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Tour do Maracanã respira o ar melancólico do iminente adeus da concessionária

Visita cai de 50 minutos para 11 minutos, perde salas e andares e acaba em chute a gol

Terceiro ponto turístico mais visitado do Rio, atrás apenas do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar, o Maracanã tem oferecido um serviço pela metade desde o início do ano. Ou melhor, menos do que isso. A visita guiada que em novembro durava 50 minutos, foi feita nesta semana em apenas 11 minutos pela reportagem do GLOBO. A venda dos ingressos do tour também não é mais feita pela internet. O preço resiste. Brasileiros e estrangeiros desembolsam R$ 40 pela visita, estudantes pagam meia.

Estádio que teve a reforma de R$ 1,366 bilhão paga pelo Governo do Estado, hoje em crise financeira, o Maracanã deixa seus visitantes na mão em plena alta temporada. O sistema de ar condicionado não funciona, como acontecia até o fim do ano. Para amenizar, grandes ventiladores foram instalados, mas sem a mesma eficiência. Limpar o suor da testa foi corriqueiro para quem fez o breve tour nesta sexta-feira.

– O ar condicionado faz falta, mas o estádio é muito bonito – elogiou o estudante colombiano Juan Pablo Cabrales, de 19 anos, que já fez duas outras visitações em estádios, o Monumental, do River Plate, e La Bombonera, do Boca Juniors, ambos em Buenos Aires. – O tour do Monumental me pareceu maior, mas o Maracanã é mais bonito.

O roteiro da visitação também mudou. Antes os visitantes começavam pelo quinto pavimento, onde conheciam as cabines de imprensa. De quebra, tiravam fotos de cima. Agora, com os elevadores desligados, esta parte do tour não existe mais.

Depois, os visitantes desciam aos camarotes e tribuna de honra. Esse é mais um setor que já não se conhece. Questionados sobre as áreas que não seriam visitadas, os funcionários do tour lamentavam a mudança com visível constrangimento.

Outro setor que não está mais na rota é o Maracanã Mais. Dali, eles pegavam a escada rolante para dar sequência ao tour no primeiro pavimento. As escadas rolantes, no entanto, também estão desligadas e sem acesso ao público.

– Achei que poderíamos passar pela arquibancada e subir até os camarotes. Mas, no geral, o estádio está bem bonito. O Maracanã é o templo do futebol. Para quem gosta, não tem como perder – destacou o advogado curitibano Paulo Eduardo Schimanski.

Em nota, a concessionária que administra o Maracanã, majoritariamente controlada pela empreiteira Odebrecht, informou que não houve queixas dos visitantes. Entre os turistas brasileiros ou estrangeiros abordados pelo GLOBO, nenhum deles sabia que a visita guiada era mais longa até o final do ano passado. Também não sabiam que o sistema de ar-condicionado funcionava até pouco tempo.

O Maracanã S.A. respondeu ainda que o tour não foi encurtado, mas, sim, “sofreu alterações no formato”. Lembra ainda que “os visitantes podem permanecer o tempo desejado em cada estação do passeio, onde guias turísticos dão explicações sobre a história do estádio e do acervo exposto”. Único pavimento aberto ao público hoje, o primeiro andar já tinha visitação livre.

Outra mudanças, essa saudada pelo público, inclusive Juan Pablo e Paulo Eduardo, foi a colocação de uma trave atrás do gol à esquerda do campo – o gramado segue sem receber visitantes. Lá, os turistas chutam uma bola desgastada e fazendo seus gols no estádio. Compensação aos cortes no roteiros, a brincadeira justifica a manutenção do preço dos ingresssos, segundo a nota da concessionária.

“O passeio ganhou atrações mais dinâmicas como o Chute a Gol, uma das mais disputadas na temporada de Verão, em que o público tem a oportunidade de bater uma bola no templo do futebol, motivo pelo qual o preço do Tour foi mantido”, diz a nota, em que fala também .

Vale ressaltar que o Maracanã segue num esforço contínuo de racionalizar custos e que já iniciou um programa de adequação para o uso exclusivo do estádio nos Jogos Olímpicos, quando cederá suas instalações ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.”

Nesta segunda-feira, a empresa criada para administrar o estádio demitiu 75% de seus funcionários fixos. Em outubro, 40% já tinham sido cortados. Agora, dos 80 funcionários iniciais, restam dez pessoas cuidando da gestão.

Procurada pela reportagem, a Secretaria estadual de Esportes informou que a visitação não é um obrigação contratual da concessão.
(globo.com)

z´da mar´mandou pra gente (ou os 200+)…

masterpiece

z´mandou a lista que a uncut publicou em sua última edição e que ratifica a expressão “crássico é crássico”. como não há ameaças recentes, qualquer tentativa nesse sentido de “melhores discos de todos os tempos” terá a mesma afinação… mas é sempre bom lembrar de onde vem o apito do trem:

