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menos uma…

kiss

antigamente, há uns dez anos, a dor era grande quando alguma rádio perdia espaço para a “igreja” ou algo semelhante… em 2015, essa situação não passa de um mero “tá colhendo o que plantou”… até porque o rádio já está em outra frequência… simples assim!

claudia mandou pra gente (ou só o rádio salva)…

radio

Só o rádio salva

Arnaldo Bloch O COLUNISTA ESCREVE AOS SÁBADOS

No mundo AM podem mudar as vinhetas, mas a maneira de se comunicar não muda nunca

 

Sempre que o coração aperta, que as coisas parecem ir por um rumo existencial sem solução, me refugio no rádio. Não no rádio que passa na internet, com seus milhares de estações pré-programadas em nichos, nem nos portais de rádios espalhadas pelo mundo (o Transglobe de meu pai, com aquele dial mágico, já fazia isso em 1971). Meu porto seguro é o AM, com seu som mono, seu timbre abafado, sua sintonia apertada, como o coração que eu dizia. Já era assim na infância, quando ouvia com os pais a “Turma da Maré Mansa”, e continua a ser assim agora, já que até o charme das FMs passou, a Fluminense morreu, o espírito da Cidade morreu e a MEC, sem o Arrigo, foi assassinada, embora não de todo. Se não posso mais transcender o ser através da cultura pseudoinútil e dos anúncios da Rádio-Relógio (única instância em que o tempo, como o conhecemos, era um parâmetro que fazia sentido), posso, ainda, deliciar-me com os bordões infinitamente renováveis de Édson Mauro no futebol, voz amiga que pareço conhecer de tempos imemoriais, e não adianta ver a foto no Google, aquele não é ele, o verdadeiro Édson Mauro é o que a voz evoca numa imagem difusa que paira sobre a lógica. No mundo AM podem mudar as vinhetas, ligeiras atualizações, mas, na essência, a maneira de se comunicar não muda nunca, é sempre efetiva, eficaz, eficiente, para a dona de casa, o taxista, o desportista, o plantonista, o solitário, a família, os amantes e os cornos. Se ontem na Globo havia o Saldanha, o Jorge Curi, o Waldyr Amaral — hoje há o Penido gritando “bota o pé na forma, bicho!”; o José Carlos Araújo, que, depois de abastado purgatório no sistema bancário de rádio, volta ao tubo pela Tupi ao lado do Apolinho, e trava-se, com a graça dos deuses, a guerra entre Penido, o Garotão-vingador, e o Garotinho, que jamais abriu mão de sua marca, nem quando um político malfamado lhe surrupiou a alcunha. E lá vem a nova geração, Hugo Lago, Camila Carelli, e, na mediação, o papo multifocal de Zeca Marques, com suas sapatadas no ventilador da bola, do samba e das canções de motel (o Good Times 98 agora virou grife de horário AM). Meu coração bateu, preocupado, quando Felipe Cardoso, com seu jeito entre o raivosinho e o paternal, deixou de comentar jogos, mas hoje comemoro sua onipresença como âncora absoluto da Central da Bola. Devo confessar que me vejo bastante apegado à Globo. Era a rádio que mais ouvia antes, continua a ser, por motivos que dizem respeito à cultura dos primeiros anos, mas com certeza também à qualidade e a um certo espírito de bate-papo que jamais cessa. E a um padrão de vinhetas, de chamadas, pelo qual se continua a zelar, os nomes dos times ecoados, os dos locutores cantarolados, o assovio na marcação de tempo, as sonoplastias que revivem nos nervos emoções que remontam ao tempo em que nem palavras havia, tempos povoados de eletricidade estática num Brasil abafado por nuvens e tremores. Hoje, quando ligo a TV e vejo Eduardo Cunha tomando conta do país, Lula em desespero, Dilma falando em mulher sapiens, o Dunga malhando afrodescendentes e continuando no cargo, juristas dizendo que o ambiente prisional é agradável porque os meliantes “encontram seus amigos no pátio da prisão”; quando a delação vira a única instância da Justiça; quando, em meio ao genocídio perpetrado pelo Estado Islâmico a questão central é se o Caetano vai dar show em Israel; quando me vejo enclausurado em engarrafamentos de duas horas de Copacabana a Botafogo e sei que nunca mais sentirei aquela maresia, e que o fedor do posto 5 não cessará jamais; então, só quero ligar o rádio e ouvir a estática do AM, e cada vez meu interesse se estende — exceção feita aos programas religiosos, muito embora estes me façam lembrar de papai, que adormecia com o radinho encostado no ouvido, e, para dormir, sua preferência eram os pastores mais apocalípticos, de ele achava graça, escutava aquilo como se fosse um radioteatro do fim do mundo, e se alguém desligava a gritaria, ele acordava com um urro, temeroso do silêncio. Mas avanço, e, em noite fria dessas, a caminho, ouço o Alexandre Ferreira, com seu programa de mela-cueca, ajudando viúvos e viúvas a encontrar parceiros. Não é meu caso, ando feliz nessa coisa de amor. Mas o Alexandre, entre uma e outra solidão, queria saber do ouvinte qual a melhor coisa para fazer no frio, e as respostas, por zapzap ou telefone, pouco variavam: fazer amor, dormir ou tomar chocolate quente. A certa altura o comunicador se queixou, mandou mudar o disco, e me ocorreu que gosto de tomar sorvete no frio: não derrete com facilidade, é possível fruir sem sujar a mão, a roupa, a casa. No primeiro sinal vermelho gravei minha mensagem: “Alexandre, no frio a melhor coisa é sorvete, pois não derrete”, e me identifiquei, unicamente, como “Arnaldo do Leblon”. Já no portão da casa da namorada, ouvi minha voz soar e demorei a crer que era mesmo eu. O locutor disse: “Olha essa aqui”, o sonoplasta jogou uma risada marota e um som bizarro de mola maluca, e o Alexandre disse que a coisa era muito bem pensada, e nunca me senti tão reconhecido na vida como nestes minutos anônimos. Aliás, como diria a Rádio-Relógio: (…) nos países frios o consumo de sorvete aumenta no inverno (…) você… sabia? (…) Casas Pernambucanas (…) Magazine Uzai (…) Funerária Já Vai Tarde (…) sete horas, dois minutos, zero segundo (…) e o resto é silêncio e solidão.

