Arquivo da categoria: historinhas

negativos & positivos (370) [henry mccullough]…

que tal as imagens acima? mas não é de macca ou joe que vamos tratar aqui nesse negativos & positivos. a luz  de hoje desaba estrogonoficamente sobre o moNstro guitarrista de ambos os clássicos:

henry mcculough

o gigante irlandês também circulou pelo grease band (a tchurma de joe em woodstock), spooky tooth e gravou dezenas de discos espetaculares. em 1980, ele se juntou ao hinkley’s heroes dividindo palco com mel collins (king crimson), bobby tench (jeff beck), roger chapman (family), mitch mitchell (hendrix) e muitos outros.

xeretinha ficou de joelhos diante da catedral e…

henry+chappo

henry mcculough & roger chapman  /  the venue (londres)  /  dezembro1980

roundhouse & radiohead…

thom & a rapeize no santificado palco do roundhouse, ontem… +tonite e amanhã.

3.300 testemunhas por noite num espaço que jah abrigou the doors, hendrix, stones, clash, zeppelin, pink floyd, soft machine e trocentas outras figuraças.

com capacidade similar ao circo voador (abarrotado), o roundhouse é um dos mais sinistróides espaços sônicos sobre a face da terra.

imagina a vibe desses dias com a turmeca de oxford a bordo!

ronca_palma

negativos & positivos (364) [chuck berry]…

nunca fui de fazer contato. quase sempre o meu olhômetro se encarregou de identificar o negativo a ser ampliado… o que é bom e ruim ao mesmo tempo. é bom porque volta e meia descubro imagens inéditas (a essência do negativos & positivos)… e é ruim porque como olhômetro é pra lá de falho, certamente, deixei boas fotos “esquecidas” ao longo dos anos. nesse fim de semana, cruzei com um inoxidável contato Dele…

chuck.tico

chuck berry  /  rainbow theatre (londres)  /  fevereiro1975

o #180 esmigalhando nossos corações…

180

é a tal História bem manjada… mas que é sempre lembrada: em muitas situações, ao pousar o jumboteKo em alguma pista clandestina, bate a sensação (imediata) de ter feito um voo inoxidável… ou seja, de termos colocado no ar um programa especial, alguns furos acima da maioria.

em outras ocasiões, ao colocar a tampa, fica o clima de termos feito um programa “normalzinho”… e aí, ao ouvir o roNca, a coisa cresce, a gente se surpreende, bate o inesperado, bate a percepção de como os pontos se encaixaram, de como o “normalzinho” galgou parâmetros… e tudo acaba sendo bem diferente da primeira impressão.

ontem, foi assim… durante o voo, com o #180 sendo transmitido, percebi detalhes inéditos à primeira audição… e, para reforçar, os pombos abundaram na mesma afinação: “o #180 tá foda”… foram muitos.

tipo estes…

“Salve salve Mauval,

Sabe aquela manhã que vc acorda meio tristinho porque brigou com alguém que ama ou quando vc recorda que seu time não vence o arquirrival há 17 jogadas ou até mesmo porque o céu está cinzento? Pois é…aí vc lembra que está prestes a ouvir a edição #180 do roNca roNca…e tudo se transforma! Meu amigo…que música essa?  brian wilson – “good vibration”. É pra levantar o astral de qualquer um que escute!!!!

Boa semana”

AndersonTX

+

Assunto: O 180 foi foda!

“Fala Mauricio!

Porra, que programa foi esse o #180?? Sensacional! Talvez porque começou com “Good vibrations”. Talvez por causa do banzo do Shogun. Ou pela dobradinha Cauby com Aretha e Duane. Sei lá, só sei que foram duas horas que bateram forte aqui pelo astral, pelas descobertas… enfim… valeu demais!

Pedido pra semana que vem: Descobri esses dias Rabih Abou -Khalil, que sonzera!

Grande abraço”

Thiago

até a sorte entrou no e$quema…

mega

Conhecido por responder a mais de uma centena de processos nos âmbitos cível e criminal, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso, José Geraldo Riva mostrou, de novo, que é um homem de sorte. Perto de completar um mês em liberdade (ele foi solto em 8 de abril após seis meses de prisão por decisão do ministro do STF Gilmar Mendes), Riva comemorou, na noite de quinta-feira, o prêmio de R$ 11,2 milhões da Mega-Sena vencido por seu filho, José Geraldo Riva Júnior, e mais dois amigos, identificados como Djalma e Vinicius. Uma foto de Riva comemorando o prêmio com o filho circula nas redes sociais.

