Arquivo da categoria: torcida

aTRIPA informa sobre o SGR…

Assunto: Tem SGR#31, mas em São Paulo!

“Salve, MauVal!

Estou ouvindo o SGR#31 pelo site, via o 94.1 da Globo de São Paulo. Ainda acho uma pena que, quem só tem a opção do rádio no Rio ficou a ver navios, por causa do futebol, mas pela web é possível ouvir, selecionando a praça de São Paulo.

Abração.”

Evilasio

loNdoN’s calling…

Assunto: Londres chamando

“demais o #266 ! foda ouvir Darondo logo depois do Pau Molão Blues e a versão do Dü pra Beatles
obrigado pelo Dury, hehe…

no fim de novembro vi um show do Baxter Dury no Koko, boa banda

dia desses peguei a trilha sonora de Porky’s Revenge!, de 1985, produzida pelo Dave Edmunds, tem umas boas versões lá
George Harrison tocando Dylan (I Don’t Want To Do It), Jeff Beck tocando Sleepwalk, Willie Nelson com Love Me Tender … além do próprio Dave

ó o trio cabeludo sinistro que verei sexta-feira…

quinta vi o shame na Rough Trade, show de lançamento do álbum, e sábado fizeram um show quase secreto no The Windmill Brixton, também de lançamento
aqui vai um clique de brixton…


espero revê-los dia 23 no 100 Club, arrebentaram no álbum

cheers”

Pedro Blackhill

nathalie, crucis, spinetta, king gizzard & baiana…

Assunto: oi 🙂

“oi, Mauricio. Como vamos?
feliz ano novo 🙂

o que foi esse ultimo programa da radio globo, hein?! sinister!

Rapaz, to mergulhada aqui no rock argentino dos anos 70.
muito coisa boa os caras tavam fazendo por lá
Conhece essa banda?

e o Invisible, um projeto do Spinetta, não me lembro de ter ouvido no ronca…

lembro de ter conhecido o Pescado Rabioso há muitos anos atrás no programa. E volta e meia, cê toca alguma coisa da carreira solo dele e tal…

Mas só agora to explorando a fundo o Spinetta. Um vasto mundo né? Muita coisa pra descobrir ainda, mas já tô na parte funda da piscina. haha O cara era muito genial!
E de uma sensibilidade… Toca pra nós “Cantata de puentes amarillos”, do Pescado. Essa é tão poética que fica até difícil de entender onde ele quis chegar. E é uma das músicas que me emocionam demais. <3

outra coisa, é essa banda King Gizzard and the Lizard Wizard (quase não dá pra falar, rs)

Parece que os caras são os queridinhos atualmente.
Só fui conhecer ontem… e agora, acabei de assistir essa performance deles no KEXP:

bom demais!

Eu li que eles se comprometeram em lançar 5 discos ano passado…
E o fizeram! Lançaram o 5º disco no dia 30 de dezembro. ufa! haha
Doidera!

🙂

e o Baiana System sexta-feira, vamos?
bem que podia rolar uma promoção do roNca, hein???? 😀

beijos, beijos”

Nathalie

o #266, ébaNo & willaNa…

Assunto: Ébano no #266

“Alou alou

RoNquinha sempre inoxidável. Como sempre tem e terá gente falando bem mais e melhor do que eu sobre qualquer edição do jumboteco, vou pular essa parte e dar meus pitacos acerca da canção “Ébano”.
Por causa do vídeo ali embaixo a gente sabe que o arranjo é do Oberdan Magalhães. O grupo intitulado como Solando no Tempo (ao menos foi o que deu pra supunhetar mesmo com a imagem não tão boa) – olha o momento batatada – é que é uma pré Black Rio (se a gente partir do princípio que a de rocha, à vera, seria a que gravou o Maria Fumaça e os demais discos) com um ou outro integrante que se perdeu no meio do caminho.
Agora vamos para o achômetro ou momento batatada real oficial: Acreito que no piano elétrico seja o Marcos Resende. Barrosinho no trompete e Oberdan no sax. No trombone não consigo identificar quem seja (Zeca do Trombone, Serginho Trobome?). Só sei que não é o Lucio que foi quem gravou os discos da Banda Black Rio. Na bateria possivelmente é o Luiz Carlos. A guitarra pouco aparece, ou seja; sem chance de chutar o nome do caboclo. E na percussão, pelo amor do guarda, me apareça alguém pra dizer quem é porque eu não consigo lembrar o nome desse sujeito nem se me oferecerem um bilhete premiado da mega. Perdoe a senilidade e me ajude a confirmar os achismos.

Beijo, abraço, aperto de mão”
W.

Ps: se você não conhece o disco do Marcos Resende & Index, corra, Lola, corra. E se você conhece, mande o povo conhecer.

Ps. 2: bem-vindo de volta, Nandão.

evilasio e o #266…

Assunto: Black Rio? Azymuth? Os dois? Nenhum?

