
Arquivo da categoria: imprensa
mourinho que vá catar coquinho, ora pois…
se do lado luso pode ter havido excesso de “carrancudice”… por aqui, a nossa imprensa achou engraçadíssimo o inoxidável toco dado, pelo ex-primeiro ministro, na patética matéria sobre a chegada de um técnico de futebol ao aeroporto… que momento!

com muito orgulho…
considerando que os jogadores de futebol são a parcela mais poderosa & representativa de nossa sociedade, vale a pena assuntar o resultado da pesquisa feita pelo globoesporte.com sobre o gosto musical dessa casta tão influente:
cada quadradinho abaixo corresponde a um estado…
na ordem:
BA, CE, GO, MG, PA, PE, PR, RJ, RS, SC, SP
– O GloboEsporte.com perguntou a 118 jogadores de 31 times do Brasil, das Séries A, B e C, o que eles gostam de ouvir em casa, na concentração e a caminho dos estádios. O resultado é um mapa sonoro com 154 artistas que foram divididos em 14 gêneros musicais. A Trilha Sonora dos Boleiros não é um estudo definitivo, claro, mas mostra a veia pagodeira da maioria e confirma uma nova tendência: o crescimento do estilo religioso entre os atletas.
| 01 | ![]() |
Jorge e Mateus | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | 1 | 1 | 2 | 4 | ||
| 02 | ![]() |
Grupo Revelação | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | 2 | 2 | |
| 03 | ![]() |
Turma do Pagode | 1 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1 | 5 | ||||
| 04 | ![]() |
Henrique e Juliano | 2 | 1 | 2 | 1 | 3 | 3 | |||||
| 05 | ![]() |
Fernandinho | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | 1 | 3 | 1 | |||
| 06 | ![]() |
Sorriso Maroto | 2 | 1 | 3 | 1 | 3 | 1 | |||||
| 07 | ![]() |
Wesley Safadão | 1 | 2 | 1 | 3 | 2 | 1 | |||||
| 08 | ![]() |
Anderson Freire | 1 | 2 | 1 | 2 | 1 | 2 | |||||
| 09 | ![]() |
Thiaguinho | 1 | 2 | 1 | 1 | 3 | 1 | |||||
| 10 | ![]() |
Bruno e Marrone | 2 | 1 | 2 | 2 | 1 | ||||||
| 11 | ![]() |
Péricles | 1 | 1 | 2 | 3 | |||||||
| 12 | ![]() |
Racionais MC’s | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | |||||
| 13 | ![]() |
Davi Sacer | 2 | 3 | 1 | ||||||||
| 14 | ![]() |
Fundo de Quintal | 1 | 1 | 1 | 1 | 2 | ||||||
| 15 | ![]() |
Gusttavo Lima | 1 | 1 | 1 | 3 | |||||||
| 16 | ![]() |
Ferrugem | 1 | 1 | 1 | 1 | 1 | ||||||
| 17 | ![]() |
Aline Barros | 1 | 1 | 1 | 1 | |||||||
| 18 | ![]() |
André Valadão | 4 | ||||||||||
| 19 | ![]() |
Coldplay | 1 | 1 | 1 | 1 | |||||||
| 20 | ![]() |
Eli Soares | 1 | 1 | 2 | ||||||||
| 21 | ![]() |
Jads e Jadson | 1 | 2 | 1 | ||||||||
| 22 | ![]() |
Pregador Luo | 1 | 1 | 1 | 1 | |||||||
| 23 | ![]() |
Arlindo Cruz | 1 | 1 | 1 | ||||||||
| 24 | ![]() |
Charlie Brown Jr | 1 | 1 | 1 | ||||||||
| 25 | ![]() |
Eminem | 1 | 1 | 1 | ||||||||
| 26 | ![]() |
Luan Santana | 2 | 1 | |||||||||
| 27 | ![]() |
Marquinhos Gomes | 2 | 1 | |||||||||
| 28 | ![]() |
Nosso Sentimento | 1 | 1 | 1 | ||||||||
| 29 | ![]() |
Reinaldo | 1 | 2 | |||||||||
| 30 | ![]() |
Zeca Pagodinho | 1 | 1 | 1 |
Ranking dos Estilos
| GÊNEROS MUSICAIS | |
|---|---|
| Pagode | 66 |
| Gospel | 60 |
| Sertanejo | 53 |
| Rap | 22 |
| Rock | 19 |
| Samba | 19 |
| Forró | 10 |
| Pop | 7 |
| MPB | 6 |
| Eletrônico | 5 |
| Axé | 4 |
| R&B | 4 |
| Funk | 3 |
| Reggae | 2 |
Outros Artistas
Mencionados duas vezes: Aviões do Forró, Balacobaco, Belo, Bom Gosto, Bruna Karla, Chitãozinho e Xororó, Chris Brown, Damaris, David Guetta, Diante do Trono, Diogo Nogueira, Exaltasamba, Fernando e Sorocoba, Grupo Clareou, Harmonia do Samba, Henrique e Diego, Hillsong, ImaginaSamba, Ivete Sangalo, Jamily, Kleber Lucas, Leonardo, Milionário e José Rico, Nando Reis, Natiruts, Tupac, U2, Usher, Xande de Pilares e Zezé DiCamargo e Luciano.
