na boa, não acredito que tenha sido idéia do wallace, capitão do flamengo, invadir o gramado, às pressas, para saudar a torcida de manaus e cravar uma bandeira de seu clube no centro do gramado…
realmente, não acredito que essa ação de guerrilha típica do estado islâmico pra marcar território tenha brotado da cabeça dele… afinal, ele deixou pra trás todo o protocolo civilizado (e exemplar para as torcidas) de entrar em campo junto ao adversário e com as crianças de ambos os clubes. isso, as crioncinhas estavam lá, aguardando horas a fio para realizar o sonho único de pisar o gramado de mãos dadas com seus ídolos…
ok, não foi uma criação do wallace, atleta profissional com larga experiência… mas então, quem do flamengo deu a patética ordem do clube protagonizar tamanha vergonha? sem dúvidas, um hooligan, uma anta bélica que poderia ser o responsável por problemas seríssimos fora das quatro linhas… já que a invasão foi um ato cristalino de desrespeito e incitação à violência.
como a TV da pastelaria estava na vênus, não houve maiores considerações sobre o desvario… pelo contrário, a mala narradora deu umas risadinhas como se fosse a coisa mais comum do mundo.
pelo andar da carrocinha, essa desgraça já foi esquecida pela mídia… que, certamente, não desconfiará a razão da próxima morte envolvendo torcidas (des)organizadas.
pra fechar, vem o colega do wallace (do outro lado) e bota lenha…
mas que figuraças, hein? como a peça bípede só permitia fotocas mediante um “faz-me rir” e a xeretinha não entrou ne$$a, a peça quadrúpede por pouco não saiu atrás da gente pra cobrar o “sirviço”… que momento!
o record store day tem sido pauta constante no roNca desde o dia em que nasceu. afinal, ele é a celebração máxima de algumas de nossas mais cascudas paixões: música, lojas de disco, criatividade, “divisão do pão”, originalidade & o diabo A4.
muito antes do RSD, todas essas conexões sonoras já habitavam nosso poleiro… e, por aqui, foram formadas gerações de fissurados em música… e vinil.
com o boom da música digital, era de se esperar alguma forma de reação ao sumiço do disco físico… e ele não tardou: “a volta do vinil” (sem que ele jamais tenha ido).
felizmente, o velho “plástico redondo com um furo no meio” agradou em cheio, sobretudo, à rapaziada que jamais havia visto um desses exemplares.
a indústria, claro, começou a (re)lançar os clássicos e a investir nas novidades onde muitas delas saiam apenas em vinil… festança. os gráficos de vendas do mercado galgavam parâmetros loucamente.
a “novidade” tomou uma dimensão tão frenética que atingiu o status de fetiche… ou seja, os novos interessados começaram a ficar, literalmente, enfeitiçados pelo “velhaco”, pouco se importando pelo som que vinha dentro dele. muitos sequer abriam o lacre. muitos, consequentemente, jamais ouviram os discos.
o importante era ter / exibir… tirar onda com o vinil amarelo. com a capa em 3D. com o poster gigante. com o formato quadrado do disco… enfim, a música não importava muito… tanto não era considerada que, ao longo dos últimos anos, o gosto da rapeize ficou pra lá de despirocado. tanto faz possuir na prateleira um arctic monkeys autografado quanto uma edição triangular da celine dion… tanto faz mesmo.
diante dessa incontrolável sede dos novíssimos consumidores, o record store day se afastou bastante de certos objetivos iniciais. atualmente, o mais relevante é saciar o tal feitiço de milhares e milhares de fissurados espalhados pelos cinco cantos do planetinha movimentando uma dinheirama como há muito tempo não se via.
aí, você pergunta: “o RSD perdeu a qualidade?”
aqui nos trópicos, distante da realidade dele, eu posso garantir que não perdeu a qualidade… mas, ao mesmo tempo, acho que o RSD ganhou uma quantidade enorme de lançamentos desnecessários para os que estavam com ele desde o início… discos que visam, acima de tudo, preencher a fúria consumista… e vamos combinar, lááááá atrás, por mais que o RSD visasse o sucesso financeiro, havia outros tipos de prioridades.
coincidentemente (ou não), esse ano, foi a primeira vez em que passei longe da magia do RSD. a operação de trazer as pepitas – que sempre envolveu um monte de traficantes/amigos/”aviões” – foi desmantelada. o preço influiu forte… mas o principal foi a diminuta quantidade de discos para fazer a roda aqui do poleiro girar.
anyway, anyhow, anywhere, o importante é a rapaziada seguir conectada e que ela mantenha o mercado em movimento pelas próprias pernas sem deixar que tudo se transforme numa modinha com validade… e como são meninas que fazem o coreto balançar:
“Olá Mauricio, tudo bem? Aqui quem escreve é o Gilberto da Locomotiva.
Eu estava ouvindo a última edição do Podcast Ronca Ronca, que peguei como download gratuito no iTunes. É muito bacana, sempre que sobra um
tempo eu ouço o programa, gosto bastante. O mais legal foi que nessa última edição você citou a Locomotiva Discos como exemplo de esforço
para fazer algo no Brasil em comemoração ao Record Store Day.
