o catalão de berlim “largado” no rio de janeura…

o figuraça acima é o sergi, catalão residente (há 14 anos) em berlim, e MEGA fissuradaço em música brasileira… “velha”. isso, papo de 1974 pra trás.

traçamos uns comes & bebes, ontem, na pastelaria, e ele narrou a incrível História de como aprendeu a falar português (PERFEITO) escutando mutantes, caê, tom zé, jorge ben, gil, bethânia, ronnie von, gal e outros tantos.

– eu ouvia lanchonete em “baby” e mesmo tendo noção da língua, a palavra parecia sair de um dialeto desconhecido

hahahaha… D+

enfim, sergi é o gerente/proprietário do selo alter.cat voltado ao mundo das pepitas obscuras e roda o planeta cavucando sonoridades cabriocáricas… voltará para berlim com um baú abarrotado de discos adquiridos em são paulo, rio, lima, bogotá… ou qualquer outro espaço onde tenha brotado alguém na mesma sintonia.

papo vai, papo vem, perguntei qual seria um disco de música brasileira que ele gostaria de lançar pelo selo e…

– seria o máximo conseguir editar uma coletânea em vinil do daminhão experiença

UAU… de imediato, abri a mochilinha, peguei o “preto e branco” (devidamente rabiscado), abri na página com a fotografia do daminhão e coloquei nas mãos  dele… PQParille! crazy!

nessa temporada carioca, sergi deitou os cabelos em babulina no circo voador e ainda não se refez da viagem intergalática sob a lona.

o cruza foi alavancado por pedro brandt, a leNda brasiliense

aTRIPA aparando a moita…

Assunto: Nelsão no roNca

“Fala Governador! Está sendo inevitável não comentar essas últimas edições do roNca, tendo como presença encantadora esse álbum do Nelson. Ouço demais o “Encanto da paisagem” e é umas das pepitas que mora no coraçãozinho. Tive uma sensação nova de ouvir o #274 , #275 e o SGR, parecia estar em casa, algo bem particular. Grato sempre Governador, abraços!”

Henrique

+

Assunto: Saindo detrás da moita…

“Fala Maurição!

Estou dando uma saidinha detrás da moita, muito rápida, para fazer algumas considerações sobre o abordado no #275…

Sobre o filme do Sapo, que Nandão não gostou…eu achei sensacional! Trilha sonora espetacular com clímax dedicado a Carmem Miranda cantando Chica Chica Boom Chic…está bom? Várias mensagens subliminares sobre os nossos dias atuais de intolerância, além de espetaculares atuações e uma fotografia de tirar o fôlego. Enfim…um filme filosófico, sensível, para ser visto e revisto com mente e coração abertos…Guilherme Del Toro foi show! Vale a pena…

Quanto a repaginada no site do Ronca, vale muito a pena a tentativa! Sinto falta da minha sintonia com outros ouvintes… Como gostaria de poder mandar um beijinho para a Carmela (e ela respondendo!), um abraço para o Geissel ou solicitar um “naco” de chocolate para o ouvinte Suiço…Mas, claro, havendo uma página tipo rede social, aonde pudéssemos nos manifestar e conversar, existe sempre o perigo da incompatibilidade de opiniões e o início da porradaria internética como temos visto atualmente, quando existe uma divergência de opiniões…Porém…vale o risco.

Aproveito para pedir, claro, pro Ronca #276, logicamente, a canção: Chica Chica Boom Chic com Carmem Miranda (música de Harry Warren e Mack Gordon).”

E terminando esse email longo, apresento o meu compacto do The Bee Gees, de 1972, comprado na Cláudia Discos (endereço colado no disquinho). Que momento…

Abração!

Gilberto
Rio de Janeiro – RJ
(voltando para atrás da moita…)

willana & o #275 (ou o bee gees saindo na porrada em falsete)…

Assunto: #275 (ou If you could blow up the world with the flick of a switch, would you do it?)

