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cine roNca…

Assunto: A tripa ciNéfila !

“Salve Morrice, salve Shogum !

Ontem, em Dallas City, rolou o “Democracia Mate com Angú”, um evento organizado pelo “Cineclube Mate com Angú”, com várias atrações culturais e expositores, copiou ? Eis que avisto, uma integrante da TRIPA, devidamente trajada, apresentando seus “Caderninhos Bons Ventos”.
Segue então, direto de Dallas Nathalie e o maNto !
Que momeNto…” Bruno

Jpeg

diz pra gente zé emilio…

prince.tico

Em 1996, Prince havia rompido com a Warner Bros – onde gravara toda sua obra até então, mas de quem passou a se considerar “escravo” – e se preparava para lançar seu primeiro álbum como “homem livre”. O álbum triplo, apropriadamente chamado “Emacipation”, sairia em selo próprio, NPG (sigla para New Power Generation), distribuído pela EMI.

Para badalar essa nova fase, Prince – agora se apresentando ao mundo com um novo nome, um símbolo impronunciável – montou um mega-evento em Pasiley Park, seu estúdio em Mineápolis, reunindo a imprensa do mundo inteiro e diretores das representações internacionais da EMI.

Eu estava lá.

Na primeira parte do evento, o artista-previamente-conhecido-como-Prince montou uma audição do novo disco para o pessoal da EMI (dentre eles Aloysio Reis, do Brasil, e Camilo Lara, do México – então um meninote, mais tarde a alma e o cérebro do sensacional Mexican Institute Of Sound) e, em seguida, fez um show de QUATRO horas espetacular, cobrindo toda sua carreira e mostrando as músicas do novo disco.

Tudo regado a água, suco e refrigerante! Nada de álcool. Nem uma gota!

O que deu a todos energia para ficar alerta e ligado até o final do show – e para voltar na manhã seguinte, quando o artista daria entrevistas de divulgação.

Com um detalhe: era proibido gravar a entrevista. Tudo deveria ser anotado.

Não vou lembrar do conteúdo da entrevista nem do que foi feito dela (possívelmente saiu na revista Bizz, mas não tenho certeza). Mas a oportunidade de ver Prince quebrando tudo em situação tão íntima – numa espécie de galpão, num palco relativamente baixo, mas larguíssimo, sem cenário algum, apenas uma cortina no fundo – e especial (tinha visto o show da turnê de 1988, em Los Angeles, num ginásio, mas aquilo era outra coisa) tornou-se uma memória preciosa.

Que, ironicamente, tristemente, só voltou à tona quinta feira.

a despedida…

rdio

Goodbye… for now.

Over the course of five years, Rdio has grown to become a global community of music lovers — a place to discover, listen, and collect. We’re proud to have built that community with you.

As we announced last month, Rdio is being acquired. As part of the acquisition, the Rdio service will be shutting down worldwide on December 22, 2015 at approximately 5pm PST.

We know you want to find a home for the music you’ve discovered and collected on Rdio, so we’re providing ways for you to take it with you. Visit rdio.com/farewell and log in with your Rdio account for more information.

Thank you. We’re honored to have connected you with the music you love. And we look forward to bringing great music experiences to even more listeners in the future as part of the Pandora team.

Find export tools and more on the Rdio farewell site.

+ do fim…

rdio

O Rdio é o primeiro grande serviço de streaming de músicas que não aguentou a disputa de mercado e anunciou seu fechamento, com a venda para o rival Pandora. Agora, a empresa deu detalhes de como será o dramático encerramento de suas atividades.

De acordo com um comunicado no próprio site da ferramenta, a partir de 23 de novembro (segunda-feira) o serviço não vai mais aceitar novos cadastros. Quem atualmente paga por uma conta Premium do Rdio terá a cobrança cancelada a partir da próxima fatura.

Quando isso acontecer, ainda será possível ouvir a versão gratuita e com anúncios do serviço — até que ela também seja desligada completamente. Ainda não há uma data certa para o desligamento total da feramenta, mas o acordo com o Pandora será completado no começo de 2016. O Rdio deve fornecer um tempo para que você salve e importe artistas favoritos e playlists. (tecmundo.com.br)

+

O Rdio anunciou seu pedido de falência e fecha o serviço em breve. Parte da tecnologia do serviço foi comprada pelo Pandora, outro serviço de streaming que está em alguns países de língua inglesa por uma mixaria. E os usuários? Bem, esses ficarão na mão com o fim do serviço e terão que migrar para Spotify, Deezer, Google Play Musica, Apple Music ou outro de sua preferência.

O fim do Rdio mostra como não adianta você ter um bom serviço, um design agradável e ser fácil de manipular no computador ou no celular, é preciso ter um imenso aporte financeiro para se segurar em um momento difícil para todas essas empresas distribuidoras de música online. Muitas delas têm prejuízo ou estão empatando (gastam o mesmo que arrecadam), e isso, claro, não sustenta ninguém no longo prazo.

Apesar do aporte financeiro de R$ 475 milhões (US$ 125 mi, com a cotação em R$ 3,80) recente, não foi suficiente para mantê-lo no ar. Primeiro serviço a estrear no Brasil, o Rdio teve a chance de competir frente a frente com o Spotify ao longo dos últimos quatro anos, mas não conseguiu os resultados esperados e ainda viu o crescimento da Deezer, que tem conseguido bons acordos com artistas e gravadoras, o surgimento do Tidal e do Apple Music – o primeiro capitaneado e financiado por músicos extremamente ricos, o segundo dispensa comentários.

É uma pena mesmo que o Rdio morra. É um ótimo lugar para ouvir música, é limpo, o código para colocar os discos nos sites é lindo e enorme. Mas a competição aumentou muito nos últimos 12 meses. Só ter um bom serviço não é o bastante nesse mundo competitivo do streaming, é necessário aguentar os tempos sem dinheiro e sobreviver. Quem continuar vivo pelos próximos três ou cinco anos poderá ser considerado o vencedor dessa disputa. Enquanto o Spotify e Deezer recebem investimentos pesados, Tidal tem o apelo dos artistas junto ao público, o Google controla um serviço e a Apple o outro, um acabou sobrando – o Rdio, no caso.

“Nós não poderíamos estar mais orgulhosos da equipe Rdio e do produto que nós construímos. Estamos honrados em ter tantos ouvintes em todo o mundo. Nós agradecemos seu apoio contínuo ao longo dos anos e estamos ansiosos para dar a eles melhores experiências de música no futuro, agora como parte da equipe de Pandora”, disse a empresa em comunicado.

Ninguém sabe se o Pandora, outra que não está nada bem das pernas, entrará no Brasil ou em qualquer outro país. Sabe-se que a competição pelos ouvintes está afunilando cada vez mais e há o primeiro derrotado. Quem será o próximo? Pelos acontecimentos recentes, pode ser a qualquer momento. (musicontherun.net)