1. The Beach Boys – Pet Sounds – 1966
2. The Beatles – Revolver – 1966
3. Van Morrison – Astral Weeks – 1968
4. The Velvet Underground – The Velvet Underground & Nico – 1967
5. The Beatles – The Beatles (White Album) – 1968
6. Love – Forever Changes – 1967
7. Bob Dylan – Blonde On Blonde – 1966
8. The Smiths – The Queen Is Dead – 1986
9. Bob Dylan – Highway 61 Revisited – 1965
10. Television – Marquee Moon – 1977
11. David Bowie – Hunky Dory – 1971
12. David Bowie – Ziggy Stardust – 1972
13. Marvin Gaye – What’s Going On – 1971
14. Miles Davis – Kind Of Blue – 1959
15. The Beatles – Rubber Soul – 1965
16. The Rolling Stones – Exile On Main Street – 1972
17. The Band – The Band – 1969
18. Bob Dylan – Blood On The Tracks – 1975
19. David Bowie – Low – 1977
20. Kraftwerk – Trans Europe Express – 1977
21. The Beatles – Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band – 1967
22. Public Enemy – It Takes A Nation Of Millions To Hold Us Back – 1988
23. The Clash – London Calling – 1979
24. The Beatles – Abbey Road – 1969
25. Kate Bush – Hounds Of Love – 1985
26. The Clash – The Clash – 1977
27. The Rolling Stones – Sticky Fingers – 1971
28. The Rolling Stones – Let It Bleed – 1969
29. Jimi Hendrix Experience – Are You Experienced – 1967
30. David Bowie – Station to Station – 1976
31. Lou Reed – Transformer – 1972
32. Neil Young – After The Goldrush – 1970
33. Joni Mitchell – Blue – 1971
34. Neil Young – On The Beach – 1974
35. John Coltrane – A Love Supreme – 1965
36. Joy Division – Closer – 1980
37. The Kinks – The Kinks Are The Village Green Society – 1968
38. My Bloody Valentine – Loveless – 1991
39. Bob Dylan – Bringing It All Back Home – 1965
40. Robert Wyatt – Rock Bottom – 1974
41. Otis Redding – Otis Blue – 1965
42. Jimi Hendrix Experience – Electric Ladyland – 1968
43. The Stooges – Fun House – 1970
44. Sly And The Family Stone – There’s A Riot Going On – 1971
45. R.E.M. – Murmer – 1983
46. Michael Jackson – Off The Wall – 1979
47. Led Zeppelin – Led Zeppelin (IV) – 1971
48. Fairport Convention – Liege & Lief – 1969
49. Stevie Wonder – Songs In The Key Of Life – 1976
50. Nick Drake – Bryter Layter – 1971
51. Carole King – Tapestry – 1971
52. The Velvet Underground – The Velvet Underground – 1969
53. Big Star – Third/Sister Lovers – 1978
54. The Velvet Underground – Loaded – 1970
55. Sex Pistols – Never Mind The Bollocks… – 1977
56. The Stone Roses – The Stone Roses – 1989
57. Pink Floyd – Piper At The Gates Of Dawn – 1967
58. Blondie – Parallel Lines – 1978
59. Prince – Sign O The Times – 1987
60. Joy Division – Unknown Pleasures – 1979
61. Primal Scream – Screamadalica – 1991
62. The Byrds – The Notorious Byrd Brothers – 1968
63. Fleetwood Mac – Rumours – 1977
64. David Crosby – If Only I Could Remember My Name – 1971
65. Orange Juice – You Can’t Hide Your Love Forever – 1982
66. The Band – Music From Big Pink – 1968
67. Stevie Wonder – Innervisions – 1973
68. James Brown – Live At The Apollo – 1963
69. New Order – Technique – 1989
70. Patti Smith – Horses – 1975
71. Joni Mitchell – Hejira – 1976
72. LCD Soundsystem – Sound Of Silver – 2007
73. The Cure – Disintegration – 1989
74. Public Image Limited – Metal Box – 1979
75. Can – Ege Bamyasi – 1972
76. John Martyn – Solid Air – 1973
77. Steely Dan – Countdown To Ecstasy – 1973
78. The Byrds – Younger Than Yesterday – 1967
79. Gillian Welch – Time (The Revelator) – 2001
80. The Velvet Underground – White Light/White Heat – 1968
81. Radiohead – In Rainbows – 2007
82. The Who – Who’s Next – 1971
83. Bob Dylan – The Freewheelin’ Bob Dylan – 1963
84. Pink Floyd – Dark Side Of The Moon – 1973
85. Jimi Hendrix – Axix: Bold As Love – 1967
86. Todd Rundgren – A Wizard, A True Star – 1973
87. Joni Mitchell – The Hissing Of Summer Lawns – 1975
88. Can – Tago Mago – 1971
89. Big Star – No1 Record – 1972
90. The Cure – Head On The Door – 1985
91. Neil Young – Everybody Knows This Is Nowhere – 1969
92. Dusty Springfield – Dusty In Memphis – 1969
93. Radiohead – Ok Computer – 1997
94. U2 – Achtung Baby – 1991
95. The Flying Burrito Brothers – The Guided Palace Of Sin – 1969
96. Bruce Springsteen – Born To Run – 1975
97. The Cure – Pornography – 1982
98. The Incredible String Band – The Hangman’s Beautiful Daughter – 1968
