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S.G.R

 estive, ontem, no sistema globo de rádio.

confesso que deu uma arrupiada!

afinal, por quase quatro anos, apresentei o radiolla na rua do russel… lembra?

eu não passava por lá desde 1996.

mas não pense em motivos radiofônicos para o “encontro”!

quem me levou ao S.G.R foi…

yeah… skylab fez mini apresentação no mini/mini teatro usado pelo canal brasil.

mostrou, basicamente, o novo disco & algumas antigas… sem os hits mais conhecidos.

uma hora, cara a cara, com a leNda!

não, rogerio… o jogo do flu foi 2 a 2!!!

( :

the experience…

retirado do blog de nosso líder rogerio skylab (godardcity.blogspot.com.br):

O programa MATADOR DE PASSARINHO, que venho apresentando toda segunda-feira, à meia-noite, no Canal Brasil, foi programado para ter vinte e seis entrevistas. Até o momento foram ao ar oito entrevistas, mas já gravamos vinte e três. Na reta final de concluirmos as gravações, fui à campo na tentativa de fecharmos uma das últimas entrevistas e, provavelmente,  a mais difícil: Damião Experiença.
Foi assim que desembarquei na estação terminal do metrô: Praça General Osório. É ali que o nosso personagem procurado habita.
O seu endereço é desconhecido. Sabemos que reside na comunidade do Cantagalo, mas não sabemos exatamente onde. O produtor do programa, Heitor Zanatta, em contato com pessoas que já tiveram acesso à Damião, deu-me as piores notícias. Mesmo assim, fui a seu encalço com uma leve e vã esperança.
Rondei as imediações e fui até o elevador que dá acesso à comunidade. Desisti de subir e voltei na direção da praça. Chegando à avenida principal, ou ia na direção de Copacabana, ou ia na direção do Leblon. Decidi então pela segunda opção e, quando me pus a atravessar a rua, dei de cara com ele.
O próprio. Era Damião. Menos espalhafatoso, camisa abotoada até o pescoço, chinelo de dedo. Parece inverossímil, tamanha a coincidência. Mas era ele mesmo, setenta e sete anos, o baiano arretado que gosta de mulher lésbica.
E a gente ali em meio a avenida. Me pagou um café no bar da esquina. À certa altura, um mendigo bêbado se aproximou, o conhecia. Pediu-lhe cinquenta centavos. Fiz questão de dar para que se afastasse e pudéssemos continuar a conversa. Depois, Damião me informou que o mendigo era um turco rico que se perdeu nas drogas.
Conversamos muito. Muita gente das imediações conhece Damião. Me informou que estava quase cego : um dia amanheceu assim ; mas queria distância de médico.
Não me reconheceu. Porém, depois de dizer-lhe meu nome, soltou essa : você continua no Banco do Brasil ?
A conversa se desenvolveu em meio a delírios e lucidez. Disse-me que sua mãe era judia e seu pai, russo. Depois me falou que viajou recentemente para a Colômbia.
Falei-lhe do meu programa e que tencionava entrevistá-lo. Pediu-me que desistisse, que até o Jô Soares tentou levá-lo e não conseguiu.
Eu o fiz ver que ele era a minha principal referência. Lembrei-lhe do disco que fiz em sua homenagem, o SKYLAB III. Cheguei a dizer-lhe que era um gênio, mas ele fez pouco das minhas palavras.
À certa altura, perguntei-lhe se era boato o que cheguei a escutar várias vezes: atribuíam-se aos Novos Baianos o arranjo e a execução de alguns de seus discos. Ele prontamente negou, chegando inclusive a informar que os Novos Baianos nem o conheciam. Depois, me garantiu que ele próprio tocou todos os instrumentos.
Falamos de muita gente, desde André Midani, que, segundo Damião, chegou a convidá-lo várias vezes a assinar contrato, até Caetano Veloso que, para ele, é música de viado.
Quando perguntei se tinha muitas mulheres, me falou que atualmente estava broxa.
Em seguida, me perguntou se eu era casado. Eu quis negar. Percebi que sua pergunta era uma afirmação, assim como também percebi a distância imensa que nos separava. Eram seus momentos de extrema lucidez : nada lhe escapava.
Não sei se por vergonha, por piedade, ou mesmo por algum estranho senso de realidade, respondi que era fodido. Ele não compreendeu.  Eu repeti : eu sou fodido. E ele replicou : eu sou mendigo.
Num dado momento, um rapazinho me reconheceu e quis tirar uma foto. Mas nesse instante, Damião desapareceu.
Cheguei a avistá-lo em seguida, um pouco à frente, num ponto de ônibus  (gosta de andar de ônibus pra desanuviar a cabeça). Alcancei-o e o agradeci por tudo.
–  obrigado por que ?
Foram suas últimas palavras.

