Arquivo da categoria: torcida

torcida!

Subject: Malabarismos radiofonicos
“Olá, Mauricio, tudo bem?!

Nestes tempos de modernidades, de poder ouvir rádio  pela internet, você não imagina o que faço pra poder ouvir o Ronquinha.

Mesmo com acesso a internet na minha casa, somente uma vez eu acompanhei o RoNca RoNca pela web. Como o computador fica no quarto e, como nessa hora o meu irmão estão indo dormir, não me resta alternativa a não ser, ter de ouvir o Ronquinha por um MP4 dado por um primo. Porém, como cavalo dado não se olha o dente, este singelo aparelhinho, tem o seu plano de vôo, de apenas uma hora. O que eu faço então? Corro para um pequeno e surrado radinho, comprado num camelô daqui de Caxias, com duas pilhas babadas. Como ele é meio “temperamental”, me localizo em uma determinada área da minha casa, para fugir dos chiados.

Adaptando uma frase que acompanha uma tradicional agremiação carioca, para o meu cotidiano, eu digo: “Há coisas que só acontecem com o André”!

Fazer o quê?! Tudo pelo Jumboteko!”

André Soares, fazendo malabarismos radiofônicos, direto de Duque de Caxias

+

seguindo com a torcida, claudia enviou…

“vamos a classificação do campeonato carioca de futebol:”

1º Reticências – 3 pontos
2º Trema – 2 pontos
3º Exclamação – 1 ponto
4º Vasco – 0 ponto

na sombra!

enquanto o maçarico segue ligado,

renata simões se despede do arpex…

depois de comandar as tardes, LIVE, no trailer da Oi fm!

tive que ®egistrar o momento!

já mister white (makula), em clima de montanha, pira na batatinha…

com o programa do musical FELA!

( :

( :

fizemos, ontem, no programa, uma promo com a revista MOJO… lembra?

prestenção na cavadinha que chegou from BH:

Subject: Musica preferida do Neil Young

“Caros,

A minha musica preferida do Neil Young, por ignorância musical minha, é NENHUMA!!!
Isso mesmo, inacreditável, mas não conheço o trabalho da lenda do rock americano, que alterna seu trabalho com álbuns mais “pesados” em que algumas músicas se aproximam do hard rock, com guitarras “sujas” e longos solos improvisados com muita distorção (informação retirada da nossa querida colaboradora Wikipédia).
Preciso confessar que desde que comecei a ouvir o Ronca Ronca amadureci muito meu gosto musical e conheci vários artistas conceituados e com sons fenomenais que desconhecia.
Portanto creio que ganhando a revista Mojo, juntamente com o CD, será uma oportunidade unica e deliciosa de conhecer mais um trabalho musical que tenho certeza que vou curtir muito!!!

Poderia ficar aqui pesquisando uma musica para falar que é a minha preferida. Mas a verdade é essa!!!
Espero que me escolham.
Valeu galera!!!!
bjos.”
Beth
ainda sobre ontem…
comentei os cinco shows do clash testemunhados pelo meu camarada serico em londres/1981, lembra?
qualquer hora dessas, vou cavucar aqui para encontrar os negativos com os clicks feitos por ele.
anyway…
as tais apresentações de strummer & seus bluecaps são tidas como históricas.
a banda havia lançado “sandinista” (dez/1980) e estava impregnada de jamaica… yeah!
como eu disse, ontem, esse foi (pra mim) o mais espetacular momento do clash.
tudo estava desorientadamente bem situado… som, voz de strummer, as músicas, a vibe…
as canções mais frenéticas continuavam frenéticas… mas um pouco vagarosas, “lentinhas”, ha ha ha…
enfim, o clash era a mais fodaralhaça banda on earth… no final de 1981!
muuuuuita calma nessa hora… e prestenção no setlist das crianças na temporada de sete dias no lyceum:
Broadway
One More Time
Know your Rights
Guns of Brixton
Train in Vain
White Man in Ham Palais
Magnificent 7
Wrong Em Boyo
Clash City Rockers
Koka Kola
Ivan Meets Gi Joe
Junco Partner
The Leader
I Fought the Law
Charlie Dont Surf
Somebody Got Murdered
London Calling
Clampdown
Radio Clash
Career Opportunities
Armagideon Time
Julies in the Drug Squad
Stay Free
Safe Europena Home
Police and thieves
Should I stay or Should i Go
Grafiti Rap (Futura 2000)
Janie Jones
Brand New Cadilac
Londons Burning
Complete Control