99. John Cale – Paris 1919 – 1973
100. Laura Nyro – Eli & The Thirteenth Confession – 1968
101. Radiohead – Kid A – 2000
102. Serge Gainsbourg – Histoire De Melody Nelson – 1971
103. Pulp – This Is Hardcore – 1998
104. Johnny Cash – At Falsom Prison – 1968
105. David Bowie – Diamond Dogs – 1974
106. Talking Heads – Remain In Light – 1980
107. Spiritualized – Ladies & Gentlemen We Are Floating In Space – 1997
108. Talk Talk – Sprit Of Eden – 1988
109. The Only Ones – The Only Ones – 1978
110. The Congos – Heart Of The Congo’s – 1977
111. Joni Mitchell – Court & Spark – 1974
112. New Order – Power Corruption & Lies – 1983
113. The Slits – Cut – 1979
114. David Bowie – “Heroes” – 1977
115. Tom Waits – Rain Dogs – 1985
116. The Rolling Stones – Beggars Banquet – 1968
117. The Specials – The Specials – 1979
118. Suicide – Suicide – 1977
119. Miles Davis – Bitches Brew – 1970
120. Big Star – Radio City – 1974
121. Can – Future Days – 1973
122. Prince – Parade – 1986
123. Steely Dan – Can’t Buy A Thrill – 1972
124. Nirvana – In Utero – 1993
125. Elvis Costello – My Aim Is True – 1977
126. Nick Drake – Pink Moon – 1972
127. Chic – C’est Chic – 1978
128. The Byrds – Sweetheart Of The Rodeo – 1968
129. Curtis Mayfield – Curtis – 1970
130. Syd Barrett – The Madcap Laughs – 1970
131. The Isley Brothers – 3+3 – 1973
132. The Human League – Dare! – 1981
133. The Who – Live At Leeds – 1970
134. Bruce Springsteen – Darkness On The Edge Of Town – 1978
135. The Beach Boys – Surfs Up – 1971
136. Ramones – Ramones – 1976
137. AC/DC – Back In Black – 1980
138. Van Morrison – Moondance – 1970
139. Gang Of Four – Entertainment! – 1979
140. The Beastie Boys – Check Your Head – 1992
141. Portishead – Dummy – 1994
142. Sonic Youth – Daydream Nation – 1988
143. Captain Beefheart & His Magic Band – Safe As Milk – 1967
144. Cocteau Twins – Heaven Or Las Vegas – 1990
145. Blur – Modern Life Is Rubbish – 1993
146. Pixies – Doolittle – 1989
147. Jeff Buckley – Grace – 1994
148. Miles Davis – In A Silent Way – 1969
149. The Beatles – A Hard Day’s Night – 1964
150. Massive Attack – Blue Lines – 1991
151. Daft Punk – Discovery – 2001
152. Aretha Franklin – Lady Soul – 1968
153. Led Zeppelin – Physical Graffiti – 1975
154. The Associates – Sulk – 1982
155. Nick Cave And The Bad Seeds – The Boatman’s Call – 1997
156. Tricky – Maxinquaye – 1995
157. Bjork – Debut – 1993
158. The Fall – The Nation’s Saving Grace – 1984
159. Leonard Cohen – Songs Of Love And Hate – 1971
160. The Wu-Tang Clan – Enter The Wu-Tang: 36 Chambers – 1993
161. Tom Waits – Swardfishtrumbone – 1983
162. PJ Harvey – Rid Of Me – 1993
163. Neil Young – Tonight’s The Night – 1975
164. The Cure – Seventeen Seconds – 1980
165. Brian Eno – Here Come The Warm Jets – 1974
166. GZA – Liquid Swords – 1995
167. Aphex Twin – Selected Ambient Works 85-92 – 1992
168. The Smiths – Strangeways, Here We Come – 1987
169. T.Rex – Electric Warrior – 1971
170. Laura Nyro – New York Tendaberry – 1969
171. Prince – Purple Rain – 1984
172. Oasis – (What’s The Story) Morning Glory? – 1995
173. John Lennon – John Lennon/Plastic Ono Band – 1970
174. Roxy Music – For Your Pleasure – 1973
175. My Bloody Valentine – Isn’t Anything – 1988
176. Neil Young – Harvest – 1972
177. Super Furry Animals – Radiator – 1997
178. Black Sabbath – Paranoid – 1970
179. The Who – Tommy – 1969
180. Michael Jackson – Thriller – 1982
181. The Replacements – Tim – 1985
182. Amy Winehouse – Back To Black – 2006
183. Nick Drake – Five Leaves Left – 1969
184. Kraftwerk – The Man-Machine – 1978
185. David Bowie – The Man Who Saved The World – 1970
186. Charles Mingus – The Black Saint And The Sinner Lady – 1963
187. Donald Fagen – The Nightfly – 1982
188. Talking Heads – Fear Of Music – 1979
189. The Smiths – The Smiths – 1984
190. Prefab Sprout – Steve McQueen – 1985
191. The Who – The Who Sell Out – 1967
192. Gene Clarke – No Other – 1974
193. Johnny Cash – American Iv: The Man Comes Around – 2002
194. Joanna Newsom – Ys – 2006
195. T.Rex – The Slider – 1972
196. The Fall – Hex Enducation Hour – 1982
197. Todd Rundgren – Something/Anything? – 1972
198. Mercury Rev – Deserters Songs – 1998
199. Dr John: The Night Tripper – Gris-Gris – 1968
200. Elvis Costello – Imperial Bedroom – 1982

