horror, horror, horror…

Governador Valladares, depois de alguns dias convivendo entre os rastafaris e decacusos de Hiroshima, Japan, UK, migrei para Nagazaki, Japan, UK, seguindo um roteiro turístico inventado pela empresa “Emoções em Alto Mar”, chamado “A grande trip das bombas”. Para quem não sabe, Hiroshima (vulgo Hirô) e Nagazaki (vulgo Duque de Caxias) quase foram riscadas do mapa quando um viado gordo a bordo do avião Amola Gay jogou os estalinhos em Hirô e Caxias, em 1945. As cidades quase foram pra Bicas (MG, UK), Gov. my Gov e, numa boa, sem rancor, lamento que o patriarca da familha Sato (ver Sato, Sabrina, UOL) tivesse parido o primeiro da dinastia em Tóquio, segundo li no Wikipeida. Domingo de manhã, eu e Baldinha, a tórrida anã da Al Qaeda que comprei no Egito e que me paga boquete sem que eu precise abaixar a calça, tínhamos duas missões na agenda: 1 – caçar rã na Lagoa das Lontras, um lugar esquisito aqui em Nagá onde os japoneses negros (a noite) fumam maconha, haxixe e até Vulcabrás ouvindo sem parar, em vinil, o LP “Amanhecer Total ” do conjunto brasileiro O Terço, cujos fósseis, afirmam os japas negros, jazem numa lagoa infestada de lontras doidaralhaças que Keith Richards teria despejado aqui nos tempos em que usava drogas pesadas (1943-2090). Pois bem, o segundo compromisso da agenda era pegar Baldinha, embarcar no Boeing 787 Dream Line bichado, com bateria lambendo e os cacetes, porém de graça, e rumar para o Brasil.// Até que Baldinha, como boa e astuta anã, enquanto bombeava meu sêmem (ritual matinal) viu no seu AiFone a notícia sobre a tragédia em Santa Maria. Tudo parou. A tromba desceu, a anã vomitou, o teto girou. Horror, horror, horror. Imediatamente disse pros kamikazes que pilotam o 787 Dream line para abortarem minha viagem. Gov. my Gov., o Japão parou para assistir pela TV aquele horror que mistura jovens cheios de sonhos com corruptos, moleques, aproveitadores, filhos da puta. Baldinha me disse em aramaico que “pra esse lugar eu não quero ir não” e eu, tentando contemporizar, respondi que ela tinha toda a razão e ficamos por aqui. Bispo Valladares, chorei como uma ema no cio, solitária pelo pantanal. Chorei pra cará porque aquilo não devia ter acontecido. Desesperado, fui à casa de Vando Paunele (123 anos), ancião japonês que foi o primeiro amarelo a ver um negro no final da II Mundial. Um afro descendente americano, soldado, ocupando Tóquio, deu a Paunele um chocolate. Paunele gesticulou pedindo que o soldado tirasse a graxa do rosto. Fulo da vida com a ofensa, o soldado Ryan pegou Paunele e pendurou no primeiro pelourinho inaugurado no Japão. Hoje, pai de santo, Vando Paunele atende em uma cabana na baixada fluminense de Nagazaki, onde fui desabafar a minha dor sobre a tragédia no sul. A TV Naganews estava ligava e o repórter dizia que, pelo menos, a tragédia de Santa Maria deixaria uma grande lição. Perguntei a Paunele “mestre, que lição é essa?”. Frio, branco, puto da vida, o babalorichá amarelo me disse: “a lição é: AGORA A PROPINA VAI FICAR MAIS CARA PORQUE SUJOU”. Cabisbaixo, voltei andando pelas veredas da cidade pensando naquela frase. De fato, Gov. my Gov. uma nação cujo poder público nasce com a corrupção na cabeça (foto) não tem jeito. O assunto agora é boate, mas um dia pode ser avião, no outro barracão de escola de samba (o que não seria de todo ruim), enfim, as providencias são tomadas temporariamente e depois viram grana e esgoto. Por isso, não voltei. Vergonha!!!! Shame!!!! Kokoroka!!!!!/// Que aquela rapaziada fique em paz depois de subirem a stairway to heaven!!!! Por causa da CORRUPÇÃO morreram enquanto se divertiam, sonhando com uma vida ética, brilhante, enfim, basta, Gov. my Gov. !!!! Basta senão embarco com Baldinha no 787 bichado e mato o comandante dos bombeiros, governador, prefeito, enfim, a laia toda e jogo os restos na lagoa dos porcos./// Umagumma Ferrare de rosto inchado em Sashimi ao Chernobyl, Nagazaki, UK.

