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458xJ.P

passei o dia desgarrado da web… e quando liguei o galak, ainda agora (são 21:10), fui pisoteado por uma quantidade irreal de emails!

pensei eu com meus botões: “que bagulho doido é esse? natalino assumiu o vasco? tom waits & leonard cohen no brasa?”

sim, tinha que ser algo de tamanho similar… algo forte, na pressão!

no que os assuntos foram revelados… a ficha caiu!

mamãe!

muuuuuuuuuuitos emails comunicando a colocação, no soundcloud, de 458 programas Dele… JOHN PEEL!

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PQParille, estamos anunciando o mais importante curso de comunicação na web… em todos os tempos!

agradeço aos que dividiram a cascudíssima sensação de se aproximar daquele que foi lembrado por sir macca como:

– o mais importante cidadão britânico!

muitos perguntam se são todos os programas feitos por peel…

não, não são (basta ver as datas)… na realidade, é uma parte bem pequena.

se o roNca roNca, apenas na Oi fm, em seis anos, teve 300 edições…

imagina quantos programas foram apresentados de 1967 a 2004, “apenas” na BBC…

ainda mais, quando – em muitos momentos – Ele colocou no ar mais que um por semana!

mas, evidente, esses 458 são um tesouro sem igual.

que eles fiquem disponíveis por muio tempo!

peel forévis!!!

use & abuse…

http://soundcloud.com/das-boy/sets/john-peel-show

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já era (2)!

A morte do Maracanã 

por Carlos Tautz

É estranha a apatia que toma conta da sociedade brasileira em torno da verdadeira destruição a que o governo do Estado do Rio de Janeiro submeteu o Maracanã. Não fossem por algumas ongs e associações de torcedores, que lançaram a campanha O Maraca é Nosso, mas que ainda não obteve o apoio popular que merece, teria passado em branco, com senões isolados de alguns colunistas da imprensa desportiva, o assassinato tanto físico quanto simbólico que sofreu o Maracanã, ícone do esporte mais praticado no mundo, elemento de identidade cultural brasileira quase tão importante quanto a própria língua portuguesa e o samba.

E o que talvez seja ainda pior nessa estória é o que pode vir no lugar do Maracanã. Em uma estratégia de obscurantismo sobre o futuro do estádio, todas as (poucas) declarações oficiais a respeito do seu destino indicam que seus administradores querem transformá-lo em arena de megaeventos. Note-se, aí, uma extrema perversidade oculta.

O conceito de arena implica a elitização do acesso ao monumento e encerra o plano de transformar o que sobrou do Maracanã (apenas a fachada está em pé) em qualquer coisa que dê muito dinheiro para poucos, mas que em nada lembrará o estádio popular que se caracterizava por ser o espaço de todos, de pobres e de ricos, de negros e de brancos.

O governador Cabral não foi pioneiro neste tipo de barbaridade. A dupla Garotinho&Rosinha, que controla Campos e levou a cidade a ter um dos piores índices de educação básica, também já havia feito das suas com o Maraca, quando se sucederam no Palácio Guanabara.

Pouco antes do Pan de 2007, destruíram a geral para atender a supostas exigência da Fifa, que proíbe o público de assistir os jogos de pé.

Vertebraram gostosamente a coluna com tal serviçalidade aos Havelange&Teixeira&Blatter, que àquela altura nem se deram ao trabalho de procurar saber como a Alemanha disse um não rotundo à pretensão que a Fifa tinha de, também lá, acabar com a tradição de os torcedores verem o jogo de pé.

Pois, aqui, Cabral superou o limite das gangues de garotinhos e da Fifa, a lavanderia sediada – emblematicamente – na Suíça.

Pegou 500 milhões de dólares com o BNDES (mais tarde, o TCU apontou sobrepreço na obra e incapacidade técnica de o Banco acompanhar a sua execução), repassou a dinheirama a um consórcio em que despontava a sua velha conhecida Delta e pronto: pôs abaixo o mais importante estádio da história do futebol mundial.

Agora, o boato é que o onipresente Eike, outro dileto do governador, teria interesse na “arena”. Mas, seja lá quem assuma o estádio, que já terá sido transformado em qualquer coisa que não um templo do futebol, carregará para sempre o pior dos títulos: o de cúmplice da morte do Maracanã.

Carlos Tautz , jornalista, é coordenador do Instituto Mais Democracia – Transparência e Controle Cidadão de Governos e Empresas

(sim, o click é de autoria da xeretinha!)


entubando…

ainda agora, são 10h da manhã, estava eu sorvendo um caldo de cana quando…

“maurição, que acarajezada que a gente levou, ontem, hein?”

“é… sinistro, risadinha”

“que tubo é esse aí?”

“fui ali na vidraçaria ver quanto custa para emoldurar uns cartazes”

“é mermo? deixa eu ver…”

“pô, risada… vai dar a maior mão de obra abrir essa parada”

“pô, maurição… pago o caldo”

“tá bom…”

“caraca, alucinantes… deixa eles comigo?”

“risadinha, tão cedo e você tão doidinha? tomou suquinho de rodox?”

“então, aproveita que você tá com a xeretinha, faz uns cliques que vou botar na minha cabeceira”

“UFA… ok”

(detalhe: gil e paralamas também são clicks da xeretinha)

postando…

“Salve Simpatia!

