Arquivo da categoria: felipe ferrare
galinhando…
Governador Valladares, filei um iPhone falso de um banhista aqui no piscinão de Saint Gongolo, plantado na margem da BR-101, vulgo carcará, estradinha que pega, mata e come. Gov. my Gov. nesse momento degusto uma galinha pintadinha muito assanhada (FOTO) que adora vir pro piscinão de monoquini, não-traje que está comemorando 55 anos de idade. Meu Rei, UK, muita franguinha entrou na porrada no litoral do país, por defenestrar a moral e os bons costumes do Brasil, botando pra fora uma peitaria mais brocha do que o pênis de Zé Dirceu na hora da ração na Papuda. Gov, the lost man of Nebraska, você precisa vir a Saint Gongolo para eu te apresentar a outras galinhas pintadinhas, algumas internacionais como é o caso de Sandra Gelatina que morava em Heliópolis (downloaded, digo, baixada) onde ganhava a vida masturbando cavalos num haras paraguaio que exportava sêmem falso para Minas. Aqui em Gongôlo impera a honestidade, a honradez e a porradaria. Exatamente onde estou a areia é grossa, cheia de cascalho, o que gera nos banhistas um mal estar anal. Não dá pra enfiar um pé de mamona e coçar até sangrar. Não dá. E o BBB!!! Vem aí, né? Agora, formou-se o cagalhão: domingo Anitta, el baragón, Thiaguito, ex-afrodescentente, Naldo, Cassiano e Brasileirinho traficantes de música bichada. Domingo o piscinão para. A mulherada chega a roçar a bunda na TV na esperança de copular e emprenhar de um funkeiro-ostentação no programa. Soube que você assiste pela BBC Latina ao BBB, mas o de British. Fato ou boato? Você assiste o BBB inglês, Gov. com Peter Bial e os cará? Galinha pintadinha cacareja dizendo que sim. Ou dizendo que não. Sei lá, não sei. Só sei que mujo de calor, apesar do filtro solar natural da minha pele negra como açaí, guardião, cor de besouro cintra. UmmaGumma Ferrare, Saint Gongolo, Marambaia, UK.
valeu ned…
artista é o c _ _ _ _ _ o…
Governador Valladares, como diria Pedro II, cachê no lorto dos outros é Sukita. Leio na FAlha de São Paulo que Luizinho (do trio com Huguinho e Zezinho) e Charlinho Brown de La Bahia de todos Los Santos abiscoitaram um milhão e cem mil reais de jabá para cantarem no Reveillon de Copa-Barbárie-Cabana, na virada de 2013 pra 2012, digo, pelo visto, para 1968, 13 de dezembro, UK. 550 pilas pra cada um rebolar, cantar, enrolar, enfim, cair de boca no patrimônio público. Ou venderam Copacabana para a privada e não me avisaram?
Gov. my Gov, certa vez, Chapado na Casa do Guimarães, proferi um breve discurso: “pior que político, só artista”. É Gov. com aquelas carinhas de fome, sede, frio e fissura, como aranhas eles vão enroscando o orçamento público de tal forma que no final sai todo mundo enrabado. Menos eles, os bilionários cantantes. Quer que eu fale dos cachês pagos a Gil-lândia e Caetanoland no Reveillon de Salvador? Não, não quero largar um barro no remix de ceia que 187 por cento da audiência do programa comem até 31 de janeiro.
Fato é que quando Pedro Alvares Cabral chegou na Bahia fugindo do IPTU, antes de Pero Vaz de Caminha mandar um escravo a nado a Lisboa com uma carta pedindo emprego para o cunhado, um artista do Cirque de Porrei, que ficava no alto do mastro gritando terra à vista pediu para ser contratado por Cabral. O artista alternativo, que nas horas vagas (o dia todo) fazia malabares nos cruzamentos de cavalos em Lisbôa, pediu o equivalente hoje a um milhão de dólares para fazer uma performance na areia de Porto Seguro visando engrupir os índios. Como já tinha depositado toda a grana da viagem numa câmara mortuária no navio, Cabral olhou com desprezo para o artista, com aquela cara de coitadinho. Olhou e disse: “sobe no mastro, bicha do apocalipse!”
Em choro compulsivo o artista subiu, gritando, fazendo escândalo, irritando a tripulação e até os índios que, em tupi-guarani, perguntavam na areia “que porra é aquela?”. Para que o artista alternativo parasse de encher o saco, Cabral deu dois marinheiros para os índios comerem em troca de ouro e prata, rattle and hum. Incrível, Gov. my Gov. Os relatos do historiador Lauvenvindo Gomes, autor de “2001 uma Odisséia que foi pro Espaço” contam que assim que pôs a mão na grana, o então revoltado artista trocou choro por riso e caiu de boca no falo de Cabral, que aos chutes e pontapés sussurrava “sai pra lá, cadela vadia!”
Ou seja, Valladares de Minas, ébrio comandante disso aqui, esse papo de artista comer milhão já tem mais de 500 anos. Por isso, não acho justo que seja feita uma auditoria no cachê de Luizinho e Charlinho Brown só porque eles deitaram e rolaram. Sempre foi assim. Até Yuka Ona (FOTO) nada na grana da câmara dos vereadores de Nova Iorque. A praia é pública, logo, cagueis e andais minha nêga. Ummagumma Ferrare, Casa Jimmy, Santa Teresa, UK.