A aposta de Riva Júnior foi uma das três vencedoras da Mega-Sena das Mães, sorteada pela Caixa Econômica Federal na noite de quinta-feira. Segundo a Caixa, ela foi feita na lotérica Ponto da Sorte, em Cuiabá (MT), com oito números, no valor de R$ 98. Com isso, os três ainda acertaram 12 quinas (R$ 373 mil) e 15 quadras (R$ 12 mil), o que elevou o prêmio de R$ 10,8 milhões da Mega-Sena para R$ 11,2 milhões. Apostas de Belém (PA) e Santo André (SP) também acertaram as seis dezenas da Mega-Sena na quinta-feira. Os números sorteados foram: 08-11-25-39-41-60.

— Falei com um dos três (depois do resultado). Eles estavam na agência (da Caixa) retirando o prêmio. Avisaram que vão passar aqui amanhã (sábado) — afirmou Márcio Sato, dono da Ponto da Sorte.

Deputado estadual por cinco mandatos, José Geraldo Riva responde a 117 processos, segundo o Movimento Ficha Limpa. Ele foi preso pela quarta vez em 13 de outubro de 2015 durante a Operação Metástase, que investiga desvio de R$ 1,7 milhão de verba de suprimento da Assembleia de Mato Grosso. Ele já havia sido preso em maio de 2014, durante a operação Ararath; em fevereiro de 2015, na operação Imperador, acusado de participar de desvios de R$ 62 milhões; e em julho de 2015, na operação Ventríloquo, sob acusação de desviar R$ 10 milhões.

(o globo)

o futebol está voltando pro UK…

marcelo “caipirinha” informa sobre a mudança que está em curso nos estádios britânicos.

a matéria é da BBC… basta clicar AQUI

olha a cadeira que será colocada no estádio do celtic (glasgow)…

celtic

ela permite neguinho ficar em pé, dar cambalhota, se jogar em cima dos outros e, principalmente, deixa longe a tchurma que vai ao estádio achando que está no sofá de casa.

mauricio + pulitzer (ou sobrou pra vênus)…

Idomeni, Greece - November 28, 2015: Barred refugees struggle for donation of water, blankets, diapers and few clothes as they complete their 10th day encamped by the train station in Idomeni, Greece, without permission to cross the border into the Macedonian town of Gevgelija. Hundreds of thousands of refugees, mostly from Afghanistan, Iraq and Syria, fled their homes, risking their lives in dangerous boat trips, illegal border crossings and long bus and train journeys, seeking asylum and a decent life in Western Europe and Scandinavia. The latest UN report from January 2015 estimated that more than 220,000 people had become fatal victims of the endless war in Syria. CREDIT: Photo by Mauricio Lima for The New York Times
Idomeni, Greece – November 28, 2015: Barred refugees struggle for donation of water, blankets, diapers and few clothes as they complete their 10th day encamped by the train station in Idomeni, Greece, without permission to cross the border into the Macedonian town of Gevgelija. Hundreds of thousands of refugees, mostly from Afghanistan, Iraq and Syria, fled their homes, risking their lives in dangerous boat trips, illegal border crossings and long bus and train journeys, seeking asylum and a decent life in Western Europe and Scandinavia. The latest UN report from January 2015 estimated that more than 220,000 people had become fatal victims of the endless war in Syria. CREDIT: Photo by Mauricio Lima for The New York Times

mauricio lima galgou parâmetros inoxidáveis na fotografia mundial ao receber, dia 18, o prêmio pulitzer de fotografia 2016!

em tempos onde o orgulho de ser brasileiro desce pelo ralo, o xará segue a bordo da categoria “ele me representa”… acima de tudo (e de todos) por conta de sua incontrolável coragem.

ontem, ele também fisgou o John Faber Awards, durante o Overseas Press Club of America (OPC),

pra fechar a tampa, algumas letrinhas dele que foram retiradas DAQUI:

