cabe aqui um detalhe que vou tentar passar para a martha, colunista da revista, como curiosidade…
até porque “the weight” é considerada “música-tema” da vida dela… e da minha também!
é o seguinte:
por motivo contratual, a versão do the band (que é usada no filme) não foi licensiada para fazer parte da trilha sonora em disco.
o selo dunhill, responsável pelo álbum, teve que tampar o buraco escalando uma banda da casa para regravar o MEGA clássico do the band… a missão ficou a cargo do grupo smith.
que situação, hein?
sente só o toque na contracapa…
“the weight” forévis… com quem quer que seja…
mas sempre imbatível com os autores!!!
por mais que page, the edge & jack white tenham se esforçado ao final de “it might get loud”!
não me canso de tirar onda por conta da lealdade de nossa torcida.
ha ha ha… essa é uma tremenda onda para se tirar… e tiro mesmo!
portanto,
segura O destaque publicado pelo eduardo em recente edição do jornal “o boêmio” de matão (SP)…
não satisfeito, ele mandou umas letrinhas muito certeiras…
por falar em nossos “hooligans”,
fica aqui meu MEGA agradecimento ao imperador carlos magno (paracambi / RJ) que enviou a saideira do roNca do dia 14… quando colocamos no ar o “momento batatada” rio fanzine/amizade, lembra?
ele fez a gentileza de enviar um cd com o áudio 100% “abbey road” com os 40 minutos que foram detonados pela creca no computador da Oi fm… portanto, o roNca está completinho em www.oifm.com.br!
muuuuita pressão!
D+!
e sigo tirando onda nessa “marola”… até ser engolido pelo tsunami ronquístico…
por anos & anos foi THE producer do roNca, a festa.
fio desencapadaço, botafoguense ao extremo, o caboclo sempre criou moda…
não me refiro às roupitas, coisinhas fashion, coloridinhas & porraí vai.
jê sempre bagunçou o coreto com outra pegada… tipo, foi ele que INVENTOU a “lista amiga”… sim, essa forma de cobrar um dindim dos amigos.
curioso como essa prática se transformou, na realidade, num “caô” para se estipular um preço, educadamente.
ha ha ha…
para ser “amigo” basta mandar email para tal endereço e pagar X.
amigo? êita!
anyway, jeronymo, volta e meia liga dizendo:
“estou indo para N.Y.C, quer algum disco?”
eu:
“ué, vai fazer o quê lá?”
ele:
“ganhei o concurso de uma agência de turismo com a frase mais criativa pra uma campanha”
eu:
“ha ha ha… tu é fueda, hein? vai anotando as pepitas…”
na boa, ele já deve ter viajado umas trocentas vezes desse jeitinho.
ano passado, ele comemorou niver ali no mirante da avenida niemeyer… gente pra meirelles, dejóta e um visual cascudão.
em duas semanas, já havia fila de neguinho querendo repetir a dose.
atualmente, a “comunidade” local cobra mil pratas para a utilização das “instalações”.
sinister!
MF, nosso brou, soprou velinha (ontem) e juntou uma rapeize no tal bar da rampa que é, na realidade, parte da garagem de barcos do clube guanabara… na enseada de botafogo.
climão à vontade, gente do povão, gelada bem gelada e um visual show de bolas…
e o jê lá… firmaço, animadão, dancing all night long.
de repente, chega na minha zoreia e manda:
“tá sabendo que eu inventei esse lugar aqui, né?”
eu:
“cumaé?”
ele:
“há uns três anos, eu e um parceiro descobrimos isso aqui e começamos a incrementar… nessa época, bastava trazer meia dúzia de amigos, um som e estava tudo bem. o clube ficava com o bar… e pronto. hoje, tem aluguel, ingresso, taxa, fila, imposto, jabá e os cacete a quatro”
ha ha ha… são os ventos da mudança, my dear!
logo logo, ele arruma um novo point para colocar na lista de suas invenções.
fechando: MF, o aniversariante, com um dos mimos da noite… ao som do próprio…
“Eu me lembro do inferno.
Mas esse inferno era meu, fazia parte da minha história.
Estava separado e morava só. Era um ap na rua Paissandu, de apenas um cômodo. Nem cozinha tinha.
