lacto bula…

Governador Valladares, penso, intuo, cismo que serei feliz aqui em Durango, Mérrico. Acho que não irei ao Brasil nem para votar nulo na próxima eleição na sua cidade, Gov. my Gov. que, pelo que vejo, varia entre o Rio, Belo Horizonte e Brasília. Gov. my Gov., aqui numa lan house coerentemente chamada de “Ball House” (os duelos diários são realizados aqui na calçada) leio nos jornais do Brasil: ” Governo vê racismo em mais uma obra de Monteiro Lobato”. A obra, Gov. my Gov. é o clássico “A Negrinha” que é absolutamente genial. Mas aí, a PTlândia complexada, afogada na gosma do poder, quer mais uma vez mandar Monteiro Lobato para o pelourinho. Sim, eu sei, tu sabes, ele sabe que o PT está indignado com o ministro-negão do STF, Joaquim Barbosa, que está carcando um por um. Para quem não sabe, o Batman brasileiro foi faxineiro do Tribunal Eleitoral de Brasilia e ralando, cuspindo sangue chegou a ministro da Suprema Corte sem esse papo de cota pra negro, cota pra arataca, cota pra índio, cota pro que o parille. De novo o PT ataca um livro, um clássico da literatura, porque o PT nunca leu nem bula de Lacto Purga. Mula, líder supremo da ignorância, não leu nem Disney que dirá Monteiro Lobato. Também, bispo Valladares, veja só. Leio que Eduardo Paes está com 53% dos votos e abaixo dele o amarelado Marcelo Freixo, marketeiro. Sim, ele mesmo, que passou 15 dias exilado na Espanha dizendo que era para escapar das milícias. Gov. my Gov., 15 dias na Espanha resolvem isso? Hein? Isso é exílio? Aqui em Durango quem passa 15 dias em Acapulco quando volta vivo e não no saco preto (lá também tem milícia com M de merda) é chamado de bundón. O que esperar de uma nación que tiene como lider das pesquisas eleitorales de su principal cidade Eduardo Paes? Hein???? Mira, Gov. my Gov. !!! Mira adelante, Gov. my Gov.!!! Durango não é nenhum exiemplo para a humanitá, mas las personas aqui são mais autiênticas. Para começar não há aquela barbárie chamada carnaval onde el pueblo daí caga em las ruelas, mijam em los puestes e el alcaide ri porque carnaval dá voto. Aqui quando está calor, pueblo arranca a roupa (foto ) pronto, Gov. my Gov. Aqui é tiroteio 24 horas por dia por que não tem el rímel urbano chamado UPP. Que parille. Ummagumma Ferrare de Durango Mérrico, terra de machios e females.

zé (maré) mandou pra gente…

Subject: Re: E aí Maurício 🙂
“Fui no show do Graveola, gostei bastante…pena que muito curto.Segue
um click da apresentação…

Em uma das músicas, falam algo como “(…) no rádio, ouço o Valladares
(…) ” fiquei pensando se não era uma homenagem/citação a vossa
pessoa, rs. Banda bacana, das nacionais que conheci nos últimos dois
anos, é uma das que mais gostei. Não comparando, é claro, mas a mistura
sonora, o “caos controlado”, os ruídos, vozes incidentais, etc, me
lembrou Mutantes. Tocam novamente aqui no Rio, no Sergio
porto, sexta feira dia 28, vale a pena . No final, comprei o cd novo deles…
Viu a parte musical dentro do festival do Rio ?
http://2012.festivaldorio.com.br/?p=374  quero muito ver o do Neil
young.O filme sobre o cantor Rodriguez também me pareceu
interessante,apenas essa semana fui escutar alguma coisa dele, nunca
nem tinha ouvido falar.Fui ontem na mostra do Robert Frank, que você postou sobre no
Ronca.Conhecia apenas suas fotografias, mas não tinha visto nenhum de
seus filmes.Vi quatro filmes bem bacanas.Uma pena que o “cocksucker
blues”, mítico filme sobre os Stones não entrou na mostra. Segundo a
curadora, por uma clausula contratual, esse filme só pode ser exibido
som a presença do diretor, o que é uma pena.Parece que por pouco ele
não veio, cancelou sua vinda pouco antes da mostra.Gostei bastante do cd do graveola, já escutei algumas vezes.A
passagem da música que eu falei é  “a rádio dub soul de valladares ” …

