
carnaval / av. pres. vargas (rio de janeiro) / fevereiro1976

carnaval / av. pres. vargas (rio de janeiro) / fevereiro1976

Assunto: BBC 6 / RoNca RoNca“Fala Mauval,acabei de ler a matéria publicada pelo Álvaro Pereira Junior sobre o programa “Iggy Confidential” na Folha de São Paulo,na verdade,li primeiro no site do Ronca Ronca .Excelente matéria.No entanto,muito mais interessante é o programa que,assim como o Ronca Ronca,me conecta totalmente ao mundo da música toda semana e não quero largá-los de jeito nenhum!nem se me pagassem,meu amigo! O mais legal disso tudo,foi que eu fiquei sabendo do programa do Iggy Pop pelo Ronca Ronca.Há um tempo atrás,assim que o programa surgiu,um integrante da Torcida escreveu um e-mail contando a novidade e você o publicou no site.Outros integrantes da Torcida também escreveram,Marcelo Caipirinha (nosso correspondente internacional) comentou durante a última visita ao programa,enfim…isso tudo foi só para dizer da importância do Ronca Ronca na minha vida!Vida longa ao Ronca Ronca!Um abraço para você e Shogun.”PS: Quando der,poderia tocar alguma música The Stooges? Pode escolher qualquer uma! Ficarei emocionado com qualquer uma…hahahaFábio
embrasada esta “nova” e mais longa versão de “bitch” que está indo pra rua, hoje, no ultra incrementado relançamento do álbum “sticky fingers“…

pegajoso, hein?

Assunto: As peripécias do Iguana na BBC 6.“Salve Mau Val!Beleza?
Olha só que maravilha, ainda há esperança para este planeta… 🙂
Grande abraço!
Cheers! Renato
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– A Noite da Iguana
“Eu estava em uma discoteca na ilha de Capri. Era um ambiente degenerado, com europeus sem nada para fazer e um monte de dinheiro para torrar. Escutei os primeiros acordes [de “I Feel Love”, sucesso de Donna Summer] e pensei comigo mesmo: ‘Game over: a disco music chegou’.”
Das profundezas de um inferno rocker, quem traz a memória à tona é Iggy Pop, 68, bronzeado de morador de Miami, zero de gordura corporal e bilhões de neurônios ainda em fúria. A lembrança é de 1977. A disco music fervia. Rock’n’Roll em crise. Iggy afundado nas drogas mais pesadas.
Para a iguana autodestrutiva do rock, parecia o fim da linha – na estética e na vida. Com sua banda, os Stooges, Iggy já fazia punk rock uma década antes de o gênero existir oficialmente. Depois de cinco ou seis anos, o grupo implodiu e ele seguiu carreira solo. Entregou-se a todo tipo de excesso. No final dos anos 70, quando a disco engolia o rock, foi içado das profundezas por David Bowie, que o levou como parceiro de turnês e ajudou nos discos.
Sobreviveu. Hoje toca suas canções favoritas e conta grandes histórias em um programa semanal na rádio BBC 6, “Iggy Confidential”. Vai ao ar nas noites de sexta, e depois os episódios ficam disponíveis no site. Iggy fala um inglês pausado e claro. Dá para escutar sem sofrer.
A carreira radiofônica de Iggy Pop começou há cerca de dois anos, substituindo Jarvis Cocker, do Pulp, no programa “Sunday Service”. Jarvis pediu uma licença para excursionar com a banda, mas não voltava nunca e Iggy foi ficando.
Quando Jarvis se dignou a retomar o posto, depois de muito tempo, Iggy já tinha se firmado. Rapidamente ganhou um outro horário na grade da emissora (que é disparada a melhor rádio de música do mundo).
Como apresentador, direto de um estúdio escuro na ensolarada Miami, Iggy reina soberano com a abrangência de seu conhecimento musical e com a lucidez das lembranças guardadas em seus miolos tão maltrados pela química de recreação.Tem rock? Claro, Iggy é uma enciclopédia ambulante. Jazz? Sim, e com riqueza de comentários, contextualização, e profundo conhecimento de causa. Música eletrônica, reggae, sons obscuros do Oriente. Já fez até um especial de música latina, só com raridades.
Apresenta desde as últimas novidades até os sons mais clássicos. Os comentários que faz entre as músicas são, sem nenhum favor, geniais.
Uma vez tocou “King Heroin”, de James Brown, e na sequência contou sobre um show a que assistiu de Brown, então em baixa total. Disse mais ou menos o seguinte: “Mesmo nos piores palcos, mesmo tocando para os piores públicos, James Brown sempre soube onde estava e quem ele era. E não são muitas as pessoas que sabem quem são”.
Iggy é obcecado por James Brown, o que pode parecer surpreendente -mas só em um primeiro olhar. Porque é no rei da soul music que Iggy bebeu, até a última gota, para criar sua persona artística.
O corpo elétrico, como se estivesse plugado diretamente em uma linha de alta tensão. A atitude confrontacional, na beira do palco, olho nos olhos da plateia: “O artista aqui sou eu, vocês que se virem”. Claro, Iggy é o James Brown branco, olhos vidrados, um fio sem capa, o peito lacerado por cacos de vidro.
Chamado de pai do punk, Iggy é fascinado por música negra. Depois de tocar “Cloud 9” (de 1968), dos Temptations, disparou mais uma: “Essa música chama as pessoas para um mundo paralelo, fumar um baseado, tomar um ácido, ficar legal. Muitos de nós que pegamos esse trem, nessa época, hoje estamos ocupados sobrevivendo a nós mesmos”.
Para os dias de hoje, “Iggy Confendential” traz só um senão: são duas horas dominadas pela surpresa, pelo inesperado. Não tem nada a ver com a nossa época, em que as pessoas procuram na internet aquilo de que elas já sabem que vão gostar, ou então se submetem às ofertas de um algoritmo que intui o gosto do freguês.
Nas noites de sexta-feira, na BBC 6, o único algoritmo é o que roda dentro do cérebro de Iggy Pop. E, da cabeça do homem-iguana, ninguém prevê o que pode sair. ”
– Álvaro Pereira Júnior, Folha de São Paulo, 06 de junho de 2015.
Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alvaropereirajunior/2015/06/1638514-a-noite-da-iguana.shtml
dois queridérrimos amigos… monumentos à desorientação!
é muita sagacidade, transgressão, malemolência e “cabeleira altíssima”…

