“liberdade é não ter medo”…

nina

Assunto: Ronca Ronca “Ahead”

“Fala MauVal, tudo na paz?

Escrevo porque eu gostaria de agradecer você por essa consideração bacana que você tem com a Tripa. Na verdade, eu já estou para fazer isso há um tempo desde quando você compartilhou no site do Ronca Ronca a fotografia que eu fiz de um painel da Nina Simone que está exposto na rua, mas não fiz e, portanto, faço agora. O legal disso tudo é que os dizeres de Nina serviu muito bem para essa nova e espetacular fase que você está vivendo no SGR. Quero que saiba que estou acompanhando tudo daqui, hein?! Dando aquela força, aquela torcida para que você navegue nessas águas com tranquilidade, sabedoria e muito amor. Mande um abraço para Nandão e Shogun.

Forte abraço, meu amigo!

Vida longa ao Ronca Ronca!”


Fábio

diz pra gente P.C (ou a ganância corrói)…

pc.tico

é pra assinar embaixo?

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COLUNA
Paulo Cezar Caju

Seja feliz, Neymar!

Se eu fosse seu conselheiro, ele não trocaria o Barcelona pelo PSG

Qual a polêmica do dia? Bastou sentar-me em um café do Leblon e o vizinho da mesa ao lado perguntou se o Neymar deveria trocar o Barcelona pelo Paris Saint Germain.

Mergulhei no túnel do tempo e me lembrei quando, aos 20 anos, campeão do mundo, recebi três propostas equivalentes em termos de grana, Ajax, da Holanda, Paris Saint Germain e Olympique de Marseille. Queria jogar bola e ser feliz! Claro, fui para o Olympique porque tinha sol, praia e um clima semelhante ao do Rio.

Se eu fosse conselheiro do Neymar, ele não trocaria o Barcelona pelo PSG porque ele já está realizado financeiramente e precisa de felicidade para continuar o jogador brilhante que é. Tem que esquecer essa história de melhor do mundo e de que no PSG não terá a sombra do Messi. Que sombra do Messi é essa?

No Barcelona, o Neymar aprendeu a jogar coletivamente. A escola de lá o obrigou a isso e o tornou um jogador melhor. No PSG, o individualismo impera, com Di Maria e Cavani, que, por sinal, é um chato e vive encrencando com o Lucas.

Essa história de querer ser o astro principal pode ser um tiro no pé. No Barcelona, seu futebol tende a evoluir, ele é querido pela torcida e criou laços de amizade com Messi, o astro principal. Morei em Paris muitos anos. Lá, o inverno é rigoroso, neva e muitos estrangeiros reclamam de preconceito. Nunca sofri é bom que se diga. O parisiense é diferente do latino. Tudo isso deve ser levado em conta numa mudança de time.

O Neymar tem que pensar em ser o jogador mais feliz do mundo. Sendo o mais feliz, acredite, será o melhor.

a bula do SGR#7 com bnegão…

bnegao.tico

cidadão instigado – “parte3, minha imagem roubada”

curumin – “boca pequena (parte1)”

bnegão & os seletores de frequência – “lapa lingo” (inédita)

rincon sapiência – “ponta de lança”

edison machado – “quintessência”

arthur verocai & mano brown – “cigana”

la cumbia negra – “avanti”

queens of the stone age – “the way you used to be”

AQUI

free_radio

weapon_tico

bernardão bnegão,hoje, às 23h, no SGR#7…

SGR.bnegao.tico

bernardão ativando altíssimas traquinagens pelos corredores da rua do russel 434… por onde transitaram, inoxidavelmente, peças como adelzon alves, joão saldanha, waldir amaral, big boy, washington rodrigues & trocentos outros.

bnegão acabou de chegar do velho continente e estará a bordo com muitas novidades e, claro, com a mochilinha abarrotada de pepitas sônicas.