com muito orgulho…

considerando que os jogadores de futebol são a parcela mais poderosa & representativa de nossa sociedade, vale a pena assuntar o resultado da pesquisa feita pelo globoesporte.com sobre o gosto musical dessa casta tão influente:

cada quadradinho abaixo corresponde a um estado…

na ordem:

BA, CE, GO, MG, PA, PE, PR, RJ, RS, SC, SP

– O GloboEsporte.com perguntou a 118 jogadores de 31 times do Brasil, das Séries A, B e C, o que eles gostam de ouvir em casa, na concentração e a caminho dos estádios. O resultado é um mapa sonoro com 154 artistas que foram divididos em 14 gêneros musicais. A Trilha Sonora dos Boleiros não é um estudo definitivo, claro, mas mostra a veia pagodeira da maioria e confirma uma nova tendência: o crescimento do estilo religioso entre os atletas.

01 Jorge e Mateus 1 1 1 1 2 1 1 2 4
02 Grupo Revelação 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2
03 Turma do Pagode 1 1 2 1 1 1 5
04 Henrique e Juliano 2 1 2 1 3 3
05 Fernandinho 1 1 1 1 2 1 3 1
06 Sorriso Maroto 2 1 3 1 3 1
07 Wesley Safadão 1 2 1 3 2 1
08 Anderson Freire 1 2 1 2 1 2
09 Thiaguinho 1 2 1 1 3 1
10 Bruno e Marrone 2 1 2 2 1
11 Péricles 1 1 2 3
12 Racionais MC’s 1 1 1 1 1 2
13 Davi Sacer 2 3 1
14 Fundo de Quintal 1 1 1 1 2
15 Gusttavo Lima 1 1 1 3
16 Ferrugem 1 1 1 1 1
17 Aline Barros 1 1 1 1
18 André Valadão 4
19 Coldplay 1 1 1 1
20 Eli Soares 1 1 2
21 Jads e Jadson 1 2 1
22 Pregador Luo 1 1 1 1
23 Arlindo Cruz 1 1 1
24 Charlie Brown Jr 1 1 1
25 Eminem 1 1 1
26 Luan Santana 2 1
27 Marquinhos Gomes 2 1
28 Nosso Sentimento 1 1 1
29 Reinaldo 1 2
30 Zeca Pagodinho 1 1 1

Ranking dos Estilos

GÊNEROS MUSICAIS
Pagode 66
Gospel 60
Sertanejo 53
Rap 22
Rock 19
Samba 19
Forró 10
Pop 7
MPB 6
Eletrônico 5
Axé 4
R&B 4
Funk 3
Reggae 2

Outros Artistas

Mencionados duas vezes: Aviões do Forró, Balacobaco, Belo, Bom Gosto, Bruna Karla, Chitãozinho e Xororó, Chris Brown, Damaris, David Guetta, Diante do Trono, Diogo Nogueira, Exaltasamba, Fernando e Sorocoba, Grupo Clareou, Harmonia do Samba, Henrique e Diego, Hillsong, ImaginaSamba, Ivete Sangalo, Jamily, Kleber Lucas, Leonardo, Milionário e José Rico, Nando Reis, Natiruts, Tupac, U2, Usher, Xande de Pilares e Zezé DiCamargo e Luciano.

Mencionados uma vez: 50 Cent, AC/DC, Aerosmith, Adão e Diego, Akon, Alexandre Pires, Anselmo e Rafael, Anitta, Ao Cubo, Apocalipse 16, Avicii, Avivah, Bailão do Robsão, Banda Oriente, Bob Marley, Bruno (Sorriso Maroto), Bruno Mars, Calvin Harris, Capital Inicial, Casuarina, Chico Buarque, Clube da Esquina, Cristiano Araújo, Dilsinho, Dimitri Vegas and Like Mike, Diney, DJ Alpiste, DJ PV, Drake, Eduardo Costa, Eduardo Melo, Emicida, Emilio Santiago, Fernando e Fabiano, Foo Fighters, Hardwell, Igor Kannario, Jack Johnson, Jauperi, João Bosco e Vinícius, Jorge Aragão, Juliano, Jussara Nunes, Kings of Leon, Laura Souguellis, Léo Magalhães, Leonardo Gonçalves, Los Hermanos, Manutti, Mariana Valadão, Marcelo Jeneci, Marquinhos Sensação, Matheus e Kauan, MC Bola, MC Gui, Mile Dias, Ministério Apascenta de Nova Iguaçu, Mosquito, Mumuzinho, Nego do Borel, Neguinho da Beija-Flor, Ne-Yo, Nosso Tom, O Rappa, Oficina G3, Paula Fernandes, Pearl Jam, Pedro Paulo e Alex, Queen, Quinteto Samba Aí, Raça Negra, Rafael Quadros, Raul Seixas, Red Hot Chili Peppers, Roberto Carlos, Rodolfo Abrantes, Rodriguinho, Rogério Luis, Rolling Stones, Sabotage, Sade, Skank, Snoop Dogg, Só Pra Contrariar, Thalles Roberto, Tiê, Tonzão, Toque no Altar, Trio de Huanna, Trio Parada Dura, Tyga, Vanessa da Mata, Vibe e Wannabe Jalva.

