

não é preciso voltar a fita para as lamentações de sempre sobre o mundinho raso no qual estamos metidos globalmente (!)… mas é dose pra mamute enfurecido testemunhar a nota acima publicada, hoje, no maior jornal do país, na coluna mais lida do país, assinada por um dos mais renomados jornalistas do país… ou seja, “que país é esse?”… na boa, essas letrinhas são o típico exemplo do “jornalismo” desprezível que faz, a cada minuto, neguinho navegar à margem da “grande” imprensa.
zeca, a essa hora, está gargalhando com pena da gente… pobre raul, entrou de gaiato nesse titanic… coitado do vinil, outra vítima do bundamolismo galopante… vem marinho…



Assunto: TENHO UMA BOA NOTÍCIA: CANCELEI A MINHA ASSINATURA DO UOL“Senhores,Tenho uma ótima notícia para vocês: há pouco cancelei a minha assinatura aí do UOL que fiz em 1998. Com isso, os senhores não terão que conviver com um excelente assinante que pagava religiosamente em dia duas mensalidades, reclamou dos serviços no máximo cinco vezes ao longo desses 17 anos, assistiu sem cancelar a decadência do nível do noticiário do UOL, antes inteligente, culto, bem informado, hoje de baixo nível, mundo cão, mais preocupado com a cor das meias de Mumuzinho do que com o novo disco do Beck.Sim, vocês vão ficar aliviados com a minha ausência e eu mais ainda com a ausência de vocês. Peço, por gentileza que avisem ao Luiz Frias, dono do UOL e da Folha de São Paulo, meu colega, que fui embora sem deixar bilhete, mas que depois falo com ele.O motivo que me fez cancelar (vocês usam a curiosa expressão “descontinuar”) a minha assinatura foi uma INDEVIDA COBRANÇA EM DUPLICIDADE DE MINHA ASSINATURA em 20/05/2015, associada a atitudes macunaímicas como empurrar com a barriga, dizer que vão retornar o contato em 72 horas, insinuar que menti ao informar a duplicidade mesmo enviando o extrato de meu cartão digitalizado, enfim, baixaria generalizada.Mas, vamos falar de festa! Tomem seus cafezinhos, beijem seus crachás, avisem no Facebook que perderam um ótimo assinante!!!Parabéns” . Fernando
D+… pepe escobar & seus bluecaps!

em 16junho1965…

“like a rolling stone”, a música que os entendidos consideram o o ground zero desse negócio chamado rock’n’roll. alguns deles também garantem que, de lá pra cá, nada mais prestou… hahaha… mas que muquiranada essa tchurma, hein?
mas o fato é que a canção galga parâmetros há exatas cinco décadas. literalmente, parece que foi lançada ontem… celebremos!
D+!