Ainda agora, olhando o tico-tico, vi a segunda parte da estoria de problemas com vendas pelo correio do estrangeiro pro Brasil. Depois de ler, fui tomar um Dreher e fiquei matutando…

Eu saí do Patropi em 92. Tirando a passagem por Campinas, são 18 anos no exílio, mandando e recebendo coisas praí pelo correio.Pode ser que a memória esteja me falhando, mas só me lembro de um único envelope sumido nesses 18 anos, um com um livro infantil de umas 20 páginas e capa mole que mandei pra uma amiga no Túmulo do Samba. Um envelopinho de nada. Envelopes ou caixas bem maiores e mais pesados chegaram sem problema ao Rio, a São Paulo, Fortaleza, Campinas. Com discos em vinil, livros, CDs, DVDs, presentes… Às vezes demora, mas a minha experiência é que sempre chega.

Eu olhando pro Dreher, o Dreher olhando pra mim, me perguntei se desde 92 a sorte não me larga, ou se é meu anjo da guarda que tá suando a camisa.

E aí pensei no seguinte. Com raríssimas exceções, quando coisas que compro pela internet chegam pelo correio, eu não tenho que assinar nenhum papel dizendo que recebi. Quer dizer, eu poderia encomendar o disco da Cat Power na Matador, receber a pepita, e duas semanas depois mandar um email pra eles dizendo “até agora não recebi nada, cadê minha muamba?”. Acho que isso não seria um fato inédito, as lojas já devem até estar acostumadas, sabendo que isso acontece mas o custo de evitar o golpe é maior do que o custo de conviver com ele… a não ser que o golpe venha de um lugar distante, pra onde o correio custa mais, e onde os compradores são poucos e irregulares.Pior ainda se o golpe do “não recebi nada, please reponha o dinheiro no meu cartão” for mais frequente nesse lugar distante, possivelmente pelo custo da muamba importada.

Faz sentido, ou foi o Dreher? ”

Aquele abraço,
Marcelo “Caipirinha”///

(Leeds /// U.K)

já era!

– “Circular livremente pelo anel e trocar de lado na arquibancada são costumes que morrem, mas novos padrões de conforto e visibilidade prometem experiência única para o torcedor”

esta é parte do texto publicado, hoje, no globo!

mas como assim, bial?

“circular livremente e trocar de lado na arquibancada” já haviam descido pelo ralo há muito tempo!

desde quando o autor das letrinhas não passa pelo estádio?

enfim, a matéria trata das “melhorias” que teremos no maraca… e tudo parece se referir a algo muito distante da relação que mantivemos vendo futebol naquele pedaço do rio de janeiro.

há dezessete anos, o jornal do brasil publicou meu “perfil do consumidor”… e, entre os muitos quesitos, lá estava:

aí que a porca torce o rabo!

o maracanã, queiram ou não, deixará de ser o resumo da cidade para se transformar num desses pontos globalizados…

iguais em tudo… aqui, em tóquio, chicago, hong-kong, montreal, manchester, berlim… e onde o vento faz a curva!

lamentável… peraí que vou chorar um pouquinho e já volto!

putz… “domingo, eu vou ao maracanã, vou torcer pro time que sou fã…”!!! esqueça, já era!

será o resumo da cidade? como?

ok, o resumo dos que poderão gastar pelas trocentas cameras? pelo estacionamento hitech?

pelos segurancas com pós-graduação em harvard? pelo restaurante de troisgros?

ahhhhhh, saquei… será o resumo dos turistas endinheirados que chegarão à cidade com seus ingressos já comprados.

psit, não estou me referindo à copa de 2014, ok?

todas estas “parceria$” acontecerão em qualquer época… claro, o estádio seguirá como uma das principais atrações do rio!

imagina agora… todo “mauriçola”, limpinho, geladinho, poligrota, hypado (ARGH!!!)… mafiosamente conectado às agências internacionais!

mamãe!

ok, este é o rumo das coisas no novo milênio… é assim com música, jornalismo, fotografia & o diaboA4!

mas, please, não esperem que eu goste dessa trosobada patética.

caraca, se eu juntar todas as horas que passei dentro do maracanã… será uma eternidade! sim, será!

e sem contar os “antes”… e os “depois”!

certamente, é o local da cidade de são sebastião onde a xeretinha mais esteve frenética!

assim como muitos outros fissurados em futebol e, sobretudo, no que acontece fora das quatro linhas…

meu coração sangra ao assistir este “crime contra a humanidade” que estão perpetuando no mario filho!

na boa, não quero macular minhas lembranças… sério, não tenho nenhum interesse em testemunhar o novo maracanã…

não embarco nesse trem nem que a vaca tussa! tô fora!

afinal, existirá alguma possibilidade de encontrar com estes meus “colegas” de arquiba, captados pela xeretinha?

não?

eles não frequentarão o novo maracanã?

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ainda resta são jujuba!

amém!

ziggyzaggyando…

http://www.youtube.com/watch?v=S_hZ-Z_4ZVg&feature=share

impressionante… espetacular!

zilhões de ensinamentos…

tudo com narração de jarvis cocker!

agora, o “inacreditável” é ken scott – produtor do Disco – dizer que 90% das vozes foram gravadas de primeira…

“one take”, na marra, na manha… cacilds, bowie no ápice da forma! SINISTER!

e vamos combinar: MICK RONSON… simplesmente, MICK RONSON! Hero!

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