negativos & positivos (295) [o hippie]…

o mergulho no material (negativos & positivos) registrado pela xeretinha tem sido gargalhante, cascudo, doloroso (em muitas oportunidades) e abarrotado de surpresas. numa dessas escavações, brotou um slide (positivo) que me provocou um primal scream tão inusitado que acordou o bebezinho do prédio ao lado… PQParille, depois de décadas & décadas eu revia a face de uma das figuras mais importantes na minha vidinha láááááááá no século passado: O HIPPIE.

esse era o “nome” do cidadão responsável por uma das únicas bancas de revistas que recebiam new musical express, melody maker, rolling stone e revistas importadas de fotografia. não sei de onde saiu o codinome dado por meus primos já que de hippie a peça não tinha nadica. mas o fato é que ele era O cara que amoitava pra nós as publicações mais desejadas na cidade de são sebastião… numa época em que não eram muitos os fissurados pelos referidos impressos mas a tchurma tinha por hábito bater com a testa no fundo da piscina, manja?

para a emoção ser ainda mais instigante, o slide não tinha identificação de quando foi clicado… ou qualquer outra referência. a dica foi rastrear a revista photo (francesa) pendurada entre tantas outras. com estonteante ajuda do garimpeiro miltão do [goma], chegamos à data de quando ela, a photo, foi lançada: fevereiro1974. portanto, tranquilamente, o hippie foi clicado em março do mesmo ano… mamãe!

até hoje guardo publicações muuuuito especiais que foram “separadas”, especialmente, para mim. perdi a conta das vezes que cruzei, na “banca”, com ezequiel (ou mosquito, ou zé ramone, ou ana bahiana, ou zé emilio) e ele perguntava – por exemplo – pela edição especial da rolling stone com as fotografias de richard avedon… e o hippie dizia na maior cara dura: “ainda não recebi. acho que nem vem”. PQParille…

RS

RS2

acho que no início dos anos 80, a toca do hippie foi demolida para dar lugar a esses pavorosos monstros arquitetônicos. prestenção como está, hoje, o exato espaço (área do metrô de ipanema) onde reinou nosso dealer… tá vendo o itaú, né? aí ficava o mini mercado fubazento (na real classe AAA ostentação) que abrigava a “banca”. tá vendo a motoca da esquerda? ali era a portinha da mais espetacular fonte de informação da cidade maravilhosa…

itau

depois da devastação imobiliária, nosso ídolo atravessou a rua visconde de pirajá e se materializou, bem em frente, numa banca como muitas outras, na praça general osório, perto da esquina com rua jangadeiros. onde ficou instalado por algum tempo… e desapareceu.

até ressurgir, gloriosamente, nesta imagem que traz toneladas de lembranças e o detalhe que arranca meu coração pela boca: a sodade avassaladora das pessoas que não estão mais aqui. o resto é História…

hippie.tico

o hippie  /  ipanema (rio de janeiro)  /  março1974

chegou a grosseria…

mojo1

mojo2

edição de fim de ano da MOJO, lotada de mimos, já chegou ao brasa. a revista vem num envelope com dois grandes cartões de bowie e cd com algumas das melhores músicas de 2015 (julia holter, gaz coombes, jim o’rourke, john grant, courtney barnett, songhoy blues…) + entrevista com laurie anderson + matéria gigante com dan penn & spooner oldham (compositores de aretha & otis) + as tradicionais e cabriocáricas listas & resenhas de 2015.

casca!

na quarta feira, a gente não lembra mais….

voltem

Homem é espancado até a morte em Ipanema

Um grupo de cerca de 10 pessoas linchou a vítima, que teria discutido com um casal

(o globo)

RIO – Um homem foi espancado até a morte próximo à Praça General Osório, Ipanema, Zona Sul do Rio, no início da manhã deste domingo. De acordo com informações da Delegacia de Homicídios, por volta das 7h Fabiano Machado da Silva foi linchado até morte por um grupo de aproximadamente dez pessoas após desentendimento com participantes de um luau que acontecia no Arpoador.

O crime teve início após uma discussão entre a vítima, que vendia gelo, e um casal. De acordo com testemunhas, Fabiano teria mexido com uma mulher que estava acompanhada do marido. A discussão teve início quando o marido viu a cena e resolveu tirar satisfações com o vendedor. Durante a confusão, a vítima teria agredido o casal, quando os dois decidiram voltar à praia para convocar dez pessoas e linchar o agressor, que foi espancado até a morte.

— Ele era muito trabalhador. Tinha um filho de 5 anos e trabalhava todo final de semana que tivesse sol na praia — contou o ambulante José Amaro dos Santos Neto, de 32 anos, que trabalhava com Fabiano.