“Salve!

Meu Rei, vou arriscar um palpite me baseando na ficha técnica do disco que ele gravou pela mesma Som Livre um ano depois desse festival, o Maravilhas Contemporâneas. Nesse disco, consta a participação dos seguintes músicos, além do Melodia, claro: Luiz Carlos (bateria, percussão), Jamil Joanes (baixo), Oberdan (sax alto, sax tenor, flauta) entre outros bambas como Marcio Montarroyos, Fredera, Mauricio Einhorn e um etc. que não cabe no espaço desse e-mail. Enfim, repare que a “cozinha” e parte da metaleira da Black Rio está aí. Partindo daí, acho bem provável que os músicos da Black Rio tenham tocado com o Melô no Abertura, antes mesmo da fundação da Banda Black Rio,

Ah, e concordo contigo quanto a qualidade do som desse disco, também tenho ele aqui. A RCA, que prensava os discos da Som Livre nessa época, caprichava na prensagem, mesmo com aquele disco dynaflex fino como papel, hehehe.

É isso, MauVal, programa inoxidável, cabriocárico e rélpis, como sempre. LoNg live RoNquinha!! 😀

Abração.”

Evilasio

matheus mandou pra gente…

matheus (de capivari, torcedor do santos) acabou de mandar uma mensagem que arrancou meu coração pela orelha… ele nunca havia se manifestado, mesmo sendo ouvinte há décadas. respondi dizendo que as letrinhas dele são o típico exemplo do inoxidável corpo a corpo com aTRIPA… matheus aproveitou para contextualizar tudo com dalton trevisan…

cheers

“Uma Vela para Dario”

Dalton Trevisan

Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa  na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros que se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario ronqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando  a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede – não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de  moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.
Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora , comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados – com vários objetos – de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver,  não pode identificá-lo  – os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio – quando vivo  – só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete  – Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para  lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem  morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver, Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.

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Texto extraído do livro “Vinte Contos Menores”, Editora Record – Rio de Janeiro, 1979, pág. 20.

Este texto faz parte dos 100 melhores contos brasileiros do século, seleção de Ítalo Moriconi para a Editora Objetiva.

leandro confirmando…

Assunto: Re: Dívidas, juros, dividendos, ôôô!

“M.V.,

Só reparei agora que fiquei o ano de 2017 inteirinho sem te mandar uma única cartinha! PQParille, imperdoável. E olha que quis “conversar” contigo em vááários momentos cabriocáricos (mais recentemente agora na dobradinha Floyd + tôcida do Liverpool… eita… emocionante é pouco!). Começo, portanto, 2018 botando os pingos nos i’s e com as zorelhas coladinhas na somzêra prometida para o #265.

Aproveito também pra CONFIRMAR (cheguei tarde?) e te pedir pra mandar um abraço pra Laura (olha a felicidade da pessoa do ladinho do bigodudo aí na foto), a maior fã do Fred & seus Blue Caps que você respeita. Ela começou a escutar o roNquinha na reta final do ano passado e não largou mais – é a tripa/nação crescendo, meu caro!

Por último, mas não menos importante, chorei todas as vezes que você tocou Nick Cave e as Sementinhas do Mal ano passado, ok? Só pra você saber mesmo.

Um abraço procê, pro Nandão e pro magnânimo Geissel (leNda!).

OBS.: (O que vem depois do último? hahaha) Ainda não colei n’A Parte Funda da Piscina (eu tava em aula no dia da abertura), mas pretendo pintar por lá semana que vem sem falta! Parabéns!!!

Um abraço e até,”
Leandro

a kombi não para…

Assunto: começaNdo…

“oi, kérido!

que 2018 seja pleno de saúde e realizações!

e pra começar com pé direito, que tal apreciar um músico que tem o que dizer…

um artista múltiplo ( além de compositor, cantor e documentarista, ele é piloto da kombi branca mais famosa do brasa).

dá pra pensar num roNca session, confere aí…

( :

salve gabriela, salve as crianças!
sem elas, estamos condenados a caminhar solitários na escuridão.

beijos

em tempo: obrigada pela laura nyro… o blublu foi inevitável”

Claudia

carmela, zumbi & aTRIPA…

Assunto: SÃO MUITAS EMOÇÕES

“Mauricio, bão?

Puxa, que bonito repetir e encerrar com a Carmela, e que bonito a Carmela cantando Zumbi. Realmente, coisas que só o roNca pode oferecer. Queria também que, se possível, em algum programa (ou aqui pelo email), você falasse um pouco sobre a obra da Laura Nyro e da Carole King, em algum contexto de época e tudo mais, porque eu ‘vejo’ muita semelhança no trabalho das duas. Vai que tem mais informações nesse sentido.

E, cara, novamente, feliz ano novo! Agradecemos de coração.”

Pedrinho