Todos os posts de mauval

o #190, hoje, às 22h, cuspindo marimbondo pelas veNtas…

190

jumboteKo com uma pauta de tirar pica-pau do oco… shogun (endiabrado, tomado pelo espírito olímpico) esclarecerá inúmeros assuntos. tipo: os jogos cariocas + adelzon alves + vinil + altíssima culinária.

+ os tincoãs, pere ubu, defalla, the who, maracatu cruzeiro do forte, tom verlaine, zé do caixão, terry callier & massive attack, waltel branco, metá metá… & o diabo A4.

tá valendo investir no pacote de K7 zeradão!

carmela, as amigas & o circo…

carmela esteve ontem, pela primeira vez, no circo voador… e aproveitou para balançar a cabeleira com sophia & rosa, parceirinhas de desorientação.

precisa dizer quem é a nossa heroíNa?

carmela.circo

registro digno de prêmio pulitzer de fotografia enviado por carlão, o pai

aTRIPA trippin’…

Assunto: A Tripa invadiu o Rio de Janeiro…

“Maurição, que satisfação estar passeando na Praça Mauá e de repente do com os cornos com o caboclo com o Manto do Ronquinha é muita emoção, não perdi tempo, o cidadão se chama Kelvin.”

Claudio

ronca.tripa

+

Assunto: Nova tripulante a bordo!
“Oi Mauricio, eu sou a Gabriela! Eu já fiquei grande (não muito, é verdade), mas pode botar quantas músicas do Dêividi Bôui que você quiser!”

Começo parafraseando nossa heroína mirim, Carmela, pra dizer que sou bem nova na tripulação do Ronca, pra ser mais precisa, iniciei os trabalhos no Ronca exatamente no dia que vocês começaram com a nova vinheta da Carmelinha.
Fui inserida nesse maravilhoso e louco mundo musical pelo meu amigo Tiago. Honestamente não sei se o agradeço eternamente ou se o odeio, pois desde que comecei a acompanhá-los, estou pensando em abrir falência pois já me vi obrigada a comprar vários álbuns de bandas e/ou músicos que ainda não conhecia, mas que foram love at first sight.
Aproveito pra deixar aqui minha humilde sugestão. Ainda não consegui ouvir todos, mas fazendo uma busca rápida no site do Ronca, não consegui achar nenhuma referência à uma banda norueguesa que sou louca e perdidamente apaixonada. Trata-se da banda BigBang (não confundam com uma banda de k-pop homônima, pelamordedeus). Eles têm 9 álbuns de estúdio, 1 ao vivo e 2 coletâneas (1 para o Brasil exclusivamente, lugar onde já vieram em alguns anos para turnê). São todos muito bons, mas tenho um amor especial pelo último de estúdio – The Oslo Bowl. Se ainda não conhecem, acho que vale a pena perder (ou ganhar) alguns minutos de suas vida para conhecer o trabalho. Vou deixar aqui alguns links do YouTube. Um deles que o vocalista/guitarrista, Oystein Greni, gravou uma versão de uma música do Spirit (do nosso querido e recentemente citado no Ronca, Randy California) juntamente com uma dupla de violonistas mexicanos igualmente talentosos, Rodrigo y Gabriela.
Enfim, obrigada por existirem! Vocês conseguiram uma fervorosa, fiel e assídua fã!

https://www.youtube.com/watch?v=ZId676gC_7M

https://www.youtube.com/watch?v=-C99CsCC1F8

https://www.youtube.com/watch?v=_i6Wh3tfWFs

https://www.youtube.com/watch?v=uWq-7kuESe8

Sem mais, agradeço a atenção dispensada e peço desculpas pelo textão!”

Gabriela

crass & arte…

crass

On the next installment of The Art of Punk, we tear into the art of Crass. From the assaulting black and white photo-realistic paintings of protest, anarchy, and social satire, to their legendary adopted brand and two headed snake and cross symbol. We head up to the Anarchist Book Fair in San Francisco to meet up with Gee Vaucher, and founding Crass member, writer, and activist, Penny Rimbaud. We discuss the art and the lifestyle stemming from the infamous Dial House, where they have lived, worked, and crated their own brand of anarchistic beauty, for more than 3 decades. We have a sit down with artist Scott Campbell, at his own New York tattoo shop, and talk about how the art of Crass, and one single t-shirt created a fork in his own road of life. Owen Thornton talks some shit. Finally we hang out with British graphic designer Dave King – the creator of the infamous snake and cross symbol, and discuss post war England, hippies, punk, graphic design, and more, that led him to the creation of the symbol made legend by Crass.

Created, directed, and Executive Produced by writer/author of ‘Fucked Up + Photocopied’, Bryan Ray Turcotte (Kill Your Idols), and Bo Bushnell (The Western Empire), The Art Of Punk traces the roots of the punk movement and the artists behind the iconic logos of punk bands such as: Black Flag (Raymond Pettibon), The Dead Kennedys (Winston Smith), and Crass (Dave King).

