aTRIPINHA & aMÚSICA #23 (final com texto)…

lucas & a nação…

logo nas primeiras semanas de nossa retumbante ação aTRIPINHA & a MÚSICA, comentei no programa que tão inoxidável quanto o material fotográfico estavam sendo as mensagens dos papais e mamães sobre o envolvimento dos filhotes com aMÚSICA… e segui informando que não colocaria no site o referido escancarar de corações, lembra?

well, well, well, aqui estamos para fechar a tampa de nossa transgressora promô… e, para tal, colocarei as letrinhas do luis claudio, pai do lucas, que resumem – estrogonoficamente – nosso pensamento sobre música, pivetada, rádio, amor, dedicação, companheirismo, determinação…

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Assunto: Lucas, cidadão do mundo

“Fala, Mauricio e Nandão.
Esse é o Lucas de 6 anos. Moramos em Brasília e ouvir o Ronca é programa de família aqui em casa. Até aí, nada que me surpreenda ou que surpreenda a qualquer outro desorientado da Tripa. Mas, por volta dos 3 anos, enquanto andávamos de carro e ouvíamos música, o Lucas pede, do alto da sua cadeirinha, “papai, bota o RoncaRonca”. Aí eu cheguei, mais uma vez, à parte funda da piscina da paternidade. O que é que faz um moleque de 3 anos pedir o Ronca?
Pouco tempo depois, ouvia um setlist com o Lucas e, quando Sangue de Bairro começou a tocar, meio que instintivamente, pulei a música. Achei muito pesada pra ele, sei lá. Daí vem o moleque de novo: “papai, que música era aquela?, “quero ouvir”. Claro que atendi… Uma, duas, três vezes. Disse o nome da banda, contei um pouco da história do Chico Science, e coloquei o Afrociberdelia pra tocar inteiro. O Lucas tinha acabado de descobrir seu primeiro álbum e banda favoritos. Que momento! Mas como é que uma criança de 4 anos pode, ao ouvir pela primeira vez, gostar de um som com a sofisticação e originalidade do CSNZ? Na parte rasa da piscina eu não encontro resposta.
Um grande abraço,”
Luis Claudio

enquanto o planetinha se despedaça, aTRIPA…

Assunto: Velas ao vento

“E aí Mauval, quais as novas na capital da Guanabara?!!!

Pois então…. sou mais um dos brasucas que desistiram de lutar pelo pais
e zarpei destino ao velho mundo… depressão fortíssima no Rio Grande do Sul,
um dos piores estados pra se viver hoje. Os ventos sopraram as velas e vim parar
na terra de Cervantes, que já me deu uma alegria monstra, o sábado da Record
Store Day foi exatamente no dia do meu aniversário.
Várias lojas espalhadas pelo país promovendo e evento… tô mandando em anexo
a foto de uma das tendinhas que estavam participando do evento aqui em Valencia.

PS. Dia 7 de maio teremos o maior de todos, fazendo um barulhinho bom por aqui,
mister Zimmerman.”

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Gil

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Assunto: Viva o Ronca

“Mau Val Vei… Mau Val Vei… Mau Val Vei…

Salve, Mauricio, estava atrasado, mas já fiz uma pequena maratona e já estou em dia. E ouvindo o programa esses dias lembrei que a criança que vos escreve faz 3.0 agora dia 17 e de que fez 10 anos que subi no jumboteko do Ronca pela primeira vez, na época da Oi Fm.

Nessas 10 primaveras, fica cada vez mais claro que o Ronca é um exemplo. Exemplo de carinho com a torcida, de como divertir e informar e principalmente ouvir o NOVO.

Em tempos como estes, onde a música está cada vez mais portátel, mais manuseável, onde podemos a qualquer hora pegar o Yotoba, spotify, ou deezer e ouvir o som que amamos a qualquer hora em qualquer lugar, foi e é muito importante demais pra mim, ouvir o Ronca e deixar que tome o rumo que tiver que tomar. Isto sem falar, nos papos do programa que é tão bom quanto os sons que tocam.

É maravilhoso pôr os fones de ouvido a noite, deitar na cama, olhando pro teto, e viajar pela estrada ronqueira sem saber se vai aparecer o Frank Sinatra ou o Daminhão Experiença. E desse modo, a lista de indicações só aumenta, Boogarins, Cesária Évora, Prk 30, Shilpa Ray, Hugo Trincado, Sam Cooke, Billy Preston entre outros ao longo deste tempo.

