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bem mais sobre paulinho tapajós…

hendrix e cartola receberam, ontem, a visita de paulinho tapajós!

) :

durante muito tempo cruzei com ele pelas ruas do finado leblon…

no tempo em que os moradores que fizeram o bairro ainda não haviam sido expulsos pela e$peculação imobiliária e pela cenografia da vênus!!!

toda vez eu pensava: “hora dessas vou incomodar a peça pra levar um lero”!

mas paulinho estava muito doente e não mais circulava… até que subiu!

também triste é como a mídia vem informando sobre sua passagen pelo planetinha.

catei a notícia em vários sites… de todos os tamanhos e de várias cidades… e encontrei as mesmas letrinhas!

atualmente, basta o primeiro comunicado aparecer para que todos os outros veículos o repliquem!

FUEDA!

ou seja, na real, dezenas de canais de informação não dizem nada… simplesmente, repetem o que já foi escrito!

é assim, praticamente, em todas as galáxias!

o fato é que paulinho foi muitos mais que um dos autores de “andança”… mas para saber um pouco além, bastaria ao “jornalista” entrar – no mínimo – em outra página do site dele para se deparar com…

Em 1969 e 1970, Paulinho Tapajós exerceu os cargos de diretor de produção e produtor musical do selo Forma/Philips, da gravadora Phonogram (hoje Universal Music), que lançou no mercado fonográfico artistas como Ivan Lins, O Terço, Lucinha Lins, Gonzaguinha e Fagner, entre outros.

De 1970 a 1978, atuou como produtor musical contratado da Philips, onde foi responsável por discos de vários artistas, como Lucinha Lins, Dorinha Tapajós, César Costa Filho, Gonzaguinha, Carlos da Fé, Fagner (“Manera Fru Fru Manera”), O Terço (“O Terço”), Ivan Lins (“Agora”, “Deixa o trem seguir” e “Quem sou eu”), Antonio Adolfo (“Antonio Adolfo”), Trio Mocotó (“Muita zorra”), Toquinho & Vinicius (“Vinicius e Toquinho, Toquinho e Vinicius”), Nara Leão (“Meu primeiro amor”), Carlos Lyra (“Eu e elas”), Jorge Benjor (“Negro é lindo”, “Ben”, “A tábua de esmeraldas”, “10 anos depois” e “Solta o pavão”), Gilberto Gil e Jorge Benjor (“Gil & Jorge”), Altamiro Carrilho (“Antologia do chorinho”), Banda do Canecão (“Cem anos de Carnaval vols 1, 2 e 3”), Quinteto Violado (“Antologia do baião”, “Folguedo”), Quarteto em Cy (“Antologia do samba-canção”, volumes 1 e 2, “Quatro sucessos em Cy”), e MPB 4 (“Sucessos – vol 4”, “10 anos depois” e “Palhaços e reis”), entre outros, além de projetos com diversos artistas, como “Som Livre Exportação”, “Máximo de Sucessos vol. 3, Máximo de Sucessos vol 14”, “Os maiores sambas-enredo”, “16 sucessos brasileiros” “Encontros”, “Encontros vols 1,2 e 3, “Antologia da Marcha-rancho” e “Orações profanas”, entre outros.

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acho que para o leitor interessado pela obra de paulinho tapajós seria bem mais impactante saber de sua relação, por exemplo, com jorge ben que, apenas, sobre a autoria de “andança”!

paulinho, leNda!

nas garriNhas d’aTRIPA(2)…

pra quem não curte bruce, se já estava chato antes do show, deve estar insuportável a presença dele aqui no poleiro!

mas o fato é que jamais houve tanta reverberação por causa de uma apresentação no brasa.

as mensagens não param de chegar… para engrossar o caldo, elas são de quem sempre gostou e, sobretudo,

de quem foi convertido ao cidadão de new jersey!

outro ponto interessante é que não me recordo de um show ter recebido tantas críticas positivas por parte da mídia.

em outros casos, também elogiosos, sempre houve uma dose de ironia… o popular “morde & assopra”, manja?

seguem mais mensagens (alguns pedem para os emails não serem publicados) e o texto do andré forastieri

