são paulo / montreux!

a presença de john mclaughlin aqui no tico abalou a sensibilidade de muitos ticotiquenses!

e não seria para menos… john é, simplesmente, um dos mais cascudos guitalitas on earth!

não me recordo quantas vezes ele veio ao brasa… mas tenho firme em meu HD a presença da Lenda no festival de jazz em são paulo / 1978.

sentiu aí no cartaz, né?

foi uma semana de pura desorientação a cargo Dele + larry coryell, milton nascimento, dizzy gillespie, taj mahal, chick corea, etta james, hermeto pascoal, victor assis brasil, egberto gismonti, zimbo trio + muuuuitos outros… e

PETER TOSH, sim… acompanhado por sly & robbie!

mamma mia!

não precisou muito para o cruzamentos Deles no palco… e eu, click:

não são muitos os registros no Utube… mas encontrei este aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=ZpXm1Md7Us8

( :

ping, pong, ping, pong, ping…

Subject: O que a gente pensa e deixa de ser

“Mauricio,

A tomada de posições completamente divergentes entre o Gilberto e o Igor levantou um debate interessante, mas incoerente. Vou propor outra ideia: o Igor está na razão dele, idealista e no furor de início de curso (infelizmente não tive isso), de querer gritar as atitudes de comodismo do povo – nisso eu concordo – pela paixão pela música que ele tem, tendeu a misturar as coisas. Por não ver um eco em algumas de suas ideias naqueles eleitos como “representantes da geração”, ficou de cara.
E não funciona assim. O universo musical é suficientemente grande para todos os tipos de ideia. O nível de popularidade delas envolve a criação de uma marca, identificação (isso o Igor parece sentir falta), teor de perspicácia… A mensagem não deve ser “A” ou “B”, o artista, em sua função plena, define uma linha e segue. Famoso, ótimo; fracassado, ele pelo menos passou a mensagem. Pegar uma parcela tão específica da música brasileira e exigir dela um engajamento não faz sentido. Música também é entretenimento, cada um manda a letra que se acha capaz de mandar.
Musicalmente, não existe uma omissão à luta de direitos. Existe, no rap principalmente, esse fator; comparar o impacto do engajamento-sonoro com os anos da ditadura é sacanagem, hoje se vive muito melhor, por mais uma realidade melhor seja perfeitamente possível. Não acho que seja o caso para citar uma revista gringa tão vendida quanto outra brasileira ou puxar um debate sobre a situação tupiniquim hoje. Faça isso separado. A música não precisa prestar contas, o Do Amor canta “bicho se tu tá de bobeira se liga na cachoeira” sem a pretensão de inflamar as massas, hoje existem caminhos muito mais eficazes do que isso. Tais caminhos dão brechas para eles se ocuparem com outras funções, como fazer uma ótima música pop. Se liga na cachoeira, “vê que a sua vida tá passando bem de pressa, tome uma atitude ou te indico uma reza pra se divertir” (CALLADO, Marcelo in “Cachoeira”).
– – – – – – – – – – –
Bem legal a matéria do Lichote, li quando saiu no Segundo Caderno. Parabéns para você e equipe Oi, estão fazendo o trabalho sujo.”
Abraços,
Túlio

Música!

Subject: Abraço a todos do RoNca RoNca!
“Salve Mauval e Nandão!!
Meu nome é Anderson , escrevo de Belo Horizonte, e sou adepto do ronquismo há aproximadamente 1 ano e meio. Ouço o programa no rádio, na internet, e estou sempre ligado no site. Foi no ronquinha que ouvi pela 1ª vez a Tulipinha, Jeneça, Luisa Maita e o Tono, que agora toca enquanto flui esse email. Obrigado!!
Geralmente sou parte daquela parte da torcida “atrás da moita”, que pouco se manifesta, porém semana passada aconteceu um fato engraçado: recebemos para almoçar aqui em casa um casal amigo que trouxe a filha da Colômbia para passear em Minas. A mina, que entendia quase nada de português, estava meio deslocada, daí quem me valeu foi o São Mauval, que me apresentou o Bomba Estéreo. Foi só mencionar a banda que… “Fuego!” a colombiana ficou toda animadinha e até tomou umas cachacinhas!! Gracias again, Mauval!
Desejo toda sorte a vcs em 2011!!”
Abraços,
Anderson Xavier

Rádio!