arpex!

sentiu a valetada devidamente paramentada?

( :

ok, a manguacinha já corria forte pelas veias da tchurmeca… portanto, foi mais fácil agrupar.

as mocinhas preferiram ficar próximas aos tatuís, percebeu?

sábias! ha ha ha…

anyway, depois da desgraceira de terça retrasada, o jumboteKo evoluiu livre, leve & seco!

olha a bula…

itamar assumpção & arrigo barnabé – “persigo são paulo”

tom jobim & elis regina – “águas de março”

vampire weekend – “white sky”

trilha apocalypse now

steppenwolf – “the pusher”

kelly stoltz – “harvest”

elvis costello – “i lost you”

elvis costello – “pump it up” (ao vivo)

les pops – “camisa listrada”

flying lotus – “clay”

lyn tait & the jets – “storm warning”

renato dias – “bênção da garoa”

trilha fela – “teacher”

the clash – “complete control” (ao vivo)

the decemberists – “down by the water”

smack – “pequena dissonância”

emicida – “só mais uma nota”

aloe blacc – “miss fortune”

wanda jackson – “thunder on the mountain”

satanic samba trio – “estilo rick ramirez”

don covay – “why did you put your shoes under my bed?”

neil young – “love & war” (parte)

ing_ong & ronnie!

a coisa esquentou muito… ferveu!

e muitas gargalhadas foram ouvidas em todos os cantos!

o “debate”, intitulado ping-pong, serviu para confirmar a importância das idéias distantes das nossas.

bonito?

mas é vero… nas entrelinhas dos emails postados o entendimento reinou absoluto…

mesmo com uns “cutucos” aqui e ali!

( :

pois então, chegamos a um ponto sem saída… de choque de gostos, sobretudo.

claro, o ping-pong pode(ria) ficar no ar por anos, séculos… se repetindo.

acho que a ponta do gelão exposta cumpriu a missão… e pronto!

restaram as nhacas, as afinações, a Música… e as gargalhadas!

confere?

+

http://www.youtube.com/watch?v=6rhJcWzuIRc

( :

ping, pong, ping, pong, ping, pong, ping…

"Poxa! Esse cara descaralhou tudo!! ehehehehe
Mas eu tô mandando esse recado pra te mostrar o texto que o Skylab escreveu ontem no
blogue dele.

http://godardcity.blogspot.com/2011/01/musica-natura.html

"Os problemas por que passa a nossa música contemporânea advém desse vínculo
estreito entre artista e produto.
 Esse leque que, por mais amplo que seja não significa nem a terça parte do que se
produz hoje no Brasil, nos dá
a impressão de perfumaria. Música para embelezar os corpos. Música para entreter.
Música-superfície como os
cremes que passamos para deixar nossa pele mais macia. Ao compositor que se inicia
hoje, não resta outra opção
porque a filosofia de outras empresas bem sucedidas e que investem na música, é a
mesma. Daí a unanimidade
da imprensa (essa sensação eu já havia manifestado no tópico que escrevi sobre “As
Novas Cantoras Brasileiras”)"

Destaco o parágrafo acima. Ele toca num ponto que eu já tinha percebido mas ainda
não tinha entendido muito bem.
Essas parceirias privadas e públicas na música, com músicos. 

