felipe ferrare

FERRARE, extra-extra…

ferrare

Extra-Extra-Extra, estou assistindo a uma pelada dos canarinhos safados contra as graúnas vendidas do sul do mundo pelo canal exclusivo da Al Jazeera, Canal 69. Putcha qui Parille, que inundação de barangas na rodinha de meliantes fantasiados de comentaristas, com direito a baranga vintage de calça toda tascada, bêbado e equilibrista ex-traficante crônico (FOTO), uma graúna cantante e sua amásia falante, um escroque, ladrão, batedor de carteiras e ex-jogador de bicho, poquer, porrinha e futebol (ninguém é perfeito)…, enfim, Gov. my Gov. até o talibã comentarista e carrasco do Estado Islâmico que trabalha aqui na Al Jazeera vomitou de vergonha no ar. É um fenômeno! Ummagumma Ferrare, Catar, etc e tal, UK.

galocha amarela…

ferrare

Governador Valladares, mais uma semana se inicia e aqui na praia do Abrecú continuo escalavrando o arlequim, nu como um turco: vigarista, moleque e safado. Seu amigo Milton Mete em Negro continua arrastando a massa de mulheres para a sua oca pansexual olímpica. Tarado, Met (para os íntimos) percorre a praia nu (evidentemente), mas sempre ostentando uma galocha amarela cujos canos vão até os joelhos. Tarado por sapatos, botinas e hímens em geral, Met obriga que o mulherio use pantufas se quiser entrar em seu bangalô meia água para copular. Uma leva de vadias (FOTO) se prepara para saltar na vara olímpica do degenerado do Catete a Quatro, UK/RJ. Quanto a mim, hoje às 2 horas A.M. e depois às 3 horas F.M. me besuntei com uma bela nudista de baixa estatura. Contratada para enfeitar o jardim da colônia nudista e olímpica, com seu 1m 31cm de altura, a gnomo fêmea gostou de brincar de “olha o cipó, Jane” com meu bagre, ou badalhoco, ou anaconda descomunal. Zangada (seu nome) é albina como Johnny Winter e tem a bucéfala maior do que arraia jamanta. E como ninguém pega está mais esfomeada do que político em campanha nadando no caixa dois de uma estatal. Por isso, eu boto Zangada no bolso, ando, paro, como, ando, paro, como, como se não houvesse depois de amanhã. Gov. seus leitores devem estar pensando “mas que sujeito asqueroso.” e eu respondo e daí? Que mal há pegar uma mamífera em miniatura , enterrar na ponta do castiçal e botar pra girar por horas e horas? E tem mais: soube que Mete em Negro começou a se interessar pela ideia. Mandei uma emissária do Quênia informá-lo que the pussy is on te table. Cai dentro Met! Ummagumma Ferrare, praia o Abricú, Zona do Oeste, Rio, London Calling, Barra Mansa, UK.

a olimpíada do ferrare…

ferrare

Governador Valladares, estou muito emocionado. Cheguei hoje a praia do Abrecú, reduto de suruba politicamente correta do Rio que vai organizar uma orgia olímpica de 40 dias e 40 noites. Nu, negro, patife e sem vergonha, cheguei em Abrecú para me matricular na olimpiada, modalidade salto com a vara. Assim que cheguei, tirei um cochilo (FOTO, eu deitado de barriga pra cima) e logo soube que fui considerado campeão imoral, ou seja, campeão crônico, uma espécie de gonorréia olímpica crônica. Gente amiga, gente jovem, gente reunida, me omiti como faz há 70 anos o cantor Miriam Caixa Econômica Belchior, quando me perguntaram elegantemente se é verdade que eu escalavrei a Hillary Pínton na margem do Rio Hudson, em 1990. Como Pedro Aleixo, “nada disse e nada deixo”. Depois de aceitar ser o vencedor pré-pago, várias mulheres taradas da CUT, CVT, CBF, VLT e KKK imploraram para mamar meu balaústre (FOTO, de novo) e arrancar dele o néctar olímpico que a saltadora de vara Maurín Maggi Knorr é viciada. “Liberdade é heroína”, cantou Renato do Russel, inspirado na boca cheia d’água de Maurín e de Mônica, amásia de Cebolinha, que também enrabei numa rabada (redundância de merda) em Jaú e depois em Piracicaba. Gov. my Gov. vou passar a Olimpíada aqui, brincando de Bin Laden, explodindo chulapas varonis com aquele aroma de chorume tropicalista. Tá faltando Elza, a Soares, que não comi mas já gostei. Ummagumma Ferrare, Alive and Kicking, Praia do Abrecú, Rio Olímpico, UK.

