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nandão (ele mesmo) mandou pra gente…

Cultura

Mino Carta

Editorial / Carta Capital

01.02.2013 08:33

A imbecilização do Brasil 

Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo…

Os derradeiros, notáveis intérpretes da cultura brasileira já passaram dos 60 anos, quando não dos 70, como Alfredo Bosi ou Ariano Suassuna ou Paulo Mendes da Rocha. Sobra no mais um deserto de oásis raros e até inesperados. Como o filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça, que acaba de ser lançado, para os nossos encantos e surpresa.

Nos últimos dez anos o País experimentou inegáveis progressos econômicos e sociais, e a história ensina que estes, quando ocorrem, costumam coincidir com avanços culturais. Vale sublinhar, está claro, que o novo consumidor não adquire automaticamente a consciência da cidadania. Houve, de resto, e por exemplo, progressos em termos de educação, de ensino público? Muito pelo contrário.

Nossa vanguarda.Imbatíveis à testa da Operação Deserto
E houve, decerto, algo pior, o esforço concentrado dos senhores da casa-grande no sentido de manter a maioria no limbo, caso não fosse possível segurá-la debaixo do tacão. Neste nosso limbo terrestre a ignorância é comum a todos, mas, obviamente, o poder pertence a poucos, certos de que lhes cabe por direito divino. Indispensável à tarefa, a contribuição do mais afiado instrumento à disposição, a mídia nativa. Não é que não tenha servido ao poder desde sempre. No entanto, nas últimas décadas cumpriu seu papel destrutivo com truculência nunca dantes navegada.

Falemos, contudo, de amenidades do vídeo. De saída, para encaminhar a conversa. Falemos do Big Brother Brasil, das lutas do MMA e do UFC, dos programas de auditório, de toda uma produção destinada a educar o povo brasileiro, sem falar das telenovelas, de hábito empenhadas em mostrar uma sociedade inexistente, integrada por seres sem sombra. Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável.

O espetáculo de vulgaridade e ignorância oferecido no vídeo não tem similares mundo afora, enquanto eu me colho a recordar os programas de rádio que ouvia, adolescente, graciosas, adoráveis peças de museu como a PRK30, ou anos verdolengos habitados pelos magistrais shows de Chico Anysio. Cito exemplos, mas há outros. Creio que a Globo ocupe a vanguarda desta operação de imbecilização coletiva, de espectro infindo, na sua capacidade de incluir a todos, do primeiro ao último andar da escada social.

O trabalho da imprensa é mais sutil, pontiagudo como o buril do ourives. Visa à minoria, além dos donos do poder -real, que, além do mais, ditam o pensamento único, fixam-lhe os limites e determinam suas formas de expressão. O alvo é a chamada classe média alta, os aspirantes, a segunda turma da classe A, o creme que não chegou ao creme do creme. E classe B também. Leitores, em primeiro lugar, dos editoriais e colunas destacadas dos jornalões, e da Veja, a inefável semanal da Editora Abril. Alguns remediados entram na dança, precipitados na exibição, de verdade inadequada para eles.

Aqui está a bucha do canhão midiático. Em geral, fiéis da casa-grande encarada como meta de chegada radiosa, mesmo quando ancorada, em termos paulistanos, às margens do Rio Pinheiros, o formidável esgoto ao ar livre. E, em geral, inabilitados ao exercício do espírito crítico. Quem ainda o pratica, passa de espanto a espanto, e o maior, se admissível a classificação, é que os próprios editorialistas, colunistas, articulistas etc. etc. acabem por acreditar nos enredos ficcionais tecidos por eles próprios, quando não nas mentiras assacadas com heroica impavidez.