Ouvir o que ainda não foi ouvido. É um chute bem dado na “paralisia musical”, que faz com que a pessoa escute exatamente as musicas que ouviam há vinte, trinta, quarenta anos, sem entrar ninguem novo na área, nenhuma novidade.

É um estilo de vida que busco levar comigo. É sentar do outro lado da mesa, é ir por um outro caminho para o trabalho, ver um outro estilo de filme, é o cara que sempre lê Shakespeare e de repente ler Bukowski, ou ir de Bilac a Leminski. É abrir os braços pra arte, pra vida.

Tipo o “novo sempre vem” aquela do Belchior. Só tenho a agradecer. Viva o Ronca e viva o Náutico também hahaha.

O Ronca tem uma importância estrogonófica, cabriocárica, pra mim. Muito obrigado mesmo, Mauricio.

Se possivel, caso você tenha Superstar ou We’ve Only Just Begun do Carpenters, pode mandar brasa.

Caso não tenha, sabe o álbum In-A-Gadda-da-Vida, da Borboleta de Aço? pode meter qualquer faixa que você bater o olho. Valeu mesmo.

Abçs”
Cleiton, de Recife.

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(atrasadinho, mas eu disse que colocaria aqui no poleiro)…

Assunto: Uma noite sonhei que era Jack Kerouac

“Salve Mauricio, tudo belezinha?

O roNquinha #330 foi uma beleza. E fez lembrança ao iNoxidável Júlio Barroso.

Queria saber se em algum momento da história do RoNca, englobando aqui os seus outros programas de rádio que existiram antes, um especial ou uma homenagem ao Júlio. Curiosidade mesmo. Ele é uma figura que acho foda pra dedeu, mor referência e que precisa sempre ser lembrando.

Voltando ao programa #326 onde tocou nossa amada Siouxsie & The Bashees com “Christine” uma versão demo delicinha. E te falar, achei que fosse rolar a versão da Gang 90, “Lilik Lamê” que é maravilhosa, com a Alice Pink Pank nos vocais e que até onde sei (pode ser que passaram a info errada), a Siouxsie tava por fora dessa versão e quando descobriu ficou p… da vida e com razão, afinal tem que se dar os créditos todos certinhos aos artistas e afins. Mas que a versão da Gang ficou foda, ficou.

Será que rola de tocar em algum programa futuro ❤️?

Tô enviando a foto do único disco brasileiro lançando em 1983 que é de fato importante para o mundo. (Ainda estou a procura do compacto que tem “perdidos na selva/Lilik Lamê”, um dia consigo. Sem pressa, no seu tempo…)

Abraços sonoros & saudações Vascainas”

/+/

William

sissi & SS…

Assunto: cada lugar na sua coisa

“Oi Mauval,
Sabe que dia foi ontem? Do ano foi dia 13/04, que na vida já foi o dia de nascimento de SS – Mr Sergio Sampaio.
Aqui em Vitória rolou o 13° festival sergio sampaio (eu disse décimo terceiro), que finalizou ontem com o show do disco Sociedade da Grã-Ordem Kavernista. Teatro cheio!
Depois rolaram shows só com músicas de SS, noite linda, de encher o coração de esperança. Negozinho saiu da caverna todo pimpão pros leros, boleros, tangos e outras delícias – gente de verdade de todos os tipos, cantando as músicas e letras do maldito. É deus mamãe… Boloco!!!”

Sissi

a bula do #331…

moreira da silva – “cidade lagoa”

faces do subúrbio – “meu deus”

primal scream – “memphis groove” (the original memphis recordings)

arctic monkeys – “from the ritz to the rubble” (7″)

arctic monkeys – “fake tales of san francisco” (7″)

imarhan – “azzaman”

leon russell – “delta lady”

maria bethânia – “iansã”

leon russell – “a song for you”

ernani pires ferreira – “os melhores de 1985” (rock alive, flu fm, dezembro85)

gang 90 & absurdettes – “perdidos da selva” (7″)

gang 90 & absurdettes – “lilik lamê” (7″)

fela kuti & ginger baker – “let’s start” (ao vivo, 1971)

ouça AQUI o programa

caipirex, the taxi diver, tapioca, chuvarada e o quase pernoite…

“Salve, Simpatia!