P.S: Gov., Milton Mete em Negro está aqui

ex-tambul…

ferrare

Governador Valladares, como sentenciou Sheakspeare, “haja ânus, haja ânus”, ou Penis ert Circensis pra todo mundo. Mês passado me chamaram em Ancara, uma espécie de Ilha do Governador da Turquia, para fazer um freelancer. Me pagavam 40 mil reais brutos, mas descontando os impostos à la brasileira, sobrariam 1.290,00. Mas eu precisava assediar uma francesinha em Nice que cobrava 1.190,00. Ou seja, calculei, de carona em carona, passando fome, calor e sede, chegaria a Nice quinta-feira passada, dia 14, aniversário do Monte Líbano e da Queda da Bastilha e lá ia sorver a iguaria francesa. Mas aí aquele camioneiro escroto resolveu beber mal, chacinou aquela multidão e a coisa ficou ruim pra mim. Afro ascendente que sou, uso pano de chão na cabeça para aliviar o calor (turbante está caro pra caralho) e, logicamente por causa da minha cútis e do referido turbante fake, caí na fila dos suspeitos. Depois de horas e mais horas de cusparadas, tapas na cara, mão na bunda e outras humilhações, fui liberado com uma condição: deixar a França a pé. Tudo bem. O problema era o complemento “em menos de 45 minutos”. Sacanagem! Comprei uma galinha viva por 1 euro, uma peruca Lady usada de Xuxa (50 centavos) maquiagem (2 euros), me fantasiei de Rainha dos Baixinhos chorando (botei a galinha pra cacarejar) e no dia seguinte estava em Ancara para o meu compromisso. Me encomendaram um golpe de estado. O mandante era um tal de Ahmet Ertegun Bolçonaro (com cedilha) um mix de turco com porco pardo e burro, que me apresentou a cópula militar turca golpista (FOTO). Expliquei que melhor que o golpe seria contratar como freelancer o sargento latino Whossef mais incompetente, boçal e petulante bípede do mundo livre. Em menos de 24 horas, destruiria o governo  sem derramamento de sangue aparente, mas com inflação de 800%, desemprego de 450%, enfim, o pacote de praxe. Gov. eles acharam que contratar Whosseff sera crime contra a humanidade e fomos assim mesmo pro pau. Deu merda, o golpe melou. Deu no que deu. Escrevo da Líbia, país para onde consegui fugir e vivo alugando meu falo para comprar água, comida e mulher. Ummaguma Ferrare, Ex-Tambul, UK.

separatistas 7 X 1 UE…

ferrare

Governador Valladares, bem disse o grande filósofo Jack, o Estripador, em recital de sertanejo no Royal Albert Hall: “Desde que Hitler passou a mão na bunda da rainha, inglês e alemão só trocam cusparadas”.
Não me surpreendi com o 7 a 1 que os separatistas deram na União Européia por aqui. Como hoje é sexta, flanei ali pela 10 Downing Street na esperança de dar uma chamuscada na rabiola de Samantha, amásia do primeiro ministro, raimunda radical, cara de tarada, bundaço louco por um balaustre de peroba. Mas, ela desapareceu.
Entre os tarados ingleses (167% da população) só se fala no fim do surubão da UE. “Cravamos a vara neles, ainda por cima a seco, hahahah”, comentou o duque Márcia de Windsor, que deu nota 10 para o racha: “Chega de sustentar esses vagabundos dessa espécie de Niterói chamada Síria que chegam de  balsa aos milhares e estupram o nosso mercado de trabalho. Se Angela Maria gosta de uma jeba de ébano, que arreganhe a Alemanha dela e não todo o lorto Europeu”.
Gov. my Gov. pela primeira vez em 18.000.000 anus, o Dia Nacional dos Tarados from U.K. ganhou um evento paralelo, a racha da taparraca da UE. Ainda assim, dá tempo pra pegar uma chepinha já que o mulherio está na seca há uma semana. Que o diga, Reginald Kenneth Dwight, o duque do Avesso. Ummagumma Ferrare, London Calling, U.K. RJ

ficar. ouvindo. música.