nandão (ele mesmo) mandou pra gente…

Cultura

Mino Carta

Editorial / Carta Capital

01.02.2013 08:33

A imbecilização do Brasil 

Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo…

Os derradeiros, notáveis intérpretes da cultura brasileira já passaram dos 60 anos, quando não dos 70, como Alfredo Bosi ou Ariano Suassuna ou Paulo Mendes da Rocha. Sobra no mais um deserto de oásis raros e até inesperados. Como o filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça, que acaba de ser lançado, para os nossos encantos e surpresa.

Nos últimos dez anos o País experimentou inegáveis progressos econômicos e sociais, e a história ensina que estes, quando ocorrem, costumam coincidir com avanços culturais. Vale sublinhar, está claro, que o novo consumidor não adquire automaticamente a consciência da cidadania. Houve, de resto, e por exemplo, progressos em termos de educação, de ensino público? Muito pelo contrário.

Nossa vanguarda.Imbatíveis à testa da Operação Deserto
E houve, decerto, algo pior, o esforço concentrado dos senhores da casa-grande no sentido de manter a maioria no limbo, caso não fosse possível segurá-la debaixo do tacão. Neste nosso limbo terrestre a ignorância é comum a todos, mas, obviamente, o poder pertence a poucos, certos de que lhes cabe por direito divino. Indispensável à tarefa, a contribuição do mais afiado instrumento à disposição, a mídia nativa. Não é que não tenha servido ao poder desde sempre. No entanto, nas últimas décadas cumpriu seu papel destrutivo com truculência nunca dantes navegada.

Falemos, contudo, de amenidades do vídeo. De saída, para encaminhar a conversa. Falemos do Big Brother Brasil, das lutas do MMA e do UFC, dos programas de auditório, de toda uma produção destinada a educar o povo brasileiro, sem falar das telenovelas, de hábito empenhadas em mostrar uma sociedade inexistente, integrada por seres sem sombra. Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável.

O espetáculo de vulgaridade e ignorância oferecido no vídeo não tem similares mundo afora, enquanto eu me colho a recordar os programas de rádio que ouvia, adolescente, graciosas, adoráveis peças de museu como a PRK30, ou anos verdolengos habitados pelos magistrais shows de Chico Anysio. Cito exemplos, mas há outros. Creio que a Globo ocupe a vanguarda desta operação de imbecilização coletiva, de espectro infindo, na sua capacidade de incluir a todos, do primeiro ao último andar da escada social.

O trabalho da imprensa é mais sutil, pontiagudo como o buril do ourives. Visa à minoria, além dos donos do poder -real, que, além do mais, ditam o pensamento único, fixam-lhe os limites e determinam suas formas de expressão. O alvo é a chamada classe média alta, os aspirantes, a segunda turma da classe A, o creme que não chegou ao creme do creme. E classe B também. Leitores, em primeiro lugar, dos editoriais e colunas destacadas dos jornalões, e da Veja, a inefável semanal da Editora Abril. Alguns remediados entram na dança, precipitados na exibição, de verdade inadequada para eles.

Aqui está a bucha do canhão midiático. Em geral, fiéis da casa-grande encarada como meta de chegada radiosa, mesmo quando ancorada, em termos paulistanos, às margens do Rio Pinheiros, o formidável esgoto ao ar livre. E, em geral, inabilitados ao exercício do espírito crítico. Quem ainda o pratica, passa de espanto a espanto, e o maior, se admissível a classificação, é que os próprios editorialistas, colunistas, articulistas etc. etc. acabem por acreditar nos enredos ficcionais tecidos por eles próprios, quando não nas mentiras assacadas com heroica impavidez.