Até onde a Natura quer que esses artistas exerçam essa "diversidade"?
Até onde o governo quer que esses festivais cheguem?
Até onde a OIFM quer que esses artistas exerçam essa "diversidade", e a tal
"liberdade"?
Até onde a Biscoitos Finos quer que esses artistas exerçam essa "diversidade"?
E a imprensa, qual é seu papel exato nisso tudo??

Até onde pode chegar o discurso desses "artistas"?  AS RESPOSTAS ME PARECEM MUITO
ÓBVIAS!

Essa era a chave que faltava nas minhas críticas anteriores. Além de representarem
uma sociedade conformada e passiva, esses "artistas" se sujeitam à instituições que
simplesmente os usam para vender cada vez mais de seus produtos inúteis!! Que não me
venham com desculpas estúpidas como "o artista precisa de alguém que o apoie" ou "
essas empresas estão fazendo muito pela divulgação da nova música brasileira."
BULLSHIT!!! Já adianto isso para eles.

Franz Kafka escreve, na última frase de O Processo, o seguinte: " - Como um cão! -
disse ele, e era como se a vergonha devera sobreviver-lhe."

Nunca foi tão atual. Nunca foi tão preciso.

É praticamente irrefutável, agora, a frase do meu segundo texto: "essa “nova MPB”
não tem valor cultural expressivo nenhum" Com ou sem o expressivo.

Quem insiste em consumir e defender essa turma, que durma com esse barulho."

Igor

ping, pong, ping, pong, ping, pong…

"até que enfim alguém, como eu, acha essas bandas e, sobretudo, essas
cantoras com voz de plástico quebrado uma merda. há tempos preparei um email
para falar sobre vários pontos abordados pelo *the igor* sob uma outra
perspectiva: a de que a arte que dão destaque nesse país que eu vivo ( e que
não é o mesmo que o gilberto vive), no caso visível da música em questão, é
burguesa, chata, mentirosa, inverossímel, "em cima da laje" não sei mais o
que, "africa unite afro beat dub", "cachoeira de cu é rola", não dá!! eu, ir
para uma CIDADE distante como o *lebron,* assistir essa playboyzada que não
toca absolutamente nada, com seus respectivos cds muito mal produzidos é
improvável. só se ouve ruídos, confusão de sons; cade o baixo nessas
produções?! simplesmente só se ouve um som constante e grave HORRÌVEL!!
letras insossas, mal escritas, vocalistas pífios, administradores de
bussines, filhinhos de papais famosos, sem atitude, ou seja, verdadeiras
ideias que já nascem mortas, sem conceito nenhum. ridículo!
e mais, não tem essa de incoerência e confundir as coisas. só aqui no braZil
que alguns acham que tem que segmentar as discussões porque *uma coisa é uma
coisa & outra coisa é outra coisa*. vai nessa que arte não tem que prestar
conta. só no braZil mesmo que tá tudo certo e todo mundo segue atrás do
bloquinho escorrendo pelas avenidas (BOA AFRO FERRARE BEAT!!). depois que
essa patota fake revolucionária fica velha é que o discurso muda e,
sinceramente tem que mudar, *no problem*. mas acho difícil um billy bragg,
um stipe, um morrissey, um lobão, um russo & lennon - in memorian, etc,
tomarem posições em seus ofícios - letristas - sem se desvincularem do
contexto social total e encarnado dos quais vivem (por isso sofrem) e que
são o campo profícuo de suas visões de tudo que eles expressam. ficar
pelando o saco dessa nova galera sem crítica realmente...mas como nessa
patota todo mundo é amiguinho e pensam exatamente as mesmas merdas é
fundamental que saibam que pessoas como o *the igor* acham, como eu, tudo
isso uma merda. por enquanto é só..."
flavio salvaje - the guanabara bay primitives