ferrare

Gov, my gov, tô felizão. Queria te dizer isso, meu amigo. De repente a vida aqui ganhou outra textura. Tô vivendo um lance de outra dimensão cósmica. Sabe que eu não sou religioso, mas é espiritual. Espiritual é a palavra. Como as músicas do Mumuzinho que ela mais gosta. Porque rola isso de ficar ouvindo música. Ficar. Ouvindo. Música. E papeando horas. Ou até nos olhando. Demoradamente, pra só então dizer oi. Já aprendemos bastante das potências sutis da vista. Na verdade, a gente tá aprendendo ainda. A gente sabe que sabe pouco e gosta de terapia, saca. É uma beleza. Por isso, a gente se desembaraça. Acreditamos no processo e no tempo conspirando a nosso favor. Já se conhece pra carai. Putz, peguei carai com ela e ela tá cheia daquelas minhas mãos. Fica engraçadíssimo nela. A gente ri. Tamos, por exemplo, nos especializando em improviso de tropeções. Desse jeito, qualquer cantinho, qualquer beco é divino e maravilhoso. Podemos ser uma festa inteira. Ficar em casa é uma Puta night. São pistas de danças, sabe. Como eu me divirto com ela. E ela brilha no salão. Uma lindeza de ver dançar. De suspirar e tudo. Transborda dela um tipo de luz, sabia. Eu vejo. Ela me emociona. As vezes distraído choro de felicidade. Acontece. Tô no fluxo da vida. Outro dia eu também tava deitado numa rede, era fim de tarde, ela tava deitada no meu peito, tinha um coqueiro altão balançando calmo, não tinha como não chorar, entende. A gente se cresce por dentro. Ela me ilumina, me alarga. É minha paixão alegre. Tanta coisa já é, e ainda tem uma extensão. Outro pedaço dela. Menina Manuela. Que quando me conheceu veio caminhando em silêncio, chegou bem perto, apoiou o indicador de criança sobre o meu umbigo e disse carinhosa: que fofo. Carai. Obrigado, obrigado, obrigado, universo.

Minha Gata, assim dito de boca cheia, à moda suburbana de quem veio de Realengo. Você é foda. Seu aniversário foi essa semana e eu te desejo um novo ano gostosãum. Tô contigo e temos o mundo inteiro. Amo você cada dia um espaço maior. Mesmo.

Ummagumma Ferrare, direto do PROJAC (24 cápsulas por dia), receita por Dra. Nise da Silveira, Coconut Groove, UK

macaco prego ao molho campanha…

ferrare

Governador Valladares eu estava fazendo uma palestra sobre a capilaridade do Baader Meinhof Blues (in memoriam) no sul do Sudão. Na platéia a fina nata do trabalhismo sudanês (FOTO) e ainda vários artistas de vasta pentelheira, digo, capilaridade no mundo árabe, em especial os percussionistas do Boko Haram Social Clube quando ao final, depois dos linchamentos de praxe, levantei e ia saindo daquela oca a 59 graus quando um mulato degradê como eu chegou na minha lata cansada e disparou: ” tá dando a maior merda na sua terra, hein?”. Acho bonito isso. O Sudão preserva tradições e execra a tecnologia. Na tribo onde eu estava não há luz, água, esgoto, telefone, carro, internet e, mantendo vivo o balaústre da tradição, o povo come criança. Mas ninguém sabe porque não existe comunicação. Tanto que quando cheguei para realizar o ciclo “a capilaridade da dialética em tempos árduos, numa terra onde o governo quer que você e sua família se fodam e o lema central é  – no cu, Rolinha – essa teta não largo não'” tive uma robusta crise de ética ao saborear um macaco prego ao molho campanha já que, dentro de meus inconstantes sub conceitos sobre a distância entre o cu e a rola não é de bom tom comer um antepassado tão próximo. Mas, mediante um gordo cachê do ministério da cultura local, cujo lema é “pátria estupradora” não só comi o macaco como, antes, o matei na mesa com martelo de estraçalhar caranguejo, uma tradição local. O Boko Haram bota a criatura amarrada com uma correntinha num prato fundo e entrega aos convidados uma bigorna portátil. Você é obrigado a gritar “mengoooo” e dar uma porrada certeira na nuca do primata. Mas eu… posso falar, Gov. my Gov.? Eu errei mais de 57 vezes e por isso a longa agonia do macaco que me cabia (à mesa estavam 485 comensais, cada um com seu macaquinho), chorando lágrimas de crocodilo, foi aplaudida de pé pelos anfitriões. O ministro da cultura, o nazi-angolano Flora Til (remédio pra caganeira nas horas vagas), notando a minha insegurança diante daquela cena lamentável, pegou o microfone e proferiu: “senhores e senhores (as mulheres já estavam no forno), o Sr. Ferrare merece uma salva de palmas por nos mostrar que conhece a fundo os ideais do sofrimento ao levar esse puto desse macaco ao ápice da dor. É muito lindo tudo isso. O sangue, a chuva, o teu olhar… E choveu merda, governador, choveu merda. Fiz o conclave, falei, chorei, teve briga, tiros, facadas, peguei o avião e aqui estou no Galeão deserto. Um comandante de Airbus desempregado me pediu esmola e informou em código: “a ema gemeu no tronco do juremar. se eu fosse você voltava pro seu mato”. Será, Gov????? Ummagumma Ferrare – ex-Ilha do ex-governador, ex-Brasil, UK, RJ

