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®esistro mandou pra gente (jack white+john peel)…

da MOJO que saiu, ontem, lá fora…

Jack White Declares John Peel “The Most Important DJ Ever”

The former White Stripes man fondly remembers the radio magus in new issue of MOJO.

By MOJO STAFF 

JACK WHITE HAS described John Peel, who died 10 years ago on October 25, 2004, as “the most important DJ who has ever lived” and believes that his life would have taken a different course if the maverick BBC radio DJ hadn’t been so supportive of The White Stripes in their early days.“John Peel really knew what good music was.”

“It was mind-boggling to us, because we thought the only people who liked us were a few hundred people in America,” he explains in an exclusive interview in the latest issue of MOJO. “When he started playing our songs we were, like, ‘That’s unbelievable!’”

White recalls how he first met the DJ when The White Stripes were invited to record a Peel Session during the duo’s first visit to the UK in July 2001. “When I walked into [the studio] I saw him in the hallway, crying,” he tells MOJO’s Pat Gilbert. “It was because his football team had just won! I thought, ‘This guy’s amazing.’”

The two men immediately bonded over their shared love for Gene Vincent, Captain Beefheart and old blues records, and The White Stripes were invited to record another session at Peel’s home in Suffolk just four months later. “Having us in his home showed just how much he loved music,” says White, who flew from America to attend the DJ’s funeral on November 12, 2004. “He really knew what good music was.”

White also reveals that, as a parting gift at ‘Peel Acres’, the DJ gave him a copy of the Sex Pistols’ über-rare God Save The Queen on A&M.

Read the full story in MOJO 252 (November issue), available from Tuesday September 30.

de novo…

RIO – A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fazem uma megaoperação para desmantelar uma quadrilha formada por 24 policiais militares, incluindo seis oficiais, na manhã desta segunda-feira. Entre os presos estão o chefe do Comando de Operações Especiais (COE), coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro; os majores Carlos Alexandre Lucas, Nilton João dos Prazeres Neto e Edson Alexandre Pinto de Góes; além dos capitães Walter Colchone Netto e Rodrigo Leitão da Silva. O coronel Alexandre Fontenelle ocupa o terceiro posto mais alto na hierarquia da PM. O COE comanda o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Grupamento Aeromarítimo (GAM), e o Batalhão de Choque (BPChoq). Dos 25 mandados de prisão, 24 são contra PMs. Até as 9h30m, 21 pessoas haviam sido presas. Sendo cinco dos seis oficiais. Já o major Edson, segundo a polícia, estaria viajando. Em sua casa, foram encotrados R$ 280 mil em espécie, além de cordões de ouro

(o globo)

se gritar pega ladrão…

seguindo a “saudável” solução brasileira da deduragem (ah, se não fosse ela!)…

Enviado por Ricardo Noblat –

06.09.2014

 A edição da revista Veja que começou a circular traz o nome dos seguintes políticos envolvidos com negócios sujos da Petrobras:

Edison Lobão, ministro das Minas e Energia, PMDB
João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT
Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, PMDB
Renan Calheiros, presidente do Senado, PMDB
Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP
Romero Jucá, senador do PMDB
Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT
João Pizzolatti, deputado federal do PT
Mario Negromonte, ex-ministro das Cidades, PP
Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, PMDB
Roseana Sarney, governadora do Maranhão, PMDB
Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, PSB – morto no mês passado em um acidente aéreo

Na época em que era diretor da Petrobras Paulo Roberto conversava frequentemente com o então presidente Lula, segundo contou à Polícia Federal.

tradition, the future, outer space, electricity, armageddon, death/rebirth…

http://www.youtube.com/watch?v=pn0btWk46jU

The History of Rock ‘N’ Roll in 1 Song

In his new book, Greil Marcus brings us The History of Rock ’n’ Roll in Ten Songs. But rock only needs one—Jimi Hendrix’s 1968 “Voodoo Child (Slight Return).”
 
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“The great Greil Marcus, whose rock-critical illuminations—in books likeMystery Train and Lipstick Traces—sent stroboscopic shafts into the black forest of my early manhood, is about to publish a volume titled The History of Rock ‘n’ Roll in Ten Songs.

So naturally my first thought was: I bet I can do it in five.

And my next thought was: Nah. Five songs is too many. And also too few. Five is a clutter, a randomness, a gallimaufry.  If it’s not going to be 10, it’s got to be one. The history of rock ‘n’ roll in one song.

And if you want a song that does it all—that includes tradition, the future, outer space, electricity, armageddon, death/rebirth and the first stirrings of music itself—then there really is only one song: “Voodoo Child (Slight Return)” by the Jimi Hendrix Experience.”

todos os discos do mundo…

(foto: sebastian liste)

nunca recebi tantas mensagens com a mesma notícia em tão pouco tempo.

contei quase trinta emails recomendando a matéria publicada no new york times, sexta feira.

as letrinhas contam a saga de um brasileiro que vem comprando há décadas “todos os discos do mundo”… casca!

a preocupação do conterrâneo é com a música produzida no planeta que irá se perder… com o tempo.

mesmo reconhecendo ser vítima de uma sipituca (= doença), o caboclo tem a saudável preocupação de arquivar o maior número possível de registros sonoros realizados nos quatro cantos da terra!

a reportagem mostra muito bem a inoxidável conexão de zero freitas – o salvador – com todos os detalhes que estão por trás

de um simples pedaço redondo de plástico revestido por papel… ele mergulha na vastidão existencial dos discos!

hahaha… esse é o ponto que nos aproxima muito.

inclusive, já comentei aqui no tico, essa minha leitura dos discos que apresentam marcas (nomes, carimbos, números…)

de onde estiveram… a quem levaram seus encantos! crazyness!

até cogitei do assunto ser um bom argumento de documentário… lembra?

