Arquivo da categoria: torcida

o froNt capixaba & Ela…

Assunto: caNecando

“Salve MauVal !

Tudo blza? O resgate de minha caNeca foi demais , estava em um evento (em julho) no Rio Centro e procurei saber onde era o BIbi Sucos mais próximo , acabei indo em um da Barra na av. Olégario Maciel onde uma moça Cearense muito simpática me atendeu , o almoço foi top ela até me recomendou um suco com gengibre para aliviar minha garganta detonada , mas não resisti ao açaí pra acabar de vez com a voz , mas q açaí estrombólico ,Nota 10! Qdo ela trouxe a notinha eu chorei uma segunda caNeca mas ela só sorriu e negou ! rs
Gastei mais q a caNeca de uber mas vale muito !! Voltei na correria todo feliz para o curso no Rio Centro .
Meu cunhado Lorenzo de NY (q gravou a vinheta) falou que só ouve o RoNca para ouvir os comentários de Nandão mandou um abraço ! Contei pra ele sobre o Take de Tom e Elis gravando Águas de Março que vc tocou certa vez , ele deu cambalhotas de emoção ! Queremos muito ouvir novamente por favor! 🙂

Forte abraço !”

Mayko ( froNt Capixaba)

bruno confirmando…

Assunto: Confirmando Preto e Branco

“Oi, MauVal. Como vai?

Depois de um tempão na querência, só nas namorâncias, eis que chegou o tempo da gozância. Isso mesmo o pretim é branquim todim meu.
Que beleza!

Agora só falta você dar aquela rabiscada.

Um abraço!”

Bruno

andré, o mar e a meNsagem na garrafa…

Subject: Mensagem na garrafa
“Salve, Mauricio! Salve, Nandão!

Ouço o ronquinha desde a época da finada Oi FM, lá por 2007, na altura em que eu era funcionário da Oi, quebrando pedra como técnico de telecom naquela famigerada empresa. Eu já era um ouvinte tardio, tendo sido apresentado ao programa por meu amigo José Rodrigues da Praça Seca (aquele que você mandou dar um pulinho na janela numa terça-feira de carnaval, quando o jovem ganhou um sorteio do ronquinha).
Acontece que o mundo vai ficando uma merda e a gente também. Fui sugado pela facilidade dessas plataformas de música no celular. Voltei a escutar o programa quando de sua aterrisagem no Spotify. Mas é uma alegria saber que a gente pode estar boiando nesse mar de merda ejetada por um vulcão e, de repente, topar com as ondas do ronquinha e sua desorientação.
Vida longa!
Abração,”
André

mark, fotografia, bituca & o mixto…

Assunto: Milton “Bituca” Nascimento

“Fala MauVal!

Estou passando aqui pra te contar um dos maiores momentos da minha vida.

Meu nome é Mark Greathouse (apesar desse nome americano, sou brasileiro de BH). Sou um membro da tripa já há alguns anos, após ser apresentado ao Ronca pelo meu amigo Thiago Mamede.

MauVal, desde moleque, sou um grande fã do Milton “Bituca” Nascimento. Minha mãe já me mostrava LPs dele quando eu era pequeno, e até hoje afirmo enfaticamente que ele é a voz mais bonita que o Brasil já produziu, e sem dúvida nenhuma uma das mais bonitas da história da humanidade. Tanto acredito nisso, que quando me casei no ano passado, fiz questão de que a versão da música “Travessia” que ele gravou com o gaitista belga Toots Thielemans fosse o fundo musical dos meus votos na hora do casório. (inclusive, se me permite um pedido, seria de ouvir essa versão aí no Ronquinha).

Aí, imagine minha surpresa quando em janeiro desse ano, recebi um convite inesperado: sou fotógrafo há cerca de dez anos anos, e ensino fotografia na minha escola aqui em BH (chamada Ansel). Tive a honra de ser professor do João Couto, que através de muito talento, hoje é o fotógrafo “oficial” das turnês do Bituca. Em janeiro desse ano, ele me ligou porque o Bituca pediu que ele o fotografasse em estúdio para que eles tivessem alguns retratos que pudessem ser utilizados como material de marketing para a nova turnê do Bituca, homenageando o Clube da Esquina. Como o João não tinha muita experiência com fotografia de estúdio, me ligou e me pediu para estar com ele lá para ajudá-lo nessa sessão.

MauVal… eis que eu saio de BH para a casa do Bituca em Juíz de Fora. Chego e sou logo apresentado a ele. Timidamente, comento com ele que que sua voz tinha sido a trilha sonora do meu casamento. Ele, mais timidamente ainda, me responde que apesar de saber dessa gravação, não se lembrava de muitos detalhes de como foi ter gravado com o Toots. Seu filho Augusto propõe que a gente asse uma carne e compre uma cervejinha, já que o estúdio fotográfico estava reservado para o dia seguinte. Papo vai e papo vem, me convidam para dormir ali mesmo. NA. CASA. DO. BITUCA.