De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Capital, um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte de Fabiano Machado da Silva. Foi realizada perícia no local, e testemunhas estão sendo ouvidas. Imagens de câmeras de segurança foram solicitadas e diligências estão sendo realizadas em busca de informações que ajudem nas investigações.

negativos & positivos (263) [au pairs]…

sempre que vejo esta imagem  imagino uma das meninas falando pra outra: “hey, amiga, olha nós naquele cartaz ali”. o tal cartaz anuncia o lançamento do disco “playing with different sex” da banda inglesa au pairs. as jovens, pelo visual, podem ser naturais do oriente médio… e, em londres, muitas delas fazem o serviço de “au pairs” que significa “a young foreign person, typically a woman, who helps with housework or child care in exchange for room and board”. enfim, o faro da xeretinha foi – psicodelicamente – bem longe… mesmo que a imagem do cartaz não tenha nada a ver com as meninas…

aupairs.tico

londres  /  maio1981

the clash, chelsea & arsenal (ou fernando mandou pra gente)…

london

Assunto: O que Chelsea, Arsenal, futebol e o The Clash têm em comum?
Futebol e música. O que os dois têm em comum?

No caso de Chelsea, Arsenal e a banda inglesa The Clash, muito.

Descubra abaixo a ligação entre futebol e o álbum London Calling.
Agradecimentos ao pequisador e tradutor Vitor Santi, que viabilizou a publicação em português, e ao autor, Chris Salewicz, que revelou a divertida conexão

Como o futebol moldou o maior álbum do The Clash

Em 1979, a banda punk The Clash escreveu e gravou London Calling, um álbum duplo que foi a sua melhor confirmação artística. Lançado nos Estados Unidos apenas em janeiro de 1980, seria aclamado pela revista “Rolling Stone” como o “álbum da década.”

Quando eles começaram a traballhar em sua obra-prima, o Clash estava em baixa. Tendo demitido seu empresário original, Bernie Rhodes, e seu sucessor temporário, a banda não tinha em quem se apoiar a não ser neles mesmos. E foi o futebol, assim como suas incríveis habilidades de composição, que os colocaram no espírito necessário para escrever e gravar o disco.

Se preparando para escrever London Calling, os integrantes do Clash jogaram longas partidas de futebol todas as tardes no centro de recreação em frente ao Vanilla, o estúdio onde ensaiavam em Plimico, no centro de Londres. “Eu simplesmente acho que nos encontramos naquela época, e teve muito a ver com o futebol”, diz um dos membros fundadores e guitarrista do Clash, Mick Jones. “Porque nos fez jogar juntos como um só.”

“Jogávamos muito futebol até nossas pernas não conseguirem dar um único chute,” Joe Strummer me disse no ano seguinte. “E então nós começávamos a tocar e escrever as músicas. Era o nosso jeito de esquentar.”

Todo dia perto das 16h, crianças do bairro que tinham acabado de sair da escola batiam na porta do Vanilla: “Vocês podem vir jogar?”

“Eram garotos típicos da classe trabalhadora de Londres, entre 9 e 13 anos, das moradias sociais locais,” diz Andrew Leslie, que gerenciava o estúdio.

“Esses garotos viam o Clash jogando uns contra os outros e se juntavam a partida, e isso se tornou corriqueiro. Eu acredito que eles desconfiavam que o Clash era uma banda – e eles poderiam se gabar disso na escola. Era uma boa hora para a banda dar uma pausa: Eles começariam a trabalhar às 13h. Jogavam dois em um time e dois em outro, junto com as crianças.”

“Topper em especial era o que mais gostava de jogar, provavelmente o melhor jogador,” afirma Leslie sobre o baterista baixinho, Topper Headon, que sempre estava em forma por emular as habilidades do Karatê de seu ídolo Bruce Lee.

Jones era espalhafatoso, lembra o empresário de turnê Johnny Green, mas suas habilidades não batiam com a sua gana e ambição; Strummer era incessantemente determinado, mas faltava habilidade com a bola; e o baixista Paul Simonon era infinitamente empolgado.

Antes de descobrir o Rock’n’Roll, Jones era imerso na cultura do futebol. Com uma idade igual a dos meninos que batiam na porta do Vanilla, ele se juntava a outros fãs pré-adolescentes todo sábado de manhã nas fileiras de hotéis nos arredores da Russell Square em Londres; times visitantes ficavam ali antes das partidas contra os times da casa.

Com os autógrafos dos jogadores garantidos, Jones atravessava a cidade para ir a um jogo, no campo do Chelsea ou do Queens Park Rangers. “Você podia pular a cerca da linha do trem do estádio do Chelsea. Uma vez, eu fiquei preso, prendendo minha perna no arame farpado e quase fui pego. Primeiro eu era um caçador de autógrafos de jogadores. Depois, eu passei desta fase e o rock’n’roll estava na minha frente – me tornei um grande fã de música e queria estar em uma banda,” ele disse.

“Porém, colecionar autógrafos de jogadores me deu uma boa lição. Porque alguns dos jogadores eram realmente poderosos e famosos – eu não quero dizer seus nomes, mas eu poderia. Como eles tratam você foi um grande aprendizado de como não tratar os outros quando se está em uma posição de celebridade.”

De fato, o generoso tratamento com os fãs que o Clash dava virou parte de sua lenda. E o amor de Jones pela música e o futebol – compartilhado por outros membros do Clash, Strummer em especial – personifica como o futebol e o rock’n’roll eram as válvulas de escape tradicionais para jovens atingidos pelo tédio e a morosidade da vida cotidiana no Reino Unido naquela época.