O deserto cultural em que vivemos tem largas e evidentes explicações, entre elas, a lassidão de quem teria condições de resistir. Agrada-me, de todo modo, o relativo otimismo de Alfredo Bosi, que enriquece esta edição. Mesmo em épocas medíocres pode medrar o gênio, diz ele, ainda que isto me lembre a Península Ibérica, terra de grandes personagens solitárias em lugar de escolas do saber. Um músico e poeta italiano do século passado, Fabrizio de André, cantou: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem as flores”. E do deserto?

victoria’s calling…

Subject: aiNda reverberaNdo

“Prezado Governador,

Quêquêisso mêrmão, após momentos surumbáticos, ensimesmados, taciturnos, pela derrocada do Bar Praça Vermelha, estamos revigorados.
O novel modelo “total net” do roNca está aprovadíssimo.
Funcionado beleza, já organizamos as devidas pastas no PC por ano (2012, 2013..) e mês, organização é o nosso segundo nome: todos salvos, do 1 ao 8.

Há, também estamos salvando as “bulas” de cada programa, lógico.
As novas vinhetas estão sensacionais e as velhas já são clássicos, quase já decorei aquela do início do radialista gringo falando (é o O Peel??).
Mas MauVal, o importante são as novidades para neófitos como nós: Sixto Rodriguez e Richie Havens foram demais, já corremos atrás pela Rede para baixar e conhecer a discografia das Lendas.
Acho que os 8 meses de descanso foram providenciais para aperfeiçoar ainda mais o RonquinhaNossodeTodaTerça.
Grande abraço do froNt capixaba, que agora só resta aguardar a “1ª Festa RoNca” porraqui em Victória.
La Tripa capixaba não pode ficar abaNdoNada.
No mais, concordo com TUDO que já foi dito e postado pela Tripa do Brasa no Tico, a vibe é a mesma …
Muito feliz, 2013 promete.
Cheers”
L.B.
froNt_ES

belohorizontaNdo…

Subject: Tá demais!!
“Fala Mauricio!!

Acabei de ouvir o RoNca dessa semana. Cara, que momento foi aquele da participação da Cora!!!! Confesso que durante a música bateu uma dúvida forte se era algum efeito ou não! Sensacional!! Só no RoNca mesmo!! O programa tá demais! E Sixto Rodriguez, meu caro?! Já viciei!! Demais demais!!!
To te esperando pra tomarmos outra Guiness aqui em BH!!”
Abração
Thiago
+
Subject: Re: a primeira…
“Olá MauVall,

Mineiramente ouvindo nosso RoNquinha, sem alardear, mas marcando presença no Jumboteco!
Abraço e aguardando uma nova presença no CCCP,”
Thales
+
Subject: Atrasada, mas aterrissando!

 “Chego tarde, mas chego! Primeiramente tenho que dizer que o jumboteko anda arrebentando os Ipods e similares além-fronteiras. Arrebenta tia Dilma, tio Sam e demais tios que tiverem bons ouvidos por ai.
Pois tenho que registrar, com meu devido atraso, um adendo no Ronquinha do dia 15/01. Como pode “Evil” do Tom Jones? É espanca coração sem dó. Melhor ainda, alguém pode me explicar a sacada de “Wild Child” do Doors  meio camuflada logo no primeiro minuto da música?  Que Apolo, Euterpe e todos os deuses e semi-deuses celestes e extraterrestres abençoem a confusão musical!
Abraços belorizontinos,”
Danielle

S.G.R

 estive, ontem, no sistema globo de rádio.

confesso que deu uma arrupiada!

afinal, por quase quatro anos, apresentei o radiolla na rua do russel… lembra?

eu não passava por lá desde 1996.

mas não pense em motivos radiofônicos para o “encontro”!

quem me levou ao S.G.R foi…

yeah… skylab fez mini apresentação no mini/mini teatro usado pelo canal brasil.

mostrou, basicamente, o novo disco & algumas antigas… sem os hits mais conhecidos.

uma hora, cara a cara, com a leNda!

não, rogerio… o jogo do flu foi 2 a 2!!!

