MOJO.20_2012!

MOJO’s Best LPs of 2012
1. Jack White – Blunderbuss
2. Frank Ocean – Channel Orange
3. Bill Fay – Life is People
4. Leonard Cohen – Old Ideas
5. Dexys Midnight Runners – One Day I’m Going To Soar
6. Black Keys – El Camino
7. Django Django – Django Django
8. Dr John – Locked Down
9. Julia Holter – Ekstasis
10. Bob Dylan – Tempest
11. Scott Walker – Bish Bosch
12. Tame Impala – Lonerism
13. The xx – Coexist
14. Hot Chip – In Our Heads
15. Cat Power – Sun
16. Bobby Womack – The Bravest Man in the Universe
17. Mark Lanegan Band – Blues Funeral
18. Orbital – Wonky
19. Advance Base – A Shut-In’s Prayer
20. Lee Fields & The Expressions – Faithful Man

klebinho mandou pra gente…

Subject: Rota+Lenda

“Fala Mauricio!

Já viu ?

http://youtu.be/f3T6gAqpDPs

Ainda em cartaz. Ken Loach em excelente forma.

E essa lenda aqui embaixo ?

http://espn.estadao.com.br/post/295976_com-felipao-e-parreira-na-selecao-demos-um-passo-para-tras

Que tal um grande debate Trajano x Joaquim Barbosa ? Ou Pedro Bial ? Ou Daniel Sabbá ? Ou qualquer um ? Trajano bota no bolso fácil. Lenda !!”

Abraços

Kleber

+

cine cordilheira…

fim de semana com os paralamas na capital chilena!

participação da banda no “criança esperança” andino, no estádio nacional… e show no parque das esculturas!

segue o cineminha:

alejandro, taxista, gente finérrima, torcedor do universidade católica…

… e que me deu este escudo que estava espetado do retrovisor do carango! D+!

cacilds, pisar o solo do estádio nacional foi, certamente, uma das maiores emoções que tive em 2012!

ali, em 1948, o vascão levantou o primeiro título internacional do futebol brasileiro!

o golpe militar de 1973 transformou o estádio em campo de concentração para milhares de chilenos!

na copa de 62, mané garrincha ensinou ao mundo – de novo – com quantos paus se faz uma canoa… e deixou o gramado, expulso, com uma pedrada na cuca… contra os donos da casa, pela semi-final!

recentemente, o estádio foi reformado… sendo mantido, apenas, um lance da arquibancada original!

muita pressão… muita H, manja?

a xeretinha, desorientadaça, circulou pelas duas apresentações…

santiago também passa pela vibe do vinil… com algumas lojas, feiras e boas ofertas!

como não há o peso dos impostos que temos aqui, os preços são bem interessantes.

tipo: achei o espetacular “bish bosch”, novo cd de scott walker… com livrinho e tudo mais por uns 60 reais…

+ relançamentos, em cd, do sumo (argentino) por uns 40!

devidamente garimpada uma compilação tripla, em vinil, de música colombiana por uns 80!

enfim, cardápio sonoro pra lá de caprichado… e honesto!

( :

casca!

lembra do recente feriadão, né?

pois é, investi muito tempo dele no caboclo aqui de cima!

pelos caminhos sinuosos da web, acabei dando de cara nestas imagens de sun ra… e fiquei coladão!

nunca – i repeat, NUNCA – alguém me cativou tanto na internet com suas informações musicais.

o tal do teddy é, basicamente, um especialista em jazz, blues & avantgarde (porralouquice)!

passa, também, por rock/folk/psicodelia… e, até, música brasileira (americana)!

o mais interessante de suas manifestações é que ele não erra… ou seja, tem um bom gosto extremo (pra mim, lógico)!

com a capacidade de desenterrar uma pepita esquecida há anos… e, sobretudo, ser capaz de seduzir com um artista desconhecido.

tipo, estou fissuradaço pelo disco “passion”, do violinista zbigniew seifert… de quem eu nunca ouvi falar!

o fato dele não errar significa dizer que no meio de uma penca de informação cascuda , ele não derrapará recomendando algo desprezível… por mais que cada um tenha seu gosto específico, procede?

na web há vários similares que informam coisas bacanas… mas que, de repente, podem jogar uma lana del rey na nossa cara como se fosse uma maravilha… como eu disse – “cada um com seu gosto”, mas determinadas “criações” são muito claras… e a mocinha em questão é péssima… mesmo que seja um produtinho bem acabado, não dá para emparelhar com sir duke, doctor john, talking heads, john zorn, the jam, dionne warwick, miles & the clash! deste mal – confundir focinho de porco com tomada – o tal do teddy não morre!

também é muito bacana a conexão dele com a parte gráfica dos discos… é daqueles que garimpa vinil pela capa.

aos interessados em saber algo mais sobre jazz & blues, há uma série de “aulas” fundamentais.

resumindo: eu compraria um carro de segunda mão do teddy… demonstração máxima de confiança entre os humanos!