O deserto cultural em que vivemos tem largas e evidentes explicações, entre elas, a lassidão de quem teria condições de resistir. Agrada-me, de todo modo, o relativo otimismo de Alfredo Bosi, que enriquece esta edição. Mesmo em épocas medíocres pode medrar o gênio, diz ele, ainda que isto me lembre a Península Ibérica, terra de grandes personagens solitárias em lugar de escolas do saber. Um músico e poeta italiano do século passado, Fabrizio de André, cantou: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem as flores”. E do deserto?

victoria’s calling…

Subject: aiNda reverberaNdo

“Prezado Governador,

Quêquêisso mêrmão, após momentos surumbáticos, ensimesmados, taciturnos, pela derrocada do Bar Praça Vermelha, estamos revigorados.
O novel modelo “total net” do roNca está aprovadíssimo.
Funcionado beleza, já organizamos as devidas pastas no PC por ano (2012, 2013..) e mês, organização é o nosso segundo nome: todos salvos, do 1 ao 8.

Há, também estamos salvando as “bulas” de cada programa, lógico.
As novas vinhetas estão sensacionais e as velhas já são clássicos, quase já decorei aquela do início do radialista gringo falando (é o O Peel??).
Mas MauVal, o importante são as novidades para neófitos como nós: Sixto Rodriguez e Richie Havens foram demais, já corremos atrás pela Rede para baixar e conhecer a discografia das Lendas.
Acho que os 8 meses de descanso foram providenciais para aperfeiçoar ainda mais o RonquinhaNossodeTodaTerça.
Grande abraço do froNt capixaba, que agora só resta aguardar a “1ª Festa RoNca” porraqui em Victória.
La Tripa capixaba não pode ficar abaNdoNada.
No mais, concordo com TUDO que já foi dito e postado pela Tripa do Brasa no Tico, a vibe é a mesma …
Muito feliz, 2013 promete.
Cheers”
L.B.
froNt_ES

belohorizontaNdo…

Subject: Tá demais!!
“Fala Mauricio!!

Acabei de ouvir o RoNca dessa semana. Cara, que momento foi aquele da participação da Cora!!!! Confesso que durante a música bateu uma dúvida forte se era algum efeito ou não! Sensacional!! Só no RoNca mesmo!! O programa tá demais! E Sixto Rodriguez, meu caro?! Já viciei!! Demais demais!!!
To te esperando pra tomarmos outra Guiness aqui em BH!!”
Abração
Thiago
+
Subject: Re: a primeira…
“Olá MauVall,

Mineiramente ouvindo nosso RoNquinha, sem alardear, mas marcando presença no Jumboteco!
Abraço e aguardando uma nova presença no CCCP,”
Thales
+
Subject: Atrasada, mas aterrissando!

 “Chego tarde, mas chego! Primeiramente tenho que dizer que o jumboteko anda arrebentando os Ipods e similares além-fronteiras. Arrebenta tia Dilma, tio Sam e demais tios que tiverem bons ouvidos por ai.
Pois tenho que registrar, com meu devido atraso, um adendo no Ronquinha do dia 15/01. Como pode “Evil” do Tom Jones? É espanca coração sem dó. Melhor ainda, alguém pode me explicar a sacada de “Wild Child” do Doors  meio camuflada logo no primeiro minuto da música?  Que Apolo, Euterpe e todos os deuses e semi-deuses celestes e extraterrestres abençoem a confusão musical!
Abraços belorizontinos,”
Danielle

S.G.R

 estive, ontem, no sistema globo de rádio.

confesso que deu uma arrupiada!

afinal, por quase quatro anos, apresentei o radiolla na rua do russel… lembra?

eu não passava por lá desde 1996.

mas não pense em motivos radiofônicos para o “encontro”!

quem me levou ao S.G.R foi…

yeah… skylab fez mini apresentação no mini/mini teatro usado pelo canal brasil.

mostrou, basicamente, o novo disco & algumas antigas… sem os hits mais conhecidos.

uma hora, cara a cara, com a leNda!

não, rogerio… o jogo do flu foi 2 a 2!!!