jeronymo machado & roberto berliner / são paulo / dezembro1989
Assunto: Livre…“Antes da final da champions foi o Fire and Water, depois do jogo escutei o Live!Mais tarde parti de primeira para o At Last, depois no domingo emendei com Free, depois uma “embaixadinha” o Highway e finalmente ja no meio da tarde de domingo fiz um “golaço” com o Tons of Sobs junto com o show da ilha de wight em 70 e acabou dando nisso…
PQP!
Que discos!
Que Banda!”
MAM

já perdi a conta das vezes que vi estas imagens… de quantas figuraças já foram “identificadas” cantando the beatles… de quantas moças avistei na meiuca (hahaha)… no tempo em que os dinossauros circulavam pela terra!

PQParille… mamãe!
quantos sorrisos, hein?
( :

estavam acabados, lembra?



amanhã, às 15:45, acontecerá a finalíssima do campeonato europeu de clubes campeões, a popular UEFA champions league… em berlim.
segundo muitos, é a mais importante competição on earth. afinal, são os clubes mais poderosos, os melhores jogadores, todas as modernidades da comunicação estão conectadas à disputa… e a organização é inoxidável… D+!
periga eu conferir o jogo num desses cinemas que transmitirão a “pelada”… deve ser, no mínimo, pra lá de divertido.
mas o fato é que tenho um amigo, muito próximo, que garante que o futebol acabou no momento em que os jogadores começaram, ao final dos jogos, a trocar camisas, dar beijinhos, ficarem abraçados e, segundo ele, sairem de mãos dadas do campo.
lembrei dessas palavras vendo, há poucos dias, o instante final de palmeiras X internacional, no campo do verdão (salve, diegão). na boa, parecia um capítulo do big brother… ou uma imagem da parada gay. claro, nada contra, pelo contrário, mas aquilo é futebol… quer dizer, seria o futebol do meu chapa… não é mais. tadinho dele, perdeu.
atualmente, é mole a gente saber que após jogos importantes, atletas (?!) dos dois times saem juntinhos para… passar a noite together. em muitas dessas ocasiões, acabam esbarrando com torcedores que foram detonados há poucas horas… e o pau come geral… sinistróide!
esse “futebol macho” de antigamente nem é tão jurássico assim. não lembro quando começou todo esse carinho entre os jogadores, mas deve ter sido coisa dos anos 80. mas recordo muito bem que até “ontem”, o apitador apitava o fim do prélio, os pernas de pau tomavam o rumo dos vestiários, nem se olhavam, quem ganhou ganhou, quem perdeu botava o rabo entre as pernas e vazava… a seco.
meu chapa ligou exultante no dia de river X boca, pela libertadores:
“porra, maurição. viu só? os hermanos dos dois lados já disseram que não vai ter essa babaquice de camisinha trocada ao fim do embate. é futebol, porra”.
lembra daquele jogo argentina X brasa, copa de 1990, onde a culpa da derrota brazuka desabou sobre a amizade que vários dos envolvidos alimentavam em seus clubes italianos?
amanhã, ao final de mais uma monumental champions, o planeta verá um show de tecnologia, JUVENTUS X BARCELONA, globalização strogonófica, civilidade, super-heróis no santuário da bola… e carícias, trocas de telefones, abraços afetuosos, saudade explodindo nos olhinhos deles, lágrimas, soluços, “love is in the air”…
quer dizer, sei não, carlitos tevez & luisito suárez estarão em campo, argentina X uruguai, em lados opostos, zôio no zôio, como diria elvis: “it’s now or never…
a derradeira possibilidade de meu chapa não se jogar do vão central da ponte rio-niterói.
a conferir!