leno & lilian…

ferrare

Governador Valladares, quando eu sorvia Sininho (FOTO) nas pradarias do Leme-Pontal, via Largo da Machada, parador, confessei inúmeras vezes que sempre gostei de iguaria nova, faixa de 16 a 19 anos, BBS (branca, brasileira, casada) ou BBC (branca, brasileira, solteira) ou TTF (tanto faz). Por isso acordei cedo neste domingo insosso e às quatro da tarde já estava na manifestação catando grelote teen. Não achei nenhum. A idade média das mulheres era de 134 anos e tinha tanto bagulho que o Dragão Misterioso, vulgo Jundira Fregalha, era considerada “gatinha dá pro gasto”. Amigo de Mulla desde os tempos em que roubávamos em salões de sinuca no ABCDEFGH… (paramos aí porque não sabíamos o resto), senti no mestre aquela coisa de pele, coisa de líder, de escroto. Uma amiga comum, Sandra Gelatina, garota de programa free lancer, me disse que quando Mulla esmagou o dedo máximo (e não o mínimo como inventou a imprensa golpista), ele disse pro doutor “já que me fodi, manda até o talo” e o doutor arrancou aquela porra fora e atirou pela janela. O plano era Mulla reimplantar depois de pegar a indenização, mas um desavisado cachorro passava distraído e acabou comendo o dedo em riste. Mergulhado numa profunda depressão, Mullão, amigo de fé, me ligou de um orelhão pedindo socorro e cheirinho da loló. Nessa ordem. Eu disse que levaria, ele fumaria mas não era pra ele. Eu pergunei “Mullote, meu chefe, como está a porra do dedo?”, ele respondeu, “estava na minha mão mas não era meu”. E asssim ele foi cavalgando estrada afora até sentar no trono brasiliense, ao som de Cristian e Ralf, Live in Saint January Stadium, mas sempre me disse que “aquele não era eu, mas o meu cover porque não quero aparecer lá, entendeu?”. Fingi que entendi, Gov. my Gov. mas nunca entendi porríssima nenhuma. Hoje, Mulla é um escombro virtual, um joelho de porco perdido na feijoada nacional. Passageiro da agonia como Lúcio Flávio, cumpadre nosso, Mullão é acusado de barbáries envolvendo até Marisinha “Chupo e Pira”, mulher de um amigo dele que a emprestou para o sumo pontífice da nação. Os porcos da mídia golpista inventaram que Lullinha e o irmão, larápios de quinta, são filhos de Mullaço que, todo mundo sabe, é estéreo dolby, não é pai de ninguém. Consciente de sua bravura e da inveja que tenta penetrar seu âmago como mão de proctologista,  Mullão quando se olha no espelho sabe que a imagem não é dele. “É como filme de criança, Ferrare”, disse ele. E prosseguiu, “Por causa da inveja não deixo minha imagem aparecer e aparece a do meu cover”. Governadaço, a bola sete dessa trama escroque nacional, que jogou Mulla no chão à base de álcool e drogas tarja preta como ZéDirceum 100 mg Dilmopax 250 mg, DelcidioTril 300 mg foi o monumental holocausto denuncista que nem hitler (com h minúsculo) seria capaz de fazer: dizerem que os pedalinhos são de Leno e Lilian netinhos de Mulla. Ora, Gova, ora Gova., todo mundo sabe que Mulla não tem neto, que pedalinho é o caralho e que quem tem cu tem medo. Ummagumma Ferrare, São Bernardo Sem Campo, UK.

