com o dever mais que cumprido (e comprido), o rio fanzine do globo – sob as batutas de carlos “calbuque” albuquerque & tom leão – coloca um ponto final em suas transmissões convencionais.
afinal, como está no texto ali embaixo, todo o “conteúdo” que por anos eles publicaram como sendo “exclusivo” do underground passou à superfície.
as atividades que antes eram inacessíveis à maioria, passaram a ser corriqueiras.
lá no início do rio fanzine, fazer um disco era uma ralação.
ser jornalista, exigia inve$timento e tempo… muito tempo.
para ser dejóta, era preciso ter – no mínimo – o material de trabalho, discos!
para ser cineasta, produtor, fotógrafo, transgressor, músico… enfim, todas as funções que foram largamente apresentadas pelo rio fanzine, passaram para o outro lado… o lado ilumidado, o lado de cima, manja?
a cada esquina a gente encontra 412 djs, 280 documentaristas, 783 bandas, 2.792 jornalistas, 860 designers e porraí vai.
GREAT!
é muuuuuuito mais gente funcionando criativamente e alargando as mentes auri-verdes.
concluindo, o bebezinho rio fanzine cresceu e ensinou de onde vem o apito do trem.
então, pode se preparar para este MErGa show de sábado na cidade do cristiano ronaldo…
há outras “atrações” mais pra baixo na ordem de importância da filipeta… tipo, fernando & sorocaba!
seria a nova dupla de ataque dos listradinhos? êita!
essa semana, troquei de email com a anlene, nossa representante na capital espanhola.
fissuradaça em rádio, ela é ouvinte do roNca de primeiríssima generation.
diz ela que o rádio espanhol é chatão. muito segmentado. cafonaço, sem atrativos.
resta uma coisinha aqui, outra ali… sem importância… o que faz a sintonia cair sobre as rádios francesas… que sabem misturar os estilos com competência.
por falar em mixar e voltando pro lado de cá da poça, no mesmo dia…
nossa majestade, nossa santidade, são daminhão experiença…
em cliques que cliquei… e que me deixam muito orgulhoso!
( :
sentiu o bandeirão atrás Dele, né?
fotoca captada no saudoso ballroom, festa roNca roNca, papo de 97…
e a primeira, em 93, alguns dias antes Dele se apresentar na torre de babel, dividindo a noite com lulu santos numa edição do radiolla… o programa fora do dial que eu fazia!!!
que momento!
fica aqui nossa saudação ao mestre dos “indies”, nesse setembro 7!
papai do céu é testemunha que tenho me esforçado bastante para entender como negozim consegue babar tanto pelo arcade fire.
vou guardar para sempre a sensação dos primeiros segundos do show deles no TIM festival em 2005.
cacilda, no que explodiram os acordes de “wake up”, eu me senti em vancouver, montreal, quebec…
ou, no mínimo, na praça paris, aqui no rio!
doideirinha forte… a cantoria foi chose de lóki!
de lá para cá, claro, acompanho, gosto e mostro a produça do arcade fire.
agora, elevar “the suburbs” ao patamar de masterpiece… está foreta das minhas possibilidades, por enquanto.
até compreendo que com a ausência quase total de uma GRANDE novidade pop/rock (caraca, até lady gaga está se dando bem nessa seca), as metralhadoiras da mídia têm de encontrar um alvo… com o mínimo de qualidade.
e no caso do arcade fire, esta capacidade está aliada à inteligência deles em tocar a vida da banda.
depois do sumiço, o AF reapareceu com tudo (e muuuuito mais) que pode ser oferecido no novo mercado musical.
não tenho nenhuma dúvida que eles possuem a mais eficiente máquina de marketing da atualidade.
tanto que ela é capaz de transformar um disco bom (nota 6,5) em algo arrebatador, transgressor, fenomenal, salvador…
e colocá-lo, de estalo, em primeiro lugar na parada americana!!!
como eu disse, tenho me esforçado mesmo… já ouvi “the suburbs”, de enfiada, várias vezes.
acho que ele seria um disco nota 8 se fosse mais curto… caramba, ele tem 16 músicas, mais de uma hora de som… é muito!
com 10 faixas estaria ótimo.
(peraí, neste instante a gente deve galgar alguns parâmetros e estabelecer os mesmos, certo? tipo, qual seria um disco NOTA 10? pois é, temos essa referência, ok?)
voltando… duvideodóro se a tchurma da baba (a admiração) ouviu MESMO tantas vezes.
além de todas essas audições (com encarte na mão), tenho lido e me informado sobre a banda…
ôpa, calma, eu já disse que gosto dela… só quero captar algo que tenha passado longe de mim, normal.
a vibe deles sempre foi bacana… é quase uma onda “vagarosa” mas muito conectada ao presente/futuro, em tudo.
na pegada de conhecer mais, comprei uma edição do new musical express com o win butler na capa…
é uma matéria durante a gravação do disco com o pessoal comparando as sonoridades a elton john, fleetwood mac, LCD e new order… e de como a banda ainda usa automóveis fora de moda, velhos… como eles fazem questão de ser. de não se dobrarem aos convite$ sem sentido e porraí vai… ainda estou lendo a bagaça, com calma.
aliás, há tempos eu não era fisgado por um NME.
e foi ótimo porque começaram a aparecer as surpresas!
a primeira é que o jornal (hoje revista) deixou de ser uma publicação essencialmente teen.
até recentemente, eles não dariam espaço para checar a memória do lemmy (motorhead)…
como não destacariam a volta do pop group…
como não publicariam duas páginas sobre os quarenta anos do filme performance!!!
ôpa, aí a chapa ferveu brutalmente!!!
mãezinha, eu estava ouvindo a trilha do filme quando abri o NME!!!