ping, pong, ping, pong, ping…

Subject: O que a gente pensa e deixa de ser

“Mauricio,

A tomada de posições completamente divergentes entre o Gilberto e o Igor levantou um debate interessante, mas incoerente. Vou propor outra ideia: o Igor está na razão dele, idealista e no furor de início de curso (infelizmente não tive isso), de querer gritar as atitudes de comodismo do povo – nisso eu concordo – pela paixão pela música que ele tem, tendeu a misturar as coisas. Por não ver um eco em algumas de suas ideias naqueles eleitos como “representantes da geração”, ficou de cara.
E não funciona assim. O universo musical é suficientemente grande para todos os tipos de ideia. O nível de popularidade delas envolve a criação de uma marca, identificação (isso o Igor parece sentir falta), teor de perspicácia… A mensagem não deve ser “A” ou “B”, o artista, em sua função plena, define uma linha e segue. Famoso, ótimo; fracassado, ele pelo menos passou a mensagem. Pegar uma parcela tão específica da música brasileira e exigir dela um engajamento não faz sentido. Música também é entretenimento, cada um manda a letra que se acha capaz de mandar.
Musicalmente, não existe uma omissão à luta de direitos. Existe, no rap principalmente, esse fator; comparar o impacto do engajamento-sonoro com os anos da ditadura é sacanagem, hoje se vive muito melhor, por mais uma realidade melhor seja perfeitamente possível. Não acho que seja o caso para citar uma revista gringa tão vendida quanto outra brasileira ou puxar um debate sobre a situação tupiniquim hoje. Faça isso separado. A música não precisa prestar contas, o Do Amor canta “bicho se tu tá de bobeira se liga na cachoeira” sem a pretensão de inflamar as massas, hoje existem caminhos muito mais eficazes do que isso. Tais caminhos dão brechas para eles se ocuparem com outras funções, como fazer uma ótima música pop. Se liga na cachoeira, “vê que a sua vida tá passando bem de pressa, tome uma atitude ou te indico uma reza pra se divertir” (CALLADO, Marcelo in “Cachoeira”).
– – – – – – – – – – –
Bem legal a matéria do Lichote, li quando saiu no Segundo Caderno. Parabéns para você e equipe Oi, estão fazendo o trabalho sujo.”
Abraços,
Túlio

Música!

Subject: Abraço a todos do RoNca RoNca!
“Salve Mauval e Nandão!!
Meu nome é Anderson , escrevo de Belo Horizonte, e sou adepto do ronquismo há aproximadamente 1 ano e meio. Ouço o programa no rádio, na internet, e estou sempre ligado no site. Foi no ronquinha que ouvi pela 1ª vez a Tulipinha, Jeneça, Luisa Maita e o Tono, que agora toca enquanto flui esse email. Obrigado!!
Geralmente sou parte daquela parte da torcida “atrás da moita”, que pouco se manifesta, porém semana passada aconteceu um fato engraçado: recebemos para almoçar aqui em casa um casal amigo que trouxe a filha da Colômbia para passear em Minas. A mina, que entendia quase nada de português, estava meio deslocada, daí quem me valeu foi o São Mauval, que me apresentou o Bomba Estéreo. Foi só mencionar a banda que… “Fuego!” a colombiana ficou toda animadinha e até tomou umas cachacinhas!! Gracias again, Mauval!
Desejo toda sorte a vcs em 2011!!”
Abraços,
Anderson Xavier

!

Subject: O cão, o túmulo e a tragédia.
“O Vira-latas Leão passa o segundo dia ao lado do túmulo da sua dona em Teresópolis.
Nada mais a declarar…”

Um abraço, Nandão e Maurício

Gilberto

ping, pong, ping, pong…

“Ah, mas eu achei muito bom o Mauricio ter publicado o meu email. É bom que as pessoas se sintam provocadas o suficiente para se posicionarem. Então, como muita gente leu aquele texto, vou deixar algumas coisas bem claras. O que fiz foi uma crítica à classe artística brasileira atual, ou seja, a todos que produzem algum tipo de arte hoje. Focalizei alguns nomes emergentes da música popular e contextualizei com a situação da sociedade brasileira. Aliás, gente como W. Benjamin e T. Adorno nem consideram música popular e cinema como arte, e sim meras reproduções de formas “puras” de arte, como a música clássica e a pintura, mas esse é um papo mais complicado e difícil de travar.