Mencionados uma vez: 50 Cent, AC/DC, Aerosmith, Adão e Diego, Akon, Alexandre Pires, Anselmo e Rafael, Anitta, Ao Cubo, Apocalipse 16, Avicii, Avivah, Bailão do Robsão, Banda Oriente, Bob Marley, Bruno (Sorriso Maroto), Bruno Mars, Calvin Harris, Capital Inicial, Casuarina, Chico Buarque, Clube da Esquina, Cristiano Araújo, Dilsinho, Dimitri Vegas and Like Mike, Diney, DJ Alpiste, DJ PV, Drake, Eduardo Costa, Eduardo Melo, Emicida, Emilio Santiago, Fernando e Fabiano, Foo Fighters, Hardwell, Igor Kannario, Jack Johnson, Jauperi, João Bosco e Vinícius, Jorge Aragão, Juliano, Jussara Nunes, Kings of Leon, Laura Souguellis, Léo Magalhães, Leonardo Gonçalves, Los Hermanos, Manutti, Mariana Valadão, Marcelo Jeneci, Marquinhos Sensação, Matheus e Kauan, MC Bola, MC Gui, Mile Dias, Ministério Apascenta de Nova Iguaçu, Mosquito, Mumuzinho, Nego do Borel, Neguinho da Beija-Flor, Ne-Yo, Nosso Tom, O Rappa, Oficina G3, Paula Fernandes, Pearl Jam, Pedro Paulo e Alex, Queen, Quinteto Samba Aí, Raça Negra, Rafael Quadros, Raul Seixas, Red Hot Chili Peppers, Roberto Carlos, Rodolfo Abrantes, Rodriguinho, Rogério Luis, Rolling Stones, Sabotage, Sade, Skank, Snoop Dogg, Só Pra Contrariar, Thalles Roberto, Tiê, Tonzão, Toque no Altar, Trio de Huanna, Trio Parada Dura, Tyga, Vanessa da Mata, Vibe e Wannabe Jalva.
negativos & positivos (295) [o hippie]…
o mergulho no material (negativos & positivos) registrado pela xeretinha tem sido gargalhante, cascudo, doloroso (em muitas oportunidades) e abarrotado de surpresas. numa dessas escavações, brotou um slide (positivo) que me provocou um primal scream tão inusitado que acordou o bebezinho do prédio ao lado… PQParille, depois de décadas & décadas eu revia a face de uma das figuras mais importantes na minha vidinha láááááááá no século passado: O HIPPIE.
esse era o “nome” do cidadão responsável por uma das únicas bancas de revistas que recebiam new musical express, melody maker, rolling stone e revistas importadas de fotografia. não sei de onde saiu o codinome dado por meus primos já que de hippie a peça não tinha nadica. mas o fato é que ele era O cara que amoitava pra nós as publicações mais desejadas na cidade de são sebastião… numa época em que não eram muitos os fissurados pelos referidos impressos mas a tchurma tinha por hábito bater com a testa no fundo da piscina, manja?
para a emoção ser ainda mais instigante, o slide não tinha identificação de quando foi clicado… ou qualquer outra referência. a dica foi rastrear a revista photo (francesa) pendurada entre tantas outras. com estonteante ajuda do garimpeiro miltão do [goma], chegamos à data de quando ela, a photo, foi lançada: fevereiro1974. portanto, tranquilamente, o hippie foi clicado em março do mesmo ano… mamãe!
