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negativos & positivos (220) [dave & cia]…

em abril de 1979, estava eu no botequim do pai de meu chapa luiz carlos, na gamboa, quando adentrou ao estabelecimento uma rapeize sinistróide falando inglês com sotaque inglês… e com sede, muita sede. claro, o papo brotou de estalo. a tchurma estava ancorada na praça mauá, a bordo do possante HMS eskimo… papo vai papo vem, ficamos amigos íntimos e, no dia seguinte, fomos ao maraca testemunhar vasco 2 X 0 botafogo…

dave.deta.vasco

o animadinho acima é o dave que, de imediato, se afinou ao carioquismo. por conta da amizade instantânea, passamos muitas horas no pub (isso mesmo, no bar) do navio… a rapaziada ficava desorientadaça ao som da música deles: stones, purple, zeppelin & cia ltd… barra pesada, coisa pra profissional…

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reparou que o popeye acima está pegando uma cerveja, atrás estão as garrafinhas de destilados e tem um abridor na mão do elemento? ou seja, sentiu que o cardápio em uso era dos mais completos, né?

no derradeiro dia deles na cidade de são sebá, enchemos o pote no “pub” e quando nos despedimos, ao pé da escada do eskimo, dave chegou pra mim e disse:

“maurição, aqui está o nosso presente para você. é uma retribuição a sua paixão pela música e por londres. por favor, só abra o pacote quando estiver bem longe daqui”

porra, pirei total… viajando no que estaria nas minhas mãos. desvendei a surpresa em plena avenida rio branco. era, simplesmente, a bandeira oficial do navio, a UNION JACK originalíssima, PQPARILLE, aloprei em escala máxima. tempos depois, dave exlicou que é uma mega ofensa alguém passar adiante tal símbolo, papo de guilhotina. hahaha. olha a fofura, clicada ontem, sob a luz do inverno tropical…

uk

em 1980, quando fui para londres, procurei o dave e combinamos um encontro em clacton-on-sea, cidade onde ele estava estacionado. desembarquei na desértica e gélida estação de trem… e fiquei aguardando ser resgatado. até que, ao longe, avistei um mini cooper se aproximar com a bandeirinha do vasco tremulando na antena… PQParille, que emoção… a família abriu a casa, ofereceu um almoço espetacular e batemos perna pela costa inglesa…

dave1

clacton

durante um bom tempo trocamos cartas mas perdemos o fio da meada há muitos anos. imagina como está o filhote…

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dave.carta

essa semana vou passar um pente fino lá no eskimo para conseguir notícias de meu “old friend”.

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o ébaNo…

ebano.voz

em total clima “buena vista social club”, aqui estão maria helena & selma  que, junto aos valetes dos cantores de ébano, bagunçaram o coreto, ontem, no catarina.

um vedaval de emoções varreu a encruza da praia dos listradinhos com rua senador vergueiro na apresentação dos criadores de “leva eu sodade”…

ebano

o repertório circulou por pérolas inigualáveis como “diana”, “uirapuru”, “fiz a cama na varanda”, “a lenda do abaeté”, “boa noite” e, claro, o MEGA hit “leva eu sodade”… D+… teve gente em blu blu forte. o leNdário pedro só fez questão de ser documentado pela xeretinha…

ebano+so

e o maior colecionador de setlists, também, marcou presença. o cabriocário & inoxidável & leNdário & monumental & fuck, pedro “blackhill”…

ebano+list

circulou a possibilidade dos cantores de ébano fazerem uma ponta aqui…

circo

já pensou a juçara apresentando a rapeize?

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inusitado,inesperado,raridade (ou claudinha forévis)…

ainda agora (são 11h) avistei, na mesinha da padaria, algo que há muito tempo não passava pelos meus olhos: uma pessoa lendo… um livro! UAU, uma cena do século passado. os transeuntes faziam OOOOOOOHHH! sabe come é né? isso, arregalando os olhos e levando a mão à boca, de tanto espanto… lembrei quando minha querida e saudosíssima amiga claudinha informava aos companheiros de noitada que era professora de filosofia… OOOOOOOOOOOOOOOOHHHHHHH!

claudinha forévis…

claudinha

a seleção paulista na encruza do capanema (+setlist)…

encruza

mesmo faltando quatro “jogadores” (pra completar onze), a seleça paulistana meteu uma goleada estonteante, ontem, nos nossos ouvidos. o capanema estremeceu ao som de kiko, rodrigo, marcelo, juçara, thiago, sérgio e romulo. com jogo coletivo, agressivo, competente e de monumental coragem, a rapaziada do metá metá & passo torto marcou, forévis, o centro espiritual da cidade de são sebastião… que coisa!

os ingressos para hoje estão esgotados… mas sabe como é, né? se você restar em casa, aí mesmo que ficarás por forex… vai com tudo, sempre tem uma janelinha de bobeira!

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encruza2

e o cabeludérrimo setlist, de ontem, enviado por pedro “blackhill”…

set

saNto aNdré…

 

Assunto: Projeto 75 Rotações
“Olá Mauricio, tudo bem?

Há alguns meses acompanho com profunda admiração e satisfação esse verdadeiro alimento para a alma e coração, sempre enriquecido de muito bom humor, espiritualidade e amor pela música que é o Ronca Ronca.
Daquelas paixões que passaram a me acompanhar todas as terças, ligado no computador aqui em casa e sempre que possivel me atualizando com as postagens sempre mais do que pertinentes no site.
Escrever enfim para vocês era só uma questão de tempo, que se encurtou e me prensou na parede nesse final de semana quando fui ver 3 shows do Projeto 75 rotações, aqui no SESC Santana em São Paulo.
Simplesmente incríveis as performances de Anelis Assumpção e sua trupe fazendo “Legalize-It” de Peter Tosh, Vanguart fazendo com propriedade o lindamente doloroso”Blood On The Tracks” de Bob Dylan e, por fim de Nina Becker, acompanhada de Marcelo Callado, Gabriel Bubu e companhia, fazendo o clássico “Fruto Proibido” de Rita Lee, que mais parece uma coletânea.
Uma presença ilustre marcou a apresentação que encerrou o Projeto, no domingo: Simplesmente da escuridão da platéia, sobe no palco para uma canja especial no bis do show de Nina Becker, Lucinha Turnbull, parceira de Rita nos anos 70.
Maior do que a surpresa de vê-la ali no palco empunhando uma guitarra com seus 62 anos, foi a emoção de vê-la com felicidade natural de uma criança, estampada no rosto pra quem quisesse ver.
Saca só o estado elevado de felicidade:
lu+ni
Lembrei de todos aqueles que como ela, como todos os músicos e organizadores envolvidos e os que estavam ali acompanhando tudo com os olhos e ouvidos, amam e sentem tocar na alma essa tal de música.
E lembrei é claro de vocês que dão sua grande contribuição para manter toda essa paixão viva.
No final ainda a oportunidade de levar pra casa o novo trabalho do Marcelo Callado, ao qual fui apresentado justamente por vocês no Ronca Ronca.
Aqui tem umas fotos que fiz dos shows:
Anelis:
Vanguart:
Nina:
Grande abraço e saudações alviverdes para você e para o Shogun! Longa vida ao Ronca!”
Daniel
Santo André/SP