Do que você tem mais medo?
Intolerância. Individualismo. Isso pode ter um impacto negativo nas futuras gerações. O modo que as pessoas vivem hoje, a maneira com que se comunicam, onde tudo é efêmero, me assusta. Até na própria fotografia. Não consigo ver foto no celular. Não é a plataforma ideal. Apesar de não ser tão velho, ainda prefiro ir a uma exposição ou museu e ver a foto no papel, livro. Faço parte de uma geração, talvez a última, que trabalha com filme na imprensa. No início da carreira, o contato com o filme no laboratório era muito mágico. Hoje, você tira uma foto com o telefone e publica. Talvez mais de mil pessoas vejam. Existe um vício.

quem deu a idéia pro flamengo fazer tamanha vergonha?

na boa, não acredito que tenha sido idéia do wallace, capitão do flamengo, invadir o gramado, às pressas, para saudar a torcida de manaus e cravar uma bandeira de seu clube no centro do gramado…

fla

realmente, não acredito que essa ação de guerrilha típica do estado islâmico pra marcar território tenha brotado da cabeça dele… afinal, ele deixou pra trás todo o protocolo civilizado (e exemplar para as torcidas) de entrar em campo junto ao adversário e com as crianças de ambos os clubes. isso, as crioncinhas estavam lá, aguardando horas a fio para realizar o sonho único de pisar o gramado de mãos dadas com seus ídolos…

vasco.kids

ok, não foi uma criação do wallace, atleta profissional com larga experiência… mas então, quem do flamengo deu a patética ordem do clube protagonizar tamanha vergonha? sem dúvidas, um hooligan, uma anta bélica que poderia ser o responsável por problemas seríssimos fora das quatro linhas… já que a invasão foi um ato cristalino de desrespeito e incitação à violência.

como a TV da pastelaria estava na vênus, não houve maiores considerações sobre o desvario… pelo contrário, a mala narradora deu umas risadinhas como se fosse a coisa mais comum do mundo.

pelo andar da carrocinha, essa desgraça já foi esquecida pela mídia… que, certamente, não desconfiará a razão da próxima morte envolvendo torcidas (des)organizadas.

pra fechar, vem o colega do wallace (do outro lado) e bota lenha…

mas afinal, quem foi o autor da maluquice?

triste!

o feitiço (ou as meninas balançando o coreto)…

RSD2016

o record store day tem sido pauta constante no roNca desde o dia em que nasceu. afinal, ele é a celebração máxima de algumas de nossas mais cascudas paixões: música, lojas de disco, criatividade, “divisão do pão”, originalidade & o diabo A4.

muito antes do RSD, todas essas conexões sonoras já habitavam nosso poleiro… e, por aqui, foram formadas gerações de fissurados em música… e vinil.

com o boom da música digital, era de se esperar alguma forma de reação ao sumiço do disco físico… e ele não tardou: “a volta do vinil” (sem que ele jamais tenha ido).

felizmente, o velho “plástico redondo com um furo no meio” agradou em cheio, sobretudo, à rapaziada que jamais havia visto um desses exemplares.

a indústria, claro, começou a (re)lançar os clássicos e a investir nas novidades onde muitas delas saiam apenas em vinil… festança. os gráficos de vendas do mercado galgavam parâmetros loucamente.

a “novidade” tomou uma dimensão tão frenética que atingiu o status de fetiche… ou seja, os novos interessados começaram a ficar, literalmente, enfeitiçados pelo “velhaco”, pouco se importando pelo som que vinha dentro dele. muitos sequer abriam o lacre. muitos, consequentemente, jamais ouviram os discos.

o importante era ter / exibir… tirar onda com o vinil amarelo. com a capa em 3D. com o poster gigante. com o formato quadrado do disco… enfim, a música não importava muito… tanto não era considerada que, ao longo dos últimos anos, o gosto da rapeize ficou pra lá de despirocado. tanto faz possuir na prateleira um arctic monkeys autografado quanto uma edição triangular da celine dion… tanto faz mesmo.

diante dessa incontrolável sede dos novíssimos consumidores, o record store day se afastou bastante de certos objetivos iniciais. atualmente, o mais relevante é saciar o tal feitiço de milhares e milhares de fissurados espalhados pelos cinco cantos do planetinha movimentando uma dinheirama como há muito tempo não se via.