In addition to profiling the artists, the series includes intimate interviews with former band members, notable artists, and celebrities who have been heavily influenced by the art of punk rock including Jello Biafra, Tim Biskup, Scott Campbell, Chuck Dukowski, Flea, Steve Olson, Penny Rimbaud, Henry Rollins, Owen Thornton, and Gee Vaucher.

The filmmakers Bryan Ray Turcotte and Bo Bushnell take a unique approach to exploring the rich histories of these three seminal punk legends by focusing on the influential imagery and seeking out stories that have not been told yet through the artwork, which is integral to the importance and influence of each band.

aTRIPA…

atripa

“Fala, Mauricio!

Tudo certo?
Por um acaso você já ouviu o disco ‘The Race for Space’ de um duo chamado Public Service Broadcasting? Trata-se de um álbum  instrumental mesclado a áudios da corrida espacial USAxURSS lançado em 2015.
O ‘A Voz da Rússia’ deu cinco estrelas! Ou seja, a maior das recomendações.
O link que lhe envio contém a íntegra da produção ilustrada com imagens do lado de lá de nossa atmosfera.
Finesse total.
Pro programa, será que não rola ‘Gagarin’? Minha preferida, acredito.
‘Sputnik’ também é brasa.
Abraço, meu caro.
Bom fds pra ti.”
Allan
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Assunto: Para o #190
“Salve, salve!

Queria pedir licença para mandar sugestões “de chamar a polícia” para o #190.

A primeira: como a Polícia muitas vezes é chamada pra acabar com a bagunça… Paulo Bagunça & A Tropa Maldita

A segunda: o modo randomico do meu player do carro selecionou o #3 hoje, baixado do site da operadora de telefonia falida. Foi a primeira vez em que foi ouvida a voz de Leo ShoguN (ele disse ‘”sei”, respondendo a uma pergunta sua). Voce tambem mencionou no papo com Marcelo “Caipirinha” de Miranda e que música de Natal poderia ser tocada em marco e musica de Carnaval não precisava ser tocada no Carnaval.

Então, caberia “Kojak”, do Nelson Gonçalves? Até pra homenagear a acão contra os terriveis frangos-bomba que ameaçavam nossa Olim-piada?

E aquela vinheta de um capetinha que dizia “boa noite galeeeraaa. O prograaaama comecoooou”?
Um beijo respeitoso,
Pê-Agá

P.S.: (Kojak pra casa do caralho esse Ministro da Justiça “Kojak” e essa merda de governo, que acha que todo mundo é otário)

negativos & positivos (385) [“olha a banana”]…

você até encontra por aí um opalão como esse. uma kombi desse shape pode ser mais complicado. o fusca, de onde a xerê registrou o momento, virou peça de colecionador. consequentemente, corremos o risco de esbarrar nele.

como não lembro onde foi feita essa imagem, suponho que o número 87 (e suas lojas a-b-c-d) não mais exista como tal… assim como o caixote da brahma no pé sujo. já o festival da banana na mercearia e o elemento pançudo aguardando alguma coisa acontecer… são peças que ainda respiram. felizmente!

esse negativo apareceu desgarradão, sem identificação, e solicitei a análise de um chapa MEGA conhecedor de carangos para checar as viaturas exibidas.

de estalo, as três foram rastreadas em 1972… podendo ser 73. reforçando o fato delas estarem juntas, fato que impede da cena ter acontecido depois. portanto, pela primeira vez no negativos & positivos, o poleiro exibe uma fotografia sem certidão de nascimento.

ótimo pra subir a cabeleira…

rio72.tico

rio de janeiro  /  72-73

adelzon alves, o amigo da madrugada…

adelzon

–  Caros doutores Roberto Marinho e Assis Chateaubriand.

Escrevo aos senhores, que foram donos do Brasil e tiveram os políticos sob seus pés – os maus políticos, vá lá, o que tornou suas biografias ainda mais interessantes -, bom, escrevo aos senhores como um último recurso.

Adelzon Alves, 76 anos, 77 daqui a pouco, 55 deles à frente de microfones de rádio, o nosso Adelzon, patrimônio da radiofonia brasileira, profissional que, de modo sobrenatural, consegue reunir excelência e bondade, o Adelzon, enfim, está fora do ar desde a última terça-feira, 20 de de julho.

Isso é um absurdo. Peço a ajuda dos senhores.

Na verdade, já era quarta quando foi ao ar pela última vez. Porque, como os senhores devem se lembrar – mais ainda o doutor Roberto, que foi patrão dele -, Adelzon é o “amigo da madrugada”. Apresenta, com este nome, “Amigo da Madrugada”, um programa desde 1966.