Assunto: As peripécias do Iguana na BBC 6.“Salve Mau Val!Beleza?
Olha só que maravilha, ainda há esperança para este planeta… 🙂
Grande abraço!
Cheers! Renato
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– A Noite da Iguana
“Eu estava em uma discoteca na ilha de Capri. Era um ambiente degenerado, com europeus sem nada para fazer e um monte de dinheiro para torrar. Escutei os primeiros acordes [de “I Feel Love”, sucesso de Donna Summer] e pensei comigo mesmo: ‘Game over: a disco music chegou’.”
Das profundezas de um inferno rocker, quem traz a memória à tona é Iggy Pop, 68, bronzeado de morador de Miami, zero de gordura corporal e bilhões de neurônios ainda em fúria. A lembrança é de 1977. A disco music fervia. Rock’n’Roll em crise. Iggy afundado nas drogas mais pesadas.
Para a iguana autodestrutiva do rock, parecia o fim da linha – na estética e na vida. Com sua banda, os Stooges, Iggy já fazia punk rock uma década antes de o gênero existir oficialmente. Depois de cinco ou seis anos, o grupo implodiu e ele seguiu carreira solo. Entregou-se a todo tipo de excesso. No final dos anos 70, quando a disco engolia o rock, foi içado das profundezas por David Bowie, que o levou como parceiro de turnês e ajudou nos discos.
Sobreviveu. Hoje toca suas canções favoritas e conta grandes histórias em um programa semanal na rádio BBC 6, “Iggy Confidential”. Vai ao ar nas noites de sexta, e depois os episódios ficam disponíveis no site. Iggy fala um inglês pausado e claro. Dá para escutar sem sofrer.
A carreira radiofônica de Iggy Pop começou há cerca de dois anos, substituindo Jarvis Cocker, do Pulp, no programa “Sunday Service”. Jarvis pediu uma licença para excursionar com a banda, mas não voltava nunca e Iggy foi ficando.
Quando Jarvis se dignou a retomar o posto, depois de muito tempo, Iggy já tinha se firmado. Rapidamente ganhou um outro horário na grade da emissora (que é disparada a melhor rádio de música do mundo).
Como apresentador, direto de um estúdio escuro na ensolarada Miami, Iggy reina soberano com a abrangência de seu conhecimento musical e com a lucidez das lembranças guardadas em seus miolos tão maltrados pela química de recreação.Tem rock? Claro, Iggy é uma enciclopédia ambulante. Jazz? Sim, e com riqueza de comentários, contextualização, e profundo conhecimento de causa. Música eletrônica, reggae, sons obscuros do Oriente. Já fez até um especial de música latina, só com raridades.
Apresenta desde as últimas novidades até os sons mais clássicos. Os comentários que faz entre as músicas são, sem nenhum favor, geniais.
Uma vez tocou “King Heroin”, de James Brown, e na sequência contou sobre um show a que assistiu de Brown, então em baixa total. Disse mais ou menos o seguinte: “Mesmo nos piores palcos, mesmo tocando para os piores públicos, James Brown sempre soube onde estava e quem ele era. E não são muitas as pessoas que sabem quem são”.
Iggy é obcecado por James Brown, o que pode parecer surpreendente -mas só em um primeiro olhar. Porque é no rei da soul music que Iggy bebeu, até a última gota, para criar sua persona artística.
O corpo elétrico, como se estivesse plugado diretamente em uma linha de alta tensão. A atitude confrontacional, na beira do palco, olho nos olhos da plateia: “O artista aqui sou eu, vocês que se virem”. Claro, Iggy é o James Brown branco, olhos vidrados, um fio sem capa, o peito lacerado por cacos de vidro.
Chamado de pai do punk, Iggy é fascinado por música negra. Depois de tocar “Cloud 9” (de 1968), dos Temptations, disparou mais uma: “Essa música chama as pessoas para um mundo paralelo, fumar um baseado, tomar um ácido, ficar legal. Muitos de nós que pegamos esse trem, nessa época, hoje estamos ocupados sobrevivendo a nós mesmos”.
Para os dias de hoje, “Iggy Confendential” traz só um senão: são duas horas dominadas pela surpresa, pelo inesperado. Não tem nada a ver com a nossa época, em que as pessoas procuram na internet aquilo de que elas já sabem que vão gostar, ou então se submetem às ofertas de um algoritmo que intui o gosto do freguês.
Nas noites de sexta-feira, na BBC 6, o único algoritmo é o que roda dentro do cérebro de Iggy Pop. E, da cabeça do homem-iguana, ninguém prevê o que pode sair. ”
– Álvaro Pereira Júnior, Folha de São Paulo, 06 de junho de 2015.
Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alvaropereirajunior/2015/06/1638514-a-noite-da-iguana.shtml
já perdi a conta das vezes que vi estas imagens… de quantas figuraças já foram “identificadas” cantando the beatles… de quantas moças avistei na meiuca (hahaha)… no tempo em que os dinossauros circulavam pela terra!

é fundamental que você confira, pelo menos, os primeiros minutos desta entrevista para ter noção da importância de andrew jennings na História que estamos testemunhando…

Andrew Jennings, jornalista investigativo, único jornalista banido das conferências de imprensa da FIFA. Autor dos livros “Um jogo cada vez mais sujo” e “Brasil em jogo”, das editoras Panda Books e Boitempo, respectivamente.
Patricia Faermann, do Jornal GGN, entrevista Andrew sobre a corrupção da FIFA, da CBF, da Copa do Mundo no Brasil e outros temas.
Entrevista: Patricia Faermann
Vídeo: Pedro Garbellini
29/08/2014.


Vestidas de preto, manifestantes seguram rodas de bocicletas com faixas brancas
Foto: Fabio Rossi / O Globo
pra completar a comédia, tá escrito “bocicleta”… que deve ser bicicleta de boçal…
Boçal significa rude, grosseiro, imbecil ou ignorante. Na gíria brasileira, boçal é também aquele indivíduo exibicionista, esnobe e chato, que age com arrogância por ter melhores condições financeiras ou por se sentir superior aos outros
BINGO!!!
(agora, na manhã de segunda, acertaram a batatada das “bocicletas”)

vai ao ar, hoje, o derradeiro programa de david letterman.
para relembrar alguns momentos inoxidáveis dele, não deixe de passar pelo blog do barcinski… imperdível!
coincidentemente, ontem, dei uma olhada no programa do jimmy fallon… e a cada conferida, tenho mais e mais dificuldade de engolir o caboclo… que coisinha sem graça, cheira a plástico, fake, argh… por mais que, volta e meia, apresente ótimos musicais…. além de ter, simplesmente, o the roots como houseband.
que falta fará o letterman… PQParille!


