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ainda gargalhando…

ainda na gaveta “gargalhadas históricas”, não posso esquecer da estréia do ferrare no roNca…

sim, nosso cronista participava, AO VIVO, pelo telefone… na imprensa FM, em 1998!

a primeira aparição foi por conta do supertramp… que eu esculhambei e ele ligou para defender a banda.

sem eu saber quem era, coloquei o ouvinte no ar para bater um papinho.

PQParille… na boa, pensei que não daria para seguir com o programa… fueda.

sinto, até hoje, as dores no maxilar/intestino/dedão/língua/alma/coxa/hipotálamo de tanto rir!

felipe ferrare passou anos desaparecido… até voltar como articulista, no tico!

a peça já recebeu várias propostas para lever suas letrinhas a outros veículos de comunicação…

mas ele segue firme colocando em prática atributos que foram arrancados dos dicionários, tais como:

ética, lealdade, convicção, idealismo & determinação!

leNda!

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#300…

tenho muito prazer em fazer o programa… prazer – também – no sentido de diversão, gargalhada!

me divirto bastante com shogun, com as visitas, com as abobrinhas que vão ao ar… tudo ali, nas duas horas do roNca!

se contar láááááá de trás, caramba, são toneladas de satisfação… mas, certamente, a edição do roNca onde meu

coração quase explodiu de tanto rir, foi aqui…

lembra?

o exato dia do roNca300, 20dezembro2011, com 300 minutos no ar… cinco horas seguidas, non stop!

com bnegão, ed motta e kassin no estúdio!

quer dizer, todos os presentes quase enfartaram, sobretudo, com a performance de eduardo motta.

naquele tempo de oi fm, no dial, eu não colocava o áudio do programa aqui no tico.

a audição, pós-programa, era resumida ao site da oi fm… a tecnologia não facilitava muito as coisas em 2011.

enfim, aTRIPA está resgatando esses 300 minutos para que eles, finalmente, pousem aqui no poleiro…

e você fique com a barriga doendo de tanto rir!

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o mundo girando, inevitavelmente…

seu bisavô poderia imaginar que é preciso pagar para estacionar o ford-bigode nas ruas da cidade?

claro que não, né?

afinal, no tempo dele, havia espaço suficiente para todos os carros.

mas o mundo rodopiou, as vias públicas (?!) encolheram e a quantidade de quatro rodas explodiu.

solução?

arrancar um dindim do cidadão.

assim, está garantido o “direito” dos que podem, receita para os cofres municipais, ordem social, flanelinhas e outras atrocidades.

anyway. anyhow, anywhere… e isto aqui?

há anos digo que, um dia, neguinho vai gradear a praia e cobrar ingresso.

vai demorar, mas pelo andar da carrocinha, muitos de vocês verão (sim, será num deles) a loucura em prática.

como, atualmente, tudo é cobrado, é galopante a quantidade de gente acostumada à monetarização (é isso?)…

e, cada vez mais, a tiração de onda “eu posso você não pode” é regra comum… pronto, lascou!

para acelerar o processo, bastará uma barbárie pesada nas areias do rio de janeura para pipocar um vereador com a idéia de selecionar os frequentadores do arpoador, por exemplo.

a gritaria será interplanetária… até chegar um oswald de souza e, com a maquininha na mão, acabar com a polêmica:

– meus queridos, a quantidade de areia é infinitamente menor que a quantidade de pessoas!

a próxima batalha será a definição do preço…

para jogar pelo ralo o último território, realmente, democrático na cidade de são sebastião!

mamãe!

negativos & positivos (2) [the triffids]…

em 1986, a gente cruzou os bigodes, em londres… e a xeretinha chegou junto:

volta e meia, o triffids passa pelo roNca… lembrado pel’aTRIPA!

a banda australiana, na realidade, sempre foi o bonitão aqui acima – david mccomb (1962-1999)…

numa fotoca cujo negativo jamais foi ampliado.

portanto, essa é a primeira vez que é mostrada!

pode preparar o K7 para terça que vem, ok?

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negativos & positivos (1) [renato russo]…

desde o filme de ben stiller que estou grudado às fotografias captadas pela xeretinha.

não as digitais… mas negativos & positivos (slides) clicados séculos atrás.

deu uma sodade arretada das imagens, cheiros, sensações… fueda.

muitos negativos jamais foram ampliados… portanto, nunca foram vistos como deveriam.

não resisti à pressão e corri para casa de duduca, meu chapa, que tem um scanner.

levei quatro imagens que nunca viram a luz do dia.

entre elas, esta de renato russo, em sua casa (ipanema)… quando fui chamado, por ele, para fotografar a capa

do “the stonewall celebration concert”, seu primeiro disco solo e que está prestes

a completar – em março – vinte anos de lançado.

este slide jamais foi publicado…

reparou nos cds de james taylor e captain beefheart (“safe as milk”)?

é bom lembrar que renato, nesse disco, apresentou nick drake à nação brasileira.