Durante a fase de composição de London Calling, Strummer vivia com sua namorada Gaby Salter e sua mãe em um terreno perto de Stamford Bridge, campo do Chelsea; o terreno ficava atrás do Tâmisa: a letra de “London Calling” confirma, “I live by the river.” Quando os Blues jogavam em casa, ele ia ver as partidas nos sábados a tarde.

Iam juntos, o acompanhando, Josie Ohendjan, de 12 anos, que mais tarde se tornou a babá das duas filhas de Strummer; o irmão de 16 anos de Gaby, Nicky; um colega de classe de Nicky, Black John; e Crispin Chetwynd, um amigo da família. Todos se encontravam na casa da mãe de Gaby, fumavam um baseado e – com um saco de batatas fritas comprados no caminho – andavam 10 minutos até o estádio. Lá, pagando duas libras, eles sentavam na arquibancada da torcida organizada.

Strummer era um fã do Chelsea: ele leu tudo o que podia sobre o time. No entanto, eram dias sombrios para o time de West London, que estava na segunda divisão. De acordo com Ohendjan, entretanto, Strummer “adorava o tribalismo daquilo, o movimento daquilo, pessoas se unindo sob as cores do time. Joe vivia perto e era um fã, e gostava de fato do aspecto de ser um torcedor.”

O que Strummer não ligava era para “a agressão e o racismo.” Isso foi antes de duas temporadas onde Paul Canoville se tornou o primeiro jogador negro do Chelsea, frequentemente recebido por sua própria torcida com bananas jogadas no campo e cantos “Não queremos o negro.” Torcedores mais extremos do Chelsea eram famosos por serem da Frente Nacional, uma facção de extrema direita: jogadores negros dos times visitantes recebiam o mesmo tratamento em Stamford Bridge.

A identidade visual do homem que escreveu “(White Man) In Hammersmith Palais” não causava nenhum problema a Strummer durante os jogos. “Em Stamford Bridge, Joe era reconhecido,” disse Ohendjan. “Nós éramos punks e ficávamos juntos dos skinheads, mas ele não era incomodado.” Paul Cook, baterista do Sex Pistols, também ia regularmente à Stamford Bridge, assim como Suggs McPhearson e Chas Smash do Madness – todos os três, inclusive, ainda vão aos jogos no estádio do Chelsea.

Porém, depois de um jogo contra o West Ham, em setembro de 1980, Strummer e o seu pessoal foram perseguidos por torcedores dos Hammers, que brandiam navalhas e canivetes. “Nós corremos para longe da casa onde Joe vivia,” lembra Ohendjan. “Foi assustador. Todos nós, incluindo Joe, decidimos parar um pouco de ir aos jogos depois disso.”

Outro time de Londres, entretanto, se provaria uma inspiração para London Calling. O material composto no Vanilla foi gravado no Wessex Studios em Highbury, norte de Londres, em Agosto e Setembro de 1979. O bairro de Highbury era a casa do Arsenal, e o produtor do disco, Guy Stevens, lendário excêntrico da indústria musical da Inglaterra, era um torcedor obcecado pelo time.

Ao descobrir que alguns funcionários do Arsenal eram fãs do Clash e, conspirando com eles, Stevens estabeleceu um ritual diário, onde sentiu que acrescentaria algum tipo de mágica que ele estava tentando injetar no disco. O táxi encarregado de levá-lo toda manhã para o estúdio fazia um pequeno desvio, parando no campo do Arsenal. Lá, Stevens saía do veículo bem rapidamente e se dirigia ao círculo central de Highbury, onde ele se ajoelhava e fazia uma homenagem mental ao meio campo do Arsenal, Liam Brady. Só então ia para o estúdio.

Depois de London Calling ser lançado nas lojas, Strummer retornou às arquibancadas do Chelsea para assistir a um jogo. Deixando Stamford Bridge naquela tarde de sábado, ele deu uma olhadela em uma loja de discos, onde descobriu algo mais perturbador que torcedores skinheads do West Ham armados com facas e canivetes. Para o seu horror, ele viu que uma cópia do álbum recém lançado de London Calling estava sendo vendida por £7.99 – O Clash havia decretado que o álbum não poderia ser vendido por mais de £5, o preço de um álbum simples.

Furioso, Strummer repreendeu o gerente da loja até que o preço fosse reduzido para o certo. Então, ele se juntou à massa de torcedores deixando Stamford Bridge.

vale a pena ler de novo (ou john peel 10 anos depois)…

peel

BBC radio DJ John Peel: Ten years after his death, no one compares to his talent

Peel’s combination of constant curiosity, authoritative perspective and endearing quirks is sorely missed

pierre perroneindependent

John Peel, who died a decade ago next month, shaped the tastes of several generations of music aficionados.

He introduced the hippies who listened to The Perfumed Garden, his programme broadcast between midnight and two am throughout the Summer of Love by the pirate station Radio London, to the psychedelic sounds of Love, Jefferson Airplane, the Grateful Dead and the other acts he had seen emerging while DJ-ing in California.

