, poucos dias antes de se apresentar na torre be babel (ipanema-rio), no radiolla…

o “programa de rádio” que eu fazia quando estava foreta do dial!

daminhão dividiu o palco com lulu santos (solo) e com o baixista bruce henri (solo)!!!

UAU, essa escalação só perde pro TIM festival2005 e pra glastonbury1984!

( :

e, em novembro2000, quando repartiu a noite com toni platão & banda numa edição

da festa roNca roNca no ballroom (humaitá-rio)…

leNda!

( :

moacirzão no #62…

o #62 cumpre um dos mais interessantes aspectos do roNca roNca.

que é de lançar luz sobre determinado artista… para, em seguida, uma série de conexões brotar por conta do mesmo.

captou?

simplificando: é tocar um disco que irá alimentar a curiosidade da audiência… e, dali, não parar mais.

simples assim… coisa de rádio, manja?

mostrar “coisas” de moacir santos é cutucar um poço sem fundo… e não hora em que chegamos ao fundo do poço (sem fundo) a gente percebe que a “coisa” também não tem limite para os lados… hahaha… sério!

tanto não tem limite que, semana que vem, a nave voltará ao tema, ao maestro, à Música Dele, ok?

segura “janeliNha & bula”…

moacir santos – “coisa n° 4”

moacir santos – “coisa n° 10”

moacir santos – “coisa n° 2”

ben harper & the blind boys of alabama – “take my hand”

tom verlaine – “mr. blur”

guizado – “marisco” (ao vivo no roNca em 24agosto2010″

peter seeger – “oh, had i a golden thread”

georgie fame – “parchman farm”

the triffids – “kathy knows”

the who – “the punk and the godfather”

white noise – “my game of loving”

e.t mensah – “205”

kid creole & the coconuts – “annie, i’m not your daddy”

kid creole & the coconuts – “gina gina”

quarteto novo – “o ovo”

barry adamson – “looking to love somebody”

moacir santos – “coisa n° 7”

moacir santos – “coisa n° 1”

nico nicolaiewsky – “as sete caras da verdade”

the smiths – “what difference does it make” (peel session)