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a volta…

marcelo “caipirinha” & family já estão no fresquinho de leeds.

no click da xeretinha, a leNda contendo o filhote tom para não mergulhar no chopex…

sairam daqui no dia 3… mas a volta pra casa foi casca por conta de turbulências sinistras…

mas nada que se compare ao calvário pré embarque.

já pode ir pensando “imagina na copa”.

segura:

“E quase que a gente perde o avião também. Saímos de Ipanema com tempo, mas pegamos engarrafamento na Lagoa, na Linha Vermelha, e também na entrada da Ilha do Governador. Mas o que atrapalhou mesmo foi ter que devolver o carro que a gente alugou enquanto estava aí. Não havia indicação em lugar nenhum sobre onde a gente tinha que ir devolver o carro. Duas vezes fomos parar em lugar errado, por indicações de gente do aeroporto ou de outras locadoras que dizia “pode ser ali”. As outras pessoas a quem perguntamos – gente do aeroporto nos estacionamentos, gente de outras locadoras – dizia: “Carrro da Thrifty? Ih, não faço a menor idéia”. Finalmente, fomos mandados pra um dos estacionamentos do aeroporto, onde na entrada ninguém sabia que era ali que a gente tinha que devolver o carro, e nos diziam “se entrar, vai ter que pagar o estacionamento”. A sorte foi que um policial sabia que era ali, e disse “é aqui sim, entra e estaciona na vaga pra deficiente físico”. Entramos… paramos o carro na vaga de deficientes… fomos ao guichê da companhia… onde não havia ninguém, só um bilhete de “volto já”. Como a gente já tava em cima da hora, deixei um bilhete dizendo “o carro tá na vaga do cadeirante” e me mandei pro check-in… sem deixar a chave do carro, que depois do check-in corri pra devolver.”

há luz…

ontem, fui encontrar o chapa igor e levei – como mimo de natal – os cds do nevilton e wado!

catei o 157, vazião, “refrigeradão”… ao passar pela roleta, o motora falou alguma coisa…

pensei que estivesse a papear com o trocador naquele dialeto típico deles.

na segunda intervenção do condutor, sem eu dar atenção, o trocador indicou que era comigo que ele estava se comunicando…

no que, prontamente, entrei no papo:

– ôpa, desculpe, não ouvi o que você disse

o motora:

– essa sua camiseta é porque você toca?

well, well, well… como eu já havia passado a roleta, tive que manter a conversa à distiancia…

mas meus olhos arregalaram e quase pulei de volta…

– hahaha… não toco não é porque eu gosto dele mesmo

o motora:

– muito bacana a camiseta. tenho vários discos de charlie parker, john coltrane…

sério, nesse momento, meus zôio começaram a fazer blublu, forte… a voz entalou e só consegui balbuciar…

– legal

durante o trajeto mergulhei fundo nas nossas velhas idéias de rádio, educação, Música & similares…

e matutei como eu poderia deixar esse encontro tão especial marcado, talvez, forévis pra nós dois.

quando chegou o ponto para descer, disse pra ele:

– abre a porta aí da frente que vou te dar uma parada

desci, entrei pela porta da frente, cumprimentei a peça e:

– como é seu nome?

– paulo (afrodescendente, uns 30 anos)… você trabalha com música?

– sim, faço rádio entre outros biscates. que bacana você gostar desse tipo de música. fica com esse cd do wado.

não tem a ver com jazz mas você vai gostar

– muito obrigado mesmo. como é seu nome?

e o igor acabou faturando só o disco do nevilton!

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chapa quente…

acho que estou começando a entender a razão pela qual um monte de gente não vai mais às ruas!

ainda mais, nessa época do ano!

na boa, a chapa está muuuuito caliente.

prestenção na mais recente documentada pela xeretinha:

o descamisado estava com a cabeleira altíssima… manguaça até o talo do hipotálamo…

se jogava na esquina, encarava os carros…

mandava o tráfego seguir outra rota… ali, era ele. ponto!

aliás, ele enfrentava todo mundo!

o garçom fez de tudo para o fortão não ser atropelado… acabou desistindo da empreitada.

tudo isso às 16h com 35 graus na moleira!

mamãe, o que nos aguarda na cidade de são sebastião?

e o delegado de copacabana que foi exonerado porque foi incapaz de fazer, decentemente, a devolução de documentos perdidos no reveillon?

hein?

pois então, onde foi que ele acertou, na carreira, como policial?

cacilds!

enquanto isso…

raul “lourão” analisa a situação do mijão e mostra os fundos da casa dele, ontem, em NYC:

Subject: Re: message in a bottle…
“revoltei-me a distancia.
essa cena é inimaginavel por aqui, o cidadão (todo e qualquer cidadão) tem uma noção clara do que é o espaço publico em todos os niveis.
e o pior é q se vc reclamasse ia mesmo ser linchado.
triste
abc”
raul

iemanjah…

sério,

tire as crianças da frente do computador…

e se você estiver na gaveta dos mais sensíveis, pode ficar por aqui mesmo.