a poeira (2)…

Subject: Re: a poeira…
“Mauval!
Cara, Muito bacana suas impressões sobre esse momento fora do ar do Ronca. Muito foi falado e discutido por nós, ouvintes, nas redes sociais e/ ou pessoalmente desde que o programa deu essa descansada. Muita gente falou e defendeu a idéia de que o Ronquinha não deveria morrer, que deveria voltar numa rádio online ou algo do tipo. O que eu penso sobre isso é mais ou menos próximo do que eu acho que é a sua opinião. Além de restringir o acesso dos ouvintes ao programa (porque a gente sabe que a internet inclui mas também exclui muita gente), sempre pensei que o Ronca Ronca é bem maior que isso tudo e merece seu devido espaço numa rádio FM onde ele possa veicular com liberdade. Além do mais eu penso que para alguém com a bagagem e a vivência na música que você tem, esse espaço de uma rádio online é uma restrição muito grande para executar o seu trabalho. Sempre quando eu ouvia o Nandão lendo o e-mail de alguém que escutava o Ronca pela primeira vez, sentia a sua emoção de ter mais um(a) entrando pra tossida, no caso de um programa online essa emoção é bem diferente. Fora aquela emoção da novidade, de quando você lançou compactos e mais compactos espetaculares para nossos ouvidos. Esse lance da novidade praticamente não existe no universo online, pelo menos não com a mesma emoção. Ouvir um riff ou um trecho de uma canção que você curte, de surpresa no rádio, isso não tem preço meu amigo. Você trouxe isso e muito mais para nós. Na boa, foi uma escola onde a gente aprendeu muita coisa, de graça. Foi não, é uma escola, com o Ronca Ronca eu aprendi como é bom ficar desorientado, e continuo desorientado. O Ronca Ronca não morre meu amigo, jamais. Ele só vai se transformando e a gente vai acompanhando essas transformações.
Para relembrar um destes momentos desorientantes, vi esse vídeo e tenho que compartilhar porque esse dia foi ultralóki. Desorientação total, me lembro bem, eu voltando da faculdade e Skylab mandando um som parecendo que vinha de outro planeta. Talvez fosse mesmo!
Grande abraço!”
Jenilson – Santa Luzia -MG
+
Subject: Re: a poeira…
“Muitas saudades, meu amigo unilateral. Mandei alguns emails, alguns vc leu até no ar. Revinos skatalites por ti, conheci a Tulipa. Te devo tanto cara, mas tanto. Devo ao letuce ter te conhecido, tava atrás de coisas deles e achei o arquivo do teu programa com a participação deles. Daí, dali a pouco toca orquestra baobab. Aí fudeu, meus olhos encheram de lágrimas, pensei “porra, isso aí toca no rádio, esse cara botou baobab pro brasil escutar, ainda existe esperança!!’
E é isso meu amigo, você é nosso arauto do amor em formato auditivo. Não se afobe não mas não se acomode não, te imploramos. E o que precisar – repito, o que você precisar – conte comigo, que tenho uma dívida imensa de gratidão por tanta coisa boa que conheci por ti. Pelo menos as festas podiam cotinuar rolando – RoNca RoNca cold turkey style, hã?! 😀
Um abraço do meu tamanho, com saudades imensas.”
Juliano
+
Subject: Re: a poeira…
 “Dia 28 de fevereiro foi meu aniversário…Eu realmente tenho um barato com o Ronquinha…
  Você sabe que o Ronquinha tem vida própria, né? E quem ama – sabe como faz falta…
  Beijo, Mauricio…”
  Valéria
*sempre aguardamos (com muita esperança) o nosso ronquinha*

esclarecendo…

a perguntinha da promoção com ingressos para skylab no rival+tarde… lembra?

o cidadão, lá embaixo, fazendo xixi… pois é,

vê se, agora, dá para identificar a peça:

hahaha…

captou?

sim, a Lenda… rogério skylab!

amanhã, no jumboteKo, voltaremos à promo com ingressos pro show, ok?

aliás, o próprio skylab mencionou a urinada em seu blog (godardcity.blogspot.com), em setembro/2008:

OS TRÊS MOSQUETEIROS

Na ponta direita Kassin; no meio, João Brasil; e à esquerda, eu.
Os três djalmas da festa Ronca Ronca do último sábado, clicados pelo anfitrião Maurício Valladares.
Três sets completamente diferentes um do outro. Entre eles, o “bárbaro”, o “heliogábalo”, conectando as diferenças e produzindo uma “síntese dijuntiva”, o Ronca Ronca. Isso que ele chama de “orientar desorientando”.
E ainda me clicou, fazendo xixi (isso vc pode ver nowww.roncaronca.com.br).
Mau Val, meu nego.
Meu rei.