 

“caipirinha” & zane…

pedi para marcelo “caipirinha” (residente em leeds – U.K – há trocentas décadas) mandar pra gente algumas letrinhas sobre a situation zane lowe / apple music…

“Eu conheço o Zane Lowe assim como o Jose Mujica, bem de longe. Pouquíssimas vezes escutei o programa dele, e sobre ele mesmo não sei nada além dele ser da Nova Zelândia, ter trabalhado na XFM antes da Radio 1, e falar pra caramba no programa, com um estilo “animadinho” demais pro meu gosto. Como você já escreveu, nada contra, muito pelo contrário, parabéns por manter coisas interessantes na baboseira em que a Radio 1 se transformou já faz muito tempo, mas não é o tipo de apresentador em que me ligo. Quer dizer, é o que você já escreveu.

Sobre a iniciativa da apple, fico esperando pra ver no que vai dar, não vou desde já achando que vai ser um divisor de águas, acho até que vai ser mais marola que tsunami.”

Marcelo

Picture shows ZANE LOWE

zane & a nova-velha música…

Tune in to Beats 1, broadcast live from cities around the globe. Zane Lowe and his handpicked team of renowned DJs create an eclectic mix of the latest and best in music. Or dial in to curated stations that have been totally revamped.

nas últimas horas foi desvendada a razão para a saída de zane lowe da BBC… onde entrou como dejóta/apresentador/produtor em 2002. com a subida de john peel, em 2004, ele passou a ser, com steve lamacq, um dos principais herdeiros ao trono. ultra-mega versátil, zane circulou loucamente por todas a frentes que a música e seus periféricos podem oferecer… até que, há três meses, deu bye bye para a BBC e assumiu, na segunda feira, o posto máximo do novo projeto sônico da apple… D+!

ou seja, para gerenciar a novíssima empreitada de rádio a apple não inventou nada… chamou um importante nome do rádio… simples assim.

pros meus versos, zane está longe de ser um comunicador como peel – ou até mesmo lamacq – mas não há como negar a versatilidade, a credibilidade e o talento dele em saber fazer a roda da música girar. o fato é que a apple apostou na qualidade e na sagacidade de um dejóta que conversa com josh homme do mesmo jeito que troca idéia com diplo, jay z, polly harvey e dylan. a apple deu um tiro nos cornos de quem pensa exclusivamente em números, acessos e ôba ôba.

imaginando nossas fronteiras, não sei quem por aqui poderia assumir uma função parecida com a de zane… aliás, prefiro não imaginar, já que tem gente garantindo que temos, no multishow, nosso jools holland… mamãe!!!