Eu abria as páginas do Globo e ia direto para o Rio Fanzine. Na parte principal, uma novidade, a nova banda que nem suspeitava existir. Mas na coluna à direita, havia as sugestões, as festas que iam rolar no fim de semana, o show das bandas independentes. A letra era pequenininha, mas isso pouco importava. Naquela coluninha à direita estava o mapa da mina.
E lá ia eu pra Rua Ceará.
Era o saravá metal do Gangrena Gasosa.
Podia ser também o “Formigas Desdentadas”. O “Zumbi do Mato”. “Uzomi”.
E tinha também o Doctor Smith aos sábados, o DJ Edinho e o seu irmão Nelson, a banda “Congo” e o “Dogs in Orbit”.
E de repente, naquela boate da rua da Passagem, aparecia D2 e BNegão . E Bacalhau. E Philippe Seabra.
Eu sempre encostado numa parede com uma lata de cerveja.
E dá-lhe Cure, Bowie, Blur…
No rádio, o Ronca Ronca.
Essa nostalgia dos diabos, vem bem à propósito: é que na sexta-feira passada, foi a última edição do Rio Fanzine, depois de tantos anos. E o programa Ronca Ronca, que continua firme, agora na OI FM, registrou com emoção a origem e a história do Fanzine comandado por Tom leão e Carlos Albuquerque.
Salve, Ana Maria Bahiana !!!
Por fim, Sex Pistols, Joe Cocker e Nick Cave deram o ar da graça e me fizeram rolar lágrimas que molharam minha cueca.”
muito forte a ventania que está chegando de nossa torcida por conta do roNca de terça passada.
obrigadaço a TODOS!
segura estes aqui…
“Maurício, antes de mais nada devo dizer que eu nunca li o Rio Fanzine, mas não
tenho como deixar de escrever sobre o programa de 15 de setembro de 2010. Foi
algo tão emocionante que eu me senti como parte de algo que eu nunca vivi. Me
senti parte daquele grupo de pessoas que você citou. Seu modo emocionado de
falar, com o coração aberto, fez eu me sentir um órfão de um pai que eu não
tive. E Joe Cocker levou essa emoção até as alturas. Mais um programa clássico,
Maurício, você consegui de novo. Não tenho mais palavras, foi lindo demais.
Abraços.”
Victor
+
“Mauval e Nandão,
queria ter mandando esse email ontem durante o programa, mas não deu.
Enfim, era só pra dizer que o programa de ontem foi um dos mais desorientados que já ouvi. Eu estava enlouquecendo com as músicas, cada barulho um delírio, foi fantástico!!
Parabéns pelo talento e por tudo. Sempre fui fanática por pesquisas musicais e tenham certeza, vocês mostram o mundo lá fora e daqui também! Aquele mundo que nem sempre tem a oportunidade de aparecer por causa das massificações e enlatados que querem que a gente engula todo o dia. Mas graças ao seu programa nossos ouvidos tem a oportunidade de conhecer coisas de qualidade, ouvir pessoas inteligentes, talentosas e por aí vaí.
Nem sempre temos a oportunidade de compartilhar tanta coisa boa como o RoNquinha nos oferece e já pensei em reunir a galera numa terça só pra ouvir o seu programa. Fazer a festa e delirar ao som do RoNca RoNca. Às vezes meus amigos vem aqui em casa e ouvem algumas das músicas que tocaram em seu programa e me perguntam aonde foi que eu arranjei isso? Dou um sorriso, digo que ouvi no RoNcaRoNca, programa que passa toda a terça na OIFM e eles não acreditam que vocês existam de verdade. Fazer programa de rádio com esse tipo de música? Como assim? Até eu enquanto estou ouvindo o programa penso como isso é possível. Mas acho que é por isso que eu gosto tanto e pretendo acompanhar vocês por muito tempo. Vocês tem estilo, tem personalidade e tem charme. Adoro isso tudo.
Desculpe se estiver muito apaixonada, mas realmente gosto muito do RoNquinha!!! Ouço o playlist, baixo as músicas para ouvir no carro… Agora minha vida está asim, rs. Meus ouvidos estão completamente orientados por vocês.
