“Salve, Mauricio!
Rapaz… Edição histórica do Ronquinha. Papo sério. (Com o perdão do clichê).
Tudo é contexto, não é? Dia desses você comentou da diferença de ouvir uma música num Spotify ou no disco e ouvir no Ronca. E, claro, são experiências completamente diferentes. Talvez a música até fique um pouco diferente, hein?
Essa edição #495 foi isso.
Aliás, percebo o quanto meu ouvido foi educado pelo Ronca quando me deparo com edições como essa, em que eu conheço uma quantidade razoável de músicas executadas e todas elas soam diferentes. Foi assim com a Orquestra Tabajara.
Quando a gente se muda pra uma cidade, o que deve fazer? Ligar o rádio, claro. Fiz isso quando me mudei para São Paulo. Passava muito tempo ouvindo rádio para entender o lugar, as pessoas, o trânsito, o que está rolando, etc.
Ouvindo a Rádio Bandeirantes, um dia me deparei com “Rhapsody in Blue” com a Orquestra Tabajara. Pirei. Mas eu não sabia que era “Rhapsody in Blue” com a Orquestra Tabajara. Eu não fazia ideia do que era aquilo. Até que um dia, anos depois, ouvi de novo e descobri que era – ou pelo menos passou a ser – a abertura de um programa, o “Arquivo Musical”.
Aí ficou fácil de achar. Mas imagina a situação, inimaginável hoje, de querer ouvir uma música naquele momento e não ter como? E isso foi tipo “ontem”.
A Rapsody do Severino, desde então, é trilha da minha vida. Eu fico igual a um vendedor de enciclopédia ou testemunha de Jeová: “irmão, já ouviu a Tabajara tocando Rapsody in Blue?”.
Enfim, já falei demais! rs
Abração, saudações vascaínas e viva Severino Araújo, viva Pedro Sorongo!”
Tesi