zanelowe
The news is finally out. Honestly, it took a lot for me to leave the UK, but here we are. And here’s why @beats1 lets go!    2015-06-08
Picture shows ZANE LOWE

iguaNa & roNca…

radio6

Assunto: BBC 6 / RoNca RoNca
“Fala Mauval,
acabei de ler a matéria publicada pelo Álvaro Pereira Junior sobre o programa “Iggy Confidential” na Folha de São Paulo,na verdade,li primeiro no site do Ronca Ronca .Excelente matéria.No entanto,muito mais interessante é o programa que,assim como o Ronca Ronca,me conecta totalmente ao mundo da música toda semana e não quero largá-los de jeito nenhum!nem se me pagassem,meu amigo! O mais legal disso tudo,foi que eu fiquei sabendo do programa do Iggy Pop pelo Ronca Ronca.Há um tempo atrás,assim que o programa surgiu,um integrante da Torcida escreveu um e-mail contando a novidade e você o publicou no site.Outros integrantes da Torcida também escreveram,Marcelo Caipirinha (nosso correspondente internacional) comentou durante a última visita ao programa,enfim…isso tudo foi só para dizer da importância do Ronca Ronca na minha vida!
Vida longa ao Ronca Ronca!
Um abraço para você e Shogun.”
PS: Quando der,poderia tocar alguma música The Stooges? Pode escolher qualquer uma! Ficarei emocionado com qualquer uma…hahaha
Fábio

a iguaNa radiofônica (ou renato mandou pra gente)

iggy

Assunto: As peripécias do Iguana na BBC 6.
“Salve Mau Val!

Beleza?

Olha só que maravilha, ainda há esperança para este planeta… 🙂

Grande abraço!

Cheers!  Renato

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– A Noite da Iguana

“Eu estava em uma discoteca na ilha de Capri. Era um ambiente degenerado, com europeus sem nada para fazer e um monte de dinheiro para torrar. Escutei os primeiros acordes [de “I Feel Love”, sucesso de Donna Summer] e pensei comigo mesmo: ‘Game over: a disco music chegou’.”

Das profundezas de um inferno rocker, quem traz a memória à tona é Iggy Pop, 68, bronzeado de morador de Miami, zero de gordura corporal e bilhões de neurônios ainda em fúria. A lembrança é de 1977. A disco music fervia. Rock’n’Roll em crise. Iggy afundado nas drogas mais pesadas.

Para a iguana autodestrutiva do rock, parecia o fim da linha – na estética e na vida. Com sua banda, os Stooges, Iggy já fazia punk rock uma década antes de o gênero existir oficialmente. Depois de cinco ou seis anos, o grupo implodiu e ele seguiu carreira solo. Entregou-se a todo tipo de excesso. No final dos anos 70, quando a disco engolia o rock, foi içado das profundezas por David Bowie, que o levou como parceiro de turnês e ajudou nos discos.

Sobreviveu. Hoje toca suas canções favoritas e conta grandes histórias em um programa semanal na rádio BBC 6, “Iggy Confidential”. Vai ao ar nas noites de sexta, e depois os episódios ficam disponíveis no site. Iggy fala um inglês pausado e claro. Dá para escutar sem sofrer.

A carreira radiofônica de Iggy Pop começou há cerca de dois anos, substituindo Jarvis Cocker, do Pulp, no programa “Sunday Service”. Jarvis pediu uma licença para excursionar com a banda, mas não voltava nunca e Iggy foi ficando.

Quando Jarvis se dignou a retomar o posto, depois de muito tempo, Iggy já tinha se firmado. Rapidamente ganhou um outro horário na grade da emissora (que é disparada a melhor rádio de música do mundo).
Como apresentador, direto de um estúdio escuro na ensolarada Miami, Iggy reina soberano com a abrangência de seu conhecimento musical e com a lucidez das lembranças guardadas em seus miolos tão maltrados pela química de recreação.

Tem rock? Claro, Iggy é uma enciclopédia ambulante. Jazz? Sim, e com riqueza de comentários, contextualização, e profundo conhecimento de causa. Música eletrônica, reggae, sons obscuros do Oriente. Já fez até um especial de música latina, só com raridades.

Apresenta desde as últimas novidades até os sons mais clássicos. Os comentários que faz entre as músicas são, sem nenhum favor, geniais.

