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T&T

UAU… que espetáculo!

comprei, hoje, a compilação “raízes sertanejas” de tonico & tinoco, 10 merréis!

e lembrei da subida de tinoco, em 4maio2012!

no dia seguinte, os barbudinhos fizeram show em brasília… e eu tinha que tocar a dupla, de qualquer jeito…

quer dizer, do melhor jeito… ainda mais, ali, no coração do brasa!

pois bem, antes de robert fripp & brian eno com os tradicionais 4 minutos de UOOOOOONNNNNNNNNNNNNNNN (é o som da faixa “the heavenly music corporation”)…

que “anunciavam” a entrada da banda no palco, puxei “rei do gado” com T&T…

mamãe… que pressão… alto pra meirelles, ao ar livre… em pleno estacionamento do ginásio nilson nelson, LOTADO!

certamente, foi a mais calorosa recepção ao meu aquecimento pros hermanitos!

também… moleza, né?

( :

inesquecível!

tonico & tinoco forévis!

 

+pedrada…

 

estupidez, como sempre, a nova edição da MOJO!

a revista se derrama em uma matéria espetacular sobre o início dos stones… tendo brian jones como O responsável pela formação da banda!

texto primoroso, pesquisa “parte funda da piscina”, diagramação cascuda… e páginas, muitas páginas!

já porraqui, em nosso querido brasa, o UOL destaca os 50 anos da rapeize informando:

“história dos stones é marcada por sexo, brigas e drogas”

quer dizer, o cidadão que se interessaria em saber da importância da banda, de como vários discos dela seguem muito influentes na garotada de hoje, como o estilo de keith richards sobreviveu aos concorrentes mais técnicos, como “exile on main street” foi gravado… e blábláblá… e blábláblá… enfim, o curioso pela música dos stones fica chupando o dedo?

ahhhhhhhhhh… o caboclo que quer estas informações não passa pelo UOL?

ou a tchurma que vai atrás destas infos de sexo/porradaria/drogas é a mesma que quer saber quem está comendo quem na vênus platinada, como está a coleção de joias da hebe e se a sabrina sato vai morar em miami?

mamãe!

virando…

+ da revista:

 

BsAs!

Subject: Bateu saudade das noites de terça!
“Fala Mauval,
Espero que estejas bem!
A vida tá frenética, mas hoje deu saudade das noites de terça e parei pra te escrever e te mandar umas fotos de um certo show que tô devendo! 🙂
Poxa, tô viciada no cd de Alvy, Nacho y Rubin, sabia? E vc é o responsável por isso!!!
Fui a um show deles em Buenos Aires em abril, joguei minha camisa do Ronquinha pro Rubin (na verdade, eu joguei só pra tirar a foto e o danado ficou com ela….) e tirei uma fotoca com ele também no final do show! Alucinante o som dos caras en vivo! Lindo demais!
As fotos não saíram muito boas pq tirei do meu celular que não é lá grande coisa…. mas tá valendo!
Outra, foi que um amigo esteve na Inglaterra agora e eu pedi pra ele catar o cd-base da minha cabeleira alta, motivo das minhas subidas pelas paredes…rsrsrsrs
The magnetic fields – 69 love songs
Agora tenho a origem e o desdobramento!! 😉
No inicio de junho, matei um pouquinho de saudades do som do RoNca no show dos Los Hermanos, lá na Fundição!Afemaria!!!!
Mando os registros pra vc!
Meu querido, um baita abraço pra ti!
Sorte sempre e esperamos ansiosamente um espaço pras suas desorientações!!”
Verônica

ohhhhhhhh yeahhhhhhh…

http://www.youtube.com/watch?v=f-MMlL8YAfw&feature=endscreen

e assim, num passe de mágica, cinquenta anos voaram pelos ares…

HOJE, exatamente hoje, as pedras completam cinco décdas de sirviços… e que sirviços.

em 12julho1962, eles (sem a formação definitiva) subiram ao palco do marquee, wardour street (londres) para abrir o show de long john baldry!

sim, o marquee, onde fotografei meu MEGA queridaço amigo… ricardão, em 1975:

UAU!

claro que a data merece toda a reverência possível… mas, hoje, o importante para mim – e espero que a nação ronqueira entenda – é me ajoelhar diante deste monumento aqui em cima!

não, não é me dobrar diante do marquee… mas, sim, diante do ricardão… o maior fissurado pelos stones que conheço!

e que, por conta desta paixão descontrolada, carrega marcas profundas em seu corpinho…

e que, ontem, completaram (as marcas) – exatamente – 39 anos! mamãe!

só isso!

cheers

(lembra que eu pedi para “entender”, né?)

fogo!