até hoje guardo publicações muuuuito especiais que foram “separadas”, especialmente, para mim. perdi a conta das vezes que cruzei, na “banca”, com ezequiel (ou mosquito, ou zé ramone, ou ana bahiana, ou zé emilio) e ele perguntava – por exemplo – pela edição especial da rolling stone com as fotografias de richard avedon… e o hippie dizia na maior cara dura: “ainda não recebi. acho que nem vem”. PQParille…


acho que no início dos anos 80, a toca do hippie foi demolida para dar lugar a esses pavorosos monstros arquitetônicos. prestenção como está, hoje, o exato espaço (área do metrô de ipanema) onde reinou nosso dealer… tá vendo o itaú, né? aí ficava o mini mercado fubazento (na real classe AAA ostentação) que abrigava a “banca”. tá vendo a motoca da esquerda? ali era a portinha da mais espetacular fonte de informação da cidade maravilhosa…

depois da devastação imobiliária, nosso ídolo atravessou a rua visconde de pirajá e se materializou, bem em frente, numa banca como muitas outras, na praça general osório, perto da esquina com rua jangadeiros. onde ficou instalado por algum tempo… e desapareceu.
até ressurgir, gloriosamente, nesta imagem que traz toneladas de lembranças e o detalhe que arranca meu coração pela boca: a sodade avassaladora das pessoas que não estão mais aqui. o resto é História…

o hippie / ipanema (rio de janeiro) / março1974
chegou a grosseria…


edição de fim de ano da MOJO, lotada de mimos, já chegou ao brasa. a revista vem num envelope com dois grandes cartões de bowie e cd com algumas das melhores músicas de 2015 (julia holter, gaz coombes, jim o’rourke, john grant, courtney barnett, songhoy blues…) + entrevista com laurie anderson + matéria gigante com dan penn & spooner oldham (compositores de aretha & otis) + as tradicionais e cabriocáricas listas & resenhas de 2015.
casca!
bom dia…
Reino Unido lança primeiros ataques contra o EI na Síria
Costa Barros: policiais atribuem execução a tiroteio entre facções
Uerj acumula dívidas que somam R$ 113 milhões em 2015
Dois dirigentes da Fifa são presos em hotel de Zurique
Com praias paradisíacas, Maurício se firma como destino romântico
Coques que são sucesso entre as famosas
Produção industrial encolhe 0,7% em outubro, quinto mês seguido de queda
Ritual do processo de afastamento de Dilma começa nesta quinta-feira
Bela Gil abre as portas do quarto da filha
Tribunal sul-africano condena Pistorius por assassinato
Deputados fazem selfies e vídeos durante anúncio de Cunha
(só da primeira página do globo.com)
na quarta feira, a gente não lembra mais….

Homem é espancado até a morte em Ipanema
Um grupo de cerca de 10 pessoas linchou a vítima, que teria discutido com um casal
RIO – Um homem foi espancado até a morte próximo à Praça General Osório, Ipanema, Zona Sul do Rio, no início da manhã deste domingo. De acordo com informações da Delegacia de Homicídios, por volta das 7h Fabiano Machado da Silva foi linchado até morte por um grupo de aproximadamente dez pessoas após desentendimento com participantes de um luau que acontecia no Arpoador.
O crime teve início após uma discussão entre a vítima, que vendia gelo, e um casal. De acordo com testemunhas, Fabiano teria mexido com uma mulher que estava acompanhada do marido. A discussão teve início quando o marido viu a cena e resolveu tirar satisfações com o vendedor. Durante a confusão, a vítima teria agredido o casal, quando os dois decidiram voltar à praia para convocar dez pessoas e linchar o agressor, que foi espancado até a morte.
— Ele era muito trabalhador. Tinha um filho de 5 anos e trabalhava todo final de semana que tivesse sol na praia — contou o ambulante José Amaro dos Santos Neto, de 32 anos, que trabalhava com Fabiano.
