marquee+

isso é que é se divertir num palco, hein?

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detalhe: o marquee começou no início dos anos 60 em oxford street… em 1968, se mudou para wardour street (soho) onde teve sua fase áurea… em 1988, já agonizando, foi para convent garden… onde foi, definitivamente, enterrado.

o local original em wardour street virou um restaurante!

o primeiro palco tinha o formato de uma tenda de circo. inúmeras imagens de hendrix, cream, who, stones foram registradas com esse visual. na segunda versão do marquee, o palco tinha umas listras… e na seguinte, no início dos 70, foi colocado o logotipo da casa no fundo do palco!

a fase convent garden tem uma única importância: os paralamas tocaram lá e serico foi expulso da casa após levar um “bumbo” da balconista… claro, tudo na mesma noite… mamãe!

negativos & positivos (85) [marquee club]…

a maioria dos que aqui passam, certamente, já ouviu falar do marquee club!

também pudera, no diminuto palco de wardour street (1964-1988) algumas das maiores bandas planetárias iniciaram

suas Histórias: the who, led zeppelin, the jimi hendrix experience e the rolling stones só para lembrar de quatro!

cravado no coração de londres, o marquee abriu espaço para centenas de novos artistas como joy division, XTC, elton john, the jam, the yardbirds, pink floyd, david bowie, sex pistols, genesis, generation X, moody blues, police, wire,  jethro tull, the damned, yes…

a capacidade da casa era por volta de 500 pessoas… mas, em algumas ocasiões, chegou ao dobro…

como nas apresentações de hendrix quando a temperatura infernal não deixou a afinação da guitarra ficar em paz!

enfim, mesmo não tendo um site como mereceria, não faltam informações sobre o marquee.

mas voltando ao nosso terreiro…

ontem, acredite, sonhei com o marquee!

HAHAHAHAHAHA… PQParille!

sonhei com os shows que vi, com as pessoas que encontrei, com os momentos totalmente chamberlain,

com as filas sob temperaturas glaciais… enfim, sonhei que estava no paraíso junto com a xeretinha…

todas as fotos foram clicadas em 1973/1975 com péssimas condições de luz e mãos “trêmulas”…

jan akkerman (focus), no meio, jamming com o spencer davis group:

sutherland brothers & quiver (autores de “sailing”, hit com rod stewart):

MEGA baixista glenn cornick (ex-jethro tull) com o wild turkey:

em alguns shows, tinha dura em quem estava com máquina fotográfica… cheguei a me separar da xerê em poucas ocasiões… portanto, quando eu não queria passar pelo perrengue, elazinha ficava mimindo!

o marquee era um dos raros locais onde você não precisava saber quem estava tocando para ser feliz.

não havia chance de uma porcaria subir ao palco… e mesmo que essa possibilidade rolasse, o dejóta da casa

valia pelas libras desembolsadas e a cerveja, jamais, decepcionou!

dá uma entrada aqui pra assuntar, ano a ano, quem esteve lá!

claro, tirando o fato daquele ar ser respirado… de imaginar hendrix, ombro a ombro, no corredor apertado…

do zep lançando “whole lotta love”… delirante… sonho! UAU!

entre as inutilidades que guardo, posso afirmar que essa camiseta – devidamente emoldurada – está entre as

mais inoxidáveis:

wet dream!

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“The reason I liked The Marquee the most was because it was scruffy and it had no air-conditioning whatsoever and it was a hellhole and your feet stuck to the carpet and that’s exactly what arock’n’rollclub should be like.”

Lemmy (Motorhead)