sábado no gramadão…

ferrare

Governador Valladares, vi você, sábado, no gramadão do Maracanã mas, pra variar, você fingiu não conhecer a minha pessoa, só porque sou preto e ex-pobre. Na onda do saudosismo que embebedou o ex-maior estádio do mundo, ouvi Mick Jimenez disparar clássicos como “Yôio Como Vá” e, chorando de emoção, vendi cheirinho da loló para 250 pessoas que, como você, estavam ali no gargarejo. Eu, molhado na chuva, abraçado a meu pelourinho portátil para ver se penetro no regime de cotas e arranjo um emprego (emprego, trabalho, não!). Via você, meu chefe supremo, sentado na área VIP cercado de taparracas bem nutridas pelo sol da zona sul, misturado as marmitas do Hortifruti que lhe eram oferecidas, mas você, cara de mau, dizia “passo”, secamente. E as mulheres se arrastavam humilhadas, gotejando furor rejeitado por entre as coxas depiladas com cera marroquina. Lembrei, como lembrei, do show dos Rolling Stones em 1969. Eu era flanelinha e estacionava lambretas em frente ao Royal Albert Hall (FOTO), que reservou uma chaminé exclusiva para expelir o coquetel de bagulhos que Keith Santana fumou (FOTO, primeira chaminé a direita de quem vai). Ele fumou até um taco de sinuca que pertenceu a Rainha Vitória, lembra? Não lembra porque em vez de prestar atenção ao show dos Stones você tirava retrato com aquela sua máquina Azarrô Pentax, que depois virou marca de perfume francês. Såbado, no ex-Maracanã, vendi minhas guloseimas de praxe: LSD, haxixe, ópio, pó de mármore, durma bem já apertado e o lançamento deste final de verão, o Bezerro do Silva, uma cabeça de nêgo que mistura maconha, skank, Jota Quest, Detonautas, Naldo, Anitta, enfim, não é à toa que muitos usuários (já em outra encarnação) escrevem chamando a nova droga de Apocalipse Now.
E foi assim, a lâmpada apagou. Num piscar de olhos as 4 horas meia de show passaram rápido como um peidinho na van e no final, gritando “Yôio Como Vá” tentei falar com Keith Santana, lembrar que eu o ajudei a destruir o Teatro Municipal do Rio nos anos 70 e até o lustre central esmaguei e dei para ele cheirar. Mas o sucesso subiu às cabeças de Santana. Manco, dor nas costas, cantarolando “quando olho no espelho / estou ficando velho e acabado”, ele rumou para o camarim e se fechou em copas no sarcófago refrigerado. Ummagumma Ferrare, estádio Desmaracanã, UK.