Uma vez tocou “King Heroin”, de James Brown, e na sequência contou sobre um show a que assistiu de Brown, então em baixa total. Disse mais ou menos o seguinte: “Mesmo nos piores palcos, mesmo tocando para os piores públicos, James Brown sempre soube onde estava e quem ele era. E não são muitas as pessoas que sabem quem são”.

Iggy é obcecado por James Brown, o que pode parecer surpreendente -mas só em um primeiro olhar. Porque é no rei da soul music que Iggy bebeu, até a última gota, para criar sua persona artística.

O corpo elétrico, como se estivesse plugado diretamente em uma linha de alta tensão. A atitude confrontacional, na beira do palco, olho nos olhos da plateia: “O artista aqui sou eu, vocês que se virem”. Claro, Iggy é o James Brown branco, olhos vidrados, um fio sem capa, o peito lacerado por cacos de vidro.

Chamado de pai do punk, Iggy é fascinado por música negra. Depois de tocar “Cloud 9” (de 1968), dos Temptations, disparou mais uma: “Essa música chama as pessoas para um mundo paralelo, fumar um baseado, tomar um ácido, ficar legal. Muitos de nós que pegamos esse trem, nessa época, hoje estamos ocupados sobrevivendo a nós mesmos”.

Para os dias de hoje, “Iggy Confendential” traz só um senão: são duas horas dominadas pela surpresa, pelo inesperado. Não tem nada a ver com a nossa época, em que as pessoas procuram na internet aquilo de que elas já sabem que vão gostar, ou então se submetem às ofertas de um algoritmo que intui o gosto do freguês.

Nas noites de sexta-feira, na BBC 6, o único algoritmo é o que roda dentro do cérebro de Iggy Pop. E, da cabeça do homem-iguana, ninguém prevê o que pode sair. ”

– Álvaro Pereira Júnior, Folha de São Paulo, 06 de junho de 2015.

Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alvaropereirajunior/2015/06/1638514-a-noite-da-iguana.shtml

menos uma…

ipa

Assunto: o sinal está fechado pra nós

“E aí Mauval, quais as novas na capital da Guanabara?!!!

Lembra que nos anos 90, vez por outra acordávamos no domingo com uma noticia ruim? Parecia que as coisas ruins esperavam sempre para acontecer no domingo.

Pois nesse domingo acordei com uma noticia que por algum motivo me deixou triste, fiquei sabendo que a radio Ipanema FM de Porto Alegre, não será mais transmitida em seu dial 94,9 passando a sua programação somente a ser transmitida pela web.

A rádio Ipanema está para nós aqui do sul, como a Fluminense está para vocês ai no Rio, isso por diversos motivos, por falarem a mesma linguagem, por serem alternativas e tocarem o que outras nunca tocariam. Eram tão identificadas que os locutores aqui até chamavam a Fluminense de coirmã.

Para nós que não tivemos as mesmas possibilidades tecnológicas de hoje, a Ipanema foi nos anos 80, a janela que tínhamos para o mundo, nós que vivemos “longe de mais das capitais” tínhamos nela a janela pela qual olhávamos para o mundo, e podíamos saber o que nele se passava.

Por ela chegou aos nossos ouvidos as sonoridades de bandas como The Cure, The Smith, PIL, Bauhaus, Trio, Television e uma infinidade de outras. Por ela até conhecemos nossa própria província com Jemi Joe, Júlio Reni, Nei Lisboa e tantos outros que talvez nunca conheceríamos não fosse a sua ideologia de não andar pelos caminhos onde todas andavam.

Sei que as mídias atuais têm trazido novas possibilidades e se não fossem elas, quem sabe não teríamos nem a continuação da Ipanema pela web, mas de alguma maneira, olhando pra tantas rádios sem história e sem identidade alguma, continuarem firmes em seus diais, sinto que alguém saiu derrotado, e temo que o poeta estava mesmo certo; “eles venceram e o sinal está fechado pra nós”.

Gil Brito

RSD + iggy + BBC6 + aTRIPA + clinton…

clinton

leeds
Assunto: Re: leeds calling…
“Bom dia!  Tudo bem?
Oi Mauricio, yes I’ve been into the shop and collected your records so would you like me to post them for you?  It seems they had a great Record Store Day last Saturday at Jumbo Records and George Clinton was playing in Leeds that night so he popped into the shop in the afternoon to sign some records and say hello before his sound check.
Yes it’s sunny in Leeds and I’ve attached a photo I took from my house this lunch time.
Do you listen to the radio very much?  Since I retired I often make time to listen to some radio programs so that I can find new music and my favourite radio station at the moment is BBC Six Music where they have some great presenters and often some great music too (you can get it on the computer).  One of my favourite shows at the moment is one presented by Iggy Pop and I have sent you a link to the first show in his latest series.  If you get time check it out:  http://www.bbc.co.uk/programmes/b05pmt2y
I hope you are keeping ok.
Looking forward to hearing from you.
All the best, Hunter
PS If I could find a really cheap flight to Rio I would bring your records myself!!!!!!!
+

Assunto: Vício.