você tem acompanhado como tentamos, regularmente, colocar o Rádio (meio de comunicação) em seu devido lugar.
claro, não apenas o roNca… mas um punhado de outros interessados Nele.
afinal, o “coitadinho” foi muito mal tratado nos últimos tempos.
perdeu audiência, deixou a qualidade descer pelo ralo, os inve$tidores sumiram… e sobretudo, passou a ignorar sua principal arma – credibilidade!
lembra como temos comentado estes assuntos, né?
e o mundo foi girando…
e as pontas começaram a se unir… a se rejuntar.
domingo passado, dia 9, o globo publicou na capa do segundo caderno uma matéria, exatamente, sobre as novas conquistas Dele.
lá vai…

!

Subject: O cão, o túmulo e a tragédia.
“O Vira-latas Leão passa o segundo dia ao lado do túmulo da sua dona em Teresópolis.
Nada mais a declarar…”

Um abraço, Nandão e Maurício

Gilberto

F.F (3)

(fotografia – agência EFE)
Se não parar de parir, o Brasil vai virar Etiópia

Governador Valladares, estarrecido, chocado, triste e sobretudo puto da vida com essa tragédia que assola as serras do Rio, lamento informar que enquanto o Brasil não fizer um CONTROLE DA NATALIDADE RADICAL, vai continuar parindo tragédias.
Desde os anos 70 as serras tem seus morros e margens de rios ocupadas. Por mansões e barracos. Mais: os governos (todos), que podemos chamar de Bichos Escrotos (uma bela homenagem dos Titãs), incentivam a fodelança sem camisinha para que mais eleitores sejam paridos. De preferência miseráveis. Afinal, são eleitores. Eleitores dão dinheiro, poder, são braço fundamental das putarias. “Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres cantam música urbana/E a matilha de crianças sujas no meio da rua -Música urbana/ E nos pontos de ônibus estão todos ali: música urbana.”(Renato Russo).
Governador Valladares, muitos vão me chamar de reacionário por defender controle da natalidade. Fodam-se. Reacionária é a miséria! Reacionária é a fome! Reacionária é a sub-vida em barracos pendurados em precipícios. E o Brasil continua parindo. Vi na TV uma criança de 15 anos, pobre coitada, moradora dos confins, sendo levada por um helicóptero de uma emissora de TV para parir. Isso, 15 anos!!!!! Ela é uma das dezenas de milhares espalhadas pelo país.
Na China, daria cadeia para os responsáveis! De vereador a senador. A China inventou o melhor modelo de controle de natalidade do mundo. Mas quando se fala nisso por aqui as igrejas ficam loucas, fazem cruzadas porque menos gente significa menos dízimos. Os políticos ídem: menos povo, menos voto. E aí, quando morrem centenas, quem sabe milhares, fingem que sofrem.
Mas em março vem carnaval, e os playboys e molambos que sustentam essa psicótica pirâmide social vão pras ruas bater lata, mijar e cagar nas calçadas, empurrados por uma máquina de alienação chamada blocos de rua.
E tudo será como antes.
Basta! Chega! Porra!
Ferrare.

ping, pong, ping, pong…

“Ah, mas eu achei muito bom o Mauricio ter publicado o meu email. É bom que as pessoas se sintam provocadas o suficiente para se posicionarem. Então, como muita gente leu aquele texto, vou deixar algumas coisas bem claras. O que fiz foi uma crítica à classe artística brasileira atual, ou seja, a todos que produzem algum tipo de arte hoje. Focalizei alguns nomes emergentes da música popular e contextualizei com a situação da sociedade brasileira. Aliás, gente como W. Benjamin e T. Adorno nem consideram música popular e cinema como arte, e sim meras reproduções de formas “puras” de arte, como a música clássica e a pintura, mas esse é um papo mais complicado e difícil de travar.

