Arquivo da categoria: historinhas

negativos & positivos (360) [bernie worrell]…

a notícia já era esperada há algum tempo… até que, hoje, o estrogonófico bernie subiu para encontrar cartola & hendrix. triste!

bernie esteve no rock in rio junto ao deee lite que ainda trouxe ao maracanã, simplesmente, bootsy collins, o baixista de “sex machine”.

a xeretinha pirou, bootsy também, bernie sorriu e click…

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bootsy collins & bernie worrell  /  rio de janeiro  /  janeiro1991

balançaram o coreto…

flag

A grande vitória do atraso

 24/06/2016  11h54

É só olhar para quem está festejando o resultado do plebiscito no Reino Unido para constatar que se trata da vitória do pior ranço, o do populismo xenófobo.

“A Grã-Bretanha mostrou à Europa o caminho para o futuro e a liberação”, gritou, por exemplo, o PVV, o partido xenófobo e, como tal, antieuropeu da Holanda.

Marine le Pen, sua homóloga na França, defendeu que também os franceses votem para decidir se ficam ou saem da União Europeia.

No outro canto do ringue em que se transformou a questão, Norbert Röttgen, presidente do Comitê de Assuntos Exteriores do Parlamento alemão, diz, com razão, que o resultado britânico “é a maior catástrofe na história da integração da Europa”.

De fato, com a saída do Reino Unido, a UE perde o segundo país que mais gasta em defesa, perde um assento no Conselho de Segurança da ONU, o coração do sistema internacional, e um dos mais firmes campeões do comércio mundial e da economia liberal, como lembrou Alex Barker no Financial Times.

Para a revista The Economist, foi um voto de fúria contra o establishment. OK, há razões para tanto: a globalização, de que a integração europeia é (ou era) um grande símbolo, provoca inexoravelmente ganhadores e perdedores –e ninguém se conforma em perder.

Mas, olhada retrospectivamente, a construção europeia é uma história de sucesso, que trouxe benefícios visíveis a olho nu para todos os seus integrantes, inclusive o Reino Unido.

“Uma nobre ideia no seu tempo”, admitiu até Boris Johnson, o ex-prefeito de Londres e que liderou a campanha pela saída.

Não fosse assim, não haveria a enorme demanda para fazer parte do grupo, que passou dos seis membros originais para os 28 atuais (27, quando se excluir o Reino Unido).

Voltar a fúria contra o establishment para essa história de sucesso é um salto no vazio e para o passado. Não há mais condições, no mundo moderno, para que as nações se entrincheirem em suas fronteiras, para o bem ou para o mal.

O que há, sim, de espaço é para gerir de uma forma mais eficiente e mais democrática a integração, para evitar que o número de perdedores seja tão grande que acabe provocando a “catástrofe” que o alemão Röttgen apontou.

Faltou dizer que a catástrofe não afeta apenas o Reino Unido e a Europa, mas o mundo todo, Brasil inclusive. Na complexa crise que o país atravessa, qualquer sacudida externa é um problema adicional –e a saída do Reino Unido é mais que uma sacudida, é um terremoto.

negativos & positivos (357) [obina shok & gilberto gil]…

depois de ser apresentado no rock alive (o bisavô do roNca), na flu fm, em 1985, o obina shok (de brasília) se transformou em uma das mais cascudas novidades da MPB.

em 86, foi lançado (pela RCA) o disco de estréia que contou (entre outras) com a participação de gilberto gil… e a xeretinha chegou junto na gravina:

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roger kedy (obina shok) & gilberto gil  /  rio de janeiro  /  abril1986

negativos & positivos (356) [HERMETO PASCOAL]…

mamãe, celebremos – HOJE – as oitenta velinhas no bolo do bruxo, a leNda, o MEGA exemplo do que é ser artista, do que é ser brasileiro… porra, mamãe, comemoremos (muuuuito) oitenta anos da alma de nosso povo, da cara de nossa gente, do som… porra, mamãe, do SOM do brasa. que me perdoe gonzagão (tom, villa, jackson, nelsão, science, cartola…) mas, HOJE, é aniversário do brasil… mamãe, porra!

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hermeto pascoal  /  bairro jabour (rio de janeiro)  /  novembro1979

vai um disquinho aí?

