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vazou (2)…

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Bob Dylan’s Most Mysterious Recording

In a West Saugerties, New York, house dubbed by its tenants “Big Pink,” Bob Dylan and a band who later named themselves The Band gathered daily for six months in 1967 to mess around with American music, and recorded the results. Dylan was recuperating from a motorcycle crash, and the Big Pink basement was his recovery room. Among the many songs generated down there are some of Dylan’s deepest: “Tears of Rage,” “This Wheel’s on Fire,” “You Ain’t Goin’ Nowhere” and the title song of Todd Haynes’ I’m Not There — a track that, until now, has never been officially released.

Perhaps the most mythical of all Dylan’s unreleased gems, “I’m Not There” is an absolute mystery. A long, extended meditation built around a four-chord acoustic-guitar strum, it was recorded only once by Dylan and never finished or revisited. Lyrics and lines float by, some discernible, others elusive. Among Dylan fanatics, it’s a kind of Rosetta stone because it seems to capture the artist in the midst of his creative process. The magic of “I’m Not There” is its lack of definition. Critic Greil Marcus devotes five pages of The Old, Weird America to the song, writing that “?‘I’m Not There’ is barely written at all. Words are floated together in a dyslexia that is music itself, a dyslexia that seems meant to prove the claims of music over words, to see just how little words can do.”

True, but what’s most engaging about the song is the revelation it provides about Dylan’s creative process. Unlike many outtakes and bootlegged tracks, “I’m Not There” feels like someone channeling, speaking in tongues, handling snakes, conjuring out of the mist the blueprint of a song. In The Old, Weird America, Marcus quotes Band guitarist Robbie Robertson’s wonder at Dylan’s method: “He would pull these songs out of nowhere. We didn’t know if he wrote them or if he remembered them. When he sang them, you couldn’t tell.” No recording better illustrates Robertson’s point than “I’m Not There.” There’s something going on inside the song, but you’re not sure what it is. The narrator might be dead, and contemplating his relationship with an unnamed lover. He might have abandoned her. He seems sorry for something. Or angry.

Bootleg copies of the song have long been available, but until the arrival of the soundtrack to I’m Not There this month, it had remained undergound. For that reason alone, Dylan fans have reason to applaud Haynes and his music supervisors, Jim Dunbar and Randall Poster. With the release, a better picture of the circuitous route the song took from basement to film title is revealing itself. The widely bootlegged version has been tainted by engineers attempting — and failing — to liven the song. The true recording has been buried. “So it’s never been heard — except by a rarefied few folks, obviously — in its pure form, as it was straight to tape,” says Dunbar. “It’s like a field recording, almost.”

Among those rarefied few who heard the original recording was Neil Young, who, it turns out, possessed the most pristine and unadulterated copy of the so-called Basement Tapes, which he received from his longtime engineer Elliot Mazur. Mazur was assigned by Dylan’s manager, Albert Grossman, to transfer the original tapes for storage, and ended up dubbing a copy for himself. A few years later, Mazur duplicated them again with the intention of giving Young a copy, but accidentally gave him the original transfers, which sat in Young’s archives until they were unearthed a few years ago. With the song’s release on the fantastic I’m Not There soundtrack, those not exposed to the bootleg can finally attempt to discern meaning for themselves — if they dare.

Randall Poster would rather not. “I don’t approach it that literally, really,” he says. “To me it’s about a kinetic feeling, a song that brings me into the realm of ‘Positively Fourth Street.’ As a kid, the first time I heard that song, it taught me that there’s something that goes on between men and women that I hadn’t experienced yet, but that I was so hungry to experience. I sort of get that same feeling from ‘I’m Not There.’ In a sense, it speaks to a potential intimacy between people — it clearly exists in a sort of divine realm.”

“The song subtly builds,” adds Dunbar. “For me, it’s very intense. It starts off and you think, ‘Aw, there’s not much going on here.’ But by the end of it, it feels like an epic.” Asked what he thinks the song means, Dunbar pauses. “Uh, I don’t know. It’s, uh, definitely someone with . . . uh . . . uh . . . great regret.” Exactly.

(DAQUI)

enquanto isso, o mais importante é jogado no lixo…

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RIO — O Brasil é o pior país da América do Sul em termos de oportunidades ao desenvolvimento de meninas, de acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira pela ONG Save the Children, baseada nos EUA. Entre 144 nações avaliadas, o Brasil ocupa a 102ª posição do Índice de Oportunidades para Garotas. Em todo o continente americano, o país fica a frente apenas de Guatemala e Honduras no ranking que considera dados sobre o casamento infantil, gravidez na adolescência, mortalidade materna, representação das mulheres no Parlamento e conclusão do estudo secundário.