Those listeners followed him to Radio 1 in the autumn of 1967, where he co-presented Top Gear, and over the next couple of years championed Pink Floyd, David Bowie and Led Zeppelin, three of the most influential British acts of all time. By the early 1970s, Peel, along with his producers Bernie Andrews and John Walters, were recording and broadcasting sessions by Roxy Music, Queen and The Wailers, simultaneously managing to placate the Musicians’ Union by giving its members extra work and creating a valuable archive for future generations to delve into – give or take the odd wiped tape.

But the real sea-change came in the spring of 1976 when the presenter acquired an import copy of The Ramones’ eponymous debut album and helped to accelerate the punk revolution. Within a few months, the programme booked The Damned for their first session, although, to his eternal chagrin, the former schoolteacher in Walters did not trust the Sex Pistols enough to welcome them into the BBC’s Maida Vale studios.

Still, Peel gave the Pistols’ single “Anarchy In The UK” and theirNever Mind the Bollocks album plenty of airplay as traditional listeners deserted him and a younger generation discovered his 10pm to midnight show. The Clash abandoned a session over technical issues but, otherwise, the Peel sessions and playlists from 1977 onwards read like a who’s who of UK punk and post-punk, with The Stranglers, The Jam and Buzzcocks as well as Siouxsie and the Banshees, The Cure and Joy Division featuring heavily.

Indeed, as once-alternative acts like Gary Numan, Adam and the Ants and Human League stormed the charts, the broadcaster did worry. “The late 1970s was the only time the programme was fashionable,” he said. “I really didn’t like the experience. I felt rather as I imagine bands must feel when they become fashionable, that the audience expect certain things of them which they might not necessarily want to go on doing.”

Peel had been there before, as Marc Bolan, Elton John and Rod Stewart had gone stratospheric and forgotten him and the role he had played in their 1970s breakthroughs, and kept a distance from his favourites The Fall and the Undertones, along with New Order and The Smiths, the two bands who did so much to define the alternative, DIY, indie ethos of the 1980s.

Peel already played dub reggae, world music and hip-hop, and would go on to champion techno, drum’n’bass and The White Stripes, but always insisted: “I don’t pursue particular movements. The punk thing dominated as it did only because there wasn’t anything else interesting at the time, or at least that interested me,” he reflected in the Peeling Back The Years series broadcast on Radio 1 in 1987. “But after the first careless rapture of that had diminished, I went back to the way I’d been before, looking around at various areas of music and trying to find what I regarded as the best in those different areas – rock, folk, reggae.”

It was this enthusiasm, combined with his wide-ranging knowledge of most genres, and a deadpan delivery that matched his dry sense of humour, that made Peel such a compelling listen throughout the decades. That’s why teenagers tuned in under the covers, taped programmes, sent in demos. Pulp, The Wedding Present and Mogwai didn’t set out to conquer the charts or redefine the parameters of rock music but simply wanted to record a Peel session.

Peel’s death on 25 October 2004, while on holiday in Peru, robbed Britain and the world of its most influential music broadcaster – though it may also have saved him from the kind of retrospective scrutiny that has led former colleagues into the law courts. Radio 1 cleared its schedule for a day of tributes but never really tried to replace him as the station attempted to move towards a younger demographic. The BBC had launched 6 Musicin 2002 and claimed that the digital station embraced the Peel ethos, while 1Xtra, also launched that year, specialised in urban music.

Yet, despite the breadth of music played on these stations, along with Radio 2 and specialist shows on BBC local radio, not to mention the array of offerings from the commercial sector in Britain and internet-based stations around the world, Peel’s combination of constant curiosity, authoritative perspective and endearing quirks is sorely missed. Where else are you going to hear the Scots poet Ivor Cutler, the two singles by lost 1979 Dorset power pop group Tours, or early 1980s pop sensation Sheena Easton?

Sure, 6 Music fulfils a similar function, its programmes available 24/7 as well as via the iPlayer service. It makes comprehensive use of the Peel sessions and other BBC archive material, inaugurated the John Peel Lecture in 2011 and features many presenters who grew up listening to him, literally in the case of his son, Tom Ravenscroft, or of Lauren Laverne and Marc Riley, who have both made the transition from Peel-approved bands to presenting their own shows. Riley’s off-the-wall sense of humour, while coarser than Peel’s dry wit, makes him a natural heir to the Peel throne, though the more cultured and catholic approach favoured by Gideon Coe works well in the 9pm to midnight slot.

In an average week, 6 Music reaches nearly two million listeners, yet none of its programmes pack the same impact as Peel’s used to. Huey Morgan and Craig Charles currently straddle the 6 Music and Radio 2 schedules, and do a fine, funky job, yet are also symptomatic of the way the BBC has embraced celebrity – or cult status – when looking for presenting talent. Annie Nightingale, now Radio 1’s longest-serving broadcaster, where she is still playing “the biggest bass bangers”, has made tentative forays into Radio 2 with her Eternal Jukebox that could be developed into a weekly rather than a bank-holiday occasion.

Listeners of various vintages may also point out that Andy Kershaw, who last broadcast on Radio 1 in 2000, before moving to Radio 3, could have picked up the Peel baton but for the unravelling of his private life in 2007. Mark Lamarr’s God’s Juke-Box, a weekly three-hour overnight show which ran on Radio 2 from April 2006 to December 2010, is arguably the closest any of the national – rather than digital – stations have come to matching the Peel magic.