Arquivo da categoria: torcida

bahêa…

Subject: Porque é dois de fevereiro…
“Saudações parametrais, MauVall!

Só pra dizer que o ronquinha, que eu conheci faz pouquíssimo tempo (sou da remessa que descobriu o jumboteko em 2011 e viveu de saudades o ano passado), é sem dúvida nenhuma o ponto alto de toda terça-feira (e pela semana afora com podcast). Mas disso você já sabe.

Quero mesmo é agradecer a toda a tripulação da nave por teimar nessa deflagração de descobertas que é o roNca roNca. E a palavra é descoberta mesmo. Tenho sentido a alegria de apresentar o programa aos amigos (passando a frente o que fizeram comigo), e é incrível ver a patota descobrindo – com 2 minutos de orelhada – que é fissurada no ronquinha desde a vida passada!
Então, só pra dizer: felicidade enorme de ter o ronquinha por perto novamente. O que ficou complicado é que agora a desorientação acontece a qualquer hora do dia, e estou começando a decorar o sopro sagrado do nosso amigo Davi, de modo que minha mulher não me aguenta mais.
Abraços e muita desorientação nesse 2013 que acaba de sair dos panos!”
Eder Amaral
Bahia, dois de fevereiro.

nandão (ele mesmo) mandou pra gente…

Cultura

Mino Carta

Editorial / Carta Capital

01.02.2013 08:33

A imbecilização do Brasil 

Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo…

Os derradeiros, notáveis intérpretes da cultura brasileira já passaram dos 60 anos, quando não dos 70, como Alfredo Bosi ou Ariano Suassuna ou Paulo Mendes da Rocha. Sobra no mais um deserto de oásis raros e até inesperados. Como o filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça, que acaba de ser lançado, para os nossos encantos e surpresa.

Nos últimos dez anos o País experimentou inegáveis progressos econômicos e sociais, e a história ensina que estes, quando ocorrem, costumam coincidir com avanços culturais. Vale sublinhar, está claro, que o novo consumidor não adquire automaticamente a consciência da cidadania. Houve, de resto, e por exemplo, progressos em termos de educação, de ensino público? Muito pelo contrário.

Nossa vanguarda.Imbatíveis à testa da Operação Deserto
E houve, decerto, algo pior, o esforço concentrado dos senhores da casa-grande no sentido de manter a maioria no limbo, caso não fosse possível segurá-la debaixo do tacão. Neste nosso limbo terrestre a ignorância é comum a todos, mas, obviamente, o poder pertence a poucos, certos de que lhes cabe por direito divino. Indispensável à tarefa, a contribuição do mais afiado instrumento à disposição, a mídia nativa. Não é que não tenha servido ao poder desde sempre. No entanto, nas últimas décadas cumpriu seu papel destrutivo com truculência nunca dantes navegada.

Falemos, contudo, de amenidades do vídeo. De saída, para encaminhar a conversa. Falemos do Big Brother Brasil, das lutas do MMA e do UFC, dos programas de auditório, de toda uma produção destinada a educar o povo brasileiro, sem falar das telenovelas, de hábito empenhadas em mostrar uma sociedade inexistente, integrada por seres sem sombra. Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável.

O espetáculo de vulgaridade e ignorância oferecido no vídeo não tem similares mundo afora, enquanto eu me colho a recordar os programas de rádio que ouvia, adolescente, graciosas, adoráveis peças de museu como a PRK30, ou anos verdolengos habitados pelos magistrais shows de Chico Anysio. Cito exemplos, mas há outros. Creio que a Globo ocupe a vanguarda desta operação de imbecilização coletiva, de espectro infindo, na sua capacidade de incluir a todos, do primeiro ao último andar da escada social.

O trabalho da imprensa é mais sutil, pontiagudo como o buril do ourives. Visa à minoria, além dos donos do poder -real, que, além do mais, ditam o pensamento único, fixam-lhe os limites e determinam suas formas de expressão. O alvo é a chamada classe média alta, os aspirantes, a segunda turma da classe A, o creme que não chegou ao creme do creme. E classe B também. Leitores, em primeiro lugar, dos editoriais e colunas destacadas dos jornalões, e da Veja, a inefável semanal da Editora Abril. Alguns remediados entram na dança, precipitados na exibição, de verdade inadequada para eles.

Aqui está a bucha do canhão midiático. Em geral, fiéis da casa-grande encarada como meta de chegada radiosa, mesmo quando ancorada, em termos paulistanos, às margens do Rio Pinheiros, o formidável esgoto ao ar livre. E, em geral, inabilitados ao exercício do espírito crítico. Quem ainda o pratica, passa de espanto a espanto, e o maior, se admissível a classificação, é que os próprios editorialistas, colunistas, articulistas etc. etc. acabem por acreditar nos enredos ficcionais tecidos por eles próprios, quando não nas mentiras assacadas com heroica impavidez.

O deserto cultural em que vivemos tem largas e evidentes explicações, entre elas, a lassidão de quem teria condições de resistir. Agrada-me, de todo modo, o relativo otimismo de Alfredo Bosi, que enriquece esta edição. Mesmo em épocas medíocres pode medrar o gênio, diz ele, ainda que isto me lembre a Península Ibérica, terra de grandes personagens solitárias em lugar de escolas do saber. Um músico e poeta italiano do século passado, Fabrizio de André, cantou: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem as flores”. E do deserto?

victoria’s calling…

Subject: aiNda reverberaNdo

“Prezado Governador,

Quêquêisso mêrmão, após momentos surumbáticos, ensimesmados, taciturnos, pela derrocada do Bar Praça Vermelha, estamos revigorados.
O novel modelo “total net” do roNca está aprovadíssimo.
Funcionado beleza, já organizamos as devidas pastas no PC por ano (2012, 2013..) e mês, organização é o nosso segundo nome: todos salvos, do 1 ao 8.