por uma associação indireta, liguei a sua pessoa, e ao ronca, de imediato, rsrs.ps: aproveito pra agradecer por sua postagem daquele video com algumas
cenas de bêbados, outro dia…cacete, já devo ter visto umas 15 vezes,
e chorado de rir em todas, principalmente na cena do no sujeito que
aparece aos 0:48, e na do tal “cara pintada”…hahahahahahahahahahaha
muito foda.Sempre que a cena me vier na memória, irei rir, rs.Valeu Maurício, até +”

klebiNho… cuspiNdo marimboNdo…

Subject: Fotos+Espanha

“Fala Mauricio…
Dá uma bisoiada nas fotos de Samuel Aranda para o New York Times sobre a crise espanhola:
http://is.gd/uaXtW1
Tão interessante quanto as fotos são as legendas.
Uma delas: “Acima de 50% dos jovens estão desempregados.” O que costuma vir depois disso ?
Outra: “A prefeitura de Girona anunciou que vai colocar cadeados nas latas de lixo para impedir as pessoas de procurar comida nelas.”
Isso é real ? Ou um quadro do Monty Python ?
A melhor é a legenda da última foto: “Dado o tamanho da economia espanhola e a fraqueza de seus bancos,
a Espanha se tornou uma das maiores preocupações da União Européia.”
Fraqueza dos bancos ? E o Santander, maior banco de varejo privado do mundo ? Não é espanhol ?
A julgar pela cara da rapaziada nas fotos, tenho a leve impressão de que o bicho vai pegar… Guerra Civil Espanhola II, A Missão.
Abraços”
Kleber

NME60

o niver de sessenta aninhos aconteceu em março desse ano… sim, o NME circula, semanalmente, desde março de 1952!

mas a edição comemorativa será lancada essa semana… com oito capas diferentes – patti smith, arctic monkeys, john lydon, brandon flowers, manic street preachers, paul weller, noel gallagher e liam (separados)!

já parou para pensar numa publicação musical que atravessou SEIS décadas?

caramba… que espetáculo!

http://www.youtube.com/watch?v=bf2NNQlVdW4&feature=related

guardo pilhas do jornal… por ele passaram alguns dos mais cascudos fotógrafos do planeta!

e não tem preço pegar um exemplar de 1976, por exemplo, para saber como os pistols foram recebidos em glasgow!

ou então, dar uma olhada como pennie smith clicou o specials, há exatos 32 anos…

ok, nada que a web não apresente… sem ácaro, cheiro e preço em moeda brasileira!

( :

