Arquivo da categoria: torcida

paracambi’s calling…

“Puta qui parili Maurício, vc está fazendo eu pagar um maior micão aqui na loja. Estou literalmente chorando aqui, to todo arrepiado véio (não é viadagem não, isso eu não sou mesmo) é emoção mesmo, cara. Estou aqui tremendo, suando (não é só o calor q está fazendo). Estão me perguntando se estou passando bem, pra não ficar assim, estão me oferecendo água com açúcar, etc… A muito tempo não tinha essa emoção, véio. Muito obrigado por trazer nosso RoNca de volta. Creio ser essa a mesma opinião compartilhada de vários outros ouvintes RoNqueiros como eu, e que estavam morrendo de saudades e que não se entregou pro outro lado (o da mulambalização) sendo fiéis aos seus princípios musicais de qualidade. Nossa véio, me despeço já esperando anciosamente, já estocando remédios maracujinos pra tamanha emoção na terça que vem.”

Abraços de seu fã fiel e cheio de saudades do RoNca, Carlos Magno (Paracambi – RJ)

klebinho mandou pra gente…

Subject: Rota+Lenda

“Fala Mauricio!

Já viu ?

http://youtu.be/f3T6gAqpDPs

Ainda em cartaz. Ken Loach em excelente forma.

E essa lenda aqui embaixo ?

http://espn.estadao.com.br/post/295976_com-felipao-e-parreira-na-selecao-demos-um-passo-para-tras

Que tal um grande debate Trajano x Joaquim Barbosa ? Ou Pedro Bial ? Ou Daniel Sabbá ? Ou qualquer um ? Trajano bota no bolso fácil. Lenda !!”

Abraços

Kleber

+

dividindo a tristeza do mauro, componente d’aTRIPA…

Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento. Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais”.

No dia do retorno à segundona dos infernos meu pai começou a ir para o céu. As chances de recuperação de uma doença autoimune já não eram boas. Ficaram quase impossíveis com o que sangrou o cérebro privilegiado. Irrigado e arejado como poucos dos muitos que o conhecem e o reconhecem. Amado e querido pelos não poucos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Morre o jornalista Joelmir Beting.

Meu pai.

O melhor pai que um jornalista pode ser. O melhor jornalista que um filho pode ter como pai.

Preciso dizer algo mais para o melhor Babbo do mundo que virou o melhor Nonno do Universo?

Preciso. Mas não sei. Normalmente ele sabia tudo. Quando não sabia, inventava com a mesma categoria com que falava sobre o que sabia.

Todo pai é assim para o filho. Mas um filho de jornalista que também é jornalista fica ainda mais órfão.

Nunca vi meu pai como um super-herói. Apenas como um humano super. Só que jamais imaginei que ele pudesse ficar doente e fraco de carne. Nunca admiti que nós pudéssemos perder quem só nos fez ganhar.

Por isso sempre acreditei no meu pai e no time dele. O nosso.

Ele me ensinou tantas coisas que eu não sei. Uma que ficou é que nem todas as palavras precisam ser ditas. Devem ser apenas pensadas. Quem fala o que pensa não pensa no que fala. Quem sente o que fala nem precisa dizer.

Mas hoje eu preciso agradecer pelos meus 46 anos. Pelos 49 de amor da minha mãe. Pelos 75 dele.

Mais que tudo, pelo carinho das pessoas que o conhecem, logo gostam dele. Especialmente pelas pessoas que não o conhecem, e algumas choraram como se fosse um velho amigo.

Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa.

Com ele aprendi que não tenho de trabalhar para ser um grande profissional. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas.

Desculpem, mas não vou chorar. Choro por tudo. Por isso choro sempre pela família, Palmeiras, amores, dores, cores, canções.

Mas não vou chorar por algo mais que tudo que existe no meu mundo que são meus pais. Meus pais, que também deveriam se chamar minhas mães, sempre foram presentes. Um regalo divino.