(por mais que um quatro rodas tenha, pra mim, a mesma importância de um saco de ração pra cachorro… zereta!)

as dicas dele ficaram um tempo no Utube mas mudaram para uma “casa” bem mais tosquinha…

tanto que não consigo colocar aqui no tico… mas lá nos posts do Utube tem o novo endereço!

bom apendizado, boa diversão… e bom fim de semana:

 

dividindo a tristeza do mauro, componente d’aTRIPA…

Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento. Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais”.

No dia do retorno à segundona dos infernos meu pai começou a ir para o céu. As chances de recuperação de uma doença autoimune já não eram boas. Ficaram quase impossíveis com o que sangrou o cérebro privilegiado. Irrigado e arejado como poucos dos muitos que o conhecem e o reconhecem. Amado e querido pelos não poucos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Morre o jornalista Joelmir Beting.

Meu pai.

O melhor pai que um jornalista pode ser. O melhor jornalista que um filho pode ter como pai.

Preciso dizer algo mais para o melhor Babbo do mundo que virou o melhor Nonno do Universo?

Preciso. Mas não sei. Normalmente ele sabia tudo. Quando não sabia, inventava com a mesma categoria com que falava sobre o que sabia.

Todo pai é assim para o filho. Mas um filho de jornalista que também é jornalista fica ainda mais órfão.

Nunca vi meu pai como um super-herói. Apenas como um humano super. Só que jamais imaginei que ele pudesse ficar doente e fraco de carne. Nunca admiti que nós pudéssemos perder quem só nos fez ganhar.

Por isso sempre acreditei no meu pai e no time dele. O nosso.

Ele me ensinou tantas coisas que eu não sei. Uma que ficou é que nem todas as palavras precisam ser ditas. Devem ser apenas pensadas. Quem fala o que pensa não pensa no que fala. Quem sente o que fala nem precisa dizer.

Mas hoje eu preciso agradecer pelos meus 46 anos. Pelos 49 de amor da minha mãe. Pelos 75 dele.

Mais que tudo, pelo carinho das pessoas que o conhecem, logo gostam dele. Especialmente pelas pessoas que não o conhecem, e algumas choraram como se fosse um velho amigo.

Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa.

Com ele aprendi que não tenho de trabalhar para ser um grande profissional. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas.

Desculpem, mas não vou chorar. Choro por tudo. Por isso choro sempre pela família, Palmeiras, amores, dores, cores, canções.

Mas não vou chorar por algo mais que tudo que existe no meu mundo que são meus pais. Meus pais, que também deveriam se chamar minhas mães, sempre foram presentes. Um regalo divino.

Meu pai nunca me faltou mesmo ausente de tanto que trabalhou. Ele nunca me falta por que teve a mulher maravilhosa que é dona Lucila. Segundo seu Joelmir, a segunda maior coisa da vida dele. Que a primeira sempre foi o amor que ele sentiu por ela desde 1960. Quando se conheceram na rádio 9 de julho. Onde fizeram família. Meu irmão e eu. Filhos do rádio.

Filhos de um jornalista econômico pioneiro e respeitado, de um âncora de TV reconhecido e inovador, de um mestre de comunicação brilhante e trabalhador.

Meu pai.

Eu sempre soube que jamais seria no ofício algo nem perto do que ele foi. Por que raros foram tão bons na área dele. Raríssimos foram tão bons pais como ele. Rarésimos foram tão bons maridos. Rarissíssimos foram tão boas pessoas. E não existe outra palavra inventada para falar quão raro e caro palmeirense ele foi.

Mas sempre é bom lembrar que palmeirenses não se comparam. Não são mais. Não são menos. São Palmeiras. Basta.

Como ele um dia disse no anúncio da nova arena, em 2007, como esteve escrito no vestiário do Palmeiras no Palestra, de 2008 até a reforma: “explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… é simplesmente impossível!.

A ausência dele não tem nome. Mas a presença dele ilumina de um modo que eu jamais vou saber descrever. Como jamais saberei escrever o que ele é. Como todo pai de toda pessoa. Mais ainda quando é um pai que sabia em 40 segundos descrever o que era o Brasil. E quase sempre conseguia. Não vou ficar mais 40 frases tentando descrever o que pude sentir por 46 anos.

Explicar quem é Joelmir Beting é desnecessário. Explicar o que é meu pai não estar mais neste mundo é impossível.

Nonno, obrigado por amar a Nonna. Nonna, obrigado por amar o Nonno.

Os filhos desse amor jamais serão órfãos.

Como oficialmente eu soube agora, 1h15 desta quinta-feira, 29 de novembro. 32 anos e uma semana depois da morte de meu Nonno, pai da minha guerreira Lucila.

Joelmir José Beting foi encontrar o Pai da Bola Waldemar Fiume nesta quinta-feira, 0h55.