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nobs!

claude nobs

(1936 – 2013)

se alguém fizer a lista dos vinte caboclos mais importantes da música planetária nos últimos 50 anos,

certamente, o nome de claude estará incluído!

entre muitas e muitas traquinices, ele foi o criador do festival de jazz de montreux!

pelos palcos da “festa” (isso, a bagaça é uma festa) passaram 99% dos artistas que gostamos!

pode escolher à vontade!

tirando o fato de ser sido MEGA apaixonado pela música brasileira!

estive com claude em duas oportunidades:

no rock in rio (85), quando fiz umas fotocas dele lado a lado com roberta close no gargarejo do show de rod stewart…

e, em 1987, em montreux, na casa dele, num comes&bebes oferecido aos paralamas!

lembro de ter vagado horas pelos corredores… babando com a discoteca, livros & fotografias autografadas por miles, ella, hermeto… e uma, especial, de elvis costello!

PQParille… perdemos, estupidamente, um gigante da Música!

) :

segura um tasco da História:

The Montreux Jazz Festival was founded in 1967 by Claude Nobs, Géo Voumard and René Langel[1] with considerable help from Ahmet and Nesuhi Ertegün of Atlantic Records. The festival was first held at Montreux Casino. It lasted for three days and featured almost exclusively jazz artists. The highlights of this era were Keith Jarrett, Jack DeJohnette, Bill Evans, Soft Machine, Weather Report, The Fourth Way, Nina Simone, Jan Garbarek, and Ella Fitzgerald.

Originally a pure jazz festival, it opened up in the 1970s and today presents artists of nearly every imaginable music style. Jazz remains an important part of the festival. Today’s festival lasts about two weeks and attracts an audience of more than 200,000 people.

In the 1970s, the festival began broadening its scope, including blues, soul, and rock artists, for instance Marianne Faithfull, Led Zeppelin, Pink Floyd, Frank Zappa, Deep Purple, Prince and many others. Towards the end of the decade, the festival expanded even more, including music from all continents (with an emphasis on Brazilian music) and lasting a full three weeks. Santana came to Montreux for the first time in 1970; Van Morrison played in 1974 and 1980. Other artists included BB King, Gary Moore, Weather Report, Crossfire, Buddy Guy, Camarón de la Isla, Soft Machine, Chuck Berry, George Clinton and Parliament-Funkadelic, Eric Clapton, Luther Allison,Bo Diddley, Stan Getz, Airto Moreira, Joe Henderson, Dizzy Gillespie, Oscar Peterson, Charles Mingus, Etta James, Sonny Rollins, Son House, Count Basie, Chick Corea, Herbie Hancock, B.B. King, Gilberto Gil, Ray Charles, James Booker, Hermeto Pascoal, Mahavishnu Orchestra, Rory Gallagher, Stevie Ray Vaughan, Elis Regina,Les McCann, Eddie Harris, Pasadena Roof Orchestra, New Order, Jaco Pastorius, Ringo Starr and his All Starr Band, Toto, André Geraissati, Korni Grupa, Joe Satriani,Status Quo, and many more.

The initiator and—as of 2008—still the head organizer, Claude Nobs, has managed to bring an array of artists to Montreux, both established ones and newcomers

 

dividindo a tristeza do mauro, componente d’aTRIPA…

Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento. Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais”.

No dia do retorno à segundona dos infernos meu pai começou a ir para o céu. As chances de recuperação de uma doença autoimune já não eram boas. Ficaram quase impossíveis com o que sangrou o cérebro privilegiado. Irrigado e arejado como poucos dos muitos que o conhecem e o reconhecem. Amado e querido pelos não poucos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Morre o jornalista Joelmir Beting.

Meu pai.

O melhor pai que um jornalista pode ser. O melhor jornalista que um filho pode ter como pai.

Preciso dizer algo mais para o melhor Babbo do mundo que virou o melhor Nonno do Universo?

Preciso. Mas não sei. Normalmente ele sabia tudo. Quando não sabia, inventava com a mesma categoria com que falava sobre o que sabia.

Todo pai é assim para o filho. Mas um filho de jornalista que também é jornalista fica ainda mais órfão.

Nunca vi meu pai como um super-herói. Apenas como um humano super. Só que jamais imaginei que ele pudesse ficar doente e fraco de carne. Nunca admiti que nós pudéssemos perder quem só nos fez ganhar.

Por isso sempre acreditei no meu pai e no time dele. O nosso.

Ele me ensinou tantas coisas que eu não sei. Uma que ficou é que nem todas as palavras precisam ser ditas. Devem ser apenas pensadas. Quem fala o que pensa não pensa no que fala. Quem sente o que fala nem precisa dizer.

Mas hoje eu preciso agradecer pelos meus 46 anos. Pelos 49 de amor da minha mãe. Pelos 75 dele.

Mais que tudo, pelo carinho das pessoas que o conhecem, logo gostam dele. Especialmente pelas pessoas que não o conhecem, e algumas choraram como se fosse um velho amigo.

Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa.

Com ele aprendi que não tenho de trabalhar para ser um grande profissional. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas.

Desculpem, mas não vou chorar. Choro por tudo. Por isso choro sempre pela família, Palmeiras, amores, dores, cores, canções.

Mas não vou chorar por algo mais que tudo que existe no meu mundo que são meus pais. Meus pais, que também deveriam se chamar minhas mães, sempre foram presentes. Um regalo divino.