“Salve Mauricio. Salve Shogun.

Gentes, vou logo dizendo-lhes que estou viciado.

A ida de Caipirinha ao programa causou-me um efeito devastador. Faz três semanas que praticamente não paro de ouvir da BBC Radio 6, parando somente para ouvir o ronquinha.

O programa do Iggy Pop é devastador. O da Lauren é fantástico, o do Steve, o do Radcliffe, os intervalos sem programas específicos, enfim… estou entregue ao vício.

Tenho conhecido músicos, bandas, sons deliciosos que desejo compartilhar com vocês como “Switchblade” – Link Wray, “You Can’t Talk to Me Like That” – Nikki Lane, “Music for 18 Musicians: Section I” – Steve Reich,

“Koyaanisqatsi” – Philip Glass, “To Travel the Path Unknown” – Goat, “Bright Lights, Big City” – Jimmy Reed, “Beast” – Ex Hex, “Cler Achel” – Tinariwen, “Free Supper” – ProtoMartyr, “Sing, Sing, Sing” – Gene Krupa, “Actress” – Kim Gordon, “Space March – John Barry, “Echo In (Rival Consoles Remix)” – Vessels, “Attacked By Monsters BBC Session” – Meat Puppets, “April’s Song” – Real Estate, “Itila Ihene Dagh Aitma” – Terakaft… e mais um monte que nem cabe aqui.

Em fim, meus amigos, se alguém conhecer um grupo BBCSixolatras anônimos, não me avisem, quero continuar no vício.”

Beijos. Marcelo

adiantando o momenNto + cascudo…

com razoável tempo na janela, temos uma penca de momentos inoxidáveis em FM e web.

lançamentos cabeludíssimos, entrevistas, batatadas Históricas, sessões inesquecíveis & muitas outras “imexíveis conquistas”.

mas o lance é o seguinte, existe uma determinada ação que paira sobre todas as outras.

o instante mágico em que os Deuses do Rádio abençoaram nosso programa.

minutos onde todos os elos da Radiodifusão se encontraram sob o manto da criatividade-informação-originalidade-

galhofa-sagacidade-competência-performance-ineditismo-técnica & “cabeleira altíssima”!

sério, pode preparar o K7 para registrar algo avassalador, brutal, imortal… peça única, mesmo.

que, finalmente, restará sobre a face da terra pós apocalipse… junto com a baratas e os discos em vinil.

e aviso, o protagonista da situação é alguém que jamais teve relação com rock alive, ronca tripa, radiolla ou roNca roNca!

é terça feira, dia 30, no #108… no especial “the basement tapes / bob dylan & the band” com eduardo bueno, de coNvidado!

casca

atualizando com a + tocada em 2014…

Assunto: top100 das + tocadas em 2014
“oi, mauricio!

depois de ler o tal top100, cheguei à conclusão que sou muito alienada e estou vivendo praticamente em outra dimensão. por exemplo: quem são eduardo costa, lucas lucco, cristiano araújo, marcos & belutti, thaeme & thiago, só para citar alguns nomes que aparecem entre os 20 primeiros? não conheço nenhum desses artistas. mas, claro, deve ser uma deficiência minha… preciso me atualizar urgentemente.”
beijos
claudia

 

TOP100 das + tocadas há 20 anos (ou oswaldo mandou pra gente)…

isso, a relação das músicas mais executadas no rádio brasileiro, em 1984.

longe, mas muito longe haver alguma conexão com saudade, “ah, como era bom” ou outras patuscadas.

todo fim de ano tem rolado o mesmo tipo de comparação… a diferença é que o funil está apertando.

e não é só nessa gaveta da música… que é muito importante pra gente… mas há outras bem mais vitais.