rei momo, pica pau e mágico de oz…

ferrare

Governador Valladares, diz a lenda que o carnaval acaba amanhã, mas já disseram a mesma coisa em relação a zika, a inflação, desemprego, dilmorreia e outras moléstias. Fato é, Gov. my Gov. vara no branco, pinto no i, preto na branca, é que estou apaixonado como uma garoupa em águas profundas. Minhe nêga, digo, chefe supremo, Kim Jong-un tropical, tenho algumas certezas nessa vida bandida mas só uma vem à tona: certeza 1 – ninguém entendeu picas do meu ultimo descarrego, Pietro Gabrielli. Sabe por que, Aizita, digo, Gov. my Gov.? Sabe por que? Porque ninguém conhece Genesis, Peter Gabriel, ninguém conhece Watcher of The Skies. Se fosse sobre Naldo, Cassiano, Brasileirinho (ninguém sabe quem são), Mumuzinho ou Maurice White, o Dostoieviski dos funkeiros, a ficha ia cair no ato. Ouvintes e ouvintas do Ronca Ronca estão viajando e isso aqui está tomado por uma horda de taparracas mineiras, gaúchas e paulistas (FOTO) que vem ao Rio consumir vara.com.br. Só isso. Vara! Muita Vara! E depois, quem sabe, beber um copo dágua e ir até a sua casa fazer o que você batizou de “overdub na chavasca”. Nunca entendi por que suas clientes saem de sua toca com ares de Helena Rubinstein (ninguém sabe quem é) misturada com aquela gostosa que aparece vestida na lata de Leite Moça. Ninguém me entende, mas ela entendeu. Nesse carnaval me apaixonei por um obscuro objeto do desejo que jamais conquistarei. Ela vinha no alto do carro de som, seminua e exibida como árvore de Natal no Lincoln Center (ninguém sabe quem é) , enquanto eu, distraído, em vez de vender comecei a doar LSD para o povo. Ela olhou para mim, desceu o olhar, contemplou minha vara apocalíptica e aflita e fez sinal de positivo. Louco, arrebatado como Antonio Maria (ninguém sabe quem é) com a jeba em riste sob o manto da fantasia de Lustre de Puteiro (ninguém sabe o que é), acompanhei minha musa durante os 37 quilômetros de sangue, suor, calor filho da puta, e lágrimas, aturando marchinhas contemporâneas de merda. Quando bloco chegou em Irajá, totalmente ensandecido e recitando Sade, François Rabelais e Bel Marques (esse todo mundo conhece) na onda de meu LSD à la SUS, de graça, ela desceu do carro de som. Nervoso, boca seca, trêmulo, arranquei a minha fantasia e partir pra dentro e caí com os cornos no asfalto onde entrei na porrada. Acordei na UPA de Bangu e minha vara na UPA de Jacarepagua. Ambos perguntando, “a deusa era fato, boato ou onda do LSD adoidado?”. Agradeci ao Rei Momo, Pica Pau e ao Mágico de Oz (ninguém sabe quem são) na enfermaria e, mesmo escalavrado, voltei pra zona. Ummagumma Ferrare – Syd Barrett Museum (ninguém sabe o que é) , Vargem Pequena, Vara Longa, UK.

Pietro Gabrielle…

ferrare

Governador Valladares, tudo embaixo? Continuo perambulando pelo Rio de Janeiro, 57 graus à sombra, com saudade do Senegal e do concurso Miss Shortinho de Dakar. Huuuummmmm, cada mulata, cada taparraca rebelde (não existe depilação na Africa Bambáta) com a cabeleira de James Brown, cada coito tórrido sob o manto da noite, da fome, da varíola, do tétano, da gonô. Ah, Senegal Senegal, saudade do seu carnaval.
Estou na Mauá Boullevard onde inauguraram uma espécie de asa delta gigantesca que lembra urubu dos Andes. Eu estava por ali faturando algum e um cara que se diz seu amigo, o anglo-boliviano Pietro Gabrielle (FOTO), parecia perdido, segundo ele “envolto em mais uma crise de depressão misturada com cornofobia que sempre me assola no carnaval, Natal, Reveillon, Pascoa, 7 de setembro, 14 de julho, Saint John, Saint Peter, Saint George, Saint Ringo, Saint Morrissey e até 31 de março”…  E completou o desabafo: “governador Valladares me conhece porque eu estava tentando me atirar da Torre Big Dick em London Calling e ele me interrompeu com uma frase profunda, aguda, marcante, que me faz chorar…” (o cara parou, chorou e voltou a falar)… “governador Valladares me disse  – Pedro, se joga logo da porra dessa torre mas antes deixa eu preparar a minha xeretinha. Esse salto eu não perco de jeito nenhum”. Ele falou em português mas  entendi a solidariedade. Quando eu vim aqui me deprimir nos anos 80 e tentei me atirar dali da Perimetral…. cadê…? cadê, negro escroto? Cadê The Perimetral Highway?” Expliquei ao homem que a Perimetral tinha sido roubada junto com umas vigas de aço e em seu lugar tinha entrado aquele urubu andino que o povo xinga de Tomorrow Never Knows Museum, vulgo, Museu sem Imagem e sem Som. Emocionado, o homem cuspiu na mão e veio me cumprimentar sussurrando “Please to meet you, the name of this band is Pietro Gabrielle (FOTO), cantante e compositor do piscinão de UK. Você não está me reconhecendo porque é preto e além do mais estou fantasiado de From Genesis to Revelation, traje pornô da Inglaterra Vitoriana dos anos 70, mais conhecida como Berro Dágua.”
Gov. my Gov. ele começou a rodar como pomba gira, cuspindo no chão e cantando um ponto de umbanda muito conhecido: “Watcher of the skies watcher of all / His is a world alone no world is his own… e se jogou no chão em prantos, berrando “pára, pára, pára negro, pára nanquim sórdido, pára”. Minha nêga, digo, meu líder não me restou outra opção senão chutar os cornos daquele bicho esquisito que no auge da choradeira deu vexame, gemeu “quero tocar no Ronca Ronccaaaaaa. mamãe eu quero…mamãe eu quero”. Gov. sem querer me meter na sua privada vida, quem é esse seu esquisito amigo anglo-boliviano Pietro Gabrielle? Ummagumma Ferrarre, Mauá Place, Downtown, UK.