Meu pai nunca me faltou mesmo ausente de tanto que trabalhou. Ele nunca me falta por que teve a mulher maravilhosa que é dona Lucila. Segundo seu Joelmir, a segunda maior coisa da vida dele. Que a primeira sempre foi o amor que ele sentiu por ela desde 1960. Quando se conheceram na rádio 9 de julho. Onde fizeram família. Meu irmão e eu. Filhos do rádio.

Filhos de um jornalista econômico pioneiro e respeitado, de um âncora de TV reconhecido e inovador, de um mestre de comunicação brilhante e trabalhador.

Meu pai.

Eu sempre soube que jamais seria no ofício algo nem perto do que ele foi. Por que raros foram tão bons na área dele. Raríssimos foram tão bons pais como ele. Rarésimos foram tão bons maridos. Rarissíssimos foram tão boas pessoas. E não existe outra palavra inventada para falar quão raro e caro palmeirense ele foi.

Mas sempre é bom lembrar que palmeirenses não se comparam. Não são mais. Não são menos. São Palmeiras. Basta.

Como ele um dia disse no anúncio da nova arena, em 2007, como esteve escrito no vestiário do Palmeiras no Palestra, de 2008 até a reforma: “explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… é simplesmente impossível!.

A ausência dele não tem nome. Mas a presença dele ilumina de um modo que eu jamais vou saber descrever. Como jamais saberei escrever o que ele é. Como todo pai de toda pessoa. Mais ainda quando é um pai que sabia em 40 segundos descrever o que era o Brasil. E quase sempre conseguia. Não vou ficar mais 40 frases tentando descrever o que pude sentir por 46 anos.

Explicar quem é Joelmir Beting é desnecessário. Explicar o que é meu pai não estar mais neste mundo é impossível.

Nonno, obrigado por amar a Nonna. Nonna, obrigado por amar o Nonno.

Os filhos desse amor jamais serão órfãos.

Como oficialmente eu soube agora, 1h15 desta quinta-feira, 29 de novembro. 32 anos e uma semana depois da morte de meu Nonno, pai da minha guerreira Lucila.

Joelmir José Beting foi encontrar o Pai da Bola Waldemar Fiume nesta quinta-feira, 0h55.

 

o chorinho da glicério…

“Maurício,

Li o tópico “NYC” no site e fiquei com vontade de completar com minha experiência de Dylan, em San Francisco, Neil Young (1 vez, acústico, no Bridge Concert e a outra no Voodoo Festival, em New Orleans), Jack White, no Voodoo também e, fechando a tampa, pra matar o véio aqui, Leonard Cohen, em Austin. Tudo no pequeno espaço de 15 dias. É muita emoção pra um coração cinquentão  ;-))  Isso sem falar no First Aid Kit, no Fillmore de SF e as bandinhas de jazz nos bares de New Orleans. By the way, que cidade maneira! O espírito da reconstrução e do orgulho estão por toda parte. Isso é que é viradão!

Mas, dos shows, o Neil & Crazy Horse do Voodoo estavam eletricamente inspirados, o cara está cada vez mais energizado, fôlego de um garotão e domínio musical de um Beethoven do rock: Walk Like a Giant, do disco novo, foi especialmente arrepiante; Dylan, como disse o Gerson, foi muito parecido com o show do Rio, mas bem diferente também, não sei se por ele estar em “casa”, mas o show estava mais fluido, mais solto, e “musicalmente interativo” (mesmo sem ele trocar uma única palavra com a galera), se é que o cara pode ser chamado de comunicativo, at all….Quanto ao Mark Knopfler, apesar de só ter conseguido assistir a uns 30 minutos, me surpreendeu pela limpeza e beleza do seu som. E, o que dizer de Leonard Cohen e sua super banda? É melhor procurar umas reviews, porque não tenho palavras: basta dizer que foram mais de 3 horas de pura emoção, beleza, inspiração. Que puta elegância, tanto com o público, quanto com seus músicos. A Sharon Robinson cantando Alexandra Leaving foi de doer de tão bonito.