Parabéns mais uma vez pelo programa de ontem, que foi demais! E até a próxima terça.
Beijos!!”
—
Marcia Botelho
Belo Horizonte – MG
+
e como se não bastasse, roger (a lenda recifense) mandou pra gente:
“FOI SÓ COLAR O ADESIVO DO RONQUINHA NA VELHA CARAVAN BEGE E ELA MUDOU TOTALMENTE…!!!!
GRANDE ABRAÇO BRODER TAMOS AÍ.”
foi difícil acalmar os neivros pós jumboteKo de ontem.
o “momento batatada” sobre o rio fanzine, ao longo desses últimos vinte e quatro anos, foi de arrancar o coração pela orelha.
não, simplesmente, a coisa jornalística… mas tudo que sempre esteve conectado à História, toda.
e, como relembrei, os meus envolvimentos com tom, calbuque & cia ltda.
para engrossar ainda mais o caldo, as outras pontas do programa, coincidentemente, se alinharam de forma linda… miles + dado villa-lobos + a emoção em citar algumas pessoas que foram (e são) muito importantes pra mim + a constatação de como é vital alimentar nossas Verdadeiras amizades… e claro, os nove minutos de joe cocker caindo de boca em “with a little help from my friends”!
ah, nunca viu?
toma:
http://www.youtube.com/watch?v=uQYDvQ1HH-E
(PQP, joe! que porra foi essa que vocês fizeram em woodstock? que foda! god bless you!!!)
voltando…
o pacotão deflagou uma saraivada de mensagens muuuuuuito cascudas por parte de nossa torcida.
e o curioso é que 120% delas vieram do setor “valete” do jumboteKo, manja?
sim, a maioria esmagadoira, foi enviada pelos rapazes… gente secando as lágrimas, se dizendo atropelado por uma emoção sem paralelos, confirmando o blublu, símbolos máximos da macheza amolecidos… enfim, muuuuita emoção, verdadeira.
para exemplificar o fato, segura as letrinhas enviadas pelo alexandre berti, nosso ouvinte de primeiríssima geração.
ou seja, o caboclo tem os tímpanos colados ao roNca (& suas versões) desde 1982:
———-
PQP !!!
Véio, você conseguiu me emocionar.
Esse foi (na minha opinião) o seu melhor momento no rádio até hoje.
“Momento With a Little Help From My Friends”
———-
anyway, anyhow, anywhere… tomara que a vibe, realmente, tenha sido captada pela maioria da ouvintada.
e a julgar pelas participações e pelo telefonema do tom, a roda girou… mesmo!
( :
segue lista…
morphine – “claire” (ao vivo)
LCD soundsystem – “hippie priest bum-out”
nick cave – “the mercy seat” (acoustic version)
miranda kassin & andré frateschi – “artista é o caralho”
primal scream – “gimme gimme teenage head”
mombojó – “aumenta o volume”
otto & julieta venegas – “saudade”
kevin coyne – “chicken wing” (ao vivo)
lee perry – “taboo”
miles davis – “bitches brew”
(no exato instante em que o brasa era rasgado por “bitches brew”!)
orchestre poly rythmo – “ako ba ho”
sex pistols – “did you no wrong” (ao vivo)
joe cocker & the grease band – “with a little help from my friends” (ao vivo)
nick cave – “city of refuge” (acoustic version)
voltando ao “momento batatada”…
aqui está a primeira vez em que apareceram, na imprensa, os nomes tom leão & “na cidade”.
este é o terceiro número da revista “pipoca moderna” editada por ana maria bahiana, em janeiro de 1983…
então, pode se preparar para este MErGa show de sábado na cidade do cristiano ronaldo…
há outras “atrações” mais pra baixo na ordem de importância da filipeta… tipo, fernando & sorocaba!
seria a nova dupla de ataque dos listradinhos? êita!
essa semana, troquei de email com a anlene, nossa representante na capital espanhola.
fissuradaça em rádio, ela é ouvinte do roNca de primeiríssima generation.
diz ela que o rádio espanhol é chatão. muito segmentado. cafonaço, sem atrativos.
resta uma coisinha aqui, outra ali… sem importância… o que faz a sintonia cair sobre as rádios francesas… que sabem misturar os estilos com competência.