( :

you’ll never walk alone…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

caramba, que beleza!

phillipe coutinho, foi a derradeira desgraça largada por euricus I ao sair, de rabo entre as pernas, de são jujuba.

foi a última canetada eternizada pelo mala – vendeu o garoto pro inter de milão.

certamente, coutinho foi um dos maiores talentos gerados na colina.

não conseguiu se firmar muito em milão… e, hoje, foi apresentado à torcida do liverpool.

meus amigos entendidos em futebol dizem: “o liverpool não é mais aquele clube poderoso”!

hahaha… não, não é não!

não precisa ser!

( :

A primeira… (D+D+D+D+!)

Subject: Pior momento do programa

” – Quantos minutos pra acabar o milho, pra acabar a pipoca, Shogun? E olha que muitos ouvintes reclamam que este é o pior momento do programa…”

Me inclua entre eles, especialmente pela noite de ontem em que o RoNcaRoNca embalou a comemoração pela minha colação de grau. Sim, agora sou oficialmente mais uma graduada neste país, infelizmente, a primeira da minha família.

Valeu, Mauval, por fazer parte deste momento!

cheers***”

—
Carla

(SP)

a gente nunca se esquece das primeiras…

que belezura de trio para iniciar nossos sirviços sonoros no roNca, hein?

é isso, a primeira session de 2013… e muitas outras virão.

começar com nina, marcelo & cora tem um sabor pra lá de especial… ainda mais, do jeito que fluiu!

pode imaginar, né?

com esta visita, callado se aproxima, forte, de bnegão… o recordista de presenças no roNca.

o pai de cora relembrou: com canastra (a primeira sessão na Oi fm, em 27março2007) + duas vezes com do amor + uma visita pra falar do Lp do amor + ontem… total: 5!

prestenção no elemento, à esquerda do boNde, há seis anos, dentro do jumboteKo…

D+!!!

feitas as introduções, segura janelinha & bula:

nina becker & marcelo callado – “cadê você?” (ao vivo no roNca)

nina & marcelo – “armei a rede” (ao vivo no roNca)

rodriguez – “sugarman”

prince – “orgasm”

rodriguez – “i wonder” (parte)

nina & marcelo – “futuro” (gambito budapeste)

nina & marcelo – “marco zero” (ao vivo no roNca)

oskido – “thandiswa”

caetano veloso – “funk melódico”

linton kwesi johnson – “five nights of bleeding”

nina, marcelo & cora – “nuvem” (ao vivo no roNca)

 (o exato momento da participação vocal de corinha na música)

linton kwesi johnson – “doun the road” (parte)

rev. gary davis – “whistlin’ blues”

lee ranaldo – “off the wall”

lee ranaldo – “xtina as i knew her”

ginger baker – “toad” (ao vivo / parte)

nina & marcelo – “packing to leave” (gambito budapeste)

marcelo callado – “tucanos” (ao vivo no roNca)

tinariwen – “tamodjerazt assis”

athalyba & a firma – “política” (12″)

titãs – “vai pra rua” (demo)

neil young – “twisted road”

marcelo callado – “essa menina” (ao vivo no roNca)

roscoe mitchell – “stomp and the far east blues”

neil young – “psychedelic pill”

 

par avion…

há tempos, tenho dado umas cacetadas no correio brasileiro.

motivos não faltam… afinal, a instituição que sempre foi exemplo de ótimos serviços virou moeda de troca

no lastimável cenário político (ARGH!!!) brasileiro.

numa dessas pauladas, marcelo “caipirinha” lembrou que, em muitas situações, a negativa de operar com o correio tupiniquim – por parte de comerciantes estrangeiros – é devido à malandragem brazukinha!

no final de novembro, encomendei três discos com um traficante canadense.

a moamba ficou bem salgadinha… e o trafica explicou que o correio da terra de leonard cohen é bem mais caro…

mas que os discos estavam zerados!

ok, encarei! (êita doença)

ontem, rolou a seguinte ligação:

– alô

– o mauricio, por favor

– é ele

– olá, aqui é do correio central. temos uma encomenda do exterior em seu nome mas ela voltou já que está com o endreço errado. você pode confirmar o correto?

– sim, claro

– vou colocar para ser entregue amanhã, ok?

– ok, muito obrigado. qual seu nome?

– helena

– caramba, helena! que eficiência de vocês

– puxa, muito obrigado, mauricio

– helena, querida, vamos nos encontrar no grizzly bear, dia 5?

( :