De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Capital, um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte de Fabiano Machado da Silva. Foi realizada perícia no local, e testemunhas estão sendo ouvidas. Imagens de câmeras de segurança foram solicitadas e diligências estão sendo realizadas em busca de informações que ajudem nas investigações.
negativos & positivos (263) [au pairs]…
sempre que vejo esta imagem imagino uma das meninas falando pra outra: “hey, amiga, olha nós naquele cartaz ali”. o tal cartaz anuncia o lançamento do disco “playing with different sex” da banda inglesa au pairs. as jovens, pelo visual, podem ser naturais do oriente médio… e, em londres, muitas delas fazem o serviço de “au pairs” que significa “a young foreign person, typically a woman, who helps with housework or child care in exchange for room and board”. enfim, o faro da xeretinha foi – psicodelicamente – bem longe… mesmo que a imagem do cartaz não tenha nada a ver com as meninas…

londres / maio1981
the clash, chelsea & arsenal (ou fernando mandou pra gente)…

Assunto: O que Chelsea, Arsenal, futebol e o The Clash têm em comum?Futebol e música. O que os dois têm em comum?No caso de Chelsea, Arsenal e a banda inglesa The Clash, muito.
Descubra abaixo a ligação entre futebol e o álbum London Calling.
Agradecimentos ao pequisador e tradutor Vitor Santi, que viabilizou a publicação em português, e ao autor, Chris Salewicz, que revelou a divertida conexãoComo o futebol moldou o maior álbum do The Clash
Em 1979, a banda punk The Clash escreveu e gravou London Calling, um álbum duplo que foi a sua melhor confirmação artística. Lançado nos Estados Unidos apenas em janeiro de 1980, seria aclamado pela revista “Rolling Stone” como o “álbum da década.”
Quando eles começaram a traballhar em sua obra-prima, o Clash estava em baixa. Tendo demitido seu empresário original, Bernie Rhodes, e seu sucessor temporário, a banda não tinha em quem se apoiar a não ser neles mesmos. E foi o futebol, assim como suas incríveis habilidades de composição, que os colocaram no espírito necessário para escrever e gravar o disco.
Se preparando para escrever London Calling, os integrantes do Clash jogaram longas partidas de futebol todas as tardes no centro de recreação em frente ao Vanilla, o estúdio onde ensaiavam em Plimico, no centro de Londres. “Eu simplesmente acho que nos encontramos naquela época, e teve muito a ver com o futebol”, diz um dos membros fundadores e guitarrista do Clash, Mick Jones. “Porque nos fez jogar juntos como um só.”
“Jogávamos muito futebol até nossas pernas não conseguirem dar um único chute,” Joe Strummer me disse no ano seguinte. “E então nós começávamos a tocar e escrever as músicas. Era o nosso jeito de esquentar.”
Todo dia perto das 16h, crianças do bairro que tinham acabado de sair da escola batiam na porta do Vanilla: “Vocês podem vir jogar?”
“Eram garotos típicos da classe trabalhadora de Londres, entre 9 e 13 anos, das moradias sociais locais,” diz Andrew Leslie, que gerenciava o estúdio.
“Esses garotos viam o Clash jogando uns contra os outros e se juntavam a partida, e isso se tornou corriqueiro. Eu acredito que eles desconfiavam que o Clash era uma banda – e eles poderiam se gabar disso na escola. Era uma boa hora para a banda dar uma pausa: Eles começariam a trabalhar às 13h. Jogavam dois em um time e dois em outro, junto com as crianças.”
“Topper em especial era o que mais gostava de jogar, provavelmente o melhor jogador,” afirma Leslie sobre o baterista baixinho, Topper Headon, que sempre estava em forma por emular as habilidades do Karatê de seu ídolo Bruce Lee.
Jones era espalhafatoso, lembra o empresário de turnê Johnny Green, mas suas habilidades não batiam com a sua gana e ambição; Strummer era incessantemente determinado, mas faltava habilidade com a bola; e o baixista Paul Simonon era infinitamente empolgado.
Antes de descobrir o Rock’n’Roll, Jones era imerso na cultura do futebol. Com uma idade igual a dos meninos que batiam na porta do Vanilla, ele se juntava a outros fãs pré-adolescentes todo sábado de manhã nas fileiras de hotéis nos arredores da Russell Square em Londres; times visitantes ficavam ali antes das partidas contra os times da casa.