Subject: Heleno / Ondino
“Prezado Maurício.
Viajei na leitura de seu último post sobre os Paralamas no Uruguai, no tico tico.
Ah! Maurício, estou me recuperando da lesão que tive no tornozelo. Enquanto isso, tive que aproveitar o tempo ocioso (repouso) e colocar a leitura em dia.
Um dos livros que estou lendo é “Nunca houve um homem como Heleno”…
MauVall, você já leu este livro?
Estou lendo, porque, alvinegro apaixonado que sou, é minha obrigação.
Além de tratar da vida conturbada e bastante movimentada do genial Heleno, o autor aborda questões como o
momento sócio-político e econômico de um Brasil atrasado da primeira metade do século XX… Enfim, um banho de História.

Ah! Como já é sabido, há muitos relatos de fatos e histórias interessantes demais de Heleno com Ondino Vieira, seu tio.
Muito interessante.
Um abraço cordial,”

do amigo Bruno

a poeira (2)…

Subject: Re: a poeira…
“Mauval!
Cara, Muito bacana suas impressões sobre esse momento fora do ar do Ronca. Muito foi falado e discutido por nós, ouvintes, nas redes sociais e/ ou pessoalmente desde que o programa deu essa descansada. Muita gente falou e defendeu a idéia de que o Ronquinha não deveria morrer, que deveria voltar numa rádio online ou algo do tipo. O que eu penso sobre isso é mais ou menos próximo do que eu acho que é a sua opinião. Além de restringir o acesso dos ouvintes ao programa (porque a gente sabe que a internet inclui mas também exclui muita gente), sempre pensei que o Ronca Ronca é bem maior que isso tudo e merece seu devido espaço numa rádio FM onde ele possa veicular com liberdade. Além do mais eu penso que para alguém com a bagagem e a vivência na música que você tem, esse espaço de uma rádio online é uma restrição muito grande para executar o seu trabalho. Sempre quando eu ouvia o Nandão lendo o e-mail de alguém que escutava o Ronca pela primeira vez, sentia a sua emoção de ter mais um(a) entrando pra tossida, no caso de um programa online essa emoção é bem diferente. Fora aquela emoção da novidade, de quando você lançou compactos e mais compactos espetaculares para nossos ouvidos. Esse lance da novidade praticamente não existe no universo online, pelo menos não com a mesma emoção. Ouvir um riff ou um trecho de uma canção que você curte, de surpresa no rádio, isso não tem preço meu amigo. Você trouxe isso e muito mais para nós. Na boa, foi uma escola onde a gente aprendeu muita coisa, de graça. Foi não, é uma escola, com o Ronca Ronca eu aprendi como é bom ficar desorientado, e continuo desorientado. O Ronca Ronca não morre meu amigo, jamais. Ele só vai se transformando e a gente vai acompanhando essas transformações.
Para relembrar um destes momentos desorientantes, vi esse vídeo e tenho que compartilhar porque esse dia foi ultralóki. Desorientação total, me lembro bem, eu voltando da faculdade e Skylab mandando um som parecendo que vinha de outro planeta. Talvez fosse mesmo!
Grande abraço!”
Jenilson – Santa Luzia -MG
+
Subject: Re: a poeira…
“Muitas saudades, meu amigo unilateral. Mandei alguns emails, alguns vc leu até no ar. Revinos skatalites por ti, conheci a Tulipa. Te devo tanto cara, mas tanto. Devo ao letuce ter te conhecido, tava atrás de coisas deles e achei o arquivo do teu programa com a participação deles. Daí, dali a pouco toca orquestra baobab. Aí fudeu, meus olhos encheram de lágrimas, pensei “porra, isso aí toca no rádio, esse cara botou baobab pro brasil escutar, ainda existe esperança!!’
E é isso meu amigo, você é nosso arauto do amor em formato auditivo. Não se afobe não mas não se acomode não, te imploramos. E o que precisar – repito, o que você precisar – conte comigo, que tenho uma dívida imensa de gratidão por tanta coisa boa que conheci por ti. Pelo menos as festas podiam cotinuar rolando – RoNca RoNca cold turkey style, hã?! 😀
Um abraço do meu tamanho, com saudades imensas.”
Juliano
+
Subject: Re: a poeira…
 “Dia 28 de fevereiro foi meu aniversário…Eu realmente tenho um barato com o Ronquinha…
  Você sabe que o Ronquinha tem vida própria, né? E quem ama – sabe como faz falta…
  Beijo, Mauricio…”
  Valéria
*sempre aguardamos (com muita esperança) o nosso ronquinha*

a poeira…

(ipanema, fotoca clicada na saideira do roNca, em 28fevereiro2012)

se nem os diamantes são eternos… claro, volta e meia passava pela minha caixola como seria o “day after” ao término das transmissões do roNca!