é o brasil rodopiando…

1 Sonífera Ilha – Titãs
2 Como Eu Quero – Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
3 I Just Called To Say I Love You – Stevie Wonder
4 Óculos – Os Paralamas do Sucesso
5 Vai Passar – Chico Buarque
6 Esquinas – Djavan
7 Deixa Eu Te Amar – Agepê
8 You And I – Kenny Rogers
9 Fullgás – Marina
10 Inútil – Ultraje A Rigor
11 Lilás – Djavan
12 Knife – Rockwell
13 Brega-Chique (E o Vento Levou Black) – Eduardo Dusek
14 Caminhoneiro – Roberto Carlos
15 Ebony Eyes – Rick James & Smokey Robinson
16 Só Você – Vinicius Cantuária
17 Bete Balanço – Barão Vermelho
18 Thriller – Michael Jackson
19 All Night Long (All Night) – Lionel Richie
20 Recado (Meu Namorado) – Joanna
21 Fogueira – Angela Rô Rô
22 Meu Erro – Os Paralamas do Sucesso
23 Eu Sou Free – Sempre Livre
24 Me Chama – Lobão & Os Ronaldos
25 Owner Of A Lonely Heart – Yes
26 Xixi nas Estrelas – Guilherme Arantes
27 Joanna – Kool & The Gang
28 Eva – Rádio Taxi
29 Hello – Lionel Richie
30 Lindo Lago do Amor – Gonzaguinha
31 Somebody’s Watching You – Rockwell
32 Against All Odds (Take A Look At Me Now) – Phil Collins
33 Linda Juventude – 14-Bis
34 Karma Chameleon – Culture Club
35 Over You – Lane Brody
36 I Guess That’s Why They Call It The Blues – Elton John
37 Sonho de Ícaro – Biafra
38 Nada Mais (Lately) – Gal Costa
39 Fixação – Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
40 Private Dancer – Tina Turner
41 Jump – Van Halen
42 Nada Tanto Assim – Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
43 Drive – The Cars
44 When Doves Cry – Prince
45 Say Say Say – Paul McCartney & Michael Jackson
46 Just My Imagination – Lillo Thomas
47 A Song For You – John Miles
48 Careless Whisper – George Michael
49 Certas Coisas – Lulu Santos
50 Is This The End? – New Edition
51 Heart And Soul – Huey Lewis & The News
52 I Can Dream About You – Dan Hartman
53 What’s Love Got To Do With It – Tina Turner
54 A Mulher Invisível – Ritchie
55 Esa Mujer – Julio Iglesias
56 If Ever You’re In My Arms Again – Peabo Bryson
57 Time After Time – Cindy Lauper
58 Baile dos Passarinhos – Gugu
59 Tic-Tic Nervoso – Magazine
60 Champagne – Manolo Otero
61 Talking In Your Sleep – Romantics
62 Eyes Without A Face – Billy Idol
63 Maior Abandonado – Barão Vermelho
64 I Am What I Am – Gloria Gaynor
65 Porque Não Eu? – Kid Abelha
66 Dancing In The Dark – Bruce Springsteen
67 I Feel For You – Chaka Khan
68 Comer, Comer – Brazilian Genghis Khan
69 Make Believe It’s Your First Time – Carpenters
70 Vamos a La Playa – Righeira
71 Reggae Nights – Jimmy Cliff
72 São Paulo, São Paulo – Premeditando o Breque
73 Stuck On You – Lionel Richie
74 Quando Te Vi – Beto Guedes
75 Beat Acelerado – Metrô
76 Transas e Caretas – Trio Los Angeles
77 Lua My Love – Eduardo Dusek
78 Hey DJ – The World’s Famous Supreme Team
79 Você em Minha Vida – Fafá de Belém
80 Toque de Malícia – Beth Carvalho
81 You’re The Inspiration – Chicago
82 Betty Frígida – Blitz
83 Let’s Get Together – Tina Turner
84 Ao Que Vai Chegar – Toquinho
85 Boys Do Fall In Love – Robin Gibb
86 Papel Maché – João Bosco
87 Tudo Azul – Lulu Santos
88 Do What You Do – Jermaine Jackson
89 Vereda Tropical – Ney Matogrosso
90 Eva – Umberto Tozzi
91 My Girl – Lillo Thomas
92 Almost Paradise – Ann Wilson & Mike Reno
93 Festa dos Insetos – Gilliard
94 Miss Me Blind – Culture Club
95 Veneno (Veleno) – Marina
96 Férias de Verão – Sandra Sá
97 Enredo do Meu Samba – Sandra Sá
98 Where Is My Man – Eartha Kitt
99 Um Desejo Só Não Basta – Simone
100 SKA – Os Paralamas do Sucesso