Com os autógrafos dos jogadores garantidos, Jones atravessava a cidade para ir a um jogo, no campo do Chelsea ou do Queens Park Rangers. “Você podia pular a cerca da linha do trem do estádio do Chelsea. Uma vez, eu fiquei preso, prendendo minha perna no arame farpado e quase fui pego. Primeiro eu era um caçador de autógrafos de jogadores. Depois, eu passei desta fase e o rock’n’roll estava na minha frente – me tornei um grande fã de música e queria estar em uma banda,” ele disse.
“Porém, colecionar autógrafos de jogadores me deu uma boa lição. Porque alguns dos jogadores eram realmente poderosos e famosos – eu não quero dizer seus nomes, mas eu poderia. Como eles tratam você foi um grande aprendizado de como não tratar os outros quando se está em uma posição de celebridade.”
De fato, o generoso tratamento com os fãs que o Clash dava virou parte de sua lenda. E o amor de Jones pela música e o futebol – compartilhado por outros membros do Clash, Strummer em especial – personifica como o futebol e o rock’n’roll eram as válvulas de escape tradicionais para jovens atingidos pelo tédio e a morosidade da vida cotidiana no Reino Unido naquela época.
Durante a fase de composição de London Calling, Strummer vivia com sua namorada Gaby Salter e sua mãe em um terreno perto de Stamford Bridge, campo do Chelsea; o terreno ficava atrás do Tâmisa: a letra de “London Calling” confirma, “I live by the river.” Quando os Blues jogavam em casa, ele ia ver as partidas nos sábados a tarde.
Iam juntos, o acompanhando, Josie Ohendjan, de 12 anos, que mais tarde se tornou a babá das duas filhas de Strummer; o irmão de 16 anos de Gaby, Nicky; um colega de classe de Nicky, Black John; e Crispin Chetwynd, um amigo da família. Todos se encontravam na casa da mãe de Gaby, fumavam um baseado e – com um saco de batatas fritas comprados no caminho – andavam 10 minutos até o estádio. Lá, pagando duas libras, eles sentavam na arquibancada da torcida organizada.
Strummer era um fã do Chelsea: ele leu tudo o que podia sobre o time. No entanto, eram dias sombrios para o time de West London, que estava na segunda divisão. De acordo com Ohendjan, entretanto, Strummer “adorava o tribalismo daquilo, o movimento daquilo, pessoas se unindo sob as cores do time. Joe vivia perto e era um fã, e gostava de fato do aspecto de ser um torcedor.”
O que Strummer não ligava era para “a agressão e o racismo.” Isso foi antes de duas temporadas onde Paul Canoville se tornou o primeiro jogador negro do Chelsea, frequentemente recebido por sua própria torcida com bananas jogadas no campo e cantos “Não queremos o negro.” Torcedores mais extremos do Chelsea eram famosos por serem da Frente Nacional, uma facção de extrema direita: jogadores negros dos times visitantes recebiam o mesmo tratamento em Stamford Bridge.
A identidade visual do homem que escreveu “(White Man) In Hammersmith Palais” não causava nenhum problema a Strummer durante os jogos. “Em Stamford Bridge, Joe era reconhecido,” disse Ohendjan. “Nós éramos punks e ficávamos juntos dos skinheads, mas ele não era incomodado.” Paul Cook, baterista do Sex Pistols, também ia regularmente à Stamford Bridge, assim como Suggs McPhearson e Chas Smash do Madness – todos os três, inclusive, ainda vão aos jogos no estádio do Chelsea.
Porém, depois de um jogo contra o West Ham, em setembro de 1980, Strummer e o seu pessoal foram perseguidos por torcedores dos Hammers, que brandiam navalhas e canivetes. “Nós corremos para longe da casa onde Joe vivia,” lembra Ohendjan. “Foi assustador. Todos nós, incluindo Joe, decidimos parar um pouco de ir aos jogos depois disso.”
Outro time de Londres, entretanto, se provaria uma inspiração para London Calling. O material composto no Vanilla foi gravado no Wessex Studios em Highbury, norte de Londres, em Agosto e Setembro de 1979. O bairro de Highbury era a casa do Arsenal, e o produtor do disco, Guy Stevens, lendário excêntrico da indústria musical da Inglaterra, era um torcedor obcecado pelo time.
