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Assunto: Preto e Branco na Maré
“MauVal, queridão, tem tempo que não te escrevo. Depois que o Ronca saiu do dial ficou difícil acompanhar o programa e minha interação também ficou comprometida. Adaptações. Mas tou sempre ligado nos passos do ronquinha pelo blog.
Escrevo pra dizer que hoje cheguei para mais um rotineiro dia de trabalho aqui no Galpão Bela Maré, e sobre a minha mesa havia um exemplar do Preto e Branco, enviado pela galera da Automática. Ai ai…que emoção! Que livro lindo! Estou tão feliz dele agora estar aqui nas prateleiras da biblioteca do galpão, e ficar disponível aos moradores da Maré também.
Alegria total!
Um grande abraço,”
Alexandre
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margiNal…

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(camillo, londres87)

camillo é queridísimo amigo de longa data. nos conhecemos sob o teto do town & country, londres/1985. aliás, esse detalhe de como cruzamos os bigodes faz parte do inoxidável texto que ele criou para o livro “preto e branco”.

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o mundo girou e camillo mergulhou na parte mais funda das expressões artísticas. segurou na marra, por anos, a curadoria do MAM e é mestre da PUC-RJ… entre muitas outras estrelinhas.

pois bem, a constelação está recebendo mais uma presença…

camillo-livro

prestenção nas letrinhas que ele enviou especialmente para nós:

– Olhar à Margem é uma coletânea de ensaios sobre arte brasileira, misturando uma discussão mais histórica/teórica sobre a singularidade da cultura brasileira, com textos monográficos sobre artistas – uma espécie de genealogia pessoal da arte contemporânea brasileira, do Flavio de Carvalho até a Laura Lima, passando por Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Tunga e mais uma dezena deles. Por fim, há uma série de conversas que fiz com artistas e críticos. O olhar à margem é também um olhar a margem (arte brasileira) que está sempre reinventando-se como centro, em um mundo onde tudo é margem…

na conta de mozart…

coincidentemente, ontem, dei uma ligada pra gravadora que representa aqui no brasa o selo deutsche grammophon… a idéia era saber se eles tinham o cd da trilha sonora de…

criada pelo islandês jóhann jóhannsson.

a resposta foi 110% negativa… tipo: “não recebemos mais amostras de fora e são pouquíssimos os lançamentos em cd. quase tudo é digital”

não sei se o fato da caixa de mozart – ali embaixo – ser o lançamento em cd mais vendido sobre a face da terra em 2016 poderá espetar a indústria brasileira no sentido de se coçar mais um pouquinho… não sei!

enfim, “a chegada” é muito bacana… e será pauta no próximo “cine shogun”.

a conferir

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