O recado do Gilberto é muito legal porque mostra exatamente o que eu falei no meu texto. A acomodação reina absoluta no país. Falar em idade é uma falácia, os acomodados estão aí em versões de diversas idades, credos, cores e orientações sexuais, tanto quanto suas antíteses, que, para desgraça do país, estão em menor número. Duas das figuras públicas que mais lutam contra a expansão do senso comum, Ferreira Gullar e Alberto Dines, devem somar quase duzentos anos. Brilhantes jornalistas. Como a mídia foi evocada, aí vai o recado de um estudante de comunicação: Não deixe todo o serviço nas mãos dela! As empresas midiáticas têm interesses cada vez mais sombrios. Desde a frase mais inocente até o editorial, eles estão impondo uma forma particular de ver o mundo, que muitas vezes não corresponde às necessidades da sociedade. O estado do Rio de Janeiro tem apenas um jornal de grande porte. Péssimo. Sem competição a redação e a linha editorial perdem qualidade. O papel fiscalizador da mídia é apenas uma parte da engrenagem, o resto cabe à sociedade. Tornar pública suas opiniões, fazê-las chegar aonde deve e cobrar resultados nunca foi tão fácil, porém demandam esforço. Os novos meios de comunicação estão escancarados para isso; claro que uma passeata no centro de alguma capital ainda tem seu espaço. Ontem mesmo, 700 pessoas estavam no centro de São Paulo protestando contra o aumento na tarifa de ônibus. R$ 3, e aí? Alguém vai dizer para aquela gente ficar em casa escutando Do Amor?

Quanto à situação econômica e política do país, eu fui bem claro no outro texto. O crescimento econômico é fruto de um fluxo de capital internacional, saindo dos países ricos para os emergentes. Quando o quadro se estabilizar, o Brasil só sairá em posição privilegiada se investir em setores que construam uma nação sólida. Esses investimentos são para ontem em pesquisa e tecnologia, educação básica e superior, saúde, infra-estrutura e indústria de bens de consumo. O quadro atual é preocupante, investe-se no ensino fundamental e médio para tirar as pessoas do analfabetismo e jogá-las no analfabetismo funcional, criando mão de obra barata para empresas estrangeiras. A democracia brasileira, tida como em expansão, caiu na lista da The Economist de 41ª para 47ª. Os motivos para a queda e para a má colocação passam por vários dos assuntos que comentei acima. O grande desafio deste país no século XXI é deixar de ser apenas uma das principais economias do mundo e se tornar uma das principais nações do mundo.

Finalmente falando de música, as letras sobre amor sempre estiveram e estarão em alta. Excelente! Adoro-as. Um dos meus discos preferidos, Truth do Jeff Beck Group, é todo sobre amor. Porém, existe muita contestação ali, na forma de se vestir, de tocar e cantar, por exemplo. Nunca e em tempo algum quero comparar pessoas tão diferentes. Citei a tropicália, os modernistas de 22, o cinema novo – e esqueci o teatro do Oprimido, do saudoso Augusto Boal – para exemplificar o que foram movimentos culturais que marcaram o país. A partir disso baseio minha opinião de que essa “nova MPB” não tem valor cultural expressivo (faltou essa palavra no outro texto) nenhum. Eles não exercem a função que a arte tem de incomodar, tirar as pessoas do ostracismo. No fim das contas, são o reflexo da sociedade brasileira.”

Igor

ping, pong, ping…

Subject: Direito de comentário ao email do Gilberto

“Mauricio e Nandão!
Criticas, positivas ou boas, porém sempre críticas!
E assim a democracia prevalece de todos os lados e formas no Tico.
Muito legal ouvir os dois lados com suas opiniões e comentários…
Agora sobre o M.O., foi bem curioso mesmo.
Quando Awakening ecoou naquela noite, sequer poderíamos imaginar que uma grande catástofre estaria ocorrendo lá na Serra.
Que àqueles que perderam suas vidas naquela tragédia, fiquem bem lá em cima.
A todos de lá, a nossa solidariedade.”
Abrazo!
Renan

ping-pong…

Subject: Direito de resposta ao email do Igor…
“Fala Maurício e Nandão

Os emails que posta no site do Ronca Ronca são muito bons. Cada um com suas histórias/estórias…Mas vai aí a minha observação para um email postado recentemente, dia 14/01 e escrito por Igor, com o título: “MPB ?”.

Talvez o Igor seja jovem…A juventude traz a boa rebeldia, reflete a indignação. Nós, mais velhos, com tantos problemas e os cabelos brancos cismando em aparecer cada vez mais, somos sufocados pela brutal realidade. Começa a pintar, bem lá no fundo, um medo da velhice e da morte. Ficamos com aquele gostinho de “quero mais” de uma juventude que já passou. Posso até tentar me vestir como meu filho, ter a cabeça aberta e liberal, mas o espelho é frio e implacável quando mostra nossas rugas.