Ao descobrir que alguns funcionários do Arsenal eram fãs do Clash e, conspirando com eles, Stevens estabeleceu um ritual diário, onde sentiu que acrescentaria algum tipo de mágica que ele estava tentando injetar no disco. O táxi encarregado de levá-lo toda manhã para o estúdio fazia um pequeno desvio, parando no campo do Arsenal. Lá, Stevens saía do veículo bem rapidamente e se dirigia ao círculo central de Highbury, onde ele se ajoelhava e fazia uma homenagem mental ao meio campo do Arsenal, Liam Brady. Só então ia para o estúdio.
Depois de London Calling ser lançado nas lojas, Strummer retornou às arquibancadas do Chelsea para assistir a um jogo. Deixando Stamford Bridge naquela tarde de sábado, ele deu uma olhadela em uma loja de discos, onde descobriu algo mais perturbador que torcedores skinheads do West Ham armados com facas e canivetes. Para o seu horror, ele viu que uma cópia do álbum recém lançado de London Calling estava sendo vendida por £7.99 – O Clash havia decretado que o álbum não poderia ser vendido por mais de £5, o preço de um álbum simples.
Furioso, Strummer repreendeu o gerente da loja até que o preço fosse reduzido para o certo. Então, ele se juntou à massa de torcedores deixando Stamford Bridge.
vale a pena ler de novo (ou john peel 10 anos depois)…

BBC radio DJ John Peel: Ten years after his death, no one compares to his talent
Peel’s combination of constant curiosity, authoritative perspective and endearing quirks is sorely missed
John Peel, who died a decade ago next month, shaped the tastes of several generations of music aficionados.
He introduced the hippies who listened to The Perfumed Garden, his programme broadcast between midnight and two am throughout the Summer of Love by the pirate station Radio London, to the psychedelic sounds of Love, Jefferson Airplane, the Grateful Dead and the other acts he had seen emerging while DJ-ing in California.
Those listeners followed him to Radio 1 in the autumn of 1967, where he co-presented Top Gear, and over the next couple of years championed Pink Floyd, David Bowie and Led Zeppelin, three of the most influential British acts of all time. By the early 1970s, Peel, along with his producers Bernie Andrews and John Walters, were recording and broadcasting sessions by Roxy Music, Queen and The Wailers, simultaneously managing to placate the Musicians’ Union by giving its members extra work and creating a valuable archive for future generations to delve into – give or take the odd wiped tape.
But the real sea-change came in the spring of 1976 when the presenter acquired an import copy of The Ramones’ eponymous debut album and helped to accelerate the punk revolution. Within a few months, the programme booked The Damned for their first session, although, to his eternal chagrin, the former schoolteacher in Walters did not trust the Sex Pistols enough to welcome them into the BBC’s Maida Vale studios.
Still, Peel gave the Pistols’ single “Anarchy In The UK” and theirNever Mind the Bollocks album plenty of airplay as traditional listeners deserted him and a younger generation discovered his 10pm to midnight show. The Clash abandoned a session over technical issues but, otherwise, the Peel sessions and playlists from 1977 onwards read like a who’s who of UK punk and post-punk, with The Stranglers, The Jam and Buzzcocks as well as Siouxsie and the Banshees, The Cure and Joy Division featuring heavily.
Indeed, as once-alternative acts like Gary Numan, Adam and the Ants and Human League stormed the charts, the broadcaster did worry. “The late 1970s was the only time the programme was fashionable,” he said. “I really didn’t like the experience. I felt rather as I imagine bands must feel when they become fashionable, that the audience expect certain things of them which they might not necessarily want to go on doing.”
Peel had been there before, as Marc Bolan, Elton John and Rod Stewart had gone stratospheric and forgotten him and the role he had played in their 1970s breakthroughs, and kept a distance from his favourites The Fall and the Undertones, along with New Order and The Smiths, the two bands who did so much to define the alternative, DIY, indie ethos of the 1980s.
Peel already played dub reggae, world music and hip-hop, and would go on to champion techno, drum’n’bass and The White Stripes, but always insisted: “I don’t pursue particular movements. The punk thing dominated as it did only because there wasn’t anything else interesting at the time, or at least that interested me,” he reflected in the Peeling Back The Years series broadcast on Radio 1 in 1987. “But after the first careless rapture of that had diminished, I went back to the way I’d been before, looking around at various areas of music and trying to find what I regarded as the best in those different areas – rock, folk, reggae.”