por falar em mixar e voltando pro lado de cá da poça, no mesmo dia…
papai do céu é testemunha que tenho me esforçado bastante para entender como negozim consegue babar tanto pelo arcade fire.
vou guardar para sempre a sensação dos primeiros segundos do show deles no TIM festival em 2005.
cacilda, no que explodiram os acordes de “wake up”, eu me senti em vancouver, montreal, quebec…
ou, no mínimo, na praça paris, aqui no rio!
doideirinha forte… a cantoria foi chose de lóki!
de lá para cá, claro, acompanho, gosto e mostro a produça do arcade fire.
agora, elevar “the suburbs” ao patamar de masterpiece… está foreta das minhas possibilidades, por enquanto.
até compreendo que com a ausência quase total de uma GRANDE novidade pop/rock (caraca, até lady gaga está se dando bem nessa seca), as metralhadoiras da mídia têm de encontrar um alvo… com o mínimo de qualidade.
e no caso do arcade fire, esta capacidade está aliada à inteligência deles em tocar a vida da banda.
depois do sumiço, o AF reapareceu com tudo (e muuuuito mais) que pode ser oferecido no novo mercado musical.
não tenho nenhuma dúvida que eles possuem a mais eficiente máquina de marketing da atualidade.
tanto que ela é capaz de transformar um disco bom (nota 6,5) em algo arrebatador, transgressor, fenomenal, salvador…
e colocá-lo, de estalo, em primeiro lugar na parada americana!!!
como eu disse, tenho me esforçado mesmo… já ouvi “the suburbs”, de enfiada, várias vezes.
acho que ele seria um disco nota 8 se fosse mais curto… caramba, ele tem 16 músicas, mais de uma hora de som… é muito!
com 10 faixas estaria ótimo.
(peraí, neste instante a gente deve galgar alguns parâmetros e estabelecer os mesmos, certo? tipo, qual seria um disco NOTA 10? pois é, temos essa referência, ok?)
voltando… duvideodóro se a tchurma da baba (a admiração) ouviu MESMO tantas vezes.
além de todas essas audições (com encarte na mão), tenho lido e me informado sobre a banda…
ôpa, calma, eu já disse que gosto dela… só quero captar algo que tenha passado longe de mim, normal.
a vibe deles sempre foi bacana… é quase uma onda “vagarosa” mas muito conectada ao presente/futuro, em tudo.
na pegada de conhecer mais, comprei uma edição do new musical express com o win butler na capa…
é uma matéria durante a gravação do disco com o pessoal comparando as sonoridades a elton john, fleetwood mac, LCD e new order… e de como a banda ainda usa automóveis fora de moda, velhos… como eles fazem questão de ser. de não se dobrarem aos convite$ sem sentido e porraí vai… ainda estou lendo a bagaça, com calma.
aliás, há tempos eu não era fisgado por um NME.
e foi ótimo porque começaram a aparecer as surpresas!
a primeira é que o jornal (hoje revista) deixou de ser uma publicação essencialmente teen.
até recentemente, eles não dariam espaço para checar a memória do lemmy (motorhead)…
como não destacariam a volta do pop group…
como não publicariam duas páginas sobre os quarenta anos do filme performance!!!
ôpa, aí a chapa ferveu brutalmente!!!
mãezinha, eu estava ouvindo a trilha do filme quando abri o NME!!!
com suporte muito agressivo em marketing/catering/transporte oferecido por zé “bagacim” maccagill,
o roNca esbarrou brutalmente com o filho do hôme no mesmo estúdio usado por fagner, nirvana, hojerizah, martinho da vila, cauby peixoto, zimbo trio, hermeto pascoal & cia limitada!!!
foi tanta grosseria que seun papou o roNca logo depois de gravar as cornetinhas…
Lanxon writes “Music lovers can now be immortalized when they die by having their ashes baked into vinyl records to leave behind for loved ones, reports Wired. A UK company called And Vinyly is offering people the chance to press their ashes in a vinyl recording of their own voice, their favorite tunes or their last will and testament. Minimalist audiophiles might want to go for the simple option of having no tunes or voiceover, and simply pressing the ashes into the vinyl to result in pops and crackles.”