O recado do Gilberto é muito legal porque mostra exatamente o que eu falei no meu texto. A acomodação reina absoluta no país. Falar em idade é uma falácia, os acomodados estão aí em versões de diversas idades, credos, cores e orientações sexuais, tanto quanto suas antíteses, que, para desgraça do país, estão em menor número. Duas das figuras públicas que mais lutam contra a expansão do senso comum, Ferreira Gullar e Alberto Dines, devem somar quase duzentos anos. Brilhantes jornalistas. Como a mídia foi evocada, aí vai o recado de um estudante de comunicação: Não deixe todo o serviço nas mãos dela! As empresas midiáticas têm interesses cada vez mais sombrios. Desde a frase mais inocente até o editorial, eles estão impondo uma forma particular de ver o mundo, que muitas vezes não corresponde às necessidades da sociedade. O estado do Rio de Janeiro tem apenas um jornal de grande porte. Péssimo. Sem competição a redação e a linha editorial perdem qualidade. O papel fiscalizador da mídia é apenas uma parte da engrenagem, o resto cabe à sociedade. Tornar pública suas opiniões, fazê-las chegar aonde deve e cobrar resultados nunca foi tão fácil, porém demandam esforço. Os novos meios de comunicação estão escancarados para isso; claro que uma passeata no centro de alguma capital ainda tem seu espaço. Ontem mesmo, 700 pessoas estavam no centro de São Paulo protestando contra o aumento na tarifa de ônibus. R$ 3, e aí? Alguém vai dizer para aquela gente ficar em casa escutando Do Amor?

Quanto à situação econômica e política do país, eu fui bem claro no outro texto. O crescimento econômico é fruto de um fluxo de capital internacional, saindo dos países ricos para os emergentes. Quando o quadro se estabilizar, o Brasil só sairá em posição privilegiada se investir em setores que construam uma nação sólida. Esses investimentos são para ontem em pesquisa e tecnologia, educação básica e superior, saúde, infra-estrutura e indústria de bens de consumo. O quadro atual é preocupante, investe-se no ensino fundamental e médio para tirar as pessoas do analfabetismo e jogá-las no analfabetismo funcional, criando mão de obra barata para empresas estrangeiras. A democracia brasileira, tida como em expansão, caiu na lista da The Economist de 41ª para 47ª. Os motivos para a queda e para a má colocação passam por vários dos assuntos que comentei acima. O grande desafio deste país no século XXI é deixar de ser apenas uma das principais economias do mundo e se tornar uma das principais nações do mundo.

Finalmente falando de música, as letras sobre amor sempre estiveram e estarão em alta. Excelente! Adoro-as. Um dos meus discos preferidos, Truth do Jeff Beck Group, é todo sobre amor. Porém, existe muita contestação ali, na forma de se vestir, de tocar e cantar, por exemplo. Nunca e em tempo algum quero comparar pessoas tão diferentes. Citei a tropicália, os modernistas de 22, o cinema novo – e esqueci o teatro do Oprimido, do saudoso Augusto Boal – para exemplificar o que foram movimentos culturais que marcaram o país. A partir disso baseio minha opinião de que essa “nova MPB” não tem valor cultural expressivo (faltou essa palavra no outro texto) nenhum. Eles não exercem a função que a arte tem de incomodar, tirar as pessoas do ostracismo. No fim das contas, são o reflexo da sociedade brasileira.”