O documento dá destaque à posição do Brasil no ranking, “país de renda média superior, que está apenas ligeiramente acima no índice que o pobre e frágil Estado do Haiti”, listado em 105º. O relatório não divulgou tabelas, mas o gráfico deixa claro que o principal problema do país é a falta de representação parlamentar. Os dados utilizados pela pesquisa são os compilados pela União Interparlamentar, de acordo com os quais o Brasil ocupa a 155ª posição no mundo, com apenas 51 deputadas federais, entre os 513 parlamentares eleitos no pleito de 2014.

Além disso, segundo a ONG, o Brasil apresenta números elevados de gravidez na adolescência e casamento infantil. Em conjunto, os dados colocam o país como um dos que mais impõem barreiras ao empoderamento feminino, privando as mulheres de oportunidades.

“Alguns países na América Latina têm performances piores nesses indicadores do que para educação e mortalidade materna”, pontua o relatório. “A República Dominicana e o Brasil são os casos em questão, ambos de renda média superior, que ocupam a 92ª e 102ª posição respectivamente, ligeiramente superiores ao Haiti. Ambos possuem altas taxas de gravidez na adolescência e casamento infantil”.

Esta última, aliás, é a principal preocupação da ONG. No mundo, uma garota com menos de 15 anos se casa, na maioria das vezes forçadamente, a cada sete segundos. Em casos extremos, identificados em países como Afeganistão, Iêmen, Índia e Somália, crianças com menos de 10 anos são forçadas a se casar.

— O casamento infantil começa um ciclo de desvantagens e nega às garotas oportunidades de aprendizado, desenvolvimento e de serem crianças — critica a ativista Carolyn Miles, presidente da ONG Save the Children. — Garotas que casam muito cedo muitas vezes não vão à escola e estão mais vulneráveis à violência doméstica, ao abuso e ao estupro. Elas ficam grávidas e têm filhos antes de estarem fisicamente e emocionalmente prontas, o que pode gerar consequências devastadoras para a saúde delas e dos bebês.

O Brasil contribui, e muito, para essa estatística. Estudo publicado ano passado pelo Instituto Promundo afirma que existem no país 877 mil mulheres, com idades entre 20 e 24 anos, que se casaram antes dos 15 anos de idade, colocando o país como o quarto do mundo em números absolutos. No total, cerca de 3 milhões de mulheres, entre 20 e 24 anos, relataram ter casado antes dos 18 anos. Na América Latina, apenas República Dominicana e Nicarágua possuem taxas superiores.

No mundo, a Índia apresenta o maior número de casamentos infantis, até pelo tamanho da população. Lá, 47% das garotas — cerca de 24,6 milhões — se casam antes dos 18 anos.

Acabar com o casamento infantil até 2030 está entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, acordados pelas Nações Unidas. Porém, diz a ONG, se a tendência continuar, o número de casamentos infantis vai crescer dos atuais 700 milhões no mundo para 950 milhões até 2030 e 1,2 bilhão em 2050.

(daqui)

como sempre…

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A nova vergonha do Carandiru

BRASÍLIA – Foi em outra véspera de eleição, mais de duas décadas atrás. Em 2 de outubro de 1992, a Polícia Militar de São Paulo invadiu a penitenciária do Carandiru para reprimir uma rebelião. A ação matou 111 presos em meia hora. As fotos dos corpos, nus e enfileirados no chão de concreto, correram o mundo como um símbolo da barbárie brasileira.

O massacre também se tornou sinônimo de impunidade. Depois de 24 anos, nenhum policial foi preso. Autoridades da época, como o governador Luiz Antônio Fleury Filho, nem chegaram a ser processadas. Agora o caso ganha mais um capítulo vergonhoso. O Tribunal de Justiça anulou os julgamentosque condenaram 74 PMs. Todos recorriam em liberdade, apesar da gravidade dos crimes e das penas de até 624 anos de prisão.

O relator do recurso, desembargador Ivan Sartori, defendeu a absolvição dos PMs. Ao justificar o voto, ele tentou reescrever a história. “Não houve massacre, houve legítima defesa”, afirmou. A declaração é espantosa porque as vítimas estavam desarmadas e todos os policiais saíram vivos. A perícia contou uma média de cinco tiros por corpo, muitos disparados pelas costas e na cabeça.

O desembargador também deixou claro que não se importava com a reação da opinião pública. “Eu sou o juiz”, decretou. “Seremos criticados pela imprensa, mas não quero saber da imprensa”, prosseguiu. Seria demais esperar que ele se importasse com as famílias das vítimas.

Ao contrário do que pregam os defensores da violência policial, massacres de presos não protegem o “cidadão de bem”. O resultado do Carandiru foi a criação do PCC, que organizou o crime e passou a controlá-lo dentro e fora das cadeias.