Há, também estamos salvando as “bulas” de cada programa, lógico.
As novas vinhetas estão sensacionais e as velhas já são clássicos, quase já decorei aquela do início do radialista gringo falando (é o O Peel??).
Mas MauVal, o importante são as novidades para neófitos como nós: Sixto Rodriguez e Richie Havens foram demais, já corremos atrás pela Rede para baixar e conhecer a discografia das Lendas.
Acho que os 8 meses de descanso foram providenciais para aperfeiçoar ainda mais o RonquinhaNossodeTodaTerça.
Grande abraço do froNt capixaba, que agora só resta aguardar a “1ª Festa RoNca” porraqui em Victória.
La Tripa capixaba não pode ficar abaNdoNada.
No mais, concordo com TUDO que já foi dito e postado pela Tripa do Brasa no Tico, a vibe é a mesma …
Muito feliz, 2013 promete.
Cheers”
L.B.
froNt_ES

belohorizontaNdo…

Subject: Tá demais!!
“Fala Mauricio!!

Acabei de ouvir o RoNca dessa semana. Cara, que momento foi aquele da participação da Cora!!!! Confesso que durante a música bateu uma dúvida forte se era algum efeito ou não! Sensacional!! Só no RoNca mesmo!! O programa tá demais! E Sixto Rodriguez, meu caro?! Já viciei!! Demais demais!!!
To te esperando pra tomarmos outra Guiness aqui em BH!!”
Abração
Thiago
+
Subject: Re: a primeira…
“Olá MauVall,

Mineiramente ouvindo nosso RoNquinha, sem alardear, mas marcando presença no Jumboteco!
Abraço e aguardando uma nova presença no CCCP,”
Thales
+
Subject: Atrasada, mas aterrissando!

 “Chego tarde, mas chego! Primeiramente tenho que dizer que o jumboteko anda arrebentando os Ipods e similares além-fronteiras. Arrebenta tia Dilma, tio Sam e demais tios que tiverem bons ouvidos por ai.
Pois tenho que registrar, com meu devido atraso, um adendo no Ronquinha do dia 15/01. Como pode “Evil” do Tom Jones? É espanca coração sem dó. Melhor ainda, alguém pode me explicar a sacada de “Wild Child” do Doors  meio camuflada logo no primeiro minuto da música?  Que Apolo, Euterpe e todos os deuses e semi-deuses celestes e extraterrestres abençoem a confusão musical!
Abraços belorizontinos,”
Danielle

A primeira… (D+D+D+D+!)

Subject: Pior momento do programa

” – Quantos minutos pra acabar o milho, pra acabar a pipoca, Shogun? E olha que muitos ouvintes reclamam que este é o pior momento do programa…”

Me inclua entre eles, especialmente pela noite de ontem em que o RoNcaRoNca embalou a comemoração pela minha colação de grau. Sim, agora sou oficialmente mais uma graduada neste país, infelizmente, a primeira da minha família.

Valeu, Mauval, por fazer parte deste momento!

cheers***”


Carla

(SP)

A pedrada…

Subject: Agradecimentos
“Te contar uma história, tava quase desistindo do The Who cara, não conseguia achar o que todo mundo fala que a banda é, quando de repente vc me abre o programa com aquela pedrada Heaven and Hell… resgatou do inferno a vontade de conhecer melhor a banda e todo a sua história. O programa que já me aprensentou Lee Perry, orchestre poly-rythmo de cotonou e uma infinidades de coisas, me reapresentou The Who! Valeu Cara!”
Paulo Sérgio

a forma…

Subject: Novo formato do RoNca

“Fala MauVal,
Esse formato do programa tá demais cara. Quando não dá pra você escutar fielmente as terças, é só baixar o arquivo e escutar quando, onde e com quem quiser.
Maravilha essa inclusão digital!
O jumboteKo continua sensacional! PP, psicodelia pura!
Massa os momentos batatadas e as vinhetinhas (principalmente do nosso amigo Davi, que ficou 6 meses naquela parafernalha toda).
Vida longa ao RoNca!
Do fiel ouvinte,
Cláudio
Ah, vê se traz a festa RoNca RoNca de novo pra BH!”

+

Subject: de tirar o capicau do oco
“Olá, Maurício,

entendo uma certa tristeza da sua parte por não ter o programa em rádio ao vivo para atingir taxistas e gente, toda terça-feira, de cueca, olhando pro teto e desbaratinando nas pedradas que manda. Mas, sempre tem um mas, possibilitou a gente, que como eu mora em Goiânia, de ouvir o Ronca Ronca no carro, quando vai ao trabalho. O perigo é bater o veículo por aí nesse trânsito doido enquanto sai pelos auto-falantes o Can ou o sujeito chamando a Edna.
Eu queria fazer um pedido:
manda aquela vinheta do garotinho falando “de tirar o capica.. pica-pau do oco”
Um abraço!”


Carlos Eduardo