hoje, às 23h, na rádio globo em:

são paulo 94.1FM + rio de janeiro 98.1FM + recife 97.1FM + dezenas de afiliadas em AM por todo o brasa + web, em radioglobo.com.br

cheers

“preto e branco” em são paulo…

muito bom informar que a loja locomotiva discos está com o livro “preto e branco” em suas prateleiras juntinho com a mais fina seleção de pepitas sonoras…

locomotiva

Rua Sete de Abril, 154 – (Rua Alta / subir escadas rolantes) – Loja 8
Galeria Nova Barão
(Metrô: Anhangabaú ou República)
(Entrada também pela Rua Barão de Itapetininga, 37)
Aberta das 10h às 20h.
(sábados até as 18h – domingo fechado)

roger, pete, keith, john…

who.tico

(paris, parc des expositions, fev1974, lançamento de “quadrophenia”)

ótima entevista, hoje no globo, com roger daltrey feita por eduardo graça em los angeles… entre os muitos destaques, a lembrança de keith moon e john entwhistle:

Do que você mais sente saudade quando pensa em Keith e John?

Não é, por incrível que pareça, da genialidade musical deles. Nos últimos anos de cada um, sejamos honestos, Keith estava muito louco, foi triste, perdeu a habilidade física, caiu da posição de melhor do mundo para algo irreconhecível. Já John ficou completamente surdo no fim, tocava o baixo muito mais alto do que deveria. Sinto falta mesmo é da personalidade, da companhia dos meus dois amigos. Eles eram hilários. Keith foi, de longe, a pessoa que conheci mais interessada em fazer o próximo rir. Muitas vezes eu tinha de fugir dele para não fazer xixi nas calças de tanto rir. E o John era de uma inteligência cômica singular, às vezes deliciosamente maldosa. Sinto falta do humor negro dele, mas isso também poderia ser um inferno. Éramos, nós quatro, no fim, amáveis inimigos. E tem uma coisa que você me fez pensar agora, no aspecto musical…

Que é?

O Zak tem a personalidade dele, claro, mas não dá para esquecer que o Keith foi quem deu a ele o primeiro set de bateria. Ele era menino, pré-adolescente, e o Ringo havia se separado da Maureen (Starkey, 1946-1994). Foram anos duros para nós todos, e Keith foi, para dar uma mão, muitas vezes, babá do Zak. E o Zak sobreviveu! (risos). O resultado é que o jeito de tocar bateria de Zak tem, sim, muito a ver com a do Keith, e nossa história continua.

daltrey.tico

(paris, aeroporto de orly, fev1974)

o leão com coração de cordeiro…

abel

não tem régua no planeta para medir a dor que a família (e amigos) estão sentindo nessa hora… PQParille!

volta e meia cruzo com abelão… sempre fechado, sem olhar pra quem passa, na dele total. lá atrás, com ele no CRVG de técnico, fiz uma saudação singela (nem lembro qual) e recebi um estrondoso rugido de volta… hahaha, abelão, né? nunca mais ousei cutucar a fera.

quando ouvia os relatos da paixão pelo piano, pensava em dar um toque (do outro lado da rua, claro), tipo: “abelão já ouviu o novo do father john misty? tremendo som de piano em clima elton john, papo de 72″… ou então, pedir (também do outro lado da rua) alguma dica de vinhota barratinha, no supermercado.

mas na boa, diante da tragédia de hoje, não duvido nada de abelão jogar a toalha… isso, a fera / o leão  / a rocha largar o mundo da bola… pensar no tempo que passou em campo com gabirus, fernandões, freds, richarlisons e centenas de outros enquanto o filhote estava em casa, em outra cidade, longe pra meirelles, crescendo… fueda.

perder um filho, ainda mais nessas circunstâncias, balança qualquer cidadão… e abelão – assim como montillo, recentemente – pode mostrar pra gente que nem tudo tem preço.