aí, você pergunta: “o RSD perdeu a qualidade?”

aqui nos trópicos, distante da realidade dele, eu posso garantir que não perdeu a qualidade… mas, ao mesmo tempo, acho que o RSD ganhou uma quantidade enorme de lançamentos desnecessários para os que estavam com ele desde o início… discos que visam, acima de tudo, preencher a fúria consumista… e vamos combinar, lááááá atrás, por mais que o RSD visasse o sucesso financeiro, havia outros tipos de prioridades.

coincidentemente (ou não), esse ano, foi a primeira vez em que passei longe da magia do RSD. a operação de trazer as pepitas – que sempre envolveu um monte de traficantes/amigos/”aviões” – foi desmantelada. o preço influiu forte… mas o principal foi a diminuta quantidade de discos para fazer a roda aqui do poleiro girar.

anyway, anyhow, anywhere, o importante é a rapaziada seguir conectada e que ela mantenha o mercado em movimento pelas próprias pernas sem deixar que tudo se transforme numa modinha com validade… e como são meninas que fazem o coreto balançar:

 

locomotiva & RSD…

sp

 

Assunto: Podcast Ronca Ronca e o Record Store Day

“Olá Mauricio, tudo bem? Aqui quem escreve é o Gilberto da Locomotiva.

Eu estava ouvindo a última edição do Podcast Ronca Ronca, que peguei como download gratuito no iTunes. É muito bacana, sempre que sobra um
tempo eu ouço o programa, gosto bastante. O mais legal foi que nessa última edição você citou a Locomotiva Discos como exemplo de esforço
para fazer algo no Brasil em comemoração ao Record Store Day.

Eu agradeço a citação e fico feliz pelo reconhecimento.

Realmente nós sempre nos preocupamos em fazer algo na data, mesmo sem poder trazer os discos importados e sem contar com o apoio de nenhuma
gravadora mainstream ou independente nacional.

Não sei se você sabe como funciona a distribuição dos discos lançados no Record Store Day nos Estados Unidos e na Europa? Para não ter problemas das lojas gringas venderam os discos antes, eles só liberam
a distribuição dos discos faltando uma semana da data. Nós aqui no Brasil, para receber os discos em uma semana, teríamos que pagar um valor muito alto de frete e impostos, impossibilitando a
comercialização dos discos no fim das contas, devido ao alto preço final.

Mas nós conseguimos os discos depois da data. Temos canal para conseguir os discos e eles chegam para a gente, mas depois de um ou duas semanas do Record Store Day. Nós já pensamos em viajar e pegar os
discos para trazer na mala e assim ter os discos em mãos na data correta. Ano passado a gente ia fazer isso, esse ano também, mas o aumento do dólar estragou os planos. Em todo caso, está nos planos
para o ano que vem.

Nós achamos a data muito importante e a razão pela qual nós sempre nos esforçamos em fazer algo é devido a facilidade em divulgar o evento na
mídia. Esse ano um jornalista da Folha de São Paulo, o Lucio Ribeiro, nos escreveu pedindo que fizéssemos algo, pois ele iria ajudar na divulgação. Nós decidimos fazer uma Feira de Discos no MIS (Museu da
Imagem & Som), que é um local super bacana e São Paulo. O evento teve alto destaque na mídia. Veja no anexo alguns exemplos.

É justamente isso que as gravadoras brasileiras não sacaram ainda. O evento é uma ótima forma de divulgar os discos que poderiam ser lançados na data. Eu tenho certeza que essa divulgação iria
impulsionar a venda de algum título lançado no Record Store Day.
Acredito que eles nem saibam da força que o evento tem na mídia. Você
citou no programa o compacto do Novos Baianos. O compacto saiu, mas
não foi bem divulgado, poucas pessoas sabem! Custava ter lançado o compacto no Record Store Day? Certamente iria gerar um burburinho na
mídia.

Eu estou preparando um e-mail para enviar a todas as gravadoras sobre o assunto, para quem sabe, no ano que vem, a gente se organizar
melhor. Se você puder dar uma força, pois sei que você tem vários contatos, será muito bacana!

Abraços!”

Gilberto