Assunto: Sobre uma camisa “Eu quero é que as pessoas se entendam”
“Olá, MauVal e Nandão!
Sim, queremos e precisamos dessa camisa! Essa frase, dita pelo Mauricio na última edição, une todos os pontos da constelação do universo Ronca! Vai ser aquela peça que vai dispensar qualquer verbalização quando a gente passar por alguém usando na rua, aquela encarada silenciosa, a senha dos sobreviventes desorientados.
Outra história que acho que cabe nas pautas do Ronquinha: venho encarando sem querer há algumas semanas uma situação que buga minha cabeça e não entendo o porquê. Além do danado do cardápio QR code, agora alguns restaurantes têm preferido que seus clientes façam seus pedidos pelo mesmo aplicativo que mostra o cardápio no seu celular!!!! Ou seja, o garçom está lá mas não é para pedir a ele! Ele deve receber o pedido em algum sistema e até leva até você. Mas no fim você sai de casa, senta à mesa de um lugar e faz todo o pedido sozinho na sua!! Essa é a tal “experiência”! É a tecnologia em prol do mercado afastando as pessoas.
Isso tudo em tempos de ChatGPT, só me faz lembrar a inteligência artificial que comanda a nave do “2001: uma odisséia no espaço”; ela lê os lábios dos astronautas armando contra ela e depois você se lembra o que acontece….”
nosso voo #540 na UÉBI chegará ao sabor dos líquidos holandeses, especialmente trazidos pel’aTRIPA de lá + cymande, gabriel muzak, malcolm mclaren, juca chaves, the kop choir, ana frango elétrico, ten years after, rokia koné e muito mais… que tal?
até parece que o #539 foi ouvido por alguém do globo… já que a edição de hoje exibe entrevista com o escritor americano jonathan crary onde a UÉBI e seus capangas são brutalmente questionados… AQUI
seguem três tascos para aguçar sua curiosidade…
+
+
tomara que apareça um tubarão brazuka para reverberar essas letras do professor!
como foi dito no #387, a conexão de karen com eugene smith me deixou de pernas bambas e com a glote (é isso, nandão?) travadona.
eugene é minha maior referência na fotografia… lá pelos idos de 1980, dei uma chegada ao departamento de fotografia do victoria & albert museum (londres) e marquei hora para ver / manusear (com luvas) as imagens originais Dele que lá estão arquivadas… mamãe.
no dia e hora agendados, após me aconchegar diante da mesa gigante (provavelmente do século 12), se aproxima um lorde (provavelmente do século 18) com uma pasta de couro, a coloca na minha frente e balbucia: “twenty minutes”!
no que abri a dita cuja, dei de cara com vários prints originais (talvez ampliados pelo próprio eugene)… a glote (de novo) fechou geral e o blublu foi brutalmente incontrolável. ainda bem que o lorde não testemunhou a cascata colocando em risco o tesouro… PQP! foi um coice na alma do tamanho de presenciar o primeiro show dos paralamas no western club (rio, 82) ou the who (com keith moon) lançando “quadrophenia” (paris, 74)… sério!
na boa, se john peel e big boy me alimentam há décadas nas ondas da comunicação radiofônica, com certeza absoluta, eugene smith está por trás (e pela frente) de todos os cliques feitos pela xeretinha… desde sempre.
portanto, essa reportagem na the new yorker foi um furacão de felicidade por juntar karen e eugene, em pleno 2020… matéria estrogonófica AQUI