“Hello hello

Depois de ouvir a Courtney Barnett & Kurt Vile fiquei matutando em como é bom uma ideia feliz como foi a da combinação desses dois. Que divertimento. Maravilha.
Eu entendo tanto o ranço quanto a comoção pelo filme do bicharoco lá que levou o boneco de totó. Natural até o E.T. gourmet ser aclamado. Afinal, o que mais tem por aí é criança de 35 anos. Coisa muito em voga hoje em dia por sinal.
John Martin: uma das poucas coisas que Phil Collins fez de decente. Brinks. Tô ligada que teu coraçãozinho bate forte um tambor pelo desafeto de Sir Paul.
Falar do peso de Carlos, Erasmo é chover no molhado, né. O que pouca gente sabe é que a canção “Ciça, Cecília” (que foi arranjada pelo Verocai) foi trilha de novela. Tema de uma das protagonistas(informação – voz do Renan do Choque de Cultura).
Maneira, a parada da NME. Claro que toda compilação é irregular e tals mas tem sempre suas pepitas.
Ouvi Hollie Cook (acho) num programa do Gilles Peterson. Enfim, não importa. Se não me alertei da vez passada, essa foi pra se ligar.
Gosto dessa fase psychedelic sunshine pop do Flaming Lips.
Deus, como Bee Gees é detestável. Imagino eles discutindo entre si fazendo falsete. Que inferno.
Nelson Sargento: momento monumento [1]
Seu Rory, um dos meus guitarristas prediletos (sim, eu sei que ‘who cares’). Fender Stratocaster, sem pedais, sensacional. Não nessa canção, obviamente, que o bandolim impera. Mas não menos genial.
Adelzon Alves: momento monumento [2]
Como Jon Lucien é precioso, não? Esse “Mind’s Eye” foi arranjado pelo Dave Grusin que também arranjou o “Rashida”.
Eita, que Nandão tava no modo Zé Graça nesse #275 hein. Falando sério: não tenho solução sobre o cheguete da torcida. O que eu sei e o que eu sinto a cada quinta-feira é como é bom ter algo ou alguém que assim como eu teve a vida mudada pela música (independente do gênero), suas ideias. A transmissão de entusiasmo, a sensação de brilhos no olhos a cada história, a capacidade ali de extrair beleza de histórias que talvez sejam banais pra maioria das pessoas. Esse sentido é muito bonito. Não sei no que vai dar ou até quando dará, portanto, thanks a lot.

Saudações,”
W.

boogarins, tuneyards & marcelo “caipirinha”, ontem…

Assunto: quentinho, saindo do forno…

“Salve, Simpatia!

Chegando em casa depois das apresentações de Boogarins + tUnE-yArDs aqui na Cidade Marav…. digo, aqui em Leeds.

Circunstâncias perfeitas do lado da platéia: show com ingressos totalmente esgotados em um lugar bem bacana… mas em noite de nevasca incomum em Leeds, de modo que os acomodados ficaram em casa, e só os fominhas apareceram, em número grande o bastante pra noite ser aconchegante, mas não grande o suficiente pra dificultar a circulação e a integração entre público & bandas.

Se liga no cineminha do Boogarins (anexo). Sem “relógios brancos” à vista, e com recepção sensacional de uma platéia interessada e bem informada. Apresentação à altura, seguida de simpática integração com o público presente.

Depois, tUnE-yArDs com a qualidade habitual, e mais integração Boogarins + platéia. Madame Garbus não compareceu, talvez em solidariedade com o roubo daquela foto de 2010 (em anexo) que seu fiel correspondente tinha levado, esperando alguns comentários. Infelizmente, a foto foi afanada enquanto eu tirava fotos…

Em resumo: bom show mas poucas notícias do t-y, bom show & boas notícias do Boogarins, contente com o evento e também com a aparição da camiseta do roNca…

All for now, mais notícias daqui a poucos dias, quando estivermos na Cidade Marav… digo, no Rio de Janeura.

Valeu?