Caso o doutor Chatô não recorde, pois se foi daqui em 1968, e só conviveu dois anos com o sucesso do Adelzon, rogo ao doutor Roberto que confirme a minha descrição. Adelzon Alves é o principal radialista da história da MBB (Música Boa Brasileira). Trabalhou na Rádio Globo por 26 anos. Teria saído de lá (perdoe a indiscrição, doutor Roberto) depois que um sambista cismou de criticar a construtora Odebrecht no ar.

No dia seguinte, segundo relato de gente da época, o Adelzon nem da portaria da emissora da Rua do Russel 434 pôde passar. Águas passadas, doutor Roberto, o tempo as absorve e as absolve – e desconfio mesmo que o senhor não permitiria coisa assim hoje em dia, se por aqui ainda estivesse.

Adelzon é um homem pobre, espero que ele releve a minha inconfidência. Vinha ganhando um salário inacreditável na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), braço do governo federal a que a Rádio Nacional, onde ele trabalha, está submetido.

Aliás, trabalhava. O contrato furreca dele, de R$ 5 mil mensais brutos, não descontados o que ele paga mensalmente de ISS e a um contador, expirou dia 20 – e a EBC não quis renová-lo. A estatal alegou que o país está em crise, que o orçamento da emissora anda prejudicado, e expurgou o nosso “amigo da madrugada”.

Doutor Roberto, doutor Chatô, não duvidem de mim. Adelzon, que nem celular tem, nunca tirou férias, nem descansou em feriado. Mora na Pedra de Guaratiba, bairro humilde da Zona Oeste do Rio, e, até anteontem, ia trabalhar todas as noites de trem. Tomava um ônibus até Santa Cruz, e dali embarcava no comboio da SuperVia.

Na volta, depois de três horas de programa, da meia-noite às 3h, caminhava até a Central do Brasil pra pegar um BRT. Chegava em casa às 5h da manhã. Nunca reclamou disso. À família, sempre disse ter um compromisso com a “música brasileira verdadeira”.

Peço ajuda aos senhores pra que intercedam, daí, de onde estão agora, e este crime de lesa-música seja revertido.

Em plena era das descobertas de imensas corrupções, quando milhões de reais públicos são desviados pra contas na Suíça, e outros bilhões igualmente nossos financiam as Olimpíadas do Rio ou maluquices como a Hidrelétrica de Belo Monte, não é possível que não haja R$ 5 mil no orçamento da EBC pra manter no ar o programa do Adelzon.

Nesta segunda-feira, 25 de julho, ao meio-dia, uma roda de samba promete se formar na Rua Gomes Freire, Centro velho do Rio, em frente ao prédio da EBC, num protesto contra atitude tão mesquinha de subalternos do governo provisório de Michel Temer.

Doutor Roberto, doutor Chatô, os senhores, que foram donos do Brasil e souberam como ninguém criar e conduzir o poder das rádios, os senhores precisam nos ajudar nesta causa.

O Adelzon, sabe bem o doutor Roberto, foi contratado pela Globo, em 1964, pra falar de ieieiê e jovem guarda. No entanto, pôs no ar sambistas do morro, como Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Zagaia, Silas de Oliveira, Geraldo Babão, Djalma Sabiá…

O Adelzon, praticamente, lançou Paulinho da Viola e Martinho da Vila.

Coisa parecida, doutor Chatô, com o que fez na sua querida (e nossa também) Rádio Tupi o locutor Salvador Batista.

Adelzon doou ao Brasil o sucesso de Clara Nunes. Lançou João Nogueira (saudade), Roberto Ribeiro (saudade também) e ainda Dona Ivone Lara e ainda Wilson Moreira e ainda tantos e tantos mais.

No programa dele, despontaram Zeca Pagodinho, Almir Guineto, muita gente. Não é possível que façam com ele o que estão fazendo agora.

No início dos anos 1970, Adelzon pôs em seu programa o eterno e grandioso Jackson do Pandeiro – e o resultado foi que a música nordestina se reaqueceu, e Jackson perdurou oito anos com nosso radialista no ar. Graças a esse gesto, vieram novas gravações de Luiz Gonzaga, só pra citar mais um mito.

Doutor Roberto, doutor Chatô, conto com os senhores, que foram donos do Brasil e souberam fazer rádios como ninguém, e tiveram sob seus pés os políticos – sobretudo, os maus e os mesquinhos e os avarentos. Conto com os senhores.

O Adelzon, que é figura maior e iluminada e desapegada das coisas terrenas, não está pedindo ajuda, nem nada. Quem estamos somos nós. Humildemente, somos nós. Em nome do bom rádio brasileiro, humildemente, somos nós.

Com respeito, acolham este tão sincero rogo e aceitem, por favor, o cumprimento, embora desimportante, deste cronista digital.

Marceu Vieira (daqui)