Agora, basta, até o fim do ano, curtir o chorinho na feira da Glicério, que estarei em paz com minhas necessidades musicais (até porque o ano foi bom pra cacete: Wilco em março, Dylan em abril, CS&N em junho, Paulinho da Viola 2 vezes, Chick Corea, Mogwai, Marisa Monte….).

Grande abraço,”     Mauro

klebinho mandou pra gente…

klebinho, como sempre sagaz & cuspindo prego enferrujado, está injuriado com os novos rumos do maraca.

mas na boa, já era… perdemos! o maraca foi nosso!

lentamente ele agonizou até se transformar nessa nhaca “mauriçola” da atualidade.

toda essa “mobilização” deveria ter rolado lá atrás quando começou a detonação do estádio.

essas campanhas me lembram os abraços na lagoa e manifestações similares que já nascem mortas.

ou então, a mais recente, quando um grupo de meninos encarou a PM, na barra da tijuca, para protestar contra a construção de um resort em área preservada… aí, sim!

vamos juntar uma rapeize e protestar inteligentemente… agora, querer reverter, aos 44 do segundo tempo, uma partida em que estamos perdendo de 8 a 0… não dá!

maraca, quem viu… viu!

a xeretinha viu…

NYC…

Subject: Dylan
“Caro MaurícioOutro show fantástico. Abriu com Mark Knopfler em uma apresentação de mais de uma hora. Não conhecia as músicas… Acho que eram de seu trabalho solo. Tocou uma ou duas do Dire Straits- nunca fui muito fã…mas competente…
Depois entrou Bob e sua banda. Aliás, uma banda fantástica, a mesma, evidentemente, que tocou com ele no Rio. Knopfler tocou em 3 ou 4 músicas. Muito bom em Tangled up in blue.
Um showzaço de Dylan. Praticamente o mesmo repertório do Rio. Incluiu Visions of Johanna (uma das minhas favoritas, como todas do Blonde on Blonde) e Blowin’ in the Wind que, acho, não tocou por aqui. No Citibank Hall ele fechou com Like a Rolling Stone.
Brilhante. Apesar de ter sido parecido com a apresentação do Rio, foi muito diferente. Tenho certeza que você me entende…
Nem preciso dizer que estava também lotado e  o público com faixa etária bem diversa, como no show do Who. Senhores de cabelos brancos e crianças de 14, 15 anos… mas todos se divertindo muito. Tremenda paz e alto astral…

No Barclays Center a facilidade de acesso e conforto já anteriormente citados.
É pena perder Neil Young e Leonard Cohen.

Forte abraço”

Gerson

cordialmeNte…

Subject: Bh freneticamente no dancefloor!!!
“Fala Mauval!
Não escrevi ontem pq cheguei de Bh meio tarde, meio cansado e beeeeeem felizaralhated!!! Festa roNca como sempre tratando muito bem meus ouvidinhos! A cordialidade do lugar (do mineiro em geral!!!), aquelas cervejas todas, as companhias, o dancefloor, hahahaha!!!!
No sabadão rolou ainda o Bixiga 70 e Otto no metrô da cidade. primeiro show que assisto dos dois e lógico, fui desfilar meu maNto 0 km… segue uma foto no final do show do Bixiga 70 (apresentação fueda, músicos fuedas, músicas fuedas, Pedro Santos é fueda, tudo fueda!!!!).
a outra foto foi do comecinho do show do Ottinho (fueda! fueda!), quando eu vi que era Catatau na guitarra tive de registrar. Vc pira com o poder dos listradinhos, hein Mauval…
No mais, essa semana marco com eMe a entrega da encomenda dele.
Abraços!”
arruda
.