Eu agradeço a citação e fico feliz pelo reconhecimento.
Realmente nós sempre nos preocupamos em fazer algo na data, mesmo sem poder trazer os discos importados e sem contar com o apoio de nenhuma
gravadora mainstream ou independente nacional.
Não sei se você sabe como funciona a distribuição dos discos lançados no Record Store Day nos Estados Unidos e na Europa? Para não ter problemas das lojas gringas venderam os discos antes, eles só liberam
a distribuição dos discos faltando uma semana da data. Nós aqui no Brasil, para receber os discos em uma semana, teríamos que pagar um valor muito alto de frete e impostos, impossibilitando a
comercialização dos discos no fim das contas, devido ao alto preço final.
Mas nós conseguimos os discos depois da data. Temos canal para conseguir os discos e eles chegam para a gente, mas depois de um ou duas semanas do Record Store Day. Nós já pensamos em viajar e pegar os
discos para trazer na mala e assim ter os discos em mãos na data correta. Ano passado a gente ia fazer isso, esse ano também, mas o aumento do dólar estragou os planos. Em todo caso, está nos planos
para o ano que vem.
Nós achamos a data muito importante e a razão pela qual nós sempre nos esforçamos em fazer algo é devido a facilidade em divulgar o evento na
mídia. Esse ano um jornalista da Folha de São Paulo, o Lucio Ribeiro, nos escreveu pedindo que fizéssemos algo, pois ele iria ajudar na divulgação. Nós decidimos fazer uma Feira de Discos no MIS (Museu da
Imagem & Som), que é um local super bacana e São Paulo. O evento teve alto destaque na mídia. Veja no anexo alguns exemplos.
É justamente isso que as gravadoras brasileiras não sacaram ainda. O evento é uma ótima forma de divulgar os discos que poderiam ser lançados na data. Eu tenho certeza que essa divulgação iria
impulsionar a venda de algum título lançado no Record Store Day.
Acredito que eles nem saibam da força que o evento tem na mídia. Você
citou no programa o compacto do Novos Baianos. O compacto saiu, mas
não foi bem divulgado, poucas pessoas sabem! Custava ter lançado o compacto no Record Store Day? Certamente iria gerar um burburinho na
mídia.
Eu estou preparando um e-mail para enviar a todas as gravadoras sobre o assunto, para quem sabe, no ano que vem, a gente se organizar
melhor. Se você puder dar uma força, pois sei que você tem vários contatos, será muito bacana!
“Infelizmente o Chelsea Hotel vai virar um mega hotel gourmetizado e fancy como tudo em NY e no mundo, mas segue a foto pro Shogun… meio ruim, meio de lado, meio confusa, meio triste com a partida do grande Prince.
acordei com sandy denny na moringa. pode acreditar, seríssimo. fazer o quê? sou apaixonadaço por ela. comecei ouvindo a canção acima… e parti para as versões dela. no que montei as imagens aqui do poleiro, pensei com meus botões: “caramba, será que hoje é alguma data importante na História de sandy?”
e fui catar as informações para ser atropelado pelo fato que elazinha subiu, exatamente HOJE, dia 21 de abril… de 1978, aos trinta e um aninhos.
mamãe, quem explica isso? ou então, para onde o tempo vai?
é muito difícil seguir em frente sem olhar pra trás… é complicado tentar melhorar, crescer e ser útil (para todos) sem carregar no lombo momentos que marcaram nosso tempo.
o brasil é um exemplo cristalino de como a memória é curta e desprezível. o importante é o “aqui-agora”, consequentemente, a roda não gira… a História fica incapaz de progredir.
esse “jeitinho brazuka”, claro, está presente em todos os níveis da sociedade.
em meio ao insano furacão político que estamos metidos – e que dá a noção exata de todas essas letrinhas – vou destacar um “sutil” exemplo do inverso de nossa rota centenária.
no dia 15abril1989, a inglaterra testemunhou uma de suas maiores tragédias. noventa e seis torcedores morreram, centenas de outros ficaram feridos num “simples” jogo de futebol entre liverpool X nottingham forest, em sheffield.
o enredo da desgraça tem todos os componentes que tão bem conhecemos: mentira, corrupção, incapacidade, intere$$es, desintere$$e, política nojenta, mentira, corrupção & os caralhoA4. a diferença é que “hillsborough” serviu forévis para alterar não só os caminhos do esporte no reino unido mas, acima de tudo e de todos, mostrou a força incontrolável da verdade.
afinal, para eles, não faltam exemplos de gente que mudou os rumos da História aos gritos de “jamais serão esquecidos”!
lembra no #175 quando solicitei a shogun mandar um beijo pra luiza, nossa ouvinte, que estava em N.Y.C e ele pediu pra ela fazer uma foto em frente ao chelsea hotel?