percebeu a data do show?
PQParille, HOJE, quarenta aninhos de pura devastação com o lançamento de “physical graffiti” bem no meio dos meus cornos, ao vivo, alto pra meirelles… no que os entendidos garantem: “foram as mais inoxidáveis apresentações do led zeppelin em todos os tempos”


cinco vezes dessa mesma toada = sequelas definitivas… e incuráveis.
além de todas as ligações emocionais, esses shows do zep foram responsáveis pela minha primeira presença na mídia… já que o saudoso jornalista/poeta tite de lemos editou meu relato sobre a passagem da banda por earl’s court.
a xeretinha deitou e rolou nos cinco dias. na marra. malocadona no casaco. trocando de lugar sem parar, invadindo espaço dos outros, grosseria pura…
“i’m so sorry” foi ouvido umas trocentas vezes.
no primeiro dia, eduardo e eu tínhamos ingressos bem distantes do palco… mas ficamos zanzando pelas laterais, prontinhos para o bote final em assentos alheios.
segundos antes de apagarem as luzes, avistamos duas cadeirinhas VAZIAS bem em frente ao palco… demos dois duplos mortais, carpados, à la daiane dos santos e SPLAFT…
nos aboletamos em estado de orgasmos múltiplos, tremedeira no corpo e salivação incontrolável… só que, aos primeiros segundos de “rock’n’roll”, a primeira música, sem percebermos a aproximação dos forasteiros, fomos – sumariamente – retirados – pelos “proprietários”. PQP!
mas não mudou muito… ficamos de ladinho, amoitadinhos no corredor… sei lá como!
anyway, anyhow, anywhere… com o disco, devidamente, correndo pelas minhas veias (ele foi lançado em fevereiro), os shows desceram majestosamente numa mistureba cascudaça de novas músicas com o repertório antigo da banda.
a xeretinha desarvorou geral…








fotocas que renderam este autógrafo de plant quando sonorizei algumas de suas apresentação no brasa, em outubro2012…

o que mais posso dizer sobre a sorte de um fissurado em música, aos 21 anos, mergulhar fundo no coração, no intestino e na alma desse tal de rock and roll?
ah, sim… posso dedicar o Histórico tico de hoje a meu pai chico, que aqui ficou felizaço com minhas proezas e que de tudo fez para ver letrinhas e fotos do filhote impressas no globo.
ah, sim (2)… posso mostrar, quatro décadas mais tarde, minha cara de felicidade absoluta após ser atropelado pela insanidade de page, plant, bonham & jones…

eduardo, eu, solange e renato…
em clique de um desconhecido que, gloriosamente, apertou a xeretinha para nos eternizar num momento inigualável/inesquecível de nossas passagens pela terra… na época dos dinossauros!
( :
cheers


= Lenine no palco: som pauleira, música encharcada de alegria (Foto: Divulgação) =
O cantor pernambucano lembra no palco o carisma do roqueiro americano, mas sua presença é solar, não melancólica
Vendo o show de sábado de Lenine no Sesc Pinheiros, em São Paulo, me ocorreu que o cantor e campositor Pernambuco é o nosso Kurt Cobain. Loiro, magro e carismático, ele, assim como o americano, incendeia o palco com a sua presença. Mas enquanto Cobain era uma criatura sombria e melancólica, Lenine é um talento solar. Ele sorri, celebra e requebra enquanto canta. Sua música vem encharcada de alegria. No sábado, ao longo do espetáculo de apresentação do disco Carbono, tive vontade de chorar um par de vezes e em outras tantas me deu ganas de subir na cadeira e dançar. Não se pode pedir de um artista que nos dê mais que lágrimas e êxtase.
O paralelo com Cobain surgiu – também – pelo teor pauleira da música. Entrei no show achando que iria ouvir rádio Eldorado e descobri que era 89 FM. Uma sonzeira de balançar a cabeça. Eu, que só conhecia o Lenine da TV e dos discos, não sabia que ele fazia um som ao vivo tão poderoso. Adorei – e disse isso a ele pessoalmente, na porta do camarim.
Em casa, ouvindo o disco, com uma taça de vinho na mão, a experiência foi outra. Saem parte das guitarras e da bateria e entram arranjos mais rebuscados. Consegue-se, então, prestar atenção nas letras, que são excelentes. Ele abre o disco e o show com “Castanho”, composta em parceria com Carlos Posada, cuja refrão as pessoas cantarolavam na saída do teatro, depois do bis: “O que eu sou/ em sou em par. Não cheguei sozinho”. A faixa que eu mais gosto chama-se “À meia noite dos tambores silenciosos”, e foi composta por Lenine e Carlos Rennó. É um poema acompanhado pelos metais da Orkestra Rumplezz que homenageia os deuses africanos do candomblé. Papa fina que não deve tocar no rádio. Outra beleza, com jeito de música de protesto, é “Quedê água?”. Lenine e Carlos Rennó deram verso e música à perplexidade geral com a seca do sudeste e com o descaso geral com a natureza. Acho que desde “Índio”, do Caetano, não se ouvia um libelo tão bem composto em defesa do planeta.
Se eu tivesse que apostar na música
que tocará no rádio, escolheria “Simples assim”, feita em parceria com Dudu Falcão. Letra bonita, melodia límpida, quase só voz e violão, é uma canção celebratória, aparentada em espírito com “O que é, o que é”, de Gonzaguinha, embora com timbre mais contido. No futuro, é possível que Lenine tenha de repeti-la a pedidos em seus shows, como faz invariavelmente com “Paciência” – ele canta apenas o primeiro verso de cada estrofe, e a plateia, extasiada, canta o resto. Que artista não se comove com isso, seja ele Lenine ou Kurt Cobain?