deixo o texto do tricolor cezar motta que recebi de um chapa…

Cezar Motta
4 h · Brasília,

A tragédia de Abel Braga
Mais do que o técnico de um time, ou um profissional do futebol que vem e passa, Abel Braga é para a torcida do Fluminense uma espécie de amigo, um pai para os jogadores mais jovens, um irmão para a turma mais velha.
É um cara em que todos nós, tricolores, confiamos. É um de nós.
Abelão é um sujeito humano, paternalista, afetuoso, que só consegue trabalhar onde estabelece laços de amizade, confiança e espírito coletivo.
Apesar de todo o sucesso profissional, não é arrogante ou vaidoso, e os repórteres que acompanham o Flu sabem e são testemunhas do que digo.
Campeão brasileiro com o Flu, mundial e da Libertadores com o Inter, Abelão deixa laços afetivos por onde passa. Como na Ponte Preta, que dirigiu em 2003 com salários de todo o elenco atrasados em três a quatro meses, e onde evitou um rebaixamento dado como certo.
Os atletas jogaram por ele.
A perda de um filho deve ser algo devastador para qualquer ser humano normal. Imaginem, amigos, para alguém assim.
Quando o centro-avante Michael, na época um menino, foi flagrado no antidoping em 2013, e praticamente liquidou a própria carreira, Abel abraçou-o como um a filho, ofereceu-lhe a própria casa, jurou que o apoiaria.
Em 2012, eu estava em Londres e visitava com o Rodrigo, meu filho mais velho, o estádio do Arsenal, o Emirates Stadium. Ao longo do tour, conhecemos um gaúcho, funcionário do Departamento de Futebol do Internacional de Porto Alegre, que estava lá para visitar o neto, que treinava e tentava a carreira
nas categorias de base do Chelsea.
O cara me dizia, e ao meu filho Rodrigo, que se dependesse dele e de boa parte dos funcionários e da torcida do Inter, Abel ficaria lá para sempre. Havia estabelecido uma relação de carinho e respeito. Como bonachão, na hora das refeições pegava com os dedos a carne no prato dos outros; tinha o carinho de todo mundo. Deu ao Inter uma Libertadores e um Mundial.
Quem ainda tem a paciência de ler as bobagens que escrevo aqui sabe que eu sou um abelista. Critico algumas vezes suas decisões, acho que o time anda mal treinado, mas não consigo imaginar ninguém no lugar dele. É um representante da torcida na direção do time. Um tricolor autêntico e um ser humano especial.
Nunca tive o prazer de conhecer Abel Braga pessoalmente, mas acompanho-lhe a carreira desde o início, em 1972, quando esteve na seleção brasileira de base, que disputou o título de Toulon, na França. Nunca o perdi de vista, porque achava que seria um personagem do futebol brasileiro.
Em todas as vezes que chegou para dirigir o Flu, escrevi sobre sua história de vida, menino de classe média baixa da Vila da Penha, filho de pai português e vascaíno, dono de oficina mecânica. Repeti velhas histórias, como a de que toca piano, mas em vez de puxar o banco para tocar, puxava o piano.
As histórias de que fala bem francês e é um grande conhecedor de vinhos. Dono de um restaurante de massas e um gourmet – talvez mais comilão do que gourmet.
Ou a história ainda mais velha, de quando, como jogador juvenil do Fluminense (era como se chamavam os jogadores da base antes de 1980, infanto-juvenis e juvenis), foi convocado para a seleção brasileira juvenil. Um repórter ligou para a casa dele e foi atendido pela mãe do jogador:
— O Abel está?
Naquela época, o Fluminense tinha espaço na mídia, e seus jogadores da base eram procurados pela imprensa.
— Qual deles? – perguntou a mãe – O Abelão ou o Abelinho?
O repórter pensou na imagem do zagueiro, com 1m88, e respondeu:
— O Abelão.
E ficou surpreso quando veio o velho Abel, dono da oficina mecânica, com o forte sotaque lusitano:
— Ah, você quer falar com o meu filho. Abelinho, telefone pra você! É um gajo do jornal!
Abel não merecia a tragédia que lhe aconteceu. Nenhum pai merece isso. Tenho a certeza de que todos os tricolores estão solidários com o nosso técnico.
Força nesta hora, Abelão. Estamos com você.