afinal, esse assunto será prá de violento, desumano, agressivo e de baixíssimo calão, ok?

pois bem…

fui, ontem, tarde da noite, papo de 23h, ao meu primeiro encontro de 2014 com iemanjá…

corpo a corpo, furando ondinha, jiboiando… sacumé, né?

aliás, eu e uma multidão… gente de todo o planeta, de todos os cantos do brasa, de todos os lados do rio de janeura.

coisa linda, uma mixagem esplendorosa de tipos, cores, origens… tal e qual aTRIPA!!!

pois bem, depois do contato físico com a rainha do mar, fiquei secando a cabeleira ao vento, tranquilão…

bem pertinho da areia molhada.

quando em dado momento, passa por mim um caboclo rumo ao templo… pára a uns cinco metros,

deixa a espuma do oceano atlântico cobrir os pés… coloca o pau pra fora e começa a mijar.

(eu avisei que a coisa por aqui será indomável)

é isso, o elemento ficou a corroer, por longos segundos, o planeta terra… em todos os sentidos e níveis!!!

well, well, well, eu – também – comecei a espumar mentalmente:

– caraca, que porra é essa? ele acha que está na casa da mãe dele?

o cidadão estava bem na minha reta… felizmente, o membro ficava oculto… mas o esguicho brilhava na noite!

dezenas de pessoas passaram, viram a grosseria… e ninguém se manifestou.

o desgraçado deve ter jorrado uns cinco litros de urina no palácio da rainha.

ao meu lado, pertinho, estavam dois indivíduos de roupa, capacete na areia, fumando uma morra.

ainda pensei: “será que só eu estou vendo isso?”

mas eles estavam com a visão enfumaçada… e silenciaram diante do descalabro.

depois de esvaziar a bexiga, o bípede voltou todo sorridente… e eu, ali, soltando marimbondo pelas ventas.

em poucos minutos, o mijão retornou à residência de iemanjah (uau, mais que nunca) com uma garrafa de cerveja nas mãos

… e começou a coletar água.

pensei eu com meu calção do vascão: “bom, pode ser para ele beber mais tarde, antes de dormir”!

relaxei, a visão correu para outros pontos… mas percebi a volta da fera, coladinho a mim… sem a garrfa!!!

PQParille… o filho da puta jogou a porra da garrafa de vidro no mar!!!

e, mais uma vez, voltou com o sorrisinho demente nos cornos…

pra encontrar os “amiguinhos”, uns dez.

enquanto isso, a turma do mujica – dos capacetes – nem tchum, suave, na paz… tudo normal.

eu já estava desorientadaço… na boa, doido para vazar dali… o cheiro de merda no ar era inevitável.

em seguida, surgiu um comparsa do mijão, grandalhão, e mergulhou…

o capeta na minha orelha esquerda foi inclemente:

– “porra, maurição, manda bala. quando ele sair do mar, diz que ele teve sorte de não ter se cortado na porra da garrafa que o filho da puta do amigo jogou no mar. diz, caralho, seja macho uma vez na vida”

na orelha direita, o anjinho entrou em cena:

– “maurição, deixa queito. ele está desde a manhã enchendo a caveirinha. tá doidaço. você vai se meter a greenpeace e periga tomar uma bala por dentro da lata. sossega, ainda mais que os maconheiros – que poderiam te ajudar – estão mentalmente lá em montevideo. engole seco. tem roNca roNca semana que vem”

PQParille… pensei eu, de novo, com o calção do vascão:

– “imagina eu sendo espancado pela turma do verme e pelos “uruguaios”!!!

ok, atendi ao anjo… e cheio de indignação, cagaço, ódio e impotência ainda fiz o desejo final da noite:

– “que esse filho da puta volte aqui amanhã e ao mergulhar de cabeça no altar da rainha tenha para recepcioná-lo, bem colocadinha num banquinho de areia, bem acomodadinha… “

ih, peraí, peraí… o anjinho apareceu aqui agora:

– “que isso maurição? lembre de marley, esquece essa garrafa vingativa e inútil que você está preste a escrever e coloque iemanjá para esperar o vândalo no fundo do mar. vai ser melhor pra todos”

ok, tá colocada… vai majestade!

?!

como aqui pelos trópicos nada funciona do natal atééééééé o outro natal… hahaha, brincadeirinha.

mas o fato é que a vida no brasa entra no mais completo “tudo parou” na virada de ano, procede?

pois bem, como entender que na inglaterra o campeonato de futebol segue normalmente…

i repeat: normalmente!

agora mesmo, às 14h do primeiro dia de 2014, estão acontecendo nove jogos!

e não é só o futebol… imagina tudo que está conectado a ele rolando como se estivéssemos em maio!

e a manguaça do reveillon? e as festividades? e a preguiça? hein?

imagina os brazukinhas do chelsea dizendo:

“pô, brother… não quero jogar não. quero ficar em casa bebendo uma caninha e ouvindo vitor & leo”

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