It was this enthusiasm, combined with his wide-ranging knowledge of most genres, and a deadpan delivery that matched his dry sense of humour, that made Peel such a compelling listen throughout the decades. That’s why teenagers tuned in under the covers, taped programmes, sent in demos. Pulp, The Wedding Present and Mogwai didn’t set out to conquer the charts or redefine the parameters of rock music but simply wanted to record a Peel session.
Peel’s death on 25 October 2004, while on holiday in Peru, robbed Britain and the world of its most influential music broadcaster – though it may also have saved him from the kind of retrospective scrutiny that has led former colleagues into the law courts. Radio 1 cleared its schedule for a day of tributes but never really tried to replace him as the station attempted to move towards a younger demographic. The BBC had launched 6 Musicin 2002 and claimed that the digital station embraced the Peel ethos, while 1Xtra, also launched that year, specialised in urban music.
Yet, despite the breadth of music played on these stations, along with Radio 2 and specialist shows on BBC local radio, not to mention the array of offerings from the commercial sector in Britain and internet-based stations around the world, Peel’s combination of constant curiosity, authoritative perspective and endearing quirks is sorely missed. Where else are you going to hear the Scots poet Ivor Cutler, the two singles by lost 1979 Dorset power pop group Tours, or early 1980s pop sensation Sheena Easton?
Sure, 6 Music fulfils a similar function, its programmes available 24/7 as well as via the iPlayer service. It makes comprehensive use of the Peel sessions and other BBC archive material, inaugurated the John Peel Lecture in 2011 and features many presenters who grew up listening to him, literally in the case of his son, Tom Ravenscroft, or of Lauren Laverne and Marc Riley, who have both made the transition from Peel-approved bands to presenting their own shows. Riley’s off-the-wall sense of humour, while coarser than Peel’s dry wit, makes him a natural heir to the Peel throne, though the more cultured and catholic approach favoured by Gideon Coe works well in the 9pm to midnight slot.
In an average week, 6 Music reaches nearly two million listeners, yet none of its programmes pack the same impact as Peel’s used to. Huey Morgan and Craig Charles currently straddle the 6 Music and Radio 2 schedules, and do a fine, funky job, yet are also symptomatic of the way the BBC has embraced celebrity – or cult status – when looking for presenting talent. Annie Nightingale, now Radio 1’s longest-serving broadcaster, where she is still playing “the biggest bass bangers”, has made tentative forays into Radio 2 with her Eternal Jukebox that could be developed into a weekly rather than a bank-holiday occasion.
Listeners of various vintages may also point out that Andy Kershaw, who last broadcast on Radio 1 in 2000, before moving to Radio 3, could have picked up the Peel baton but for the unravelling of his private life in 2007. Mark Lamarr’s God’s Juke-Box, a weekly three-hour overnight show which ran on Radio 2 from April 2006 to December 2010, is arguably the closest any of the national – rather than digital – stations have come to matching the Peel magic.
campanha pró cerginho & craque daniel…

miltão [do goma] acabou de ligar – são 21:10 – totalmente desesperado:
– porra, maurição… tá vendo o jogo do chile?
eu:
– chile? não, tô por foraço. qual é o lance?
– é a estréia do chile nas eliminatórias pra copa2018
– ah, é? bacana… é contra o uruguai?
– não, porra… é com os canarinhos
– êita… vou continuar por aqui ouvindo o it’s a beautiful day
– melhor mesmo porque não dá pra aturar essas dragas que transmitem na TV
– é mesmo, miltão?
– porra, vamos fazer um “crowdfrango” pro cerginho e o craque daniel entrarem no lugar do prego gavião bueno… ou então, no lugar da super malaça luiz carlos jr… os dois são inaturáveis e só eles transmitem a porra do jogo da roja
– caramba, miltão… que idéia espetacular. vamos abrir um “crowdfrango” no catarse e trazer cerginho & craque daniel para narrar e comentar essas peladas
o cantor das multidões…


