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um detalhe interessante, principalmente, aos que se apaixonaram por vinil nos últimos tempos: você pode até se arrepender de não ter colocado as garras sobre determinado disco mas fique certo que um dia ele cruzará seu caminho… basta procurar.

resumindo a ópera, não vale a pena se aporrinhar pelo leite derramado, estourar o bol$o ou entrar em disputa corporal (tipo acima) para conseguir qualquer que seja a pepita… mas não vale mesmo.

até porque, na maioria dos casos, você não estaria atrás do compacto de uma banda búlgara, lançado em 1966, com tiragem de doze cópias, procede?

e vamos combinar que essa banda deve ser ruim pra meirelles (hahaha)… afinal, se fosse boazinha, teria mais gente interessada nela para aumentar a circulação.

o mais importante de tudo é a Música, em qualquer suporte (vinil, K7, cd, MP3, digital).

cheers

( :

a “feira” & a feira…

feira2

excelente a feira de discos que aconteceu, hoje, aqui no rio. muitas ofertas a bons preços e outras tantas pra lá de salgadas… como sempre, um dos pontos mais positivos é encontrar a rapeize fissuradaça em música.

mas o fato é que, como em 110% das situations no brasa, sempre fica aquele gostinho do “alguém me passou pra trás” ou “tem gente se dando bem e não é a maioria”.

esclarecendo: como você bem sabe, o mercado do vinil tomou proporções $inistróide$… sobretudo, a compra&venda das edições originais da música brasileira. com essa nova po$$ibilidade de faturar, muuuuuita gente mergulhou na comercialização das pepitas.

ok, ótimo, quanto mais interessados na cena melhor pra todo mundo.

acontece – e não é novidade – uma feira como a de hoje sofre interferências barra pesada dos que são, a princípio, meramente, intere$$ados nos discos… captou?

ou seja, quem está por dentro da feira – por exemplo, administradores/expositores – coloca em prática uma feira extra exclusiva para essa tchurma.

tipo, o horário de “abertura” da “feira” foi 11h… pois bem, teve neguinho “da$ interna$” que chegou às 9 da matina para “recepcionar” os vendedores… na calçada do bennett, local da “feira”.

outra, determinado expositor/vendedor cascudão aqui do rio, quase sempre chega com a “feira” beeeeem começada… como o material dele é muito especial, quando o elemento estaciona o carango, os “intere$$ados” montam uma tropa de choque em frente ao espaço – ainda vazio – do referido comerciante e ali ficam até os discos serem colocados à venda.

a fotoca de hoje é, exatamente, no instante do “sinal verde”… dá pra perceber que das três caixas com discos, duas (ou as três) estão sendo operadas “a socos & pontapés” por gente com crachá da “feira”… manjou?

prestenção, esse relato está longe, muuuuuuito longe, do chororô de alguém ter levado um Lp que eu estava querendo ou qualquer situação parecida. o que importa é a corriqueira sensação que a grande maioria jamais terá acesso à Feira como ela deveria ser.

fica aqui a idéia dos expositores/vendedores criarem uma feira exclusiva para eles… coisa normalíssima em qualquer mercado muito concorrido…. e aí, depois deles terem feito todos os negócios possíveis, eles montam uma feira para os que, simplesmente, ambicionam adquirir discos com alguma “prioridade” e que são os verdadeiros responsáveis por fazer essa roda girar… tadinhos de nós!

simples a$$im

ah, pra fechar… na saideira, passei pelo ponto da rapaziada bacanuda da tropicália discos (bruno & márcio) e avistei um sujeito embolsando o que seria um dos meus discos mais desejáveis do dia: “sound” de roscoe mitchell.

olhei pro cara e disse: caramba você está levando um disco monumental que tenho numa reedição. essa versão original da delmark é alucinante.

o sortudo disse: estou com o dinheiro curto se é pra gastar que seja com algo foda.

e eu deixei a feira felizão por saber que, a essa hora, roscoe mitchell está deixando um apaixonado por música coladindo no teto!

simples assim

negativos & positivos (352) [western club]…

pra iluminar o poleiro de hoje, uma das mais Históricas fotocas captadas pela xeretinha: o bar western que funcionava, no início dos anos 80, no humaitá. o casarão continua de pé como “a casa do mago”.

nessa época, o rio tinha pouquíssimos palcos para exibir a rapaziada que estava começando… ainda mais com o som foreta do convencional. como o western sempre esteve aberto aos mais diversos estilos musicais, as novas bandas não tiveram dúvida em baixar forte no humaitá. como mostra este tasco do songbook do cazuza…

barao.western

o primeiro show oficial dos paralamas (no rio) aconteceu lá, no final de 1982… praticamente, toda essa geração circulou pelo western.

prestenção no tamanho da sala de espetáculo durante a passagem de som de zé da gaita (à direita) acompanhado por ricardo trajano…