pois é, olha o pombo que chegou…
Assunto: Re: tem beijo de shogun pra senhorita no #175
então, eles levam em consideração que o mesmíssimo “torcedor” pesquisado tem outros clubes que também são amados? é isso?
tipo, neguinho ama o santa cruz… mas também ama o vila nova? ou então, alguém ama o santos… mas também morre de paixão pelo grêmio?
que porra é essa, bial? qual a razão dessa tchurma que, na boa, parece nunca ter ido a um estádio utilizar da maneira mais mequetrefe as palavras amor, torcedor & futebol? hein, bial?
e eles ainda se assustam com a quantidade de pesquisados que não tá nem aí pro futiba.
dizem os entendidos que essa é a final antecipada da liga europa… outros manjadores afirmam que o jogo será superior a muitos da champions league… de um lado o gigante borussia, cuja torcida é o maior exemplo dos “velhos tempos do futiba”… do outro lado, simplesmente, o liverpool “you’ll never walk alone”… só isso.
é hoje, às 16h…
ainda sobre a “muralha amarela” de dortmund… em 2013 o jogador mario gotze trocou o borussia pelo MEGA rival bayern de munique… e como as coisas não estão lá muito tranquilas pra ele sob a batuta de pep guardiola, começou o zumzumzum para uma nova mudança de clube… onde estariam cotados real madri, milan e um possível retorno ao borussia… recentemente a muralha entrou em campo com o seguinte recado…
“qualquer um, milan ou madrid. menos dortmund. vai se foder, gotze”
simples assim!
jah que estou com a mão na massa, vale relembrar a rapeize de liverpool…
PQParille… como sempre, blublu forte… tenho certeza que, nesse instante, aracy de almeida não entraria com a vinheta “eu não tenho saudade de nada”.
a web tem a firmeza de um charuto na boca do bêbado… com qualquer “ventinho” ela desaba, ao menor problema técnico (de qualquer lado) nada acontece… ontem, durante o #174, fomos atropelados por uma creca que impossibilitou o embarque de muitos passageiros.
quem não pegou a viagem logo no início… dançou. ou seja, aTRIPA que deixou pra ingressar a bordo com o jumboteKo jah no ar… ficou a ver navios, literalmente.
estamos sobre o fio da navalha tecnológica mas, felizmente e inacreditavelmente, são muito raros os problemas que inviabilizam nossa aventura sônica.
se a nhaca que aconteceu ontem tivesse mostrado a cara na hora de levantarmos voo, o #174 só iria pro ar depois das três da matina.
mas, como sempre, a maioria embarcou sem problemas no ponto de partida…
Assunto: #174
“Salve, Mauval. Beleza?
Pô, que programasso, hein!
Hoje foi muito sinistróide!
Arrebatador, nostálgico e muito significativo também…
E esse papo do Caipirinha sobre o milho, tem mesmo tudo a ver. hahaha
Valeu pelas vááárias do Dry… PJzinha sempre é bom.
foi de tirar o fôlego!
O #174, certamente, galgou parâmetros.
mas aí, fui tentar ouvir de novo e parece que rolou um caô por aí. Não tá dando pra acessar o site :/
a respeito do Cine Shogun…
eu tô interessada em assistir “A Luneta do Tempo”,
será que o mestre já assistiu?
Não sei se é a vibe dele, mas queria saber o que ele acha, afinal, a opinião do Shogun É importante!
MAM, o moNumento d’aTRIPA, acabou de enviar (são 13:50) esse registro de elvis costello & the attractions deitando os cabelos em “beyond belief”… certamente, uma das canções que mais remexem meus recursos emocionias, ever… pra piorar a devastação, numa versão de tirar pica-pau do oco… com destaque inoxidável ao baixista bruce thomas… que jah foi clicado pela xeretinha láááááá nos tempos em que os dinossauros circulavam pela terra. olha o boneco (à direita) no marquee, em fevereiro1974, junto ao grupo sutherland brothers & quiver… ou seja, bem antes dos attractions:
assim como o “cine shogun” jah é uma realidade descabelada n’aTRIPA, o “mesa quadrada” (sim, é O “mesa quadrada” por se tratar de um quadro do programa) vem ganhando corpo e simpatizantes.
hoje, pela manhã, fui buscar informações da premier league (amanhã, cedão, tem leicester X southampton) e fui atropelado por essa joia do novíssimo jornalismo esportivo, no globoesporte.com…
“SEM ESPERANÇA”
“Os torcedores do Aston Villa presentes no estádio perderam a paciência com a equipe – que perdeu a 22ª partida no campeonato – e protestaram. Após atuação pífia do lanterna no Inglês no Villa Park, alguns jogadores foram vaiados durante grande parte do jogo e muitos torcedores levantaram cartazes no “Minuto 74”, em alusão ao ano de fundação do clube (1874), com mensagens de protesto direcionadas à direção da diretoria do clube.”
percebeu a poesia em estado primal da última frase? não?
i repeat: “mensagens de protesto direcionadas à direção da diretoria do clube”
imagina shogun analisando a estréia de pato no chelsea, nesse jogo!