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mauricio + pulitzer (ou sobrou pra vênus)…

mauricio lima galgou parâmetros inoxidáveis na fotografia mundial ao receber, dia 18, o prêmio pulitzer de fotografia 2016!
em tempos onde o orgulho de ser brasileiro desce pelo ralo, o xará segue a bordo da categoria “ele me representa”… acima de tudo (e de todos) por conta de sua incontrolável coragem.
ontem, ele também fisgou o John Faber Awards, durante o Overseas Press Club of America (OPC),
pra fechar a tampa, algumas letrinhas dele que foram retiradas DAQUI:
Do que você tem mais medo?
Intolerância. Individualismo. Isso pode ter um impacto negativo nas futuras gerações. O modo que as pessoas vivem hoje, a maneira com que se comunicam, onde tudo é efêmero, me assusta. Até na própria fotografia. Não consigo ver foto no celular. Não é a plataforma ideal. Apesar de não ser tão velho, ainda prefiro ir a uma exposição ou museu e ver a foto no papel, livro. Faço parte de uma geração, talvez a última, que trabalha com filme na imprensa. No início da carreira, o contato com o filme no laboratório era muito mágico. Hoje, você tira uma foto com o telefone e publica. Talvez mais de mil pessoas vejam. Existe um vício.
allan mandou pra gente (ou a guitarra chorou e eu também)…
e vamos combinar que a risada do dhani (aos 4:45 ) é uma maravilha inoxidável… e a saidinha Dele do palco? mamãe!

perdendo faro…
Assunto: 2016 está de sacanagem“Mau Val, hoje não tem coisa boa, não.Foi-se na madrugada desta segunda Fernando Faro, que fez muito pela memória da canção brasileira através dos programas de tevê shows e discos que produziu – sendo a face mais conhecida deles o “Ensaio”, na TV Cultura paulista (e TVE nacional).É mais um a ir conversar com Hendrix – e a continuar a conversa com Cartola, que era camaradão do dito cujo.Ó só, ali em cima, o Angenor no “Ensaio”, em 1974.Enfim, como você disse na homenagem a Prince: que fase da nossa humanidade, hein?Abraços,”Felipe

o feitiço (ou as meninas balançando o coreto)…

o record store day tem sido pauta constante no roNca desde o dia em que nasceu. afinal, ele é a celebração máxima de algumas de nossas mais cascudas paixões: música, lojas de disco, criatividade, “divisão do pão”, originalidade & o diabo A4.
muito antes do RSD, todas essas conexões sonoras já habitavam nosso poleiro… e, por aqui, foram formadas gerações de fissurados em música… e vinil.
com o boom da música digital, era de se esperar alguma forma de reação ao sumiço do disco físico… e ele não tardou: “a volta do vinil” (sem que ele jamais tenha ido).
felizmente, o velho “plástico redondo com um furo no meio” agradou em cheio, sobretudo, à rapaziada que jamais havia visto um desses exemplares.
a indústria, claro, começou a (re)lançar os clássicos e a investir nas novidades onde muitas delas saiam apenas em vinil… festança. os gráficos de vendas do mercado galgavam parâmetros loucamente.
a “novidade” tomou uma dimensão tão frenética que atingiu o status de fetiche… ou seja, os novos interessados começaram a ficar, literalmente, enfeitiçados pelo “velhaco”, pouco se importando pelo som que vinha dentro dele. muitos sequer abriam o lacre. muitos, consequentemente, jamais ouviram os discos.
o importante era ter / exibir… tirar onda com o vinil amarelo. com a capa em 3D. com o poster gigante. com o formato quadrado do disco… enfim, a música não importava muito… tanto não era considerada que, ao longo dos últimos anos, o gosto da rapeize ficou pra lá de despirocado. tanto faz possuir na prateleira um arctic monkeys autografado quanto uma edição triangular da celine dion… tanto faz mesmo.
diante dessa incontrolável sede dos novíssimos consumidores, o record store day se afastou bastante de certos objetivos iniciais. atualmente, o mais relevante é saciar o tal feitiço de milhares e milhares de fissurados espalhados pelos cinco cantos do planetinha movimentando uma dinheirama como há muito tempo não se via.
aí, você pergunta: “o RSD perdeu a qualidade?”
aqui nos trópicos, distante da realidade dele, eu posso garantir que não perdeu a qualidade… mas, ao mesmo tempo, acho que o RSD ganhou uma quantidade enorme de lançamentos desnecessários para os que estavam com ele desde o início… discos que visam, acima de tudo, preencher a fúria consumista… e vamos combinar, lááááá atrás, por mais que o RSD visasse o sucesso financeiro, havia outros tipos de prioridades.
coincidentemente (ou não), esse ano, foi a primeira vez em que passei longe da magia do RSD. a operação de trazer as pepitas – que sempre envolveu um monte de traficantes/amigos/”aviões” – foi desmantelada. o preço influiu forte… mas o principal foi a diminuta quantidade de discos para fazer a roda aqui do poleiro girar.
anyway, anyhow, anywhere, o importante é a rapaziada seguir conectada e que ela mantenha o mercado em movimento pelas próprias pernas sem deixar que tudo se transforme numa modinha com validade… e como são meninas que fazem o coreto balançar:
vamos combinar, hein? (ou “purple rain” & “delirious”)…
e ouviu em vinil! casca!

vergonha sem fim (ou londres 2017)…

imagina se tio sam avisa: “tamo cancelando a ida pra essa roubada de olimpíada na cidade maravilhosa. o rio de janeiro está falido. tá tudo desabando e ainda tem a porra da zika… e, mais ainda, o país naufragou”.
imaginou? em seguida frança, rússia, alemanha e canadá tomam a mesma posição. de imediato, a itália dá idéia para os jogos olímpicos passarem para agosto de 2017, em londres.
e aí?
vergonha de lascar a alma!
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