( :

you’ll never walk alone…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

caramba, que beleza!

phillipe coutinho, foi a derradeira desgraça largada por euricus I ao sair, de rabo entre as pernas, de são jujuba.

foi a última canetada eternizada pelo mala – vendeu o garoto pro inter de milão.

certamente, coutinho foi um dos maiores talentos gerados na colina.

não conseguiu se firmar muito em milão… e, hoje, foi apresentado à torcida do liverpool.

meus amigos entendidos em futebol dizem: “o liverpool não é mais aquele clube poderoso”!

hahaha… não, não é não!

não precisa ser!

( :

A primeira… (D+D+D+D+!)

Subject: Pior momento do programa

” – Quantos minutos pra acabar o milho, pra acabar a pipoca, Shogun? E olha que muitos ouvintes reclamam que este é o pior momento do programa…”

Me inclua entre eles, especialmente pela noite de ontem em que o RoNcaRoNca embalou a comemoração pela minha colação de grau. Sim, agora sou oficialmente mais uma graduada neste país, infelizmente, a primeira da minha família.

Valeu, Mauval, por fazer parte deste momento!

cheers***”


Carla

(SP)

a gente nunca se esquece das primeiras…

que belezura de trio para iniciar nossos sirviços sonoros no roNca, hein?

é isso, a primeira session de 2013… e muitas outras virão.

começar com nina, marcelo & cora tem um sabor pra lá de especial… ainda mais, do jeito que fluiu!

pode imaginar, né?

com esta visita, callado se aproxima, forte, de bnegão… o recordista de presenças no roNca.

o pai de cora relembrou: com canastra (a primeira sessão na Oi fm, em 27março2007) + duas vezes com do amor + uma visita pra falar do Lp do amor + ontem… total: 5!

prestenção no elemento, à esquerda do boNde, há seis anos, dentro do jumboteKo…

D+!!!

feitas as introduções, segura janelinha & bula:

nina becker & marcelo callado – “cadê você?” (ao vivo no roNca)

nina & marcelo – “armei a rede” (ao vivo no roNca)

rodriguez – “sugarman”

prince – “orgasm”

rodriguez – “i wonder” (parte)

nina & marcelo – “futuro” (gambito budapeste)

nina & marcelo – “marco zero” (ao vivo no roNca)

oskido – “thandiswa”

caetano veloso – “funk melódico”

linton kwesi johnson – “five nights of bleeding”

nina, marcelo & cora – “nuvem” (ao vivo no roNca)

 (o exato momento da participação vocal de corinha na música)

linton kwesi johnson – “doun the road” (parte)

rev. gary davis – “whistlin’ blues”

lee ranaldo – “off the wall”

lee ranaldo – “xtina as i knew her”

ginger baker – “toad” (ao vivo / parte)

nina & marcelo – “packing to leave” (gambito budapeste)

marcelo callado – “tucanos” (ao vivo no roNca)

tinariwen – “tamodjerazt assis”

athalyba & a firma – “política” (12″)

titãs – “vai pra rua” (demo)

neil young – “twisted road”

marcelo callado – “essa menina” (ao vivo no roNca)

roscoe mitchell – “stomp and the far east blues”

neil young – “psychedelic pill”

 

par avion…

há tempos, tenho dado umas cacetadas no correio brasileiro.

motivos não faltam… afinal, a instituição que sempre foi exemplo de ótimos serviços virou moeda de troca

no lastimável cenário político (ARGH!!!) brasileiro.

numa dessas pauladas, marcelo “caipirinha” lembrou que, em muitas situações, a negativa de operar com o correio tupiniquim – por parte de comerciantes estrangeiros – é devido à malandragem brazukinha!

no final de novembro, encomendei três discos com um traficante canadense.

a moamba ficou bem salgadinha… e o trafica explicou que o correio da terra de leonard cohen é bem mais caro…

mas que os discos estavam zerados!

ok, encarei! (êita doença)

ontem, rolou a seguinte ligação:

– alô

– o mauricio, por favor

– é ele

– olá, aqui é do correio central. temos uma encomenda do exterior em seu nome mas ela voltou já que está com o endreço errado. você pode confirmar o correto?

– sim, claro

– vou colocar para ser entregue amanhã, ok?