Beijos & abraços,”
Marcelo///

diego mandou pra gente…

Olha aí meu Brasil, se o meu sonho fosse realidade
O meu Morro do Galo seria, o morro padrão desta cidade
Nossa comunidade, com felicidade viveria
O seu dia a dia na maior satisfação
E na luta pela justiça de seus ideais
Agiriam diferente, nada de botar pra frente
Sem a consulta dos direitos sociais
Aí então a fachada do meu Galo mudaria
Era tudo em forma de sábio na era da nova tecnologia
Aí então a fachada do meu Galo mudaria
Era tudo em forma de sábio na era da nova tecnologia

E pra chegar lá no alto, malandro, teria q ter elevador
E pra tratar de assuntos internos seria na base do computador
E pra falar com o bom malandro
Apertava o P e B, dentro de 5 segundos a parada chegava até você
E pra falar com o bom malandro
Apertava o P e B, dentro de 5 segundos a parada chegava até você

Olha aí meu Brasil, se o meu sonho fosse realidade
O meu Morro do Galo seria, o morro padrão desta cidade
Nossa comunidade, com felicidade viveria
O seu dia a dia na maior satisfação
E na luta pela justiça de seus ideais
Agiriam diferente, nada de botar pra frente
Sem a consulta dos direitos sociais
Aí então a fachada do meu Galo mudaria
Era tudo em forma de sábio na era da nova tecnologia
Aí então a fachada do meu Galo mudaria
Era tudo em forma de sábio na era da nova tecnologia

E pra chegar lá no alto, malandro, teria q ter elevador
E pra tratar de assuntos internos seria na base do computador
E pra falar com o bom malandro
Apertava o P e B, dentro de 5 segundos a parada chegava até você
E pra falar com o bom malandro
Apertava o P e B, dentro de 5 segundos a parada chegava até você
E pra falar com o bom malandro
Apertava o P e B, dentro de 5 segundos a parada chegava até você
E pra falar com o bom malandro
Apertava o P e B, dentro de 5 segundos a parada chegava até você

tiago, a ageNda & a série C…

Assunto: Agenda

“Fala Mauricião! Beleza?

Na preparação pra agenda cabriocárica do final de semana (Anelis hoje e Seun Kuti amanhã), ouvindo os discos da foto anexada me surgiram duas questões:
– Existiriam Madness e Roxy Music sem Bowie?
– Family é “série C”?

Rs. Abraço”
Tiago

o abraço na maré…

Assunto: Marielle

“O que aconteceu com a Marielle foi absolutamente deplorável, lamentável, pra ser sincero a ficha ainda não caiu direito. A vi e a conheci apenas uma vez, no dia da eleição, em 2016. Eu estava chegando na seção eleitoral e um amigo que eu não via a muito tempo estava em frente ao Colégio, e me deu uma panfleto dela, me indicando sua candidata. Eu disse que não era necessário pois tinha a mesma convicção dele, e já iria votar nela, e que poderia dar o panfleto pra outra pessoa que não tinha candidato (algo muito comum, se soubesse a quantidade de pessoas que resolvem na hora em quem vão votar, literalmente catando panfletos no chão só pra ter um número qualquer pra preencher na urna eletrônica… enfim, deixa pra lá); no que eu falei isso, ele disse que ela estava atrás dele, com outros amigos, e nos apresentou. Apertamos as mãos, me deu uma abraço, e nunca mais nos vimos. Acompanhava a página dela no facebook, sempre com dizeres pertinentes, críticas sinceras e diretas. Era uma das poucas pessoas que ainda me davam esperança nesse meio político. Que esse acontecimento reverbere por muitos anos, que se torne um ícone (que já é), e que os responsáveis diretos e indiretos por isso paguem por isso. Ao mesmo tempo que isso cause dor e desesperança, espero que seja um prenúncio de uma mudança verdadeira. Enfim… a ficha ainda não caiu.
Mas…vida que segue.
Valeu Mauricio, Até a próxima”

Zé da Maré

a bula do #275…

courtney barnett & kurt vile – “fear is like a forest”

john martyn – “johnny too bad” (dub mix)

john martyn – “grace and danger” (first take)

john martyn – “johnny too bad”

erasmo carlos – “é preciso dar um jeito”

erasmo carlos – “dois animais na selva suja da rua”

the fall – “the legend of xanadu”

ride – “the model”

blur – “maggie may”

hollie cook – “baby dub”

flaming lips – “the yeah yeah yeah song”

bee gees – “massachussets”

gabriel muzak – “rude boy”

nelson sargento – “de boteco em boteco”

rory gallagher – “going to my hometown” (ao vivo)

adelzon alves relembra o encontro de jackson do pandeiro com luiz gonzaga (rádio globo 5setembro2017)

jon lucien – “so little time”

jon lucien – “listen love”

ouça AQUI o programa