estes pensamentos circulavam com um ano do programa no ar… com três anos, com quatro…

imagina com cinco!

sempre cogitei o ponto final… ainda mais, em 2011, quando as relações de business com a operadora – e as internas, na rádio – começaram a azedar!

imaginava eu – com meus botões – como seria a fissura de voltar ao ar… a tristeza, as cobranças, a falta de perspectiva…

o tempo passou… a Oi fm deixou de existir, a rádio do verão sucumbiu ao outono!

quase que em seguida, embarquei com os barbudinhos em 22 shows no brasa… portanto, não tive como assuntar, na prática, a possível volta do roNca.

mês passado, as coisas começaram a pipocar – idéias, encontros, convites (agradeço, mais uma vez, a todos!), possibilidades, delírios, conversinhas…

e o mais importante: ficou definido na minha caixola como enfrentar a situação… sabe como?

com calma!

a poeira baixou, a ficha caiu… e me toquei da tranquilidade com que eu estava encarando a ausência do programa… por mais que a saudade seja gigante… MUITO GIGANTE!!!

toda esta minha “calma” tem a seguinte razão:

caramba, o roNca ficou no ar por seis anos na Oi fm… e mais um ano e meio na rádio cidade! SETE ANOS E MEIO NO AR! DIRETO!

principalmente na Oi fm, tenho certeza que chegamos a um nível de fazer Rádio pra lá de especial.

meus sonhos radiofônicos foram totalmente realizados… fazer o programa com duas horas, AO VIVO, para recife, BH, porto alegre, campinas, santos, vitória, fortaleza, ribeirão preto, rio de janeiro, são paulo… ter a possibilidade de manter os áudios arquivados no site da rádio… lançar cd e o compacto (vinil) com gravações realizadas no programa… ter o apoio para fazer a festa… ser compreendido pela altíssima cúpula da operadora…

e ter a chance de realizar, sobretudo em são paulo, em 2010 e 2011, sessões espetaculares com maquinado, camelo, paulinho boca, jeneci, guizado, romulo fróes, scandurra, tulipinha, cidadão instigado, cérebro eletrônico…

claro, tivemos visitas inesquecíveis no rio… mas em são paulo havia a nece$$idade de investimento, forte… e. sempre, conseguimos manter a pipa lá no alto… com a estrutura apoiando a novíssima – e desconhecida – MPB!

fato incomum na mídia brazuka, procede?

enfim, estas conquistas me deixaram com a sensação muuuuito boa de dever cumprido… e bem cumprido!

a ficha, repito, só caiu mês passado.

portanto, diante de nossas realizações, a pressa sumiu… a ansiedade foi implodida, a fissura em voltar foi controlada.

ok, esta conscientização é muito boa… e me leva ao desejo de manter o nível, compreende?

sim, diante de tudo alcançado nos últimos – muitos – anos, não há como aparecer com o roNca de qualquer jeito.

no way!

na boa, prefiro deixar o jumboteKo congelado… reverberando, apenas, aqui no poleiro!

a situação atual de manter o tal nível é bastante complicada… creio que impossível.

basta você pensar nas redes de FM que temos no brasa.

i repeat – já houve vários contatos com interessados em receber o programa… mas sempre, rádios locais!

por mais que todas tenham suas programações na web, a configuração da parceria fica muito longe da desejada.

e para manter o roNca acessado via internet pela maioria da audiência… eu mesmo toco este barco, manja?

as chances de levantar um projeto, exclusivo, na web são infinitamente maiores hoje que há dois anos.

todas as gambiarras tecnológias estão disponíveis – velocidade, aplicativos, aparelhos – para simplificar a operação.

os entendidos dizem que alguns novos modelos de automóveis já estão sendo lançados com acesso à internet…

quer dizer, o dial vai ficar restrito – cada vez mais – à massificação dos ouvidos!