O coronel Ubiratan Guimarães, que comandou o banho de sangue, chegou a se eleger deputado. Seu número terminava em 111, num deboche com o número de mortos na invasão. Fleury não tem mais votos, mas continua no poder. É integrante da executiva estadual do PMDB.

Bernardo Mello Franco

márcia mandou pra gente…

márcia mandou esse link da matéria publicada pelo the guardian com vários bateristas… retratados pela fotógrafa irlandesa deirdre o callaghan :

atripa

Assunto: From Dave Grohl to Ringo Starr: the secrets of star drummers | Music | The Guardian
Márcia

As part of the original team at Dazed & Confused magazine, Deirdre’s passion for music instinctively steered her career to shoot artwork and press for all the major record companies, including Warner Music, Beggars Group, Domino, Universal Music Group & Warp. Following this Deirdre began working with artists such as U2, The National, Laura Marling, Damon Albarn, De La Soul, Peaches, Gang Starr, Alex Turner, Josh Homme, Emeli Sande & Grinderman.

In addition to her commercial work, Deirdre has worked on many personal projects. She spent five years photographing the colourful residents of the infamous New York cultural landmark, the Chelsea Hotel in the declining days of the hotel’s original management. She has also photographed many areas of interest earmarked for redevelopement – including Coney Island, NY, London’s Southbank and Topanga trailer park, CA. Deirdre has also shot a series on tattoo artists, featuring many of the most revered ink masters in the world.
Most recently, Deirdre has spearheaded a photographic and interview book project The Drum Thing featuring 100 of the most unique and established drummers in the world today including: James Gadson, Tony Allen of Fela Kuti and Damon Albarn collaborations, Dave Grohl of Nirvana, Josh Freese of Nine Inch Nails and Devo, Ringo Starr of The Beatles, Larry Mullen of U2, Jim Keltner of hit record session acclaim, Travis Barker of Blink 182, Questlove of The Roots, Jack White of The Dead Weather, Neil Peart of Rush, Stewart Copeland of The Police, John Densmore of The Doors, Ginger Baker of Cream, Zach Hill of Death Grips, Lars Ulrich of Metallica, Jack DeJohnette (Miles Davis, Keith Jarrett, John Coltrane), Brian Chippendale of Lightning Bolt, Sly Dunbar (Grace Jones, Peter Tosh) and Jaki Liebezeit of Can.
The Drum Thing will be published by Prestel, Fall 2016.
Deirdre’s first book Hide That Can, a four-year study of an Irish emigrant community in North London, was awarded Book of the Year by both The International Centre of Photography, New York and Rencontres de la Photographie d’Arles.
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morris

negativos & positivos (407) [phil collins]…

márcia, componente cascudérrima d’aTRIPA, mandou uma matéria espetacular sobre bateristas (com fotografias ainda mais estrogonóficas) que irá iluminar o poleiro amanhã.

entre os tocadores de tambor está stephen morris (joy division / new order) que utilizou as seguintes letrinhas:

In Manchester, in the early 1970s, there was very little to do; it was all grey. If you wanted to hear music, you had to go to concerts at the Free Trade Hall and the Stoneground to see bands like Genesis. Phil Collins was an interesting drummer, and probably still is. When punk came along, you pushed all those records under your bed and pretended you never liked them at all.

phil-tico

phil collins (genesis)  /  rio de janeiro  /  maio1977

geneton, o produtor de memória …

fire

no início de julho2013, a chapa esquentou brutalmente no brasa… em uma dessas ocasiões, acabei cruzando com geneton e presenciamos a entrada do inferno.

queimou ainda mais em mim a violência de muitos contra ele, funcionário da vênus. em certos momentos, a agressão física ficou por milímetros… enquanto isso, geneton passava tranquilão sem dar a menor pelota aos injuriados… na certeza que a sua (dele) presença ali no campo minado era muito mais contundente que qualquer coquetel molotov jogado nos cornos do poder.

na semana, geneton registrou os fatos em seu blog…

Relato de uma testemunha acidental de um tumulto nas ruas do Leblon: o Dr. GL entra em cena num fim da noite de quinta-feira

sex, 05/07/13
por Geneton Moraes Neto
categoria Entrevistas
DOSSIÊ GERAL (o blog das confissões) / G1

Fazia trinta e seis anos que eu não via, pessoalmente, o Dr. GL : o Gás Lacrimogêneo. Aconteceu hoje, no Rio de Janeiro.

Boa noite, Dr. GL. Prazer. Sou aquele estudante que conheceu o senhor no Recife, faz tempo. O senhor não se lembra, claro. Mas como eu iria esquecer ?