a toalha (ou a cidade está doente)…

“Sim, estamos nos despedindo do Barzinho.
Mas não só por um tipo de dificuldade, e sim por dificuldades gerais. Internas, externas e porque nossa cidade está doente. Poderes paralelos comandam a cidade. Estudantes são presos, a bruxa solta, a razão se perdeu e o ódio é generalizado. Porque ainda vai piorar. Porque pra tudo tem um jeitinho, duas medidas e um alvará provisório. Estamos nos despedindo porque não soubemos, não tivemos, não sabíamos e nem nunca saberemos. Porque não fomos, não somos, porque falhamos. Porque deu. Porque foi. Porque tinha que ser. Porque até a fome e a vontade de viver tem seu preço. E tudo ficou caro demais. Perigoso demais. Complicado demais. Difícil demais, difuso, confuso, muitas vezes sujo demais. E o que eu disse, mas não coube na nota, é que existem exceções, muitas, e eu as admiro profundamente, mas hoje, por aqui, nesta cidade e país, pra se crescer como empresário é preciso sujar as mãos, essa é a regra. E nessa briga eu jogo a toalha. Nos despedimos desse projeto cheios de boas histórias. E dor mesmo é outra coisa. Tanta tragédia por aí… Amor pelo Rio não nos falta, mas… PQP!
Também não podemos deixar de pedir desculpas, desculpas ao carioca, seja ele de onde for. Por não termos sido tão fortes. Por não ter tido sangue de barata quando necessário e por ter tido mais alma de artista que de empresário. Gratidão; esse amuleto vem comigo, vem conosco. Obrigado a cada um, cada artista, DJ, técnico, profissional, público, alma que nos ajudou, e ajudou muito! Fizemos grandes amizades e brindo a elas!
Pra fechar, e falo por mim, estou virando essa página porque gosto pacas de estar feliz. Alegria, bem estar, paz de espírito, são vários nomes. – Aproveito pra CONVOCAR a todos; sexta e sábado agora. Saideiras! Duas noites pra curtirmos cada cantinho desse bar, feito com o que temos de melhor, com muito suor e um tesão enorme por essa cidade.
Com amor, de sobra!”
Rodrigo Penna

#85…

escorreu tranquilão o #85… apesar dos pregos enferrujados ejetados durante o voo!

cacilds, não falta assunto pra gente se indignar, né não?

quer dizer, maomé… acho que “indignação” é uma palavra prestes a ser decapitada de nosso dicionário!

anyway, anyhow, anywhere…

seguem “bula & janeliNha” do #85…

johnny winter – “black cat bone” (ao vivo)

johnny winter – “johnny b. goode” (ao vivo)

linton kwesi johnson – “forces of vistory” (ao vivo)

djalma ferreira – “soul limbo”

the black keys – ” weight of love”

django reinhardt & freddy taylor – “i’se a muggin'”

ian ramil – “pelicano”

led zeppelin – “what is and should never be”

tune yards – “time of dark”

stephane san juan – “retornando”

robertinho de recife – “baby doll de nylon”

the united states of america – “coming down”

mcdonald & giles – “suite in C”

gabriel muzak – “ligação”

bonnie prince billy – “i heard a source”

arnaldo antunes, edgard scandurra & toumani diabaté – “cara”

warpaint – “disco/very” (space machine mix / 12″)

the rolling stones – “silver train”

johnny winter – “memory pain”

johnny winter – “highway 61 revisited”

new order…

ele vai “continuar” como bistrô (ARGH!!!)… portanto, pode contabilizar um pé-sujo a menos no leblon!

mesmo depois de uma recauchutada recente, o ferreira (botequinzaço) seguiu com a chama acesa.

mas para os padrõe$ do bairro, a esquina de joão lira com humberto de campos não pode mais abrigar gente

simples, mal vestida, cheirando a leite de rosas!

INVIÁVEL!

afinal, como irá reverberar um gueto desses entre os brazukinhas que se encontram, regularmente, nas galerias de arte

em NYC ou nas fazendas do interior mineiro?

ou nos restaurantes luxuosos de são paulo, ou nos cruzeiros pelo mediterrâneo?

essa é a a frequência flutuante do tal bairro estuprado por M.C em suas novelas risíveis, na vênus!

flutuante porque a maioria sequer reside no bairro… passa por ele, apenas, cenograficamente.

o importante é a imagem!

foi-se o ferreira como irão 98% dos botequins sobreviventes que ainda resistem aos aluguéis estratosféricos.

PQParille!

para completar o climão “fim do mundo”, acabei de saber que um dos mais espetaculares sites de futebol

está fechando as portas…o  impedimento!

conheci essa rapaziada muito tarde… mas, mesmo assim, deu pra ter certeza da qualidade do trabalho

desenvolvido há quase dez anos… a briga pelos sentimentos não globalizados do futiba, pela paixão aos

clubes de menor investimento, pela mistureba do esporte ao sul do continente… porra, pelo coração!

mamãe!

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