falha no projeto…

Governador Valladares ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já me borrei demais. Hoje fui a um dentista no beco da bílis Rôxa , uma espécie de baixo Leblon que existe aqui em Durango, México, e lá chegando dei de cara com um morrão fumegando um homem, Gov. my Gov. Achei que era seu Jorge da Silva conversando com Marcelo Dí Jêi, mas na verdade era meu dentista Paiva Lennon Jobí Cachiacêro que estava sendo apertado por um baseado gigantesco. Não, não estou invertendo as coisas. Aqui em Durango, as pessoas se deixam fumar pela maconha, erva maldita que acabou com 105 entre 100 cowboys que por aqui passaram. Daí o lema da cidade “all the best cowboys have chinese eyes” porque o maconheiro quando fuma fica mesmo com olho de china. Saí do dentista mais lesado do que ele e, por isso, na esquina do Beco do Barbeiro com travessa da Robusta Pentelheira Ariana, caí em mim. Sentei num hidrante e comecei a defecar essa idéia. Por que, Gov. my Gov. dente é um negócio tão complicado. Pra que canal? Pra que raiz? Pra que gengiva? Por que dente não é igual a unha? Hein. Gov. my Gov.? Responde! Jean Paul Sarte, ex-flanelinha francês que se tornou cult graças a uma porranca que tomou em Ipanema e foi fotografado pela Caras, o homem é um animal defeituoso por natureza. Por exemplo, Gov. my Gov. eu vi no canal Cactus Channel que as zebras peidam contra o vento para despistar leões, tigres e até veados campeiros que querem carcá-las nas savanas. Tudo bem. Mas e o ser humano, peida pra que Gov. my Gov.? Foi o que aconteceu comigo ontem: encostei na balaustrada de uma pensão onde como minha ração diária, peidei e, em seguida, fui acometido por uma dor de dente tão lancinante, mas tão lancinante que pensei no De Cure e acabei killing an arab, um anão fantasiado de odalisca que ganha a vida com o arremesso de banbolês em seu pennis dimension na única casa noturna de baixo calão aqui de Durango. Horror!!!! Horror!!!! Eu girando como uma piranha de quinta em Copacabana, o arabe morto, a faca ensanguentada, a dor de dente, tudo parecia uma daquelas merdas que Glauber Rocha fazia e que o estrume intelectalóide batizou de cinema novo. O dentista Paiva Cachacieiro estava em sua tradicional siesta diária de 24 horas de duração e, desesperado de dor, acordei-o com vários golpes de falo no rosto imundo daquele animal. Trôpego, ele me convidou para sentar na cadeira, ligou aquele holofote nos meus cornos, acendeu o ópio e não vi mais nada, Gov. my Gov. Lembro que sonhei compulsivamente com João Pessoa, sonho bom. Depois, o pesadelo: Alagoas, Alagoas, Alagoas, estado mais corrupto do mundo que, se ditador eu fosse, venderia para o Japão. Acordei horas depois, consultório vazio e um bilhete trilingue colado na parede: “Fui, Gone, “Estabaquiei-me””. Fui olhar no espelho e nada vi porque…Gov. my Gov. o filho da anta arrancou todos (every) os meus dentes! Tive que partir para expedientes escrotos como a tortura-maior desse país que é o estupro al jegue. Em sua barraca no deserto, o dentista Paiva urrava de dor enquanto meu jegue Rin Tin Tin transformava a vida daquele ondontólogo num tunel Rebouças pornô. Foi quando, cansado te tanto levar, Paiva concordou em me devolver os dentes. Implantou um por um usando super bonder original. Tudo terminaria bem se o até então respeitado homem de branco não tivesse se apaixonado por meu quadrúpede de transporte, baixa quilometragem, jegue de mulher. Gov. my Gov. até a boca do burro o dentista beijou jurando paixão e fazendo o animal vomitar nos três odeliscos de Durango: Huguinho, Zezinho e Luizinho. Tudo por culpa de quem? De uma falha de projeto chamada dente. Gov. você já experimentou (are you experienced?) uma dor de dente ao morder um bolo? Hein? E aquele pedaço de sorvete que cai dentro de um canal mais escancarado do que o da Visconde de Albuquerque? Concordas que dente é erro? Como Zé Ramalho, Wilson Simonal e Michael Jackson? Hein? Fala, minha nega, digo, bispo Valladares!!!! Sem dor, feliz e amasiado, Ummaguma Ferrare de Victoria Durango, México, Colubandê.

P.S. – Na foto, um local de Durango. Como a tripulação se assalta mutuamente 24 horas por dia, o povo usa quatro bicicletas. As quatro são roubadas, uma por uma, mas em compensação, o dono, também ladrón, rouba outras quatro e retorna a casa.