ainda sigo bem “alimentado” pelos resultados dos últimos sete anos e meio… mas, logo logo, a fome vai bater, forte.

ainda mais, por conta deste tipo de mensagem que chega d’aTRIPA, diariamente, idustrialmente… felizmente:

“Maurício!!! Essa semana tu tá inspirado, “véio”. Foram os ares uruguaios? he, he, he. Cara que saudade do RoNquinha! Você não era nunca pra estar fora do rádio. Você era (e ainda é) nossa bússola musical. Estamos totalmente desorientados, que é o contrário de “orienta desorientando”, manja. Pelo menos eu, com RoNcamaníaco, estou me sentindo um náufrago musical, sem saber das novidades (claro, a não ser aquelas impostas pela mídia da mulambalização – tô fora), mas informação musical de qualidade, ficamos foreta. Tá fueda… Mas para acalmar os ânimos tenho visitado periodicamente o tico-tico e principalmente nesta semana fiquei muitíssimo satisfeito, teve Patti Smith, Cassino uruguaio com Paralamas, Toni “Platoni” cantando hino do meu Fluzão, Azimuth (que grande perda), Tom Waits visitando o Carteiro e ainda hoje a explicação tim tim por tim tim da passagem sonora técnica para o vinil. Não deu outra bateu sodade e tive de escrever. POR FAVOR VOLTA RONCA!!! Um abração do seu fã e ouvinte fiel,”

Carlos Magno de Paracambi – RJ.

 

som…

túlio “brasa” (sim, o brasil) enviou, semana passada, um email com questões sobre a fabricação de vinil no brasa.

como não sei “paul newman” do assunto, passei a indagação para rafael ramos, o responsável – junto com o pai joão augusto – pela fábrica polysom.

rafa, sempre solícito, respondeu com um verdadeiro “passo a passo” da engenhoca sonora.

primeiro, a pergunta do túlio… em seguida, a resposta do rafa:

Subject: Polysom

“Oi, Mauricio,

Tudo bem?
Me tira uma dúvida, não é nada demais.

Uma coisa que eu tinha percebido no LP da Nação Zumbi (Fome de Tudo) é que a gravação era um pouco estranha para um LP novo. Andei lendo uns comentários sobre os relançamentos da Polysom e vi gente falando que eles não trabalham com as masters analógicas, pegam a do digital. Usam a master feita pro CD. Sabe se isso procede?
Abs,
Túlio
+
.
“Mauricio,
o Nação Zumbi “Fome de Tudo” foi prensado a partir de uma masterização preparada especialmente para vinil feita pelo Ricardo Garcia, que também masterizou o cd originalmente. Aprovado pela banda e por Mario Caldato Jr, o produtor, esse disco é considerado uma prensagem “exemplar”. Como este disco (assim como a maioria atualmente) foi gravado diretamente em pro tools, a matriz são os bounces originais em 24bits. Espero que este pronto esteja esclarecido.Quando licenciamos um título de alguma gravadora para a série “Classicos em Vinil” recebemos da gravadora original o material que eles tem disponivel. Esse original é tratado da melhor forma o possível para ir pro corte de acetato (1a etapa no processo de prensagem do vinil, onde o som é gravado no vinil preto matriz). Algumas vezes, a gravadora não tem o tape original em 100% de condições para ser usado. Exemplo: prensamos 3 discos do Titãs: Cabeça Dinossauro, Jesus Não tem Dentes… e O Blesq Blom. Nos dois primeiros, tivemos acesso aos masters originais em rolo e o Ricardo Garcia do Magic Master fez a restauração e masterização especial para vinil. Já o Blesq, a Warner não tinha completo em rolo. Foi decidido em comum acordo com todas as partes que seria melhor tratar para vinil a partir da última remasterização que já havia sido feita no Magic Master pelo Ricardo. Importante: Não é feito a partir do cd (que seria 16bits, 44.1) e sim a partir dos arquivos digitais originais em 24bits, no caso do Blesq 48khz.Todos os outros (Tabua de Esmeralda, Africa Brasil,  os Secos e Molhados…) tiveram tratamento especial para fabricação do vinil, com um equipe de audio especializada e sempre a partir dos tapes originais. É um processo muito trabalhoso e temos orgulho dos resultados que temos atingido a partir dele. Como pode ver, tem algum ruído aí.Beijo”

Rafa