Subject: O chefe
“Oi Mauricio,

estás inspiradíssimo em seus programas antes e depois do Chefe passar por aqui. Inacreditável que ainda existam pessoas a dizer que Bruce é hiper americano, mas o fato é , que o sujeito realmente nasceu nos USA ( eita…) e representa uma classe artística e trabalhadora que sempre se f.. por lá. E por isso merece todo meu respeito. Se antes do do show eu vibrei com a Orquestra Voadora ( em mais um show absurdamente carnavalesco e rock n rol) que tocou Chico e Nação Zumbi, entre outras músicas, e depois estiquei minha canga no gramado pra dormir , isso mesmo, DORMIR durante as apresentações de Phillip Phillips ( cuma?) boyzinho empurrado por gravadora  e John Mayer (aliás esse aí só serviu como  trilha sonora de beijos ). Por um lado foi bom, porque guardei energia para o momento sublime de rock n roll na veia e nas véias ….hehehehe  Desde criancinha , adolescente nos anos 80 eu SEI que Bruce faz um dos melhores shows do planeta Terra. Tá guardado no meu coração ,junto ao PG no SWU, Chico Science no Circo Voador, Sepultura no Imperator , Rede Hot em 93, Pearl Jam na praça da Apoteose, Rolling Stones em Copa , Orquestra Voadora em qualquer lugar do planeta e Paul Mc Cartney no Maraca ..só pra citar alguns.
Mauricio keep on rockin in a free world!!!!!!!!!!!!!!!!!!” Adriana
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Subject: Rona Ronca
Salve Mauricio! quero aqui registrar o show espetacular do Bruce no rock in rio que assisti pela TV. Eu conhecia muito pouco o Bruce Springsteen, até eu conhecer o Ronquinha, a alguns anos pela radio cidade. Me lembro em uma ocasião quando você falava do Bruce, desde aquela época comecei a acompanhar o trabalho do The Boss. Confesso que ultimamente nem sempre consigo acompanhar o programa toda semana, pois minha internet não é  das melhores, aqui em Magé, (na minha baixada fluminense). Não é nada fácil,  mas continuo insistindo na melhoria e quando  a internet fica rápida consigo acompanhar o Ronquinha. Obrigado pela  atenção. Vida longa ao Ronca Ronca. Abraço! Alexsandro
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Subject: Salve Bruce e salve o Ronca Ronca
“Mau Val,

Sinceramente, certo que com certa tristeza e numa visão individualista, ainda bem que The Boss tem baixo valor para a mídia brasileira, só assim cheguei no ESPETÁCULO em SP, infelizmente com a grande versão de Sociedade Alternativa já tocada, adquiri ingresso da pista mais próxima do palco por preço de pista distante e me emocionei ao extremo, já a partir da segunda música, com a performance e a qualidade inacreditáveis, instalado confortavelmente próximo ao palco, no balcão do bar que foi escalado pelo Chefe, com direito a contato nos olhos, proximidade à magnífica E Street Band e tapa nas costas do Figura, curtindo o ‘inoxidável’ show. Certamente, vai ser difícil repetir o momento. A fase está mesmo muito favorável, com direito ao inesperado repeteco (bug?) do Ronca na Oi Fm, logo após ao término do programa, neste 24/09, que, aliás, poderia ser rotina, lembrando, entre outros, dos Talking Heads e do querido Itamar. Que venha a Caixa Preta! Brother, salve os momentos especiais que a vida e você nos proporciona. Obrigado e forte abraço.”
Roberto
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Bruce Springsteen escolheu “Sociedade Alternativa” como música política made in Brazil pra cantar em seu primeiro show aqui. Em outros países da América do Sul, as opções foram canções de protesto. Aqui, hino hippie, rocker, retado e retardado. Os instintos de Bruce estão afiados. No dia em que o Supremo Tribunal Federal comprovou que a lei do nação continua ser a do cão, soaria choroso ou ingênuo se arriscasse “Canção da América” ou “Que País É Este”.

MInha lista de recomendações incluiria “Inútil”. A gente não sabemos tomar conta da gente, tem gringo pensando que nós é indigente… mas derrotista demais. Se tem uma coisa que Bruce Springsteen não aceita é derrota. Sua música é sempre épica, mesmo quando amarga. Bruce, rei do rock íntegro, é sobre enfrentar a realidade, mas mais ainda sobre sonhar o sonho americano. Um sonho de liberdade individual, de justiça individual, e da procura individual da felicidade. Que é, claro, bancada coletivamente pelos tributos pagos pelos americanos, e pelo planeta, ao maior império que esse mundo já viu…

Me pergunto que espírito endiabrado soprou o hino de Raul Seixas e Paulo Coelho nos ouvidos de Bruce. “Sociedade Alternativa” é trilha sonora perfeita para hoje e para os tempos que vêm. Não é tempo de reformistas, muito menos de revolucionários. É tempo de rebeldes. De procurar em você o que é único, e inspirar outros a trilhar suas próprias jornadas de herói. É hora de escalar o caminho do relâmpago, na árvore da vida. Nem todo homem ou toda mulher podem ser estrelas, mas este é o mandamento.