Que chuva, hein? Na segunda fomos ao aquário lá no porto, saímos entre 5.30 e 6, e a chuva apareceu quando a gente tava no aterro, passando do Flamengo pra Botafogo. Quando chegamos aqui na Aníbal, a água já tava chegando no capô do táxi. No fim das contas deu pra chegarmos até a garagem do prédio ainda secos. O taxista ficou aqui com a gente pra comer tapioca e comer pão de queijo, pois não tinha como ir embora. Ele já tinha ligado pra mulher dizendo que provavelmente ia dormir aqui em Ipanema quando a chuva deu uma parada, a rua esvaziou, e ele tirou o time de campo.

Abração,”
Marcelo

o gavião da fiel (ou é muito alpiste pra minha gaiolinha)…

Subject: This is Religion

“Fala MauVal, e Nandão.

 

Aqui quem vos escreve e apenas mais um ouvinte fiel, e muito fiel ate pq eu sou Corinthiano, demorei anos, séculos, milênios para escrever um email para essa entidade que e o roNca-roNca, mas como o Nandão sempre diz, o tempo e um conceito relativo, e com isso começo minha explanção de como o vocês entraram na minha vida.
Eu comecei a ouvir o ronca na Oifm não me lembro o ano, exatamente mas creio q por volta de 2010, na epoca eu era atleta ainda jogador de polo aquático e meus treinos sempre acabam as 22:00 e nas terças eu saia vazado do treino sem banho nem nada com o cloro no corpo pra ouvir o ronca na volta de casa, eu treinava na Zona sul de são paulo, e moro ate hj na Zona Leste, então dava pra ouvir boa parte do Ronca no caminho, e quando chegava em casa e ficava no carro ate acabar, depois quando voces migraram de vez para internet o ronca saiu das minhas terças feiras e foi para minhas viagens e roles por são paulo eu nunca perdi um programa dessa era internetica do ronca, dai entendi o This is religion pq o Ronca e minha “religião” as vezes deixo acumular 2 programas pra escutar um na ida pra praia e um na volta, aprendi muito com voce MauVal, e so queria agradecer, primeiro pq botar a sementinha do vinil na minha cabeça, hoje tenho uma coleção bacana de vinis, pautados a maioria por coisas q ouvi no ronca ronca, sou um consumidor maluco de Afrobeat, e ate comprei o livro do professor Carlos Moore a quem não conhecia ate ouvir ele ai, isso sem contar outras tantas coisas que aprendi e consumo por conta do que ouvi com você, minha biblioteca musica e livros ( o preto e branco ta la lindo) e uma síntese de ronca ronca e com as ramificações do q eu aprendi ouvindo você; falando em professor Carlos Moore uma das coisas q mais me deixa feliz no Ronca são os convidados e como eles se expressam ai e como eu fiquei mais fã deles por escutar você falar deles e com eles, admiro hoje demais o Trabalho do Bernardo “B-negão”muito por todas as passagens dele por ai,e hoje sou muito mais Fã do Rodrigo Amarante quem eu tb chamo de Ruivo pelas entrevistas e como você fala dele por ai, isso me motivou muito a fazer a minha ultima viagem com o Ronca Ronca na orelha e na cabeça, fui pra Salvador e Fortaleza ver a abertura da Turne dos Los Hermanos, e quando ouvia o 330 com o mito Marcelo Caipirinha, você ainda tocou Corre-Corre foi épico.( eu nunca leio a bula do ronca antes de ouvir o programa e uma tradição hahaha).
Desculpa pelo tamanho do email, mas o Ronca, você, o nandão e toda a nação ronqueira faz muita diferença na minha vida hoje, sou um cara mais feliz hoje, muito obrigado MauVal por me dar essa luz em tempos sombrios, e pra não faltar o cliche pede pro nandão me mandar aquele abraço de saudade, pq eu sinto saudade toda semana de vocês, e toca pra mim Fela Kuti com o Ginger Baker ou qualquer uma dos Los Hermanos.
Grande abraço, ate o fim quando so sobraram o discos de vinil os áudios do ronca e as baratas.
Sinceramente.”
Tiago