Meu pai nunca me faltou mesmo ausente de tanto que trabalhou. Ele nunca me falta por que teve a mulher maravilhosa que é dona Lucila. Segundo seu Joelmir, a segunda maior coisa da vida dele. Que a primeira sempre foi o amor que ele sentiu por ela desde 1960. Quando se conheceram na rádio 9 de julho. Onde fizeram família. Meu irmão e eu. Filhos do rádio.

Filhos de um jornalista econômico pioneiro e respeitado, de um âncora de TV reconhecido e inovador, de um mestre de comunicação brilhante e trabalhador.

Meu pai.

Eu sempre soube que jamais seria no ofício algo nem perto do que ele foi. Por que raros foram tão bons na área dele. Raríssimos foram tão bons pais como ele. Rarésimos foram tão bons maridos. Rarissíssimos foram tão boas pessoas. E não existe outra palavra inventada para falar quão raro e caro palmeirense ele foi.

Mas sempre é bom lembrar que palmeirenses não se comparam. Não são mais. Não são menos. São Palmeiras. Basta.

Como ele um dia disse no anúncio da nova arena, em 2007, como esteve escrito no vestiário do Palmeiras no Palestra, de 2008 até a reforma: “explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… é simplesmente impossível!.

A ausência dele não tem nome. Mas a presença dele ilumina de um modo que eu jamais vou saber descrever. Como jamais saberei escrever o que ele é. Como todo pai de toda pessoa. Mais ainda quando é um pai que sabia em 40 segundos descrever o que era o Brasil. E quase sempre conseguia. Não vou ficar mais 40 frases tentando descrever o que pude sentir por 46 anos.

Explicar quem é Joelmir Beting é desnecessário. Explicar o que é meu pai não estar mais neste mundo é impossível.

Nonno, obrigado por amar a Nonna. Nonna, obrigado por amar o Nonno.

Os filhos desse amor jamais serão órfãos.

Como oficialmente eu soube agora, 1h15 desta quinta-feira, 29 de novembro. 32 anos e uma semana depois da morte de meu Nonno, pai da minha guerreira Lucila.

Joelmir José Beting foi encontrar o Pai da Bola Waldemar Fiume nesta quinta-feira, 0h55.

 

stamp…

The Who’s former manager Chris Stamp dies aged 70

The Who have paid tribute to their former manager Chris Stamp, who died of cancer on Saturday (November 24), aged 70.

At a concert in Detroit on Saturday night, Roger Daltrey called Stamp a man “without whom we wouldn’t be the band we were,” Billboard reports. He added: “Chris, we can never thank you enough – well, I can’t, for what you brought to my life”.

Stamp first met the band in 1963 with his business partner Kit Lambert when they were filming a documentary about the British rock scene. The pair later became The Who’s co-managers.

In 1967, Stamp and Lambert launched their label Track Records, releasing Jimi Hendrix’s single ‘Purple Haze’ and album ‘Are You Experienced?’.

Stamp also worked on the production for The Who’s 1968 LP ‘Magic Bus’ and is also credited as executive producer of ‘Tommy’, ‘Who’s Next’, ‘Quadrophenia’ and the soundtrack for the 1975 ‘Tommy’ rock opera.

In the mid-1970s, Stamp and Lambert split with The Who and moved Track Records to New York, where they produced records for the soul group Labelle. Lambert died after suffering a brain hemorrhage in 1981, and Stamp entered rehab in 1987, later re-training as a therapist.

A message posted on the band’s website said the loss was “hard to bear” and that tributes would follow.

) :

RIO – O baixista Aurelio Dias, de 54 anos, morreu neste domingo, dia 26 de agosto, por complicações de um câncer. O músico se dividiu entre as bandas de nomes consagrados da música brasileira, como Ed Motta, Marina Lima, Fernanda Abreu e Herbert Vianna, e o trabalho como soundesigner e diretor de som de filmes nacionais. O artista será cremado nesta terça, no Cemitério do Caju, no Rio, às 9h.

Aurelio descobriu que tinha GIST (um tipo raro de câncer gastroinstestinal) em 2006. Vinha tratando a doença com alimentação macrobiótica e no Instituto Nacional do Câncer (INCA).

— Radio e quimioterapia não teriam efeito sobre esse tipo de câncer. Mas ele lutou até o fim, teve uma vida e uma morte dignas, e deixo meu agradecimento ao INCA por propiciar isso – disse a viúva, a produtora audiovisual Maria Byington.

Ele assinou edição de som e mixagem de dois filmes que estão em cartaz: “Vou rifar meu coração” e “Infinitum”, animação que já foi vista por mais de 40 mil crianças no Planetário da Gávea. Desta última, era dele também a trilha sonora original.

Mais de 30 filmes tinham o nome de Aurelio nos créditos. Quatro deles venceram o Festival do Rio: “Estrada Real da Cachaça”, “Memória para uso diário” (trilha e edição de som), “Matraga” e “Dzi Croquettes” (edição de som e mixagem). O último, ainda inédito, é “Fernando Pessoa”, de Julio Bressane.

Aurelio deu aula para diversos baixistas e tinha um método próprio para ensinar o instrumento, que alunos como Bruno Migliari (que toca com Frejat) querem editar.

O músico deixa viúva e uma filha de 15 anos.