Bem, mas por outro lado, o que falta de força jovem (fazendo também alusão a gloriosa torcida vascaína), esbanjamos em experiência e sabedoria. E é por isso que escrevo. Sem qualquer pretensão de ser um sábio (digo, sabedoria aprendida com a vida), entendo que o email do Igor não está correto.

Explico: 1) O Brasuca é um país novo (tem um pouco mais de 500 anos). Possuímos um tamanho continental. Recebemos o maior número de escravos do mundo (cerca de 4 milhões), que após a abolição, ficaram na absoluta miséria. E mesmo assim, caminhamos rumo ao desenvolvimento, diminuindo cada vez mais as diferenças sociais e atualmente em franca democracia. Já somos uma das maiores potencias econômicas do mundo e não vai tardar para nos tornarmos um país desenvolvido. Falta muito ? Claro, mais vamos chegar lá. Não dá para comparar com os países europeus: vejam a idade deles e o tamanho !

2) Em relação a música, meu jovem Igor, estamos em outros tempos. A revolução atual vem pela Internet e descaradamente pela democracia. A música hoje não é de ninguém, mas é de todo mundo…O jovem de hoje não necessita fazer passeatas, quebra-quebra, nem ficar falando mal do governo em suas canções. A mídia já o faz com bastante rigor. Aliás, os telejornais só falam nisso. A modernidade  e a globalização foi muito boa para todos mas trouxe no bagageiro a solidão e a bizarrice da falta de amor ao próximo. Os entendidos falam que há necessidade de HUMANIZAR os nossos atos. Este já é um grande problema dos Europeus e de sua Juventude, que após tantas guerras, largaram os destroços nos jovens que, sem a base familiar e, sentindo falta dela, se tatuam, utilizam droga, realizam mutilações e fazem sexo sem qualquer compromisso. Ah, e o que tem isso a ver com os jovens músicos brasileiros ? Tudo !
Tá endendendo e sentindo a pressão (como diz Maurício) ? É isso mesmo, a galera quer falar de amor, de compaixão, de coisas boas. É hora de não somente ficar na internet mas olhar, olho no olho, sentir o perfume, pensar, sorrir e chorar, cantar, se emocionar e se interiorizar. Os caras estão fazendo o trabalho de formiguinha, para tirar esta atmosfera internáutica que ronda os nossos bastidores. A música, hoje, é feita para a gente repensar nossos atos. Deu pra entender ?

Estamos no século XXI, e como dizia Roberto Carlos : daqui pra frente, tudo vai ser diferente. Não dá pra comparar.

Grandissíssimo abraço para: Igor, Maurício e Nandão”

Gilberto C. Ferreira
www.myspace.com/gilbertocesar

+M.O!

curioso como, terça passada, sob raios/trovões/relâmpagos & muuuuita água… o som da mahavisnu orchestra embalou a desgraceira, toda.

o tamanho da encrenca só apareceu na manhã de quarta feira… e acredite se quiser, a cada imagem que meus zôio (fazendo blu blu) encaravam na mídia, o som da M.O ecoava pelos pensamentos!

durante o vôo – abaladão – do jumboteKo, eu ainda me referi à desorientasom da M.O como a trilha do apocalipse…

e estava sendo à vera, a sangue frio, impiedosamente… fueda!

será que vai aparecer alguém fazendo um clip dos dois?

afe!

http://www.youtube.com/watch?v=-P-EBcF1u9Y

MPB?

“Olá Mauricio! Como vai? Pegou muita chuva?
Na última sexta eu comprei o disco do Jeneci lá na Tracks.
Nessas últimas semanas eu ouvi os discos de grande parte dessa turma que é considerada a nova mpb.
Tulipa, Bárbara Eugênia, Siba e a Fuloresta, Céu, Jeneci, Do Amor, Lucas Santtana, Mombojó, Móveis Coloniais de Acaju, Orquestra Contemporânea de Olinda, Cidadão Instigado, Superguidis e Violins, pelo que eu consigo me lembrar. Talvez mais um ou dois.
O que eu conclui dessa turma toda é que são todos muito bem produzidos e são competentes nas gravações. Dos que eu já assisti ao vivo, posso dizer que fazem um show satisfatório. O problema é que isso tudo é o básico. Ninguém ousa em nada. Nem nas apresentações nem dentro dos estúdios. Os shows são quase reproduções exatas do que está no álbum.
Além de não ousarem nada musicalmente, as letras são extremamente vazias, passivas; quando não, conformistas. Ninguém diz nada! Ninguém quer se expor. A realidade do país passa longe da música dessa turma.