minha baia, minha vida…

ferrare

Governador Valladares, como bem disse Roberto Marley “nesse maravilhoso lupanar sócio-político chamado Brasil, em se metendo tudo dá”. Não são só Mulla e sua reprodutora preferida que estão mais enrolados do que cagalhão em prisão de ventre por causa de um triplex. O povão pediu licença e foi à luta. Nos Jardins, São Paulo, um bicheiro  que também foi garfado pela operação lava jato conseguiu esconder o seu puro sangue inglês (FOTO) na varanda. Lulinha, o cavalo (FOTO), teve que ceder sua baia a uma família de irlandeses do norte que veio passar o carnaval no Brasil, aproveitando o dólar a quase 5 reais e fugindo de Bono, o Mico Santa Cruz da Europa, que até hoje faz discursos imbecis de quinze horas sobre o velho atentado de Paris para ganhar espaço nos jornais.
O Brasil virou republiqueta de aluguel. Franguinhas metidas a besta e independentes, sentindo a glande da crise econômica soprar as suas preguinhas, estão alugando a casa toda, incluindo metade de suas camas. Gov. my Gov. em minhas andanças pelo Rio pré-carnavalesco vi um afro-ascendente ali naquele canal no final do Leblon alugando a filha caçula de 32 anos, 1m72, 60 quios, morena jambo, mas como nem tudo é perfeito a filha da puta é sambista. O homem é de Garanhuns, também conhecida como “Gonôzinha Sertaneja”, que segundo um vadio de Sobradinho “é porque ela urina ardência, sabe? É uma questão de demanda social reprimida, sabe?” Em média a cariocada aluga um apartamento de dois quartos na Glória por 89,90 mil reais, de sexta a quarta-feira de cinzas, mas após uma longa negociação de dois a três minutos o turista fecha por 9 mil e 900 já que “pimenta no cu dos outros é Sukita, Ferrare”, comentou Fatinha Toda Dando, ouvintA do Ronca Ronca, sua amiga que alugou uma quitinete na Cruzada São Sebastão com direito a 300 gramas de maconha, 10 de cocaína, duas figurinhas de LSD da Vovó Donalda e uma lata de spray repelente contra o mosquito vetor de todas as doenças contemporâneas do Brasil, como bem previu Osvaldo Montenegro Cruz, o grande sanitarista que quase foi linchado.
E tu, Gov. vai alugar o cafofo pra alguma potranca? Vai? Ummagumma Ferrare, Santa Cruz, Rio, RJ, UK.