PQParille!

em termos de informação menos relevante para a maioria – mas muito importante para mim – o new york times conta que a eric discos (espetacular loja na capital paulista) teve seu acervo comprado por zero… e que os discos da modern sound (a mais conhecida loja carioca, fechada em 2010) tiveram o mesmo rumo!

casca gro$$a!

clique aqui para conhecer esse monumento sônico!

literalmente virando o disco, tudo começou graças ao “dinheirinho” arrumado pela família dele explorando

as linhas de ônibus nos subúrbios de são paulo!

well, well, well… pelo menos, essas moedinhas tiveram um bom destino!

aí, folha de são paulo, hoje… aí…

“Peço perdão ao professor Pasquale se invado, aí, a sua seara: sei que meto o bedelho num assunto que ele poderia destrinchar, aí, com muito mais propriedade do que eu, mas não me aguentei. Eu tinha que me manifestar, pois desde a explosão do gerúndio –lá se vão, aí, mais de dez anos– não aparecia uma moda, aí, tão irritante, aí, como essa do “aí”.

Moro longe, nos cafundós da Granja Viana, e sempre que estou, aí, na Raposo Tavares, parado no trânsito ou me movendo, aí, na mesma velocidade que o finado bandeirante devia atingir, aí, a pé, ouço rádio -e as rádios são o celeiro, aí, a estufa, aí, a chocadeira, aí, do “aí”.

Entendo que não deve ser fácil falar ao vivo, aí, pra milhões de pessoas, aí, sobre separatistas na Ucrânia, o novo disco, aí, do Gilberto Gil, o trânsito, aí, na Anhaia Mello. Compreendo que, pro sujeito manter, aí, o ritmo, ele às vezes tem que se escorar, aí, numa ou noutra muleta. É como um chiclete que você mastiga, aí, na porta do cinema enquanto espera, aí, uma garota com quem vai sair, aí, pela primeira vez.

Mas assim como o ininterrupto sobe e desce da mandíbula pode acabar, aí, irritando a garota, o “aí” também consegue, aí, se sobrepor à informação. Aí -e aqui eu uso corretamente o “aí”, como advérbio, não como, aí, um soluço fonético- já não consigo mais prestar atenção em nada do que o cara fala: esqueço, aí, as tramoias do Putin, me desinteresso, aí, dos sambas do Gil, ignoro, aí, o caminhão-baú que enguiçou na pista da direita da Anhaia Mello -sentido bairro: só consigo ficar, aí, esperando o momento, aí, que o sujeito soltará, aí, o seu próximo “aí”.

Tenho pensado muito, aí, sobre o “aí” e cheguei à conclusão que ele exerce, aí, duas funções. Por um lado, ele amacia a frase, fazendo, aí, com que a dureza dos dados se acomode, aí, numa almofada de coloquialidade. Por outro lado, paradoxalmente, o “aí” parece dar, aí, mais complexidade à notícia. Se o repórter fala, aí, que “O mercado espera um crescimento de 1% em 2014”, a impressão que temos é que ele teve acesso a um só dado e nos transmitiu. Mas se ele diz, aí, que “O mercado espera um crescimento, aí, de 1% em 2014”, parece que ele analisou, aí, várias planilhas, viu expectativas de 0,6%, de 0,8%, de 1,3%, de 1,4%, fez seu próprio balanço e chegou à conclusão, aí, de que o crescimento esperado é em torno, aí, de 1%.

É essa falsa profundidade, aí, que me deixa especialmente irritado. Lembra muito o outrora poderoso “no caso”. Teve uma época, aí, em que o brasileiro era incapaz de responder uma pergunta que não começasse, aí, com “no caso”. “Tem Serramalte?” “No caso, não.” “A próxima avenida já é a Brasil?” “No caso, é.” Depois do “no caso”, veio, aí, o gerúndio, depois do gerúndio, aí, o “com certeza” e, agora, aí, o “aí”.

Ouso dizer, aí, que o “aí” é mais perigoso do que todos os modismos anteriores, justamente por ser mais discreto. Invisível aos olhos, quase inaudível aos ouvidos, ele se multiplica em nossas bocas como percevejos, aí, numa cama de pensão. Não quero ser alarmista, aí, mas acho que o problema é sério. Ou o Brasil acaba, aí, com o “aí” ou, no caso, o “aí” vai estar acabando, aí, com o Brasil. Com certeza. Aí”

é escritor. Publicou livros de contos e crônicas, entre eles ‘Meio Intelectual, Meio de Esquerda’ (editora 34). Escreve aos domingos.
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lembra quando o assunto passou porraqui, né?