Igor

ping, pong, ping…

Subject: Direito de comentário ao email do Gilberto

“Mauricio e Nandão!
Criticas, positivas ou boas, porém sempre críticas!
E assim a democracia prevalece de todos os lados e formas no Tico.
Muito legal ouvir os dois lados com suas opiniões e comentários…
Agora sobre o M.O., foi bem curioso mesmo.
Quando Awakening ecoou naquela noite, sequer poderíamos imaginar que uma grande catástofre estaria ocorrendo lá na Serra.
Que àqueles que perderam suas vidas naquela tragédia, fiquem bem lá em cima.
A todos de lá, a nossa solidariedade.”
Abrazo!
Renan

ping-pong…

Subject: Direito de resposta ao email do Igor…
“Fala Maurício e Nandão

Os emails que posta no site do Ronca Ronca são muito bons. Cada um com suas histórias/estórias…Mas vai aí a minha observação para um email postado recentemente, dia 14/01 e escrito por Igor, com o título: “MPB ?”.

Talvez o Igor seja jovem…A juventude traz a boa rebeldia, reflete a indignação. Nós, mais velhos, com tantos problemas e os cabelos brancos cismando em aparecer cada vez mais, somos sufocados pela brutal realidade. Começa a pintar, bem lá no fundo, um medo da velhice e da morte. Ficamos com aquele gostinho de “quero mais” de uma juventude que já passou. Posso até tentar me vestir como meu filho, ter a cabeça aberta e liberal, mas o espelho é frio e implacável quando mostra nossas rugas.

Bem, mas por outro lado, o que falta de força jovem (fazendo também alusão a gloriosa torcida vascaína), esbanjamos em experiência e sabedoria. E é por isso que escrevo. Sem qualquer pretensão de ser um sábio (digo, sabedoria aprendida com a vida), entendo que o email do Igor não está correto.

Explico: 1) O Brasuca é um país novo (tem um pouco mais de 500 anos). Possuímos um tamanho continental. Recebemos o maior número de escravos do mundo (cerca de 4 milhões), que após a abolição, ficaram na absoluta miséria. E mesmo assim, caminhamos rumo ao desenvolvimento, diminuindo cada vez mais as diferenças sociais e atualmente em franca democracia. Já somos uma das maiores potencias econômicas do mundo e não vai tardar para nos tornarmos um país desenvolvido. Falta muito ? Claro, mais vamos chegar lá. Não dá para comparar com os países europeus: vejam a idade deles e o tamanho !

2) Em relação a música, meu jovem Igor, estamos em outros tempos. A revolução atual vem pela Internet e descaradamente pela democracia. A música hoje não é de ninguém, mas é de todo mundo…O jovem de hoje não necessita fazer passeatas, quebra-quebra, nem ficar falando mal do governo em suas canções. A mídia já o faz com bastante rigor. Aliás, os telejornais só falam nisso. A modernidade  e a globalização foi muito boa para todos mas trouxe no bagageiro a solidão e a bizarrice da falta de amor ao próximo. Os entendidos falam que há necessidade de HUMANIZAR os nossos atos. Este já é um grande problema dos Europeus e de sua Juventude, que após tantas guerras, largaram os destroços nos jovens que, sem a base familiar e, sentindo falta dela, se tatuam, utilizam droga, realizam mutilações e fazem sexo sem qualquer compromisso. Ah, e o que tem isso a ver com os jovens músicos brasileiros ? Tudo !
Tá endendendo e sentindo a pressão (como diz Maurício) ? É isso mesmo, a galera quer falar de amor, de compaixão, de coisas boas. É hora de não somente ficar na internet mas olhar, olho no olho, sentir o perfume, pensar, sorrir e chorar, cantar, se emocionar e se interiorizar. Os caras estão fazendo o trabalho de formiguinha, para tirar esta atmosfera internáutica que ronda os nossos bastidores. A música, hoje, é feita para a gente repensar nossos atos. Deu pra entender ?

Estamos no século XXI, e como dizia Roberto Carlos : daqui pra frente, tudo vai ser diferente. Não dá pra comparar.

Grandissíssimo abraço para: Igor, Maurício e Nandão”

Gilberto C. Ferreira
www.myspace.com/gilbertocesar