bombowie…

ferrare

Governador Valladares, que coisa. Ziggy (FOTO) pegou o busão para a estratosfera e ainda deixou um bilhete do tipo “quero cova rasa”. Dizem que acabou cremado no Queens (Nova Iorque RJ, UK) no meio da rua, esquema gasolina e fogo, como índio em Brasília. Ziggy costumava dizer que “eu não passo de uma versão piorada de Lúcio Flávio, O Passageiro Da Agonia“, herói nacional inglês com passaporte de Belford Roxo, que tanta falta faz ao Brasil de hoje. Minha memória remexe em meus arquivos como caminhão da Comlurb num lixão e vejo a imagem de David Bowie agachado num matinho nas imediações do Museu de Arte Contemporânea (MaMa), em Niterói, UK. Ele tinha comido um angu, fazia calor, natural ter uma diarreia. Eu estava passando, vi aquele mamífero estranho, amarelado, cabelo cor de fogo, magrinho, abaixado mugindo discretamente e, em meu inglês de Paquetá, perguntei: “o que que está pegando aí, gringo?”. Ziggy, num espanhol irrepreensível, sussurrou “comida so exotic”. Ficamos amigos. Olhar vidrado, sorriso suave como o de Monalisa, acabamos num ônibus da 1001, últimos bancos, onde Bowie Ziggy lambia umas figurinhas do Tio Patinhas que ele me ofereceu “do you like acid, Ferraro my friend?”, eu corrigi “meu nuembri is Ferrare” e engoli aquela porra. Doido como um touro miúra levando choque no saco antes de entrar na tourada, quando o ônibus chegou na altura de Saquarema eu olhei para Ziggy e, louco, dei-lhe 19 bofetadas. Ziggy sorria e dizia “so exotic…”. Descemos em Iguabinha onde o ruivo lambia mais três figurinhas de Tio Patinhas e apontou para um iglu, construções em forma de quitinete de esquimó que eram moda na época. Fomos lá. Os inglus de Iguabinha tinham várias características, entre elas o curioso fato de serem 18 graus mais quentes dentro do que fora; Ziggy quis entrar. Apesar do calor de 61 graus, não tirou a gravatinha borboleta, nem o suspensório cor de rosa, nem a camisa engomada, nem o colete e, contemplando aquele cômodo abafado, disse “so exotic”. Expliquei que por causa da falta de janelas, os inglus de Iguabinha era conhecidos como “peidolândia” pelos locais e expliquei: “rapá, if you dá um peido here, o peido stay here por 10, 11 meses”.Bowie olhou, olhou, olhou,  e ainda com o sorriso de Monalisa pegou um gravadorzinho no bolso, ligou e peidou…mal Gov my Gov. Muito mal por causa do angu…e ficou ali, viajandão, sentindo a onda, o gás, o iglu, tudo girando enquanto sussurrava “so exotic”. Tomados por uma larica descomunal (aquelas figurinhas do Tio Patinhas eram foda) fomos parar em Araruama, numa padaria. Ziggy tomou caldo de cana e comeu quatro croquetes. Como dizia “Ai am a vegeratian, mas foda-se…” eu disse que o croquete era de porco, sem perceber que porco não é planta, mas ele não entendeu e ruminou os croquetes. Foi quando disse a ele “I vou até o WC largar o browm sugar and vuelto fast”. Zyggy, olhar vidrado, sorriso mona, respondeu “so exocit”. Dei descarga, limpei o rabo voltei pro balcão e…cadê Ziggy Bowie????? Perguntei pro balconista “você viu um cara amarelo com o cabelo cenoura, gravatinha borboleta que estava comigo aqui?”. O cara mandou “não vi não”. Gov. my Gov. Ziggy desfez-se no ar. Os anos cavalgaram e eu só fui saber dele no Fáinal Cut como diria Aizita Nascimento. De novo, pegou o busão sem falar nada. Foda esse Ziggy. Foda. Ummagumma Ferrare, Varre-e-Sai, RJ, UK.

contagem, MG, UK…

ferrare
Governador Valladares, antes de mais nada apresento a Fabíola (AQUI no link), a primeira dama de Contagem, UK, MG. Fabíola é apenas uma mineirinha normal que deu o azar de se acasalar com um bisão de pau pequeno que tem dois escrotos como amigos: um cinegrafista amador que estava louco para rolar naquele lorto digno de Luz del Fuego e um outro, o obeso, que foi com ela no motel para encaçapar as bolas 6 e 7 na quentinha. Além dos três (FOTO), ela, Fabíola, uma mulher dadeira, que gosta de vara longa, idéias curtas, liberar a rabiola no Palácio da Liberdade e, dia sim e quatro não, fazer uma unha. Viva Fabíola! Sabe por quê? Porque essa porra toda está muito corretinha, muito WWW, muito certinha e é só uma mulher sadia, gozadeira, boa de garganta partir pro pau dentro pra nego (e nega) crucificar. Como??? Sim, por que não? Não comeu, perdeu. Politicamente incorreta, movida a Facebook, Fabiola é uma raridade que deveria ser exibida no Museu de História Natural de Londres, terra onde só tem tarado, punheteiro e tomador de chá “Tesão de Vaca” (Made in Barra do Pirai). Viva Fabíola! Deguste Fabíola”!!!!! Eu também quero, Fabíola!!!!! Ummagumma Ferrare, Pau Grande, UK, RJ.