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western club (rio de janeiro)  /  novembro1981

cork rory gallagher airport (pelo menos pra geNte)…

atropelado (nas últimas horas) por pj harvey, acabei não exibindo, aqui no poleiro, os baldes de lágrimas por conta dos vinte e um anos da subida de rory gallagher, ontem.

como o planetinha – infelizmente – é incapaz de gerar, com alguma frequência, determinado tipo de gente, a ausência de rory é ainda mais sentida… saudosa e única… PQParille.

mas cá estamos para, sobretudo, apresentá-lo às novas fornadas de terrestres.

aliás, eu gostaria de saber como ficou a situation do aeroporto de cork que, durante um tempão, correu o risco de receber o nome cork rory gallagher airport… tombou?

anyway, anyhow, anywhere… rory forévis!

rory2.tico

o futebol respira (ou guina, aos 49, talleres na primeirona)…

uh uh uh uh uh uh uh uh… (lembra, né?)

( :

guina

O volante Pablo Guiñazu, ex-Internacional e Vasco, marcou neste domingo o gol do acesso do Talleres, que jogará a primeira divisão da Argentina no ano que vem, após 12 anos ausente. O jogador não fazia um gol há mais de seis anos.

Com sua ajuda o Talleres venceu por 2 a 1 o All Boys, de virada e com um homem a menos. Guiñazul, capitão e considerado “a alma” do time fez o gol da vitória, aos 49min do segundo tempo, ao acertar um chutaço de esquerda na gaveta.

“Fico com o esforço do grupo inteiro”, disse um humilde Guiñazu após a partida. “O gol poderia ter sido feito por qualquer um.”

O volante atuou por nove temporadas no futebol brasileiro e ficou conhecido por seu empenho na marcação durante suas passagens por Inter e Vasco.

Apesar do destaque, ele fez apenas um gol no país, em 30 de agosto de 2009 em um Inter 4 x 0 Goiás pelo Brasileiro.

mayko, ceni & AC/DC…

lembra quando, recentemente, comentamos no programa sobre os patéticos pedidos de músicas no fantástico quando neguinho faz três gols na mesma partida?

lembra? o nenê havia acabado de manter o nível abaixo do suportável e recordei da única solicitação bacana que testemunhei… mas não soube precisar a situation jah que o ceni, dificilmente, teria feita três gols no mesmo embate.

pois bem, mayko (do froNt capixaba) esclarece a trosoba:

aliás, mayko informa como tem visto TV…

roNca.TV

 

kid coNgo…

danado, hein?

pra quem estiver viajandão (muitos d’aTRIPA estão batendo perninhas foreta do brasa), vale investir nos discos dele.

kid congo circulou por aqui, em 89, junto ao the bad seeds de nick cave e relembra a situation…

The Bad Seeds went to Brazil to play. Nick really fell in love with Brazil and he fell in love with a girl in Brazil. By this time I’d actually moved back to London. Mick and Nick had moved back to London and I followed suit and got a house with Nick and Anita in Cobham Common. There we had a three-story house and in the attic there was a piano where he wrote all of the songs for The Good Son. This time we left Berlin because drugs had really taken their toll and we really wanted out. Nick and Anita had gone to rehab and I had started going to NA meetings and stopped taking drugs and started to get myself together because by the end of Berlin, even though this was the height of the most popular thing I’d done, I’d really lost interest. I was no longer excited about music. I’d turned to stone. That’s what heroin does to you. People were overdosing and dying in the scene and I was seeing that people didn’t care about it and I had this crazy moment of like, “This is so fucked up and this is not me. I was this crazy music fan and now I’m just this jaded feeling-nothing person.” And it really scared me so I decided to move with Nick and Anita back to London with a fresh start of things. And since they were going to be there anyway it made logical sense.

And at this time we went to Brazil to play and it was about this time Nick met a girl who was to be the mother of his child. He was really taken with Brazil – as we all were. So we decided – Nick decided – that it would actually turn out to be cheaper to get a studio in Brazil, and fly us all out there and stay there to record an album. So we went to Sao Paulo and stayed for three weeks making The Good Son – tracking it all. And that was a great time. A great experience. I was sober and I was excited about making a record again.

The music was changing. He was getting more songwriter-y – they were more song-like. Although there was still an experimental edge, the songs were a little more formed – I think because he wrote them all on piano. He was going through a big change at the time as well. And so that was really a great experience being in Sao Paulo and being in Brazil. It was such a completely different atmosphere than Berlin or London which was a kind of cold and hard reality. And Brazil was beautiful and sunny and the people were really nice. Even though there was a lot of poverty and crime there, it still was OK with us. It was a good good good time. (daqui)

nick+kid

(nick & kid)

ronca.tico