(a primeira vez, como eu ia dizendo antes de ser interrompido pelos cumprimentos de praxe, aconteceu no Recife, nos idos de 1977. Eu tinha meus vinte, vinte e um anos. Estudava Jornalismo na Universidade Católica. Uma manifestação que contaria com a presença de três senadores da oposição ao regime militar – Marcos Freire, Paulo Brossard e Teotônio Vilela – tinha sido proibida. O governo impediu os senadores de falar. A manifestação estava vetada . Não poderia ser feita nem na rua nem em recinto fechado. Ainda assim, os senadores compareceram à frustrada manifestação. Tiveram de ir embora – de táxi – sob aplausos e gritos de apoio de quem tinha ido ali para ouví-los. Eu me lembro de ter visto o triunvirato de senadores entrando no carro – na rua do Hospício, no centro do Recife. Ah, o nome daquela rua: Hospício! O boato corria solto: a cavalaria viria dispersar os manifestantes. Dito e feito. Assim que os senadores saíram, os cavalos chegaram. Tumulto. Correria. Gás lacrimogêneo. Prisões. Givaldo – por coincidência, o dono de uma livraria especializada em livros “subversivos” – foi arrastado pelos cabelos até o carro da polícia. Ali, o Dr. GL batizou minhas retinas juvenis).

Hoje, estava conversando sobre política, Macalé, Sérgio Sampaio e Copa de 50 (!!) numa calçada do Leblon com um amigo que encontrei por acaso – Mauricio Valladares – sim, aquele que faz o antenadíssimo programa Ronca Ronca nas ondas dos rádios e internets do planeta. Ali, éramos – também – testemunhas do protesto que se armava nas proximidades da casa do governador. De repente, o velho filme rodou de novo, sob outras circunstâncias e em outros tempos: tumulto. Correria. Gás. Lá vem o Dr.GL ! Crianças, correi!

A bem da verdade, não deu para ver como tudo começou. Mas uma chuva de bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo foi lançada sobre os manifestantes. A polícia avançou. Quem estava ali correu. Quando estava na avenida Delfim Moreira, olhei para trás: não fosse pela truculência, a cena era até bonita. A polícia tinha apagado as luzes da avenida. O rastro deixado pelas bombas produzia garranchos brancos no ar, perto da praia escura. Se fosse Reveillon, ia ter gente aplaudindo. Não era Reveillon. Teve gente correndo.

O som das explosões deve ter acordado quem paga o IPTU mais caro do Cone Sul da América. O tempo fecha: lá vem a Tropa de Choque. Um helicóptero flutua lá em cima, às escuras, estranhamente estacionado no céu. Parece não se mover. Não emite qualquer sinal luminoso. Só o barulho do motor. Pego o telefone. Aviso à redação da Globonews que o protesto acaba de se transformar numa bela confusão. “Por sorte”, meu combalido celular consegue captar, ao vivo, nos últimos minutos do Jornal das Dez, o som das explosões.

Em meio ao tumulto, recolho no chão uma bomba, já disparada. Marca: Condor. “Tecnologias não-letais”. “GL- 203/L.Carga múltipla lacrimogênea”.”Indústria brasileira”.”Atenção: oferece perigo se utilizado após o prazo de validade”. Tento decifrar a data de validade. Não consigo enxergá-la. Os números estão gastos. O desenho de uma bandeira brasileira completa o envólucro da bomba. A pequena bandeira é azul, como todas as outras inscrições. Parece uma daquelas ironias involuntárias: tudo azul com o Dr.GL. Guardo a “relíquia” comigo. Meu filho Daniel também recolhe no asfalto uma lembrança do Dr. GL, por pura curiosidade.

Impressão desta testemunha acidental : a reação da polícia parece ter sido desproporcional a qualquer eventual provocação que tenha acontecido. Nem eram tantos os manifestantes. Resultado : por alguns minutos, a avenida Delfim Moreira parecia o que, por esses dias, se chama de “praça de guerra”.

Dr. GL, o senhor não precisava ter saído da caverna esta noite. Estava tudo azul, até que o senhor resolveu entrar em cena. E aí a Delfim Moreira virou rua do Hospício.

Ah, Dr. GL….Quando é que o senhor vai tomar jeito ?

geneton1.jul2013

quem ri por último…

agora, ficam esses pelasaco chamando de reymar, gênio da bola, chorando lágrimas de crocodilo, pagando qualquer micaço por audiência, bostejando “neymar amadureceu” (como assim, bial? amadureceu de uma semana pra outra?) e tendo que se passar por surdo e cego pra não ouvir e ver:

– “vão ter que me engolir (cambada de FDP)”

neymar

imagina se ele perde a bagaça!