– ok, muito obrigado. qual seu nome?

– helena

– caramba, helena! que eficiência de vocês

– puxa, muito obrigado, mauricio

– helena, querida, vamos nos encontrar no grizzly bear, dia 5?

( :

oglobo.com publicou (mesmo) esta matéria sem pé nem cabeça?

Publicado:

Atualizado:

RIO — O faturamento da boate Kiss, em Santa Maria, pode chegar a pelo menos R$ 3,24 milhões por ano. Estimativa feita a partir de entrevistas com produtores de eventos — que não querem se identificar — leva em consideração que, para um público de 1 mil pessoas, com o preço do ingresso a R$ 15 (como no dia da tragédia) e consumo médio de outros R$ 15 no bar, o ganho por noite seria de R$ 22.500. Com uma média de três festas por semana, seriam 12 eventos por mês, com um ganho mensal que chega R$ 270 mil, ou R$ 3,24 milhões no ano.

Além disso, a estimativa de quem trabalha na noite é que o consumo médio por pessoa corresponda a pelo menos 100% do valor que ela desembolsou pelo ingresso. Nesse caso, seriam R$ 15 para o ingresso e mais R$ 15 para o consumo de bebidas. Há quem considere esse cálculo conservador. Por se tratar de uma cidade universitária e os frequentadores serem muito jovens, o valor tende a estar próximo da realidade.

— O esquema é bem variado, mas na maioria das festas a bilheteria é dividida entre o produtor e a boate — disse o produtor de uma festa renomada no Rio.

O que é padrão entre as casas noturnas, no entanto, é o fato de que todo o lucro dos bancos fica com as boates.

— Nenhuma casa divide bilheteria com quem produz festa. E o faturamento do bar é alto — disse outro produtor.

No caso da festa Agromerados, realizada no último sábado à noite, relatos no Facebook apontam que o dinheiro arrecadado com a venda de ingressos seria direcionado aos estudantes e suas festas de formatura. Apenas os ingressos vendidos no dia da festa, na bilheteria da Kiss, seriam revertidos para os donos da boate.

Mas caberia à boate, por exemplo, a contratação das bandas Gurizada Fandangueira e Pimenta e seus Comparsas. Estimativa feita por um produtor da própria cidade de Santa Maria é que o cachê de cada uma das bandas fosse de cerca de R$ 1.500.

o caminho sem pedras…

Por Rafael Silva – (colunista de tecnologia da Oi fm)

Quem ouve a rádio pelo site talvez não saiba, mas a Oi FM é portátil. Você pode levá-la no bolso pra ouvir a qualquer hora do dia ou da noite. Para isso, use um dos aplicativos que a Oi FM disponibiliza para as três grandes plataformas móveis do mundo do smartphones. Basta ter uma conexão de dados ou WiFi e tocar no play.

 

Para os usuários do Android, o Player está disponível na Play Store, pra quem tem a versão 1.6 ou superior do sistema. Quem usa iOS (o que inclui iPhone, iPod touch e iPad) pode baixar na iTunes Store o aplicativo – basta ter a versão 3.2 do iOS ou mais recente. E os usuários do Windows Phone 7 também podem baixar uma versão do aplicativo no Windows Phone Marketplace.

Os aplicativos têm as mesmas funções nas três plataformas. Ao curtir ou descurtir uma música, uma mensagem exibirá a porcentagem de ouvintes que gostaram e não gostaram da melodia. E há um botão para quem quiser compartilhar o que está tocando no momento nas redes sociais.

130129_Leve a Oi FM no seu bolso

Para quem ouve no computador ou notebook, há mais de uma opção além do player na web. Quem tem o Windows 8 instalado pode baixar o aplicativo direto da Windows Store. E quem usa o Facebook pode acessar o endereço apps.facebook.com/radiooifm e deixar a aba aberta. Assim como nos aplicativos móveis, é possível compartilhar o que está tocando na rádio e interagir com a programação.

E é bom lembrar: em todas as plataformas o Player da Oi FM é gratuito.