Faz o que tu queres pois é tudo da Lei, ordenou Aleister Crowley, inspiração de “Sociedade Alternativa”, após ouvir anjos e demônios. Que lei? As únicas que importam: as que estavam no Templo de Apolo, no Oráculo de Delfos. Vamos começar por Conhece a Ti Mesmo?

Vamos. Toca Raul, Bruce!

André Forastieri

tomada X focinho de porco…

não me incomoda em nada neguinho glorificar algo do qual quero distância.

por exemplo, música & futebol.

se não quero ouvir ou ler assuntos que não me dizem respeito… basta não ler… basta não ouvir, certo?

estou foreta de ficar indignado/chateado/puto/triste de bobeira… por mais que, em algumas situações, vale conhecer “a coisa”.

agora, um lance que me incomoda pra meirelles é a mídia tentar vender gato por lebre.

tipo, enfiar goela abaixo um treco sem nenhuma originalidade como algo transgressor…

ou encher a bola de um disco que, em dois dias, tomará o rumo do ralo…

ou dar nota 6 para o goleiro que “defendeu dois penaltis, agarrou tudo e fez um gol de cabeça”!!!

aí, é de lascar!

recentemente, um chapa estava espumando de ódio por conta de certa matéria (meia página) divulgando uma festa paulista que aconteceria no rio de janeiro.

o caboclo gritava, subia pelas paredes:

– porra, como pode esse jornal chamar os leitores de idiotas?

como eu não havia visto o artigo, o camarada enviou as letrinhas que estavam na web.

repito, qualquer um escreve sobre o que bem entender, onde quiser… e que encontre toneladas de leitores.

a nhaca é, exclusivamente, pela maneira “sem noção” de colocar a informação na roda.

segue o trecho sobre o que mais nos interessa: as músicas tocadas…

(retirei as informações que podem/poderiam identificar o embalo… que, espero, tenha muito sucesso no rio)

— A festa tem hits e clássicos de todos os tempos, mas fugindo das obviedades e dos sucessos do momento das rádios mais comerciais. Eu e meus amigos estávamos deixando de sair na noite de São Paulo porque as festas estavam caras demais e só tocavam músicas de rádio comercial. Então, a _ _ _ surgiu como uma alternativa a isso. Nela, tocam Stevie Wonder, Rita Lee, Phoenix e coisas inusitadas. Quando tocamos “Evidências”, de Chitãozinho & Chororó, a pista toda canta. Parece até um show dos caras — garante o produtor, de 30 anos.

nação zumbi…

A maldição dos zumbis cariocas

“O Rio sempre foi um cemitério de governantes. O Cabral era, até hoje, uma exceção.” O deputado Eduardo Cunha, que ajudou a enterrar alguns, está dizendo a verdade. Brizola, Moreira Franco, Garotinho, Benedita e Rosinha terminaram suas administrações desastrosas como zumbis governamentais, e agora, depois da glória fugaz, a derrocada de Cabral confirma a maldição.

Antes da fusão à força com o Estado do Rio, feita pela ditadura em 1976, o Rio de Janeiro era uma cidade-estado pródiga em quadros políticos qualificados e respeitáveis, das mais variadas tendências. A integração dos vícios da politica cosmopolita carioca com o atraso e o populismo das velhas oligarquias do interior nivelou tudo por baixo e nos deu os políticos que temos hoje.

A velha piada em que um anjo pergunta a Deus por que poupou o Brasil de furacões, tsunamis, terremotos e vulcões, e Ele responde “espere para ver os políticos que vou botar lá”, serve à perfeição para o Rio de Janeiro. A justiça e o humor divinos nos deram a beleza das nossas praias e montanhas, um clima caloroso e um povo irreverente, criativo e trabalhador, e uma escória política à altura, ou baixeza, dos estados mais atrasados.

Os cariocas, que já tiveram que fazer uma escolha pior que a de Sofia entre Rosinha e Benedita no segundo turno de 2002, estão ameaçados de ter que decidir entre o petista “Lindinho” Farias ou Garotinho. A melhor, ou menos pior, opção seria o vice-governador Luís Fernando Pezão, um administrador honesto, trabalhador e experiente, que seria o “lado bom” do governo, e a antítese do estilo de Cabral. Mas vai levar para a campanha, junto com os créditos de suas realizações, a impopularidade do seu maior cabo eleitoral.

A candidatura de um outsider como Marcelo Freixo, do PSOL, seria muito bem-vinda, mas dificilmente ele conseguiria, em um ano, se tornar conhecido em todo o Estado e um candidato competitivo. E, mesmo se fosse milagrosamente eleito, como conseguiria governar contra os tenebrosos partidos políticos cariocas e uma das Assembleias mais nefastas do país ?

Seria mais um zumbi no Palácio Guanabara.

Nelson Motta é jornalista

(o globo, hoje, sexta feira)