Após ouvirmos vários LPs na sala, o Bituca timidamente se retira para dormir, e o resto da turma (Augusto, João e dois produtores) decidem fazer uma sauna. Eu, que estava atoladissimo de trabalho, aproveito o momento livre para abrir meu laptop e responder alguns emails de clientes, na sala da casa.

Estava ali sentado sozinho quando, algumas horas depois, o Bituca ressurge de seu quarto. Todo o resto da turma ainda estava na piscina ou na sauna. Percebendo que o Bituca estava procurando por alguém, pergunto pra ele se ele estava precisando de alguma coisa. Ele me responde que estava com um pouco de fome. Eu, mais timidamente ainda, pergunto se ele quer que eu arrume algo para ele comer. Ele me pede gentilmente para ver se tinha algum pão na cozinha. Peço sua permissão para abrir a geladeira, e após seu consentimento, vejo que na geladeira tinha, além do pão, um pouco de queijo mussarela e presunto… naturalmente, pergunto: “Bituca… você quer que eu faça um mixto pra você?” Ele responde, sempre timidamente: “Um mixto ia bem… mas usa aquela manteiga ali que é lá de Três Pontas”.

MauVal!!! EU FIZ UM MIXTO PRO MILTON BITUCA NASCIMENTO!!!

Praticamente não dormi depois disso. Acordamos cedo para ir para o estúdio e deixar tudo pronto para as fotos. O João Couto, como sempre, mandou muito bem. Mas em alguns poucos momentos onde faltou a ele a inspiração, tive a honra absoluta de fazer alguns retratos do Milton, que te envio em anexo. Sem dúvida nenhuma foi um dos maiores momentos da minha vida e da minha humilde carreira como fotógrafo.

Enfim… desculpe o texto longo do email, mas logo que tive permissão deles para divulgar as imagens, pensei em compartilhar isso com vocês do Ronquinha e com o resto da Tripa.

Espero que gostem.

Um abraço-”

Mark

fernando & raul, exatameNte…

Assunto: #347 e reflexões diversas.

“Salve Mauricio,

Tudo bem? Estive ontem com o Fernando gravando o “Exatamente” e vc e o RoncaRonca foram citados do começo ao fim. Apesar da geração que me separa do Fernando, criamos uma amizade baseada em música e o Ronca tem sido pauta de nossas conversas há anos (como já foram também as crônicas dos Dapieve. Aliás, que livraço). Eu espero sinceramente que vc tenha consciência do papel que o Ronca tem nesse cenário desértico apocalíptico cultural que vivemos por aqui. E não é de hoje, que fique claro. Nos meus mais de 30 anos ensinando pra adolescentes, volta e meia aparece algum aluno que curte música fora do mainstream e nestes casos passo como dever de casa escutar o Ronca. Na semana seguinte o moleque chega com um “Raul, putaquiopariu, que fodaaaa, caaaaaralho,… Eu mando uma frase que aprecio muito: “cola comigo que vc vai se dar bem”.

Mas vim falar desse #347: Quequéisso?? Espetacular!!

Ah, faça um favor: Pergunte ao Nandão se ele joga gamão. Quero desafiá-lo valendo um MilkShake de açaí aqui em Nitcity.

Grande abraço para os dois.”

Raul

fábio e o #346…

Subject: Pelo Ben do Taj Mahal
“Caríssimo MauVal,
Eis que depois de quase sofrer um acidente automobilístico ao ouvir a primeira nota do Sir Ayler ser reproduzida no falante esquerdo do automóvel numa curva suspensa da cidade de CONTAGEM-MG (berço do punk nacional), não pude passar pelo #346 sem TRÊS observações de suma importância. (Vale dizer que agora com o podcast consigo escutar o ronquinha durante dois dias seguidos, pois gasto uma meia hora para ir e voltar do trampo).
1. Wim Wenders e Aprendenders é uma lenda do jornalismo cultural de belo horizonte, pois foi exatamente com essa expressão que um digno repórter da roçatrópole intitulou uma matéria sobre um dos filmes do alemão em um grande periódico daqui — faz uns quinze anos.
2. apesar da estrada apocalíptica, itambé do mato dentro é um pedaço de local paradisíaco enfiado no meio do vale do jequitinhonha, cujas cachoeiras tive o prazer de visitar lá pelos idos de 2008. recentemente, descobri que um amigo passou num concurso para professor municipal e está dando aulas de português lá. mande um abraço, o nome dele é Paulo.
3. também há uns dez anos, caiu na minha mão, por intermédio de um amigo alemão, na Alemanha, um CD ao vivo do Taj Mahal — o cara havia alugado o disco numa biblioteca municipal berlinense. A música que abre o disco é nada menos que uma releitura de “Taj Mahal” de Jorge Ben, mas invertida: o nome é “Jorge Ben”, tocada por Taj Mahal. Não teve esse negócio aí de plágio, a cavalheirice rolou entre os dois parças.
Grande abraço!”


Fábio