As oligarquias do nordeste continuam, em pleno século XXI, governam aqueles estados como se fossem capitanias hereditárias, e a gente fica ouvindo “efêmera” da Tulipa Ruiz?

Acabou de terminar um governo extremamente corrupto, que ainda conseguiu manter o mesmo partido no poder por mais quatro anos, que aparelhou o estado à bel-prazer do partido, que transformou o parlamento numa casa de negociatas como nunca antes. A casa dos horrores, segundo a The Economist. E a trilha-sonora é “bubuia” da Céu?

A farra do dinheiro público em construções de estádios estapafúrdios já está acontecendo e vai acontecer à todo vapor nos próximos anos. Os governos federais, estaduais e municipais vão torrar dinheiro à esmo, evidentemente, ao som de “feito para acabar” do Marcelo Jeneci.

O crescimento econômico não quer dizer absolutamente nada se daqui a 5, 10 ou 20 anos, quando o quadro internacional se reverter, o país continuar afundado na mais completa ignorância. O governo melhora a educação básica a toque de caixa pra atender as exigências das multinacionais que se instalam país à fora quase de graça. Aí virá o Otto, fazendo das tripas coração para cantar o verso “é por isso que da primeira vez dói” para os desiludidos que acreditavam num país de todos.

Enfim, 87% de aprovação a qualquer governo não pode gerar um quadro diferente em nenhum país do mundo. Isso tudo não é privilégio apenas da música, nem desta geração que estamos falando. A turma dos anos 60 está toda quietinha faz tempo. Há tempos que não existe uma postura política e social ativa na classe artística deste país. Aliás, no século XX, podemos contar nos dedos de uma mão quantas vezes a classe artística se mobilizou para combater (a palavra é exatamente essa) o senso comum e as situações políticas absurdas que aconteceram: a Tropicália, na música, o Cinema Novo, na cinematografia e os modernistas da Semana de Arte Moderna de 22, na pintura e na literatura.

As bandas dessa geração não têm relevância cultural nenhuma, e dificilmente terão. A parte da sociedade passiva, entregue e conformada, da qual faz parte essa galera toda, não pode produzir nem processar nada diferente. Então, mesmo quem não está em evidência na mídia, como é o caso dessa turma, está no mesmo barco de todas aquelas porcarias que a globo despeja sobre nós todos os dias.

A única e honrosa exceção no meio dessa turma toda é o Cidadão Instigado, porque tem um músico visivelmente superior aos outros, tanto na execução de seu instrumento quanto na composição das letras. Aliás, o Catatau é quem torna o álbum do Otto audível no meio das bobagens que ele canta.

Quando eu ouvi o álbum do Jeneci, desisti de ir ao show no teatro da oi. Não valia a pena o deslocamento.
Depois eu vou ouvir o áudio, mas dificilmente vou me arrepender.”

Um abraço,
Igor

) :

Subject: A torcida teresopolitana enverga mas não quebra!

“Fala Mauval! Que barra hein!

Estou mandando notícias aqui  do alto da Serra dos Orgãos. Como o amigo sabe vivo aqui desde o início do ano passado com minha companheira e meus dois filhos pequenos e não poderia imaginar estar vivenciando este triste momento da história de Teresópolis.
Foi justamente durante o RoNca da última terça que a chuva engrossou de forma assustadora. Ouvindo você pela internet não entendia como a chuva podia estar tão forte aqui e aí, no Arpoador, ao mesmo tempo! Inclusive, quando o nosso querido jumboteko deu suas rateadas, imaginei que fosse um problema na transmissão da internet, tamanha a coincidência do momento crítico da chuva. Sinistro, muito sinistro…
Pois bem, terminado o Ronquinha fomos chapar, acreditando que aquela era só mais uma das muitas chuvaradas do mês de janeiro, comuns no nosso estado e mais ainda aqui na serra. Que nada… infelizmente estávamos errados, o lance foi brabo… o resto todo mundo já sabe…
Agora é firmar o pensamento com boas vibrações pros que foram e pros que ficaram na dor.
Agora, e os (ir)responsáveis, hein? Ninguém sabe, ninguém viu… e ainda querem culpar a coitada da natureza…
Mas fique certo que a torcida aqui